segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dois exemplos da crise no Senado




BLOG DO U: Nas últimas semanas, os que leram reportagens publicadas pela revista IstoÉ, tomaram conhecimento das novas suspeitas que envolvem o senador e ex-primeiro-secretário da Mesa do Senado, Efraim Morais (DEM-PB). Mas só quem leu a IstoÉ, porque o restante da mídia simplesmente ignora esses fatos.




Publica as denúncias contra alguns senadores visivelmente contrariada e com má vontade para no dia seguinte esquecer tudo o que envolve Efraim Morais, Artur Virgílio - estes, réus confessos - e tantos outros denunciados.




Suspeito, já de longa data, de ser um dos principais responsáveis pelo esquema de pagamento de propina e desvio de dinheiro público no Senado, contra o senador agora também paira a fumaça de que teria recebido uma gorda comissão de R$ 300 mil mensais pagos pela Ipanema Empresa de Serviços Gerais e Transportes Ltda.




Efraim queria indenizar empresa sob suspeitaNo final de sua gestão na 1ª secretaria do Senado a empresa já estava submetida a investigações, mas mesmo assim Efraim quis pagar-lhe uma indenização. No último dia 14, o senador subiu à tribuna do Senado para um discurso pífio, em que não conseguiu defender-se das acusações e nem convencer ninguém.


Até porque limitou-se a dizer que nas investigações sobre as fraudes constatadas em contratações no Senado não consta o nome de nenhum senador - como se elas já estivessem concluídas.




Uma das reportagens da IstoÉ (a da edição nº 2071, do dia 22 pp) associa seu nome à prática de fraude em licitações e de manter estreitas ligações com um dos integrantes do esquema de desvio de dinheiro de empresas fornecedoras do Senado, Eduardo Bonifácio Ferreira.Segundo a revista, o parlamentar paraibano teria de Eduardo Baonifácio, através de uma procuração, 50% das cotas do capital da Chemonics do Brasil, uma empresa não declarada no patrimônio de Efraim e cujo CNPJ pertence à Syngular Consultoria.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Imperador de São Paulo


BLOG DO U: Não é só com o prefeito Claudio Maffei que o Serra não quer conversar, parece uma pratica normal dos tucanos. É só ver o caso de Yeda no Rio Grande do Sul e ler o brilhante texto do jornalista no post abaixo.
Por Luís Nassif
Os condomínios de São Paulo receberam orientação passada pelas administradoras. A partir da entrada em vigor da lei estadual antifumo, se forem encontrados cinzeiros ou tocos de cigarro em áreas comuns de condomínios, o sujeitará a multas de R$ 700 a R$ 3 milhões.A lei proíbe até os condôminos decidirem por unanimidade autorizar o cigarro em áreas comuns. Se um síndico encontrar um morador fumando, como deverá proceder?

“Artigo 3º - O responsável pelos recintos de que trata esta lei deverá advertir os eventuais infratores sobre a proibição nela contida, bem como sobre a obrigatoriedade, caso persista na conduta coibida, de imediata retirada do local, se necessário mediante o auxílio de força policial”. Se houver algum morador que queira ir à forra com o síndico? Bastará delatá-lo.
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Esse estilo truculento e arbitrário repetiu-se, agora, no episódio da extensão ilimitada da Substituição Tributária (ST), anunciado pela Secretaria da Fazenda do Estado. Houve reação de muitos setores, grandes redes, pequenos varejistas e atacadistas. A resposta do Secretário Mauro Ricardo extrapolou. “De fato, quem sonega está muito chateado com esse regime. Esses podem ir embora de São Paulo mesmo?”.
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O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria) é um imposto sobre o valor agregado. Funciona assim:
1. O primeiro fornecedor vende seu produto por, digamos 10, e recolhe 1,8 de ICMS.
2. O segundo compra o produto, agrega valor e vende por, digamos, 20.
Terá que pagar 3,6 de ICMS, mas poderá descontar o 1,8 pagos pelo primeiro.
E assim por diante.
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Esse tipo de imposto cumulativo permite a chamada fiscalização cruzada. Cada elo da cadeia impedirá que o elo anterior manipule o preço porque afetará o crédito de ICMS que ele terá ao seu dispor.
Sobra o última elo da cadeia, o varejista. Mas este já está submetido de forma cada vez mais ampla à Nota Fiscal Eletrônica.
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Na ST, o atacadista paga na frente o imposto, depois cobra do varejista. Deveria ficar restrita a poucos setores, com peso expressivo na arrecadação. Especialmente por ser um imposto que incide sobre o valor de mercado do produto, difícil de apurar.
Mesmo assim, decidiu-se estendê-lo a uma gama enorme de produtos.

Para definir os preços de referência dos produtos, montou-se uma ampla pesquisa, que não diferencia produtos nem regiões. Por exemplo, uma mesma geladeira tem um preço mais alto se vendida no shopping Iguatemi do que na Zona Leste. Como se tirou uma média dos preços, o consumidor mais abastado do Iguatemi pagará proporcionalmente menos imposto do que o de menor renda da Zona Leste ou os do interior.
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Se houver cobrança maior, a restituição será impossível. Se houver venda para outros estados, a sistemática inviabilizará a capacidade competitiva dos atacadistas paulistas.

O problema maior é a absoluta incapacidade de dialogar com quem quer que seja. O governador encastelou-se no Palácio Bandeirantes e qualquer demanda – da Polícia Civil, de movimentos sociais ou empresariais – é tratada ou a cacetada real, no caso de manifestantes, ou verbal, no caso dos empresários

Receita do último suspiro de Serra, antes do naufrágio iminente


BLOG DO U: O governador José Serra é conhecido internacionalmente por ter um pé na cozinha. O seu governo no estado de São Paulo já ficou famoso por ter fritado a educação e colocado na geladeira a redução do IPI que o governo federal deu de presente pra todo o país.

Mas a última iguaria de José Serra
foi apontada pelo jornalista Luis Nassif em seu blog
: o último suspiro de serra é um prato simples mas que já rendeu 800 comentários no post do bom jornalista, além de uma indigestão campeã no comitê de campanha do PSDB.
Ingredientes: para último suspiro.

- 1 apoio irrestrito da Rede Globo

-20 jornalistas da Folha de São Paulo

- 1 governador tarado pra ser presidente

- 1 prêmio da ONU comprado na Ri-Happy

Modo de preparo:
Numa panela funda, afogue o governo Lula com um monte de denúncias falsas inventadas pela Veja. Deixe esfriar e use a Folha de São Paulo pra requentar esses mesmos factóides depois de um tempo. Aproveite essa folha usada para jogar açucar no período da ditaduraAssim que ninguém levar isso a sério e sua batata começar a assar, adicione um Sarney refogado.
Salpique meia dúzia de bobos dizendo “#forasarney” pra fingir que esse tempero faz parte da massa. Se alguém perguntar o que é esse bigode diga que é do saco do feijão.
Bata em uns estudantes na faculdade pro bolo crescer.
Pegue os 80 pedidos de CPI do seu estado, os milhões da campanha do Arthur Virgílio e a Yeda Crusius e reserve. Reserve debaixo do tapete, bem longe.


Se publicarem uma crítica negativa do seu prato, frite jornalistas e blogueiros, mas cuidado pra não ficar azeredo.
A receita acima dá pra 1 porção de segundo lugar nas eleições de 2010.

Ou você pode servir isso como merenda nas escolas do Estado de São Paulo. Convenhamos: as crianças da rede estadual de SP já comem coisa bem pior.

BLOG DO U: A estrela do PT sobe e desta vez em em uma cidade mais rica do estado de São Paulo mais precisamente em Paulinia capital do petrólio do interior paulista. Veja a reportagem da Folha.
A Justiça Eleitoral cassou o mandato do prefeito de Paulínia (SP), José Pavan Junior (DEM), por abuso de poder econômico, corrupção e compra de votos nas eleições municipais de 2008. A decisão da juíza Maria Raquel Campos Pinto Tilkian, da 323ª Zona Eleitoral, foi publicada ontem no "Diário Oficial" e inclui a vice-prefeita, Simone Moura (PMDB).

Pavan já recorreu da decisão mas a reportagem não conseguiu localizar os advogados do prefeito cassado para comentar o assunto.
A Prefeitura de Paulínia confirmou que o presidente da Câmara Municipal, Marcos Roberto Bolonhezi (PP), o Marquinho Fiorella, já assumiu o governo interinamente, conforme a decisão da juíza.

Em seu despacho, a juíza também determina que o segundo colocado nas eleições, Dixon Carvalho (PT), assuma o cargo, uma vez que Pavan não recebeu mais de 50% dos votos válidos.
A diplomação de Carvalho está marcada para a próxima sexta-feira (24), às 14h, no cartório eleitoral.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O labirinto da internet e o fim do monopolio da informação


BLOG DO U: A Internet tira o sono dos políticos conservadores e que acham que dominam os chamados currais eleitorais, mas a farra acabou os blogs e os microblogs estão tirando o sono deles.


TENDÊNCIAS/DEBATES - FOLHA SP
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br


JOÃO SANTANA


Os deputados erraram onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A Internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação


UM PARADOXO da cultura contemporânea é a incapacidade da maioria dos políticos de entender a comunicação política. Essa disfunção provoca, muitas vezes, resultados trágicos.É o caso da lei votada pela Câmara dos Deputados para regular o uso da internet nas eleições.


Se aprovada sem mudanças pelo Senado, vai provocar um forte retrocesso numa área em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo -sua legislação de comunicação eleitoral. Sim, a despeito da má vontade de alguns e, a partir daí, de certos equívocos interpretativos, o Brasil tem uma das mais modernas legislações de comunicação eleitoral do mundo.


O nosso modelo de propaganda gratuita, via renúncia fiscal, é tão conceitualmente poderoso que se sobressai a alguns anacronismos da lei, como o excesso de propaganda partidária em anos não eleitorais ou a ridícula proibição de imagens externas em comerciais de TV.


Os deputados decidiram errar onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação.Para nós da área, ela abre fronteiras tão imprevisíveis e desconcertantes como foram a Teoria da Relatividade para a física, a descoberta do código genético para a biologia, o inconsciente para a psicologia ou a atonalidade para a música.Na comunicação política, a internet é rota ainda difícil de navegar.


Somos neogrumetes de Sagres em mares bravios. Não por acaso, o mundo está infestado de curandeiros internáuticos a apregoar milagres. E a mídia potencializa resultados reais ou imaginários (”Ah, a campanha do Obama!”, “Ah, as eleições no Irã”, “Ah, o twitter do Serra”, “Ah, vem aí o blog do Lula”) sem que se consiga aferir a real dimensão do fenômeno.


Se é perturbadora para nós do meio, por que não o seria para legisladores e juízes? Principalmente para os políticos, que, como se sabe, sofrem desconforto com a comunicação política desde o surgimento dos meios modernos.Desde sua origem nas cavernas, o modo de expressão política tem dado pulos evolutivos sempre que surge um novo meio.


De Aristóteles, patrono dos marqueteiros, passando pelos áureos tempos da santa madre igreja, que já deteve a mais poderosa máquina de propaganda política -é a criadora do termo com sua “Congregatio de Propaganda Fide”-, até os dias de hoje, a comunicação politica é feita por meio de uma simbiose entre o que se diz -o conteúdo retórico-persuasivo- e seu suporte de expressão, as ferramentas comunicacionais.


Um influenciando o outro e os dois influenciando, sem parar, as sociedades e instituições.Foram enormes os pulos causados pela imprensa, pelo rádio, pelo cinema e pela TV na forma e no modo de fazer política. Mas nada perto dos efeitos que trará a internet.Não só por ser uma multimídia de altíssima concentração, mas também porque sua capilaridade e interatividade planetária farão dela não apenas uma transformadora das técnicas de indução do voto mas o primeiro meio na história a mudar a maneira de votar.


Ou seja, vai transformar o formato e a cara da democracia.No futuro, o eleitor não vai ser apenas persuadido, por meio da internet, a votar naquele ou naquela candidata.Ele simplesmente vai votar pela internet de forma contínua e constante.Com as vantagens e desvantagens que isso pode trazer.As cibervias não estão criando só “novas ágoras”.


Criam também novas urnas. Do tamanho do mundo. Vão ajudar a produzir uma nova democracia tão radicalmente diferente que não poderá ser adjetivada ou definida com termos do nosso presente-passado, tipo “representativa” ou “direta”.Sendo assim, creio que nossos legisladores não vão querer passar para a história como os que imprimiram um sinete medieval em ondas cibernéticas. Não é só o erro, como já se disse, de encarar um meio novo com modelos de regulação tradicional. É porque a internet, no caso da comunicação política, nasceu indomável.


E sua força libertadora tem de ser estimulada, e não equivocadamente reprimida.Já há um consenso do que deve ser modificado na proposta da Câmara. O Senado, que vive profunda crise de imagem, tem um bom tema de agenda positiva. Mas não é por oportunismo que urge corrigir os equívocos da Câmara. É simplesmente pelo prazer de estar conectado com o futuro.




JOÃO SANTANA, 56, é jornalista, publicitário e consultor político. Já coordenou o marketing de dezenas de campanhas estaduais e municipais (como a de Marta Suplicy em 2008), além de três campanhas presidenciais, no Brasil (Lula em 2006), na Argentina e em El Salvador

domingo, 19 de julho de 2009

Risco político já influencia juro futuro


BLOG DO U: De uma lida no texto e tire suas conclusões,


Eleição de 2010 e possível troca no BC deixam o investidor cauteloso
Leandro Modé -O Estado SP


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reúne-se terça e quarta-feira para definir o novo nível da taxa básica de juros (Selic), hoje em 9,25% ao ano. Nem analistas nem investidores estão lá muito preocupados com a decisão porque dão como certo um corte de 0,50 ou 0,25 ponto porcentual. A atenção deles está voltada para o futuro.


Pela primeira vez em muito tempo, mercado financeiro e Banco Central estão em lados opostos em relação às perspectivas de médio e longo prazos para a Selic. As explicações para a divergência vão além dos fatores técnicos. Se é verdade que o movimento não é exclusividade brasileira (leia texto nesta página), tampouco se pode negar que o risco político já afeta as expectativas para os juros.


Esse risco se divide em dois. Uma parte está relacionada à sucessão presidencial em 2010, uma vez que os dois principais candidatos, Dilma Rousseff e José Serra, são considerados “heterodoxos” demais pelos investidores. Ou seja, ambos tenderiam a ser menos conservadores na condução das políticas fiscal e monetária. A apreensão de mercado pode até se basear em especulações, mas ela influencia variáveis importantes da economia.


“Seja Serra ou seja Dilma, o fato é que o ministro da Fazenda será Luciano Coutinho (atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”, diz um economista, em tom jocoso. “O (atual ministro Guido) Mantega também é heterodoxo, mas tem uma diferença importante em relação a Coutinho: por ser maleável, segue a linha pragmática de Lula. Coutinho implementaria na prática o que pensa.”


Outro especialista, bastante respeitado pelos seus pares de mercado, centra fogo em Serra. “O governador diz, não é de hoje, que os juros deveriam ser mais baixos e o dólar, mais valorizado. Ora, todos os países que adotaram essa política tiveram um resultado: inflação.”


Outra parte do risco está ligada à indefinição sobre as ambições eleitorais do presidente do BC, Henrique Meirelles. Várias perguntas estão na cabeça dos investidores: Meirelles será ou não candidato ao governo de Goiás? Se sim, quando deixará o BC? Se deixar, quem será o substituto? O substituto terá força para aumentar os juros, caso necessário, levando-se em conta que 2010 é ano eleitoral? Procurado pelo Estado, o presidente do BC não se manifestou.


O próprio Meirelles atraiu os holofotes para a divergência com o mercado ao dizer, terça-feira, que “a curva de juros embute prêmios de risco em relação às projeções de inflação do BC, por exemplo, que talvez não sejam adequados à situação do Brasil”. Em linguagem mais clara, significa que as taxas expressas nas operações do mercado futuro não condizem com as expectativas para a inflação.


O BC já havia feito uma referência ao tema na ata da reunião do Copom de 28 e 29 de abril. Dizia o texto, no parágrafo 23: “O Comitê entende que a melhora do cenário prospectivo para a inflação em 2009 e em 2010 não foi, até o momento, incorporada na estrutura a termo da taxa de juros.” A frase foi retirada da ata da última reunião.


Sexta-feira, os contratos de juros negociados na BM&F projetavam taxa Selic de 8,65% em janeiro de 2010, 9,68% em janeiro de 2011 e 10,91% em janeiro de 2012. Comparadas a uma Selic de 8,75% (aposta majoritária do mercado para o Copom desta semana), as projeções da BM&F embutem uma alta de um ponto porcentual do juro ao longo de 2010.


De outro lado, em uma aparente contradição, as previsões para a inflação seguem dentro da meta de 4,5%. Segundo o mais recente boletim Focus, que resulta de uma pesquisa do BC com uma centena de instituições financeiras e consultorias, a expectativa para o IPCA é de 4,5% em 2009 e 4,40% em 2010. Portanto, ao menos em tese, a Selic entre 8,75% e 9% seria suficiente para manter a inflação na meta.


Essa discussão é relevante porque envolve as taxas de juros cobradas de empresas e cidadãos comuns já no presente. “Quando um banco empresta dinheiro, ele olha para os juros futuros para definir o custo desse crédito”, diz um analista. Juro futuro alto é igual a crédito mais caro no presente.


Outro especialista avalia que o mercado está fazendo muito barulho por nada - e lembra que muitos operadores aproveitam a situação para lucrar. “Não há chance de o Brasil passar em 2010 o que viveu em 2002 (antes da eleição de Lula). Os fundamentos são muito mais sólidos, a começar pelas reservas de quase US$ 210 bilhões, que reduzem a quase zero o risco de disparada do dólar.”
De uma lida no post abaixo e veja como estão analisando o editorial do Estadão hoje os blogs independente.
É muito mais saudável e realista uma mudança hoje do que foi em 2002, mas para a nossos jornais isso é mera coencidência do acaso.

"O risco Serra”


BLOG DO U: O artigo do Estadão deste domingo procura esconder um fato singelo: com Dilma, continuando o trabalho sério iniciado por Lula com Palocci, a autonomia operacional do Banco Central, as metas de inflação e o prosseguimento da estabilidade é uma garantía aportada não só pela prática deste 7 anos. É a continuidade de uma política econômica responsável e de inclusão social, defendida hoje pela maioria do PT.


Já com Serra, que discorda da autonomia e da política do Banco Central, que é errático na sua política fiscal e tributária com autoritarismos visíveis, é a incerteza. Ele é questionado não só pelos empresários, mas também por uma boa parte dos próprios tucanos fora do eixo São Paulo - SP. Como diz um empresário citado no artigo “O governador diz, não é de hoje, que os juros deveriam ser mais baixos e o dólar, mais valorizado. Ora, todos os países que adotaram essa política tiveram um resultado: inflação.”


O que piora as incertezas do que começa a ser chamado do “risco Serra” é a desconfiança enquanto ao valor dos compromissos que o candidato possa assumir, já que várias vezes tem agido contrariando suas afirmações sobre suas intenções.


Como hoje o Brasil, diferentemente de 2002 exaurido pela política de FHC, está em rota ascendente, o risco de uma virada pode jogar a perder todo o caminho percorrido nestes sete anos. O risco é uma política dirigista e voluntarista na economia combinada com privatizações, assim como o agravamento dos conflitos sociais e com o funcionalismo.


A democracia brasileira e suas instituições são suficientemente fortes e solidas para assegurar, sem qualquer problema, a alternância democrática. Não é isso que está em discussão. O que 2010 irá definir é o rumo do Brasil. As alternativas não devem ser obscurecidas pelo oportunismo eleitoreiro tradicional, que consistirá a apresentar a candidata de Lula, Dilma Rousseff e o candidato tucano José Serra como semelhantes, para beneficiar uma mudança de rumo em favor do campo conservador e que implicará em retrocessos pesados para a população brasileira.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quem manda na Polícia? Serra é sujeito oculto no editorial do Estadão


......................"O SUJETIO OCULTO"...................................
BLOG DO U: Corrupção policial em SP, olha o que publicou hoje o editorial do Estadão.

José Serra não é citado! Parece que estão falando da polícia de Jupter! Nõa existe uma única referência ao governador, só a “boa iniciativa” do secretário de segurança em levar a corregedoria da PM para seu gabinete.Mais um “esquecimento” do editorial foi citar a PF na prisão de Abadia, falam que ele era procurado pela Interpol, mas depois se “esquecem” de falar que acabou preso pela PF.Viva o Estadão!


Embora esteja longe de ser o único tipo de ação criminosa que tem contaminado a polícia paulista, o achaque a traficantes tornou-se prática de dimensões impressionantes no organismo de segurança pública deste Estado. Matéria publicada sexta-feira neste jornal dá conta do indiciamento, pela Corregedoria da Polícia Civil, de 14 policiais em 4 inquéritos diferentes, sob a acusação de terem extorquido pelo menos R$ 2,7 milhões dos traficantes colombianos Juan Carlos Ramirez Abadía e Ramón Manoel Yepes Penagos, conhecido como El Negro. Outros três policiais são suspeitos, tendo um deles obtido liminar, do Tribunal de Justiça, livrando-o de ser indiciado no inquérito. Ao todo estão em andamento cinco investigações por extorsão, praticada por policiais contra criminosos colombianos e membros de suas quadrilhas.
O traficante Abadía, que foi extraditado para os Estados Unidos em 2008, era o chefe do cartel do Norte do Vale quando foi preso pela Polícia Federal em 2007, neste Estado. Descobriu-se, logo depois, que ele pagou resgate de três de seus subordinados e da mulher de um deles, pois estes haviam sido sequestrados e achacados por policiais de Diadema, do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) e do Detran. El Negro, bandido que resgatou a fortuna de ? 70 milhões que seu chefe Abadía mantinha no Brasil, era procurado pela Interpol. Pagou ? 400 mil a policiais do Denarc para fazer-se passar por outra pessoa. Os policiais teriam dado a ele uma identidade falsa, como se fosse um meliante que cumpriria discretamente uma pena de 5 anos por venda de pequena quantidade de ecstasy e seria posto em liberdade logo, sem que ninguém se desse conta. Como se vê, não tem faltado criatividade quando o objetivo de maus policiais é obter lucros com os criminosos.
A extensão da cumplicidade criminosa no seio da polícia se comprovou pela morosidade descabida no andamento desses inquéritos. No caso de Abadía, os inquéritos sobre os achaques permaneceram nas gavetas da Corregedoria por dois anos. E, apesar do reconhecimento das vítimas, da apreensão de carro dado para pagar suposta propina e das provas levantadas pela Polícia Federal, nenhum policial civil era indiciado. Esse imobilismo só acabou em abril, quando a nova diretora da Corregedoria pediu ao Ministério Público Estadual cópia da fita em que o traficante fazia várias revelações e afirmações, entre as quais esta: “Para acabar com o tráfico de drogas em São Paulo basta fechar o Denarc.” Em junho o secretário de Segurança, Antonio Ferreira Pinto, também pediu cópias das investigações e constatou que havia indícios suficientes de autoria. E estranhou tanta demora nas investigações, que prejudicava o trabalho de obtenção de provas. A partir daí, em menos de 20 dias o delegado que presidiu os inquéritos indiciou a primeira leva de policiais suspeitos.
Outra matéria publicada pelo jornal na mesma sexta-feira, também sobre investigações em curso na Corregedoria da Polícia Civil de SP, deu conta de que nada menos de 90 policiais são suspeitos de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. E só de janeiro a junho foram apreendidos, na capital e Grande São Paulo, 20.967 equipamentos dessa modalidade de jogatina ilícita. Com tudo isso é de se observar – para dizer o mínimo – que o sistema de correição da Polícia Civil de São Paulo é algo extremamente travado, estando a necessitar de mudanças estruturais. Nesse sentido, parece-nos muito oportuno o plano do secretário de Segurança paulista de trazer para seu gabinete o controle dessa Corregedoria. Isso porque não haverá aperfeiçoamento algum ou modernização de equipamentos, nomeação de profissionais qualificados ou melhorias de treinamento, articulação com as comunidades, fiscalizações do tipo “tolerância zero” ou o que mais se tente para melhorar a segurança pública paulista, sem que antes se realize uma profunda limpeza moral no organismo policial. E a cobrança mais rigorosa – facilitada por ser comandada pela autoridade de maior peso de todo o sistema de correição – sem dúvida poderá se tornar um importante primeiro passo nessa direção.

domingo, 12 de julho de 2009

CPI Bumerangue


BLOG DO U: A oposição e a CPI da Petrobras, são iguais a plataforma P36 que afundou na gestão FHC onde a Petrobras ia se chamar petrobrax.


A CPI e suas metas ou seria meta da oposição, o bom colunista Santayana descreve com maestria essa história. Leiam, por favor.


Por Mauro Santayana (JB Online)


O governo decidiu aceitar a instalação da CPI da Petrobras. Poderia tê-lo feito antes, uma vez que dispõe de maioria no Senado. Agira com prudência, ao tentar impedi-la, porque a Petrobras – a maior empresa brasileira, e uma das maiores do mundo – tem as suas ações negociadas nas bolsas internacionais, e qualquer suspeita sobre suas atividades lhe acarretará danos. Duas devem ter sido as razões principais que orientaram o Planalto a solicitar a instalação do colégio investigador. Diante da crise na Câmara Alta, é melhor que a instituição saia do círculo de giz, e passe a atuar, ainda que por iniciativa da oposição e contra o próprio governo, e o presidente confia na lisura das atividades da empresa. Além disso, as principais figuras da oposição se encontram enodoadas com os escândalos. Se o Senado se encontra desmoralizado diante da opinião pública – e é inegável que assim está – situação e oposição se acham sob a mesma tacha. Escapam, como tantos já constataram, algumas poucas ovelhas, em rebanho enegrecido pelas cinzas da corrupção. As circunstâncias fecham com escolhos o trajeto da CPI. Dificilmente as suas sessões serão acompanhadas pelo interesse da cidadania, cansada dos mesmos comediantes de sempre.


A Petrobras, com todos os seus êxitos, vale mais como símbolo da obstinação brasileira do que pelos seus resultados econômicos, por maiores eles sejam. Suas imensas receitas, que nos ajudaram a vencer as duras dificuldades do subdesenvolvimento, revelam a inteligência de nossos geólogos, engenheiros de minas, engenheiros mecânicos e trabalhadores comuns. Essa massa de pesquisadores e inventores não se reuniria, sem que a precedessem os atos políticos de brasileiros comuns, entre eles intelectuais e jornalistas, como Monteiro Lobato, Gondim da Fonseca, Domingos Velasco e Mattos Pimenta, Joel Silveira, Barbosa Lima, Oscar Niemeyer e muitos outros.



Os mais jovens não sabem o que é um povo sem petróleo. Durante muito tempo comprávamos, dos Estados Unidos, a gasolina a conta-gotas, e mantínhamos estoques de curta duração. A energia sempre foi arma estratégica. A partir do momento em que a gasolina servia de suporte a uma forma de vida – também ela importada do Norte – dela não poderíamos prescindir. Se houvesse, por acaso, uma guerra em que o Brasil se envolvesse com qualquer vizinho, bastaria aos norte-americanos fechar o nosso suprimento e favorecer o inimigo. Pouco a pouco, fomos construindo pequenas refinarias, mas sempre dependíamos do petróleo bruto, e esse estava sob o controle das sete irmãs. Temos a acrescentar que a iluminação elétrica era luxo de algumas cidades. A iluminação das casas, no vasto interior, quando não se fazia com o óleo de mamona, dependia do querosene Jacaré, produzido, importado e distribuído em latas de 20 litros pela Standard Oil. Nos morros do Rio de Janeiro e nos subúrbios das cidades maiores do resto do país, as lamparinas se alimentavam desse combustível.



Impingiram-nos a ideia de que no Brasil não havia petróleo. Os gases emanavam de fendas no solo, aqui e ali, e, de alguns poços pioneiros – como o de Lobato, na Bahia – ele chegou a jorrar com timidez, mas, segundo alguns, não tínhamos o óleo. Havia petróleo na Argentina, na Bolívia, no Paraguai, na Venezuela, na Colômbia, no Peru – não em nosso solo.



A criação da Petrobras custou o suor e o sangue de muitos brasileiros. Podemos encontrar dezenas de explicações para a morte de Getúlio, em agosto de 1954, todas marcadas pelo petróleo. A sanção da lei que criara a empresa, em outubro do ano anterior, enfrentou a reação orquestrada da grande imprensa, a serviço dos interesses externos. Vargas só contava com os trabalhadores e com os estudantes, que não dispunham do poder de mobilizar os militares, como fizeram Lacerda e outros. A Petrobras, que afrontou todas as dificuldades para consolidar-se, foi recentemente mutilada pelo governo tucano, que rompeu o monopólio estatal e abriu seu capital aos estrangeiros. A iniciativa da CPI, à parte o interesse em desestabilizar o governo, visa a favorecer a entrega do petróleo do pré-sal a empresas multinacionais.


Se existem irregularidades na Petrobras, há como identificá-las e saná-las, mediante os organismos oficiais de controle, como o TCU, a CGU e o Ministério Público – com rigor, e sem espetáculo.


A CPI da Petrobras provavelmente terá o percurso de um bumerangue: golpeará os que a promovem.



sexta-feira, 10 de julho de 2009

MUNDO DE PONTA-CABEÇA

BLOG DO U: Caros amigos!! Direto do Blog do Quem

Pra não dizer que não falei das flores...


- O Sarney não deveria nunca ter sido eleito presidente do senado, não tem envergadura moral nem para ser senador... quanto mais presidente do senado. Controla o Maranhão, as mídias... tem um verdadeiro cartel do poder. Não deveria.... mas foi.


- o Sarney foi presidente do senado, caros amigos, com o apoio indistinto da imensa maioria dos senadores daquela casa.


- INFELIZMENTE, caros leitores, nossos senadores têm o privilégio de votação secreta (como outros atos secretos...) então você não tem como saber como o senador que você elegeu age em alguns casos.... a eleição para presidente do senado é um desses casos....


- mas 49 dos 81 senadores votaram no Sarney... 60,5% dos senadores....


- numa campanha entre a mudança e a tradição... a tradição ganhou com 49 senadores.


- a vanguarda do retrocesso!!!


- estavam disputando a presidência: o Sarney do PMDB e o Tião Viana do PT.


- o vice do Sarney era o Marconni Perillo (PSDB-GO), notem que o PSDB sempre disse que apoiou o Tião do PT.


- Quem apoiava o Sarney, caros amigos?? Quem apoiava o candidato Sarney, que poderia vencer o candidato do PT??


- O Sarney ganhou a eleição. O PSDB ficou com a vice-presidência. O DEM apoiou abertamente.


- e surgiram os atos secretos.... há mais de 14 anos..... uma tradição no senado federal.... vieram a tona!! quem será que tem interesse nisso?


- O Sarney (candidato da tradição...) foi eleito nesse ano para um mandato de 24 meses. Mas a renúncia do Sarney acabaria com os atos secretos?


- Segundo Pedro Simon (também do PMDB e que apoia Yeda Crusios no RS e pau que bete em Sarney não pode bater em Yeda) a renúncia acabaria com as denúncias contra o senado: "Se Sarney renunciar hoje, termina isto(o denuncismo contra o senado)" - Pedo Simon


- Interessante, com a renúncia do Sarney, assume o vice, Marconni Perillo, do PSDB e principal aliado do DEM, e acabam as denúncias contra o senado...


- Então o DEM (tradiçaõ da tradição - ex PFL ex ARENA!!) muda de lado e passa a apoiar a renúncia do Sarney


- aí o Lula age deseperadamente para evitar a renúncia da vanguarda do retrocesso


- porque precisa do apoio do PMDB para 2010, e mais do que isso, precisa desesperadamente que a presidência do Senado não caia nas mãos do PSDB (porque o PSDB já disse que quer tornar o Brasil igovernável - palavras do líder Arthur Virgílio)


- e para isso vale tudo.... até apoiar o retrocesso da vanguarda


- mas.. mas.... e os atos secretos?? ahhh... esses sempre estiveram em segundo plano


terça-feira, 7 de julho de 2009

O livre mercado se regula sozinho, será?

BLOG DO U: Olha que acontece quando o mercado não é regulado pelo governo, mas especificamente em São Paulo onde a empresa de prestação de serviços de telefonia está sozinha sem concorrência a altura.

Essa matéria na resvista Època mostra bem isso.


Telefônica em crise?
Sob críticas, a operadora monta um plano de emergência – mas cresce a pressão por mais concorrência em São Paulo
Thiago Cid

AVAL DA MATRIZ Antônio Valente, presidente da Telefônica no Brasil, diz ter autorização da Espanha para investimentos
Na tarde de 2 de julho, quando a primeira pane do serviço de banda larga Speedy completou um ano, os internautas de São Paulo não conseguiam navegar na internet. Os usuários do Speedy não apreciaram a ironia. Para eles, a falha foi uma nova crise de uma enxaqueca com a qual vêm se habituando. O serviço de telefonia fixa da operadora também teve problemas, no dia 6 de junho. Especialistas do setor de telecomunicações apontam a falta de investimentos como razão das panes. O órgão responsável por fiscalizar a prestação do serviço, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), obrigou a empresa a apresentar um plano de emergência. A Telefônica entregou o plano, que está sendo avaliado pela agência.

A Telefônica refuta a tese do investimento insuficiente e atribui as panes – pelo menos cinco – a problemas pontuais. “Houve erros e não podemos negá-los, mas a Telefônica investiu R$ 37 bilhões em dez anos e pretende investir R$ 750 milhões em 2009”, afirma Fabio Bruggioni, diretor executivo de negócios da empresa. Segundo Bruggioni, as panes foram causadas por interferência de hackers ou problemas na manutenção da rede. Dinheiro para investir há, afirma. O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, diz ter recebido o aval da matriz espanhola para investir mais, se necessário.

As falhas no serviço deixaram mais de 2,6 milhões de assinantes sem internet por horas, incluindo pequenas e médias empresas que precisam da rede para realizar seus negócios. A Anatel proibiu novas vendas do Speedy no dia 22 de junho, até que avalie e aprove o plano de ação de emergência proposto pela Telefônica para melhorar o serviço. A decisão do órgão regulador, além de ter demorado a sair, segundo especialistas, também pune os consumidores. Com pouca opção de outras operadoras às quais recorrer – a Telefônica detém 61% do mercado de banda larga em São Paulo –, cidadãos e empresas dependem do Speedy. É o único serviço disponível em diversas áreas da capital e do interior, por utilizar a infraestrutura da telefonia fixa herdada com a compra da Telesp. O serviço não deverá voltar a ser vendido em breve, já que o conselho da Anatel responsável pela avaliação do plano estará em recesso até 21 de julho.

Além da discussão sobre um serviço fundamental mal prestado, o caso esquenta o debate sobre a falta de concorrência no maior Estado do país. “O fato de ter seu mercado assegurado fez a Telefônica não investir na rede”, diz Ruy Botessi, presidente da Associação dos Engenheiros de Telecomunicação (AET), que elaborou um documento sobre as panes a pedido da Anatel. A mesma visão é compartilhada por Luiz Cuza, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp). “A solução para o problema não é simplesmente forçar a Telefônica a ampliar os investimentos, mas permitir que o consumidor tenha outras empresas como opção”, afirma.



Diante do excesso de versões e da carência de informação, o deputado federal Julio Semeghini (PSDB-SP) organizou uma audiência sobre o caso na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. Foram chamados representantes da Telefônica e da Anatel. “Somente com concorrência seremos capazes de forçar as operadoras a ter um nível de investimentos constante na melhoria dos serviços”, afirma. “Queremos saber por que ocorreram as falhas e como a Anatel pode agir para garantir um bom serviço”, diz Semeghini. Ele também deverá sugerir que a agência se apresse em liberar o uso de mais faixas de frequência, para que outras operadoras entrem rapidamente no mercado.
Notaram a levesa da matéria, pois é, eu também.
Mas em se tratando de Época da editora Globo pode se esperar tudo a favor da direita paulista (PSDB) e sua turma.
Agora se a administração do Estado estivesse na mão de um grupo de esquerda com visão socialista, a matéria seria bem diferente. É por isso e por outras que não acreditamos mais no PIG.

domingo, 5 de julho de 2009

Os políticos e a imprensa


BLOG DO U: Os que critcam hoje já fizerá parte do lado podre do Senado.

por Sonia Montenegro, em 3/7/2009 no blog vi omundo.


Em 25 de abril de 1984, a emenda que viabilizaria a eleição direta foi derrubada, apesar do grande movimento popular que clamava a volta da democracia e o direito ao voto.
Neste tempo, o político mineiro Tancredo Neves, apesar de comparecer aos comícios das Diretas Já, torcia para que a emenda não fosse aprovada, para que ele pudesse se candidatar pelo PMDB, e ser eventualmente eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. Tancredo sabia que sua única chance seria a eleição indireta.


Em 23 de julho, PMDB e PFL assinam aliança Tancredo-Sarney, como candidatos do Colégio Eleitoral para a escolha do novo Presidente e vice da chamada “nova” República.
Tancredo conseguiu a aprovação da imprensa, já havia se entendido com o Roberto Marinho das Organizações Globo, e construiu uma grande aliança que garantiu sua vitória no Colégio Eleitoral, porém, na véspera de sua posse, foi internado, sofreu 7 cirurgias, vindo a falecer
Sua morte só foi anunciada à nação no dia 21 de abril, para coincidir com a morte de Tiradentes, seu conterrâneo e mártir da independência. Tancredo era então o mártir da República. Enquanto ele agonizava, a imprensa o beatificava, com matérias e reportagens que geraram uma comoção popular, como de costume, aliás.


Em 15 de março de 1985 Sarney assume provisoriamente a presidência, e em 22 de abril, definitivamente. Nesta altura, já tinha tido vários mandatos como deputado, governador biônico (eleito indiretamente) do Maranhão, senador e presidente do PDS. Sua vida pública já era conhecida de todos, mas teve apoio no Congresso e conseguiu inclusive aumentar em mais 1 ano o seu mandato. Depois de deixar a presidência, elegeu-se senador pelo Amapá e compunha a base de apoio do governo de FHC.


Em 2002, sua filha, Roseana Sarney se candidata à presidência pelo PFL e começa a ameaçar a ida do tucano José Serra para disputar o 2º turno da eleição com Lula. Isso deixou os tucanos de orelha em pé, com a certeza de que alguma coisa teria que ser feita para impedir a vergonha do candidato de FHC não chegar nem ao 2º turno.


No dia 1º de março de 2002, a PF invade o escritório da Lunus (MA), empresa do marido da então candidata à presidência Roseana Sarney, e encontra R$ 1,3 milhão no cofre. A imprensa divulga imediatamente a pilha de dinheiro e derruba a candidatura da Roseana.


Em 20 de março, o senador José Sarney, pai de Roseana, faz discurso no plenário e acusa textualmente o candidato José Serra como o responsável pela ação da PF. Todos os envolvidos nela eram “gente do Serra”. Não se tem notícia de que tenha sido processado por seu discurso, nem que tenha sido ameaçado por “quebra de decoro”, pelas graves acusações que fez.
“Acusam a governadora pela aprovação da Usimar e esquecem o ex-ministro José Serra, que responde ao processo 96.00.01079-0 por ‘improbidade administrativa - ressarcimento ao erário’, a outra ação, 2000.34.00.033429-7, com a finalidade de ‘reparação de danos ao erário’, e ainda a várias outras ações ordinárias, cautelares, civis públicas, populares”.


O texto acima serve apenas para mostrar a hipocrisia dos políticos e da imprensa:
1- Tancredo fingia que apoiava o movimento pelas Diretas, mas torcia para que não fosse aprovada. Obviamente, a imprensa tinha conhecimento de tudo, mas como não interessava, não divulgava. (Há pouco tempo o jornalista Maurício Dias escreveu a esse respeito em Carta Capital)


2- Sarney, quando era da base de apoio do governo FHC era um político ilustre. Foi presidente do Senado no 1º ano do mandato de FHC (entre 1995 e 1997), seguido de ACM, Jader Barbalho…


3- As abundantes irregularidades do Senado agora denunciadas, já acontecem há pelo menos 15 anos, segundo se diz, mas só agora existe um real interesse em denunciá-las. Aliás, mais uma vantagem de ter Lula no poder: pela 1ª vez, os políticos que mandaram e desmandaram por todo tempo neste país querem apurar as irregularidades, embora retrocedam quando estas retroagem a 2002. FHC espertamente disse que o que aconteceu no seu governo já faz parte da história.


4- Renan Calheiros renunciou à presidência do Senado porque tem uma filha fora do casamento (reconhecida por ele) que foi sustentada por um empresário, mas FHC tem um filho também fora do casamento (não reconhecido por ele), que é sustentado pela Rede Globo (sua mãe é jornalista global, e foi transferida para a Espanha, para não causar transtornos ao pai), mas disso a imprensa não fala, exceto a revista Caros Amigos, que divulgou o fato, e não foi acionada nem contestada. Agora Renan é corrupto, mas ele foi Ministro da Justiça de FHC.


5- Sempre que são feitas denúncias de corrupção, a imprensa elege os “arautos da moralidade” para fazer seus comentários indignados. Os cidadãos desavisados tendem a acreditar que essas figuras são corretas, o que não corresponde à realidade. É pura hipocrisia!


6- Se a imprensa tivesse compromisso com a verdade, escolheria aqueles com ficha limpa, tendo portanto uma enorme responsabilidade pela péssima qualidade do nosso legislativo.


7- A imprensa apoiou o golpe de 64, a ditadura, o Collor, o FHC, e continuará apoiando o que de pior existe na política brasileira, para preservar seus interesses e de seus anunciantes. Essa é a sua lei maior!!!


8- José Agripino Maia é primo de Agaciel Maia, que em 19 de junho último casou sua filha, e contou com a família de Agripino pra prestigiar a festa! Fez-se na política nos tempos da ditadura, quando a corrupção não era noticiada pela imprensa, mas ainda assim, basta procurar para encontrar uma série de denúncias e irregularidades em sua vida pública, como dinheiro “por fora” para campanhas eleitorais. É dono também de alguns veículos de comunicação.


9- Heráclito Fortes também é político dos tempos da ditadura, e faz parte da “tropa-de-choque” do banqueiro condenado Daniel Dantas. Tinha em seu gabinete, desde 2003, como funcionária fantasma morando em São Paulo, Luciana Cardoso, filha de FHC. Recentemente defendeu o pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras para 3.883 funcionários durante o mês de janeiro, em pleno recesso, quando não houve trabalho parlamentar no Congresso.


10- Arthur Virgílio é o rei da cara-de-pau. Bradava contra o caixa 2 do PT, que chamam de “mensalão” apenas para dar uma impressão de maior gravidade, mas em entrevista ao Jornal do Brasil em 19/11/2000, reconhece que “foi obrigado” a fazer caixa 2 na campanha para o governo do Amazonas, e que podia reconhecer o fato publicamente porque o crime já prescrevera.


Quando foi prefeito de Manaus, teve nada menos que 46 operações e obras classificadas de irregulares, por uma auditoria no Tribunal de Contas do Município (TCM) JB 18/3/92. Recentemente, divulgou-se que seu assessor pediu a Agaciel US$10 mil, garantindo que um rateio entre “amigos” quitou o empréstimo. Agaciel nega ter recebido. Por atos secretos do Senado, contratou seu professor de jiu-jitsu, 3 filhos de seu subchefe de gabinete Carlos Homero Nina Vieira, um deles morando na Espanha, e ainda a mulher e a irmã de Nina Vieira, sem contar os gastos R$ 723 mil com despesas médicas de sua falecida mãe, em 2006.


Esses são os políticos que a imprensa (PIG) escolhe para dar depoimentos condenando a corrupção. Seria cômico se não fosse trágico!


Claro está que a intenção da imprensa e da oposição não é absolutamente a de moralizar o Senado, mas toda essa repentina perseguição ao Sarney tem alguns objetivos importantes para a oposição: paralisa o Senado, em tempos de crise mundial, prejudicando o governo e principalmente o país, e intimida os parlamentares da base de apoio deste governo. É como se estivessem dizendo a todos os parlamentares: cuidado, apoiar o governo Lula é muito perigoso!!!

Entrevista


BLOG DO U: Verissimo da uma mostra do que o PIG pode fazer com uma entrevista e o porque a Petrobras teve que criar um blog para se defender do PIG.



Verissimo - O Estado SP
Meu caro: recebi a revista com minha entrevista, que você não quis fazer por e-mail, como eu tinha sugerido, nem com um gravador, como seria prudente. Confiou na sua memória e nas suas anotações e o resultado aí está. Começando já na primeira pergunta, sobre o meu método de trabalho.


Reconheço que não falo com muita clareza, mas definitivamente não, repito não, disse que antes de começar a escrever traçava uns miúdos, o que pode dar a entender que me preparo para o trabalho atacando sexualmente crianças portuguesas. O que eu disse foi que amiúde faço traços no papel, esperando que venha a inspiração. Também não sei de onde você tirou que só escrevo descalço e ouvindo Mozart.


Em outra pergunta, sobre o começo da minha carreira e as leituras que me influenciaram , onde está “corcundas libertários” deveria ser “concursos literários”, e onde se lê “Frei Beto” deveria ser “Flaubert”. Não me lembro exatamente o que disse sobre o Machado de Assis mas tenho certeza que não o chamei de “prótese motora”. Talvez fosse algo como “protomoderno”. Só saberíamos ao certo se você tivesse gravado!


Outra coisa. Sua pergunta sobre escritores brasileiros meus contemporâneos. Se eu for processado - e no caso do Paulo Coelho certamente serei, depois do que você botou na minha boca sobre ele - farei o possível para que você seja responsabilizado criminalmente. Não entendo como a expressão “fenômeno cultural”, a respeito dos novos autores da era da informática, possa ter saído como “fedor monumental”. Vou ter que telefonar para vários escritores amigos meus para desmentir o que está na entrevista, antes que mandem me bater.


Você também ouviu errado o nome da minha mulher. Ela ainda não leu a entrevista, mas fatalmente me perguntará sobre essa Lidia que, segundo você, é minha companheira e musa há tantos anos. Vai querer saber onde eu a mantenho escondida.


Meus dados biográficos também saíram errado. Eu não disse que fui adotado com um ano e pouco. Disse que nasci sem cabelo e por isso fui apelidado de “Coco”. Na infância não gostava de andar pelado na rua. Gostava de jogar peladas na rua. E não consigo imaginar o que eu falei que levou você a escrever que na adolescência fui sequestrado por um casal de ciganos e levado para a Romênia. Eu deveria ter adivinhado que você entendera errado quando antes de escrever me perguntou se o certo era “Romênia” ou “Rumênia”. Também não sei como o senador Heráclito Fortes entrou na minha lista de atores favoritos.


Por fim: eu disse que minha cor preferida era o vermelho. Saiu “azul”. Foi o que mais doeu.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Deputados petistas entregam manifesto de apoio à Emidio


BLOG DO U: (Foto e texto do Portal Hamiltom)Aconteceu na última terça-feira (30/6), na sede do Diretório Estadual do PT-SP, a entrega - por parte de deputados estaduais da bancada petista na Assembleia Legislativa, de um manifesto de apoio à candidatura do prefeito de Osasco, Emidio de Souza, ao governo do Estado.


A entrega foi feita ao presidente do Diretório Estadual do PT-SP, Edinho Silva, que compõe a comissão que está incumbida de discutir a tática eleitoral no PT e junto aos partidos do chamado campo democrático. Além de Edinho, esta comissão é composta pelos líderes das bancadas petistas na Câmara de Deputados, Candido Vaccarezza, e Assembleia Legislativa, Rui Falcão, e do presidente do Diretório Nacional do PT, Ricardo Berzoini.


Manifesto - 15 dos 19 deputados estaduais do partido assinaram o documento. Estiveram no diretório para a entrega do manifesto os deputados Carlinhos Almeida, Antonio Mentor, José Zico Prado, Donisete Braga, Hamilton Pereira, Marcos Martins, Vanderlei Siraque e Roberto Felício. Segundo o deputado Carlinhos Almeida, o documento não é contra nenhuma candidatura petista e sim a favor da candidatura do prefeito Emídio. "O que queremos com esse manifesto é ressaltar a importância do candidato do PT ser um quadro com experiência política e administrativa, que possa de fato contribuir para a implantação de um projeto alternativa à política tucana em São Paulo", disse o deputado.


Durante o ato foi destacado o perfil de Emídio - que já foi vereador, deputado estadual e é prefeito reeleito de Osasco-, e que tem uma trajetória política que se confunde em muitos momentos com a história do PT em São Paulo. Outro aspecto abordado foi o sentimento de união e mobilização da militância petista encontrado nas Caravanas que estão acontecendo nas macrorregiões do PT, o que demonstra o comprometimento com a construção de um programa de governo comprometido com mudanças no estado de São Paulo.


O presidente Edinho recebeu o manifesto afirmando que não há incompatibilidade entre a posição dos deputados que o assinam e a resolução do diretório, que aponta para a discussão de um nome para a disputa de 2010 juntamente com partidos aliados. "Emídio é um dos nomes fortes do PT para a disputa do ano que vem. Sua trajetória política e sua atuação à frente da prefeitura de Osasco o qualificam para ser um ótimo governador do estado. Porém, hoje temos outros nomes importantes que podem ser lançados e que também têm amplas condições de vencer a eleição", afirmou ele.


Edinho disse ainda que este é justamente o momento para as lideranças e a própria militância se manifestarem em favor de seus pré-candidatos. "Com as caravanas, a formação da comissão para discutir a tática eleitoral e a mobilização de nossa militância, estamos em um momento muito importante de debates. Mas ainda não podemos ter nenhuma definição. Vamos continuar conversando com todos para, em um futuro próximo, ter condições de escolher o melhor candidato para a disputa do cargo de governador de São Paulo", finalizou.

Leia abaixo a íntegra do documento:


Manifesto de apoio à candidatura de Emidio de Souza para o governo do Estado de São Paulo
Considerando a decisão do Diretório Estadual do PT-SP de iniciar os debates sobre as eleições 2010 e as manifestações de diversos companheiros a respeito do tema, os deputados estaduais subscritos manifestam seu apoio ao prefeito Emidio de Souza como nome do PT a ser apresentado aos partidos aliados visando construir uma alternativa para o governo do Estado de São Paulo.
A trajetória vitoriosa de Emidio de Souza como deputado estadual e prefeito de Osasco, reeleito em primeiro turno, faz de seu nome uma opção real e viável para construir uma ampla aliança política capaz de vencer a disputa eleitoral e superar um projeto que, após 25 anos, levou o Estado a resultados pífios nas áreas mais importantes da administração pública.
Emidio de Souza tem competência administrativa para enfrentar os desafios decisivos para São Paulo na educação, saúde, transporte, segurança pública, desenvolvimento econômico, agricultura etc. Sua capacidade de diálogo e compromisso democrático o torna apto a aglutinar prefeitos, vereadores e deputados de diversos partidos, além de lideranças empresariais e sindicais em torno de um programa que impulsione a economia e promova a inclusão social no Estado.
Em São Paulo, o PT conta com força política e base social de grande expressão. Possuímos uma militância combativa e lideranças políticas capazes de organizar com firmeza e generosidade uma ampla aliança de partidos e setores da sociedade que altere profundamente a política em nosso Estado.
Manifestando nosso respeito a todos os nomes lembrados para essa missão, deixamos clara nossa opção por um nome que tem história no partido, experiência político-administrativa e disposição para a luta.
Emidio de Souza: esse é o nome que o PT deve apresentar a todos aqueles que desejam construir uma alternativa transformadora para São Paulo.
Assinam o documento os deputados estaduais:
Carlinhos Almeida

Antonio Mentor

José Zico Prado

Donisete Braga

Hamilton Pereira

Marcos Martins

Vanderlei Siraque

Roberto Felício

Enio Tatto

José Candido

Vicente Candido

Maria Lucia Prandi

Ana do Carmo

Fausto Figueira

Beth Sahão

Diretório do PT Estadual

Santayana: oposição não tem autoridade para criticar Sarney

BLOG DO U:A tragédia e a farsa02/07/2009 - 00:03 Enviado por: Mauro Santayana
por Mauro Santayana, no JB Online


Elegante e moderado, enquanto viveu, o excelente médico e homem público José Aristodemo Pinotti contribuiu, com sua morte, para que arrefecessem os ânimos no Senado, na tarde de ontem. Presidindo a sessão de homenagem ao morto, o senador José Sarney pediu que os discursos se limitassem à sua memória, mas não teve êxito. O senador Arthur Virgílio quebrou o rito, ao anunciar que venderá propriedades da família, a fim de ressarcir o Tesouro do dinheiro que foi pago a um funcionário que, lotado em seu gabinete, viveu em Paris, durante mais de um ano.

Essa crise no Senado está muito distante da versão shakespeareana do complô contra César: não conseguimos ver, sob a manga da túnica de Arthur Virgílio, nem sob as dos outros que a ele se unem, o punhal de Brutus e de seus companheiros de conjura. Os punhais de hoje são metafóricos, e o senador pelo Amazonas não tem as dimensões trágicas de Marcus Brutus. O que se passa no Senado está mais para uma pantomima da commedia dell'arte do Renascimento Italiano.

Quaisquer que tenham sido os erros do senador Sarney na presidência do Senado, eles não são exclusivos do político do Maranhão. A cultura da tolerância permitiu que a representação parlamentar se degradasse a esse ponto. A longa experiência política do ex-presidente da República o devia advertir que, com os inimigos e adversários que reuniu durante décadas, devia precaver-se. Mas, pelo que vemos, quaisquer tenham sido os seus erros, ele se encontra em condições de devolver, aos honourable and wise men, todas as pedras que lhe são atiradas.
Falta autoridade a Arthur Virgílio para pedir o afastamento do presidente do Senado, depois de ter confessado alguns de seus próprios pecados. Ele parece ter sido aconselhado pela astúcia jesuítica da restrição mental, quando se esqueceu, no auge de sua investida, que se valera de Agaciel Maia, a fim de socorrê-lo em Paris. Fora o senador imprevidente, ao viajar para a França sem os recursos necessários, ou perdera o controle dos gastos, o que dá no mesmo. E se esqueceu de que, na mesma Paris, estava a prova de outro descuido: o de ter, ali, recebendo vencimentos no Senado, um servidor público lotado no seu gabinete em Brasília.

Entre as muitas lições do episódio, duas se destacam. Ambas são importantes para a correção ética da vida política nacional. A primeira é que, em consequência de uma disputa menor, desencadeou-se o processo que levou à ruptura da omertà corporativa. Os debates podiam ser acesos, e eram, mas não se tocava nas coisas domésticas. Afinal, de minimis non curat praetor: dos atos secretos e dos acertos financeiros, coisa menor, cuidava o diretor-geral e seus auxiliares. Agora a cidadania sabe que uma coisa eram os discursos inflamados no plenário, outra os entendimentos fora dos holofotes e dos olhos dos repórteres.

Outra grande lição é que não pode haver República democrática sem oposição. Não temos oposição. Primeiro porque não há partidos políticos, mas, sim, grupos de interesses, que se articulam entre si, como se articulam com os “poderes de fato” exercidos pelos homens de negócios, na defesa da “estabilidade”, ou seja, da permanência da injustiça. Não há partidos políticos, salvo os pequenos, que dão testemunho ideológico no Congresso, porque não há ideias em que os grandes se sustentem. Identificam-se, vagamente, como conservadores e liberais, e dizem oscilar em torno do centro. A oposição é de faz de conta.
Faltam ao Parlamento de hoje homens de ideias e de ação, como foram, em seu tempo, os oposicionistas Prado Kelly e Affonso Arinos, e os defensores do governo de Vargas, Juscelino e Jango – como Vieira de Mello, Tancredo Neves, Gustavo Capanema, Paulo Pinheiro Chagas, Almino Afonso, entre outros.

Ao presidir, com habilidade, a transição para o estado de direito, que caberia a Tancredo, o senador José Sarney prestou serviços valiosos ao povo brasileiro. Não foram fáceis aqueles anos, de 1985 a 1990, com o acúmulo de problemas, como o da inflação e o do desmonte do entulho autoritário. Embora o passado não absolva o presente, muitos dos que o acusam hoje, e são beneficiários dos desvios administrativos, nada ofereceram ao país, senão sua ambição.

Os cidadãos esperam que todos os fatos se esclareçam, e que os responsáveis pelos desmandos, ativos e passivos, paguem pelos seus erros.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A coincidência da vida achado na internet.


BLOG DO U: Olha a coincidência.
Achei esta foto no blog do Favre. Possivelemente tirada em 1965.



Essa outra foto eu tirei na fazenda Ipanema este ano.

O PSDB troca a ave pelo boneco.

BLOG DO U: Uma nota que o Estadão não publicou -Em entrevista à Rádio Eldorado, o ex-presidente... Itamar Franco desmentido os Tucanos de São Paulo.

Em entrevista à Rádio Eldorado, o ex-presidente da República, Itamar Franco, jogou um balde d´água na campanha tucana pelos 15 anos do Plano Real. Ao esclarecer as origens do plano econômico elaborado e implantado em seu governo (1992-1994) o ex-presidente foi categórico ao afirmar que o "PSDB não é o 'pai' do plano real".


No esclarecimento, Itamar foi mais longe: destacou claramente que os tucanos estão deturpando a história já que o plano teve em sua elaboração políticos e economistas integrantes também de outros partidos. "A todo instante assistimos na TV o PSDB comemorando os 15 anos do Plano Real. Isso não nos magoa, mas é uma deturpação, uma negação da história", afirmou o ex-presidente.


Nas palavras do ex-presidente, "o grande ministro do Plano Real chama-se (Rubens) Ricupero e, em seguida, Ciro (Gomes). E depois houve Paulo Haddad e Eliseu Resende. O plano não é só de um ministro. E é preciso lembrar que o Plano Real foi assinado pelo presidente da República, não por uma ordem técnica. A parte política foi garantida pelo presidente da República". Os quatro citados por Itamar foram ministros da Fazenda e do Planejamento em seu governo.


Curiosidade nessa história: a Rádio Eldorado e a Agência Estado, integrantes do Grupo Estado costumam ter suas principais reportagens publicadas também no O Estado de S.Paulo, carro chefe do conglomerado de comunicação, tradicional e escancaradamente favorável aos tucanos. Mas essa entrevista de Itamar, que deixa mal o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, auto-proclamado "pai " do Plano Real, o Estadão não deu.

Se Sarney sair, metade do Senado teria que renunciar

BLOG DO U: Com a pressão pela renúncia do senador José Sarney (PMDB-AP) é indiscutível que o objetivo da oposição (nota abaixo) é controlar a Casa e desestabilizar o governo. Se o único propósito fosse a reforma do Senado, o fim das ilegalidades e a apuração das responsabilidades, os senadores deveriam começar por seus partidos, por suas comissões de ética. E acionar a do próprio Senado, onde os senadores deveriam estar respondendo por seus atos.



A principal questão do Senado, realmente é a sua reforma, com o fim dos privilégios acumulados nesses anos. É uma tarefa árdua e de médio prazo, mas que deve começar imediatamente, como propôs o PT. É preciso mudar a forma de dirigir o Senado, instalar o colégio de líderes e uma comissão para, junto com a atual Mesa, promover realmente as mudanças.




Como tenho dito e repetido a pressão pela renúncia do presidente do Senado é um jogo político da oposição. Se fosse assim, a Mesa toda teria que renunciar, começando pelos 37 senadores beneficiados por atos secretos, além de outros benefícios escabrosos como o de Artur Virgílio, que até empréstimo ilegal e não declarado fez com Agaciel Maia.




A maioria dos senadores teria que responder no Conselho de Ética por cumplicidade, omissão e conivência quando não participação direta e beneficiários de tudo que veio a público nas últimas semanas.

O "tapetão" só interessa aos tucanos.

BLOG DO U: Presidente Lula foi direto e objetivo: a saída do senador José Sarney (PMDB-AP), seja renúncia ou afastamento - medidas que o próprio presidente do Senado jamais cogitou - só interessa aos tucanos que querem ganhar no tapetão o controle da Mesa, em condomínio com o DEM, que ocupa a primeira secretaria da Casa há anos.Só para lembrar, o DEM preencheu o posto nos últimos seis anos com os senadores Romeu Tuma (SP), Efraim Morais (PB) e agora com Heráclito Fortes (PI). Tem, portanto, responsabilidade pela gestão do ex-diretor-geral Agaciel Maia, fora a que tem pelos desmandos - para dizer o mínimo - de Efraim, no cargo até fevereiro desse ano.

Artur VirgílioTrata-se mesmo de um golpe, conhecido no futebol, como tapetão, designação apropriadamente usada por Lula para expressar a manobra da oposição. E, afinal, ela mesma é tão responsável como praticamente o são todos os senadores pela atual crise. A começar pelo líder do PSDB, Artur Virgílio (AM) e pelo atual primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI), ambos também envolvidos em denúncias. Aliás, o caso do senador Artur Virgilio é passível de processo por quebra do decoro parlamentar.

A educação em São Paulo tem de mudar muito – e rápido




BLOG DO U: Época traz uma matéria interessante sobre a educação. Empacada como está, a educação brasileira nem merece esse nome. É uma fábrica de desencorajados
Paulo Rabello de Castro.




PAULO RABELLO DE CASTRO




É palestrante em economia, conselheiro de empresas, autor de vários livros, entre eles A grande bolha de Wall Street. Mantém o Blog da Bolha (blogdabolha.com.br) e escreve quinzenalmente em ÉPOCA.



O Brasil anda otimista. Pudera! Ante o estrago geral provocado pela crise econômica mundial, nosso país desponta como nação líder. O presidente Lula voltou radiante da reunião dos Brics – Brasil, Rússia, Índia e China. Tudo parece conspirar a favor. Inclusive pelo calendário da Copa do Mundo de 2014 e, quem sabe, das Olimpíadas de 2016. Para os otimistas, nossa mão já está no caneco. Andamos, sim, redondamente enganados.



País monoprodutor de “commodities” que viramos, e de semiescolarizados, só temos chance de destaque quando os times adversários pegam uma gripe forte. Na banca de exame ou no banco da escola, a disputa da lanterninha continua nosso esporte predileto.



O balanço da educação brasileira, do berço à beca, persiste para lá de duvidoso. No campo do “aprendizado”, fabricamos alfabetizados disfuncionais, gente que até consegue ler, escrever e somar, mas, por favor, não lhes peçam para soletrar, relacionar ou tentar elucidar uma questão. Escolas disfuncionais – com “problemas sérios de função”, pois não sabem por que existem – produzem diplomados incompatíveis com as necessidades do mercado e com as demandas do mundo do futuro. Para Miguel Nicolelis, destacado neurocientista brasileiro radicado nos Estados Unidos, onde dirige o Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke, “se estivesse na situação de um jovem hoje, pensaria muito antes de ir para a universidade. Ela precisa mudar demais. As divisões (curriculares) são do século XIX”. O que Nicolelis disse na sabatina da Folha de S.Paulo (10/6/09, página A16) mereceria nossa corajosa reflexão, pois traz luz para fatos como o recente impasse na Universidade de São Paulo (USP) e, de resto, o macroimpasse educacional brasileiro, em que economistas se graduam sem entender “regra de três”, médicos não sabem o que faz o “figo” e advogados se referem a “Vossa Eiscelenssia”.



Empacada como está, a educação brasileira nem merece esse nome. É uma fábrica de desencorajados



O mal está na raiz. Uma sociedade permissiva e perdulária, corrompida pelo exemplo inominável de sua classe política, e cercada por cenas de violência, transformou a escola básica em centro de distribuição de merenda e encontro casual de alunos neuróticos e professores nervosos (ou será o contrário?). A conclusão simplificada do comentário “abre-cabeças” de Nicolelis é que de nada adianta colocar mais dinheiro em obra torta. O problema não é de verba, mas de verbo. Verbo aprender. Se nossos alunos tentam aprender o que não interessa, a motivação se esvai na entrada da sala de aula. Os currículos, desde a educação básica, deveriam sofrer uma demolidora mudança. Recomeçar do zero seria o desafio, com propósito totalmente distinto do academicismo atual, quase pondo professores em pé de igualdade com alunos na tarefa de aprender.



O sistema deveria se tornar sadiamente competitivo, no sentido de premiar resultados práticos e aferíveis. Um choque de informatização escolar (grande meta frustrada do governo Lula no seu segundo mandato) deveria acompanhar os novos currículos, com conteúdos elaborados por brasileiros de grande projeção em suas respectivas atividades e, em seguida, monitorados eletronicamente pelos “gestores de formação”, como seriam chamados os professores do futuro.



Tal revolução teria o objetivo de subverter o sistema atual, eliminando sua total ineficiência, e evitando que o Brasil ainda demore até o ano 2256 – segundo cálculos de Viviane Senna, diretora do Instituto Airton Senna – “para chegar com sua 8a série ao nível dos atuais países desenvolvidos” (ÉPOCA, 25/5/09, página 90 – Brasil, Educação 2020).



Empacada como está, a educação brasileira nem merece esse nome. É uma fábrica de desencorajados e, portanto, propensos à depressão, às patologias psicossomáticas precoces e, óbvio, à violência fútil como ferramenta de solução dos dilemas não trabalhados tempestivamente na sala de aula.




A educação de São Paulo está muito pior que isso, pois aqui o Governador não remunera decentemente seus professores e ainda os obriga a ter 3 turno de aulas diárias para poder ter uma renda digna.


Agora a nova política de educação do Serra é construir presídio, para "reeducar", quem nem educado foi.