terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Haddad defende nome de Mercadante para governador


BLOG DO U: Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Fernando Haddad (Foto), Ministro da Educação, fala sobre a sucessão 2010, ENEM, seu futuro político, entre outras coisas...


Confira a entrevista


FOLHA - A imagem que muitos ficaram do Enem foi de um processo caótico. Alunos foram alocados em locais distantes de casa e a prova vazou, entre outros problemas. Qual é a sua leitura do episódio?


FERNANDO HADDAD - Superamos a forma de seleção nos países desenvolvidos. Em países como os Estados Unidos, o estudante pleiteia a vaga na universidade conhecendo o seu desempenho por exames nacionais. Com o Enem, ele escolhe sabendo não só o seu desempenho, mas também o de seus concorrentes.Tanto a forma da nova prova como o aplicativo de distribuição das vagas compensam as dificuldades decorrentes do furto da prova, que foi um trauma bastante violento para o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas], do qual ele está se recuperando só agora.


FOLHA - A imagem do sr. como gestor não foi abalada?HADDAD - Não cabe a mim nem me preocupar com isso. Enfrentamos um debate duro com o sistema S, lançamos indicadores de qualidade por escola, enfrentamos um debate com a área econômica para acabar com a DRU para a educação [Desvinculação de Receitas da União, que retirava recursos da educação para o governo gastar em outras áreas]. Tudo isso podia ter arranhado a imagem de quem quer que seja. Mas só me pautei pelo que deve ser feito e muitas vezes enfrentei problemas que exigem uma certa ousadia, que não era bem o perfil dos dirigentes do MEC.FOLHA - Que autocrítica faz?


HADDAD - Muitas vezes, tem-se um temor reverencial em relação aos órgãos de controle. Se tivéssemos enfrentado o debate junto a eles demonstrando que um exame dessa natureza não pode correr o risco de uma licitação por menor preço, teríamos sensibilizado. Mas se contou com a tradição: sempre se fez licitação e sempre Cespe e Cesgranrio ganharam porque não há outras instituições capazes de realizar o exame. Quando viu a surpresa, o Inep não estava preparado para o embate jurídico do surgimento de um "player" [o consórcio Connasel] que cumpria os requisitos do edital, mas estava evidentemente despreparado para a sua realização.


FOLHA - Mas já durante a licitação surgiram críticas de que a mudança do Enem estava sendo feita de forma muito rápida.


HADDAD - Foi o quinto Enem com mais de 3 milhões de inscritos e, na minha opinião, não teria ocorrido nenhum problema significativo se Cespe e Cesgranrio tivessem feito.


FOLHA - Mas alguns problemas não tiveram relação direta com o furto da prova. Os gabaritos foram divulgados com erro, e o Sisu (sistema que seleciona alunos do Enem para universidades federais) ficou horas fora do ar, por exemplo.


HADDAD - No caso do Sisu, um milhão de pessoas navegaram pelo sistema durante os seis dias que ele operou. Houve uma questão técnica no primeiro dia que foi superada. É que, depois do furto, tudo ganha relevo muito maior. Mas sempre há ocorrências.


FOLHA - O Inep não falhou no acompanhamento do contrato? A auditoria interna aponta que os problemas de segurança foram comunicados verbalmente ao consórcio.


HADDAD - Do meu ponto de vista, o maior responsável é o consórcio, que assinou um contrato se responsabilizando pela segurança da prova. Possivelmente houve erros da gráfica e pode ter havido problemas de acompanhamento da impressão. O fato é que o furto foi filmado e não havia ninguém atrás do monitor para impedir.


FOLHA - O que vai mudar no Enem?


HADDAD - Estou na dependência das negociações que estão sendo feitas entre o Inep e os órgãos de controle. Não podemos tomar essa decisão sem ter a segurança de que não haverá objeção ao contrato com o Cespe. Esse é o entendimento que está sendo construído, com boas chances de uma solução definitiva para o modelo de contratação dos exames que certificam e selecionam.


FOLHA - O sr. sai do MEC em abril para ser candidato?


HADDAD - O presidente Lula, já reeleito, em novembro de 2006 me disse três coisas: você permanece ministro, eu quero em 60 dias um plano de educação na minha mesa com o compromisso de que você permaneça até o final do segundo mandato. De lá para cá, não conversamos mais sobre esse assunto.


FOLHA - A longo prazo, o sr. não pensa em cargo no Legislativo ou no Executivo?


HADDAD - Realmente não. Estou sendo muito sincero.


FOLHA - Onde estará em 1º de janeiro de 2011?


HADDAD - Provavelmente em São Paulo, me apresentando no departamento de Ciência Política da USP.


FOLHA - Um dos nomes mais prováveis do PT para a disputa do governo de São Paulo, o senador Aloizio Mercadante tem contra si ainda a lembrança dos "aloprados", em 2006, quando um coordenador da campanha dele foi flagrado negociando um dossiê contra tucanos. O sr. não considera um risco trazer este tema de novo para a campanha?


HADDAD - Eu não tenho esse diagnóstico. O senador Aloizio Mercadante, mesmo após aquele episódio que confundiu a opinião pública, teve um percentual considerável de votos, o que o credencia tanto à reeleição no Senado quanto à disputa para o governo do Estado [Mercadante teve 31,7% dos votos no primeiro turno, contra 57,9% de José Serra].


FOLHA - Ele é o seu candidato?


HADDAD - Quando fui consultado, eu disse duas coisas. A primeira, que considerava um equívoco o PT, em sete eleições, ter lançado sete nomes diferentes. Foi um argumento que o próprio presidente sublinhou. E, em segundo, [seria um equívoco] não considerar a hipótese de neste momento repetir o nome do senador, que teve um desempenho interessante na última eleição.


FOLHA - O sr. participaria de um eventual governo da Dilma?


HADDAD - Considero problemática qualquer manifestação nesse sentido porque a pessoa que assume a Presidência tem de ter total liberdade para montar sua equipe. Quando você assume que participaria, cria um constrangimento desnecessário e indevido. Considero que aqueles que participaram do governo Lula devem planejar suas vidas fora do governo.


FOLHA - Já está claro que o sr. apoia Mercadante. Quais são os prós e contras de outros nomes, como a ex-prefeita Marta Suplicy?


HADDAD - Eu entendo que os dois são os nomes mais viáveis do partido, com vantagem para o primeiro em função de ter disputado recentemente o governo do Estado, mas sem desapreço a outras postulações.


FOLHA - E Ciro Gomes? O fato de ele ser cogitado para candidato em São Paulo não revela a fragilidade do PT justamente no seu berço?


HADDAD - O Ciro é um grande quadro, o PSB é um partido cada vez mais próximo do PT, de maneira que em vários Estados o PT vai apoiar o PSB. Isso diz respeito muito mais ao cenário nacional que ao regional.


FOLHA - Dilma não está no PT desde a fundação e, em São Paulo, cogita-se Ciro. O partido perdeu a força?


HADDAD - A filiação da Dilma ao PT não é recente, e ela é egressa de um partido com laços históricos com o PT. Em segundo lugar, é preciso notar o desempenho da ministra Dilma durante o governo. Ela desatou nós muito interessantes no Ministério de Minas e Energia e na Casa Civil. E, por trás das medidas aparentemente administrativas que ela tomou, há uma visão de política pública do papel do Estado e do governo.


FOLHA - Mas o PT participou pouco da escolha dela como candidata.


HADDAD - É evidente que um dirigente como o presidente Lula, que concorreu a cinco eleições presidenciais e tem 83% de aprovação, terá um papel determinante na condução da sua sucessão.


FOLHA - Alguns cientistas políticos fazem a análise de que Lula ficou muito forte e o PT se enfraqueceu, perdendo quadros e sua imagem associada à ética. O que o sr. acha?


HADDAD - Talvez a questão que deveria ser respondida é como o Lula, em 2002, eleito por forças mais progressistas, fez um governo mais conservador do que em seu segundo mandato, em que ele foi eleito por uma coalizão mais conservadora. O segundo mandato avançou muito mais do ponto de vista de democratização do que o primeiro, do ponto de vista de direitos sociais.


FOLHA - E em relação à ética?


HADDAD - Ninguém está se saindo bem nesse quesito do ponto de vista de opinião pública, nem PT, nem PSDB, nem DEM. Não se trata de um pré-julgamento jurídico, mas de uma observação de caráter político. Ninguém se sai bem perante o eleitorado nessa questão, o que é muito ruim para a democracia porque o adiamento da reforma política já não se justifica em virtude do constrangimento que os próprios partidos estão passando perante a opinião pública.


FOLHA - Por que o primeiro mandato foi mais conservador do que o segundo?


HADDAD - Sobretudo a partir de 2005, o presidente se apropriou da máquina de maneira decisiva, a ponto de chamar a execução orçamentária para sua mesa. A partir de 2005, há uma mudança de comportamento e um arejamento para que novas ideias possam ser concebidas. O PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação, lançado em 2007) e o PAC não seriam possíveis em 2003.


FOLHA - Por quê?


HADDAD - Não havia clima para grandes voos. Era um clima de constrangimento, de que qualquer alteração de rota poderia comprometer a estabilidade econômica e a sustentabilidade política. Aí essas hipóteses foram sendo testadas pelo presidente ao longo do tempo. E se verificou que na política tem muito tigre de papel.


Fonte: Folha de S. Paulo

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

No berço do PT, Marta defende Mercadante na disputa ao governo de SP


BLOG DO U: A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) afirmou na noite de sexta-feira que irá apoiar o senador Aloizio Mercadante (PT) se ele decidir sair candidato ao governo de São Paulo."Se o Mercadante tomar essa decisão, eu vou ser a primeira a sair na rua. Mas, é uma decisão difícil e pessoal. Ele é um quadro importante no Senado, que pode ajudar muito a Dilma [Rousseff]", disse a ex-prefeita.


Marta afirmou que tem a certeza que será candidata em outubro. "Sou um soldado do partido. Posso ser candidata ao Senado, ao governo ou à Câmara", disse a ex-prefeita, em festa de posse da nova diretoria do PT de Santo André (SP).O evento contou com a participação de representantes petistas da região do ABC, na Grande São Paulo, onde a legenda teve origem. No próximo dia 10 de fevereiro, o PT comemora 30 anos de fundação.


Segundo a ex-prefeita, se o deputado Ciro Gomes (PSB) concorrer ao governo de São Paulo --possibilidade que ele mesmo descartar-- ela deve ser candidata à Câmara. Se o candidato for Mercadante, ela concorre ao Senado.


Unidade Em discurso, Marta criticou o governo José Serra (PSDB) por conta das enchentes e atacou o ex-governador Geraldo Alckmin. "O picolé de chuchu não se sustenta, ficou frouxinho", disse Marta aos militantes do PT.


Durante os outros quinze discursos --dentre eles do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT) e dos deputados Vicentinho (PT) e Devanir Ribeiro (PT)--, a unanimidade foi em defesa da candidatura de Dilma à Presidência. A tônica dos discursos foi a da unidade no partido.


Sobre a eleição estadual, os militantes não falaram em candidato certo ao governo, mesmo com a presença de Marta no palco. O partido espera uma decisão de Ciro e de Mercadante, que deve ser tomada até o final de março, quando haverá um encontro do PT estadual.


Mercadante reluta em disputar o governo estadual. Ele deixará uma disputa por uma das duas vagas no Senado, considerada fácil, em troca de uma eleição na qual irá concorrer com Alckmin, que tem mais de 50% das intenções de votos, em qualquer cenário segundo pesquisa Datafolha de dezembro.


Para Luiz Marinho, o PT tem que se preparar para lançar uma candidatura própria. No entanto, ele defende a escolha de um nome mais conhecido e não o do prefeito de Osasco, Emidio Souza, ou do ministro Fernando Haddad (Educação). "Não podemos lançar cara nova. Ou é Mercadante ou é Marta", afirmou.


Fonte: Folha Online

O PIG e seus malabarismo para esconder a verdade


BLOG DO U: Um dia desses, o portal Estadão, da corporação mafiomidiática O Estado de S.Paulo, lançou uma singela enquete, com o nítido propósito de demonstrar que o Presidente Lula não está com essa bola toda na hora de transferir seu prestígio. A pergunta, curta e grossa, é:"Você votaria no candidato do presidente Lula em 2010?"

O escrutínio virtual , surpreendentemente, já conta com mais de 40 milhões de votos foi tirado do ar assim como se nada tivesse acontecido.


Oras bolas quer dizer que a grande mídia chamda de PIG não imagina que os blogs esão vendo tudo e registrando tudo veja isso abaixo


Clique aqui para ir até lá sufragar uma das alternativas. E descubra por que o link da enquete desapareceu da página principal.



Você votaria no candidato do presidente Lula em 2010?

Sim 29.222.004 votos - 73%

Não 10.895.335 votos - 27%

Total: 40.117.339 votos


Obrigado pela participação.

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Já são 141 escolas técnicas construídas desde 2002


BLOG DO U: Nunca antes neste país se investiu tanto em educação, só no Estado de São Paulo é que a educação anda de ré veja o post abaixo;

O pior resultado de Serra




BLOG DO U: Outro colunista do PIG (Partido da Imprensa Golpista), segundo Gilberto Dimenstein “o pior resultado de toda a gestão Serra” estaria no aumento da criminalidade e a insegurança (ver a seguir). Os números corroboram o fracasso rotundo da (falta de) “gestão” Serra neste item. Mas os resultados na educação são tão ou mais desastrados, não só na (falta de) “gestão” Serra, mas nos 16 anos de governo tucano no Estado.Porque Dimenstein considera mais grave os números da criminalidade, se o desastre na educação é tão abismal?O leitor poderá comparar e julgar com os dados reproduzidos após o artigo do jornalista da Folha. Em todo caso uma coisa é certa e o jornalista seguramente compartilha desta opinião: educação e segurança apresentam resultados catastróficos.

Gilberto Dimenstein – Folha SP
O pior resultado de toda a gestão Serra está num emaranhado de números publicados no “Diário Oficial”: o aumento da violência, especialmente de roubos, comparando-se 2009 com o ano anterior. Foi batido o recorde de roubos no ano passado, com 257 mil registros.
Pioraram, no Estado, além dos indicadores de roubo, os de latrocínio (roubo seguido de morte), de sequestros, de furtos e de assassinatos –os homicídios só não foram piores porque o índice caiu na capital e na região metropolitana.
A explicação oficial é de que a crise econômica está por trás desses números. Até pode ser, em parte. Estudiosos dizem que falta entrosamento entre as policiais civis e militares –ou seja, gestão.
O fato é que a segurança é o maior telhado de vidro de Serra nesta sucessão presidencial.

PAU a PAU

BLOG DO U: Olha só que diz a colunista do PIG (Partido da Imprensa Golpista)

BRASÍLIA – José Serra que se cuide, porque as pesquisas começam a dar respostas às duas principais indagações de 2010: o quanto Lula será capaz de transferir sua poderosa popularidade para Dilma Rousseff e quem ganha e quem perde com a desistência de Ciro Gomes.O pulo de Dilma registrado pela CNT-Sensus confirma a expectativa governista de que, sim, há bastante transferência de voto de Lula para sua candidata, que, de novembro até agora, saiu de 21,7% para 27,8% no cenário que inclui Ciro e de 23,5% para 28,5% sem ele.A segunda resposta começa a se delinear, mas é cedo para certezas.O que parece hoje pode não se confirmar amanhã.Comparando os dois cenários atuais, com e sem Ciro: Dilma varia menos de um ponto (27,8% para 28,5%) quando ele está fora, enquanto Serra salta mais de sete (de 33,2% para 40,7%). Significa que, neste momento, a saída de Ciro favoreceria o tucano. Mas isso depende da campanha. Principalmente da percepção do eleitor de que Ciro é Lula, logo… será Dilma.Ainda sem Ciro: a soma de Dilma (28,5%) com Marina Silva (9,5%) é menor do que o total de Serra. Equivale a dizer que, se a eleição fosse hoje, Serra estaria eleito já no primeiro turno. Mas é uma hipótese improvável, porque o desempenho de Serra se mantém estável, e o de Dilma é ascendente.Se o problema do governo é calcular se convém ou não manter Ciro na disputa, o problema do próprio Ciro é outro: a desidratação.Seu risco é definhar mês após mês, a ponto de chegar ao final comprometendo um futuro promissor.No mais, um dado da pesquisa é particularmente importante: 20,4%, quase um quarto do eleitorado, anularam o voto ou se declararam indecisos. Dilma está no ataque, conquistando esses votos. Serra está na defensiva, derrapando nas enchentes e mortes em São Paulo. O clima e a temperatura estão mais para ela do que para ele.
elianec@uol.com.br

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

A polarização eleitoral é a dinâmica mostrada pelas próprias pesquisas



BLOG DO U: O que luiz Frave escreve serve de paramentro para nós militantes aprofundar nossa luta e buscar cada vez mais mostra o que são 15 anos de (des)governo tucano em São Paulo leio o texto;

O empate técnico entre Dilma e Serra é o produto evidente da polarização que irá se acentuando cada vez mais. Esta polarização levou a um crescimento da Dilma, que recuperou a maior parte das intenções de voto perdidos por Ciro, em relação aos seus resultados na pesquisa precedente.

Enquanto analistas e tucanos discorriam sobre às lições das eleições chilenas para o Brasil, Dilma crescia em todos os cenários das pesquisas eleitorais. O crescimento de Dilma é produto direto da transferência das intenções de votos de Lula para Dilma, a candidata do presidente. Nesta pesquisa CNT-Sensus aparece pela primeira vez à Dilma em primeiro lugar nas intenções de voto espontânea.

Outra discussão que ficará relegada ao esquecimento é o suposto interesse, para Lula e o PT, de contar com vários candidatos da base do governo, pois a polarização plebiscitária seria mais conveniente para José Serra.

Este argumento, ainda esgrimido hoje nas analises da pesquisa CNT-Sensus, ignoram a dinâmica em movimento, preferindo observar números estáticamente. Com base nas simulações sem Ciro do primeiro turno, concluem que para Dilma seria melhor Ciro disputar a eleição presidencial.

Mas, como explicar que às perdas de Ciro tenham favorecido mais Dilma e não Serra? O processo concreto da política não é estático, como a retirada de um nome no cartão das simulações eleitorais das pesquisas. Enquanto estes últimos apontavam que supostamente a maioria do eleitorado de Ciro migraria para Serra, foi o contrário o que aconteceu entre uma pesquisa e outra. Uma pequena minoria foi para Serra, que oscilou por isso positivamente, e a maioria foi para Dilma que cresceu ao ponto de empatar tecnicamente com o tucano.

A polarização é um fato objetivo que tenderá a se acentuar mais a medida da aproximação da campanha eleitoral.

Nessa polarização fica pouco espaço para candidaturas que não contam com grandes alianças, espaços amplos de exposição e que aparecem ou como marginais, ou como correspondendo programaticamente ao mesmo perfil dos grandes candidatos, da situação e da oposição (é o caso de Ciro em relação à Dilma).

A polarização já foi evidente no primeiro turno de 2006, onde por muito pouco Lula não ganhou já no primeiro turno (Graça ao jogo sujo do PIG contra o PT em São Paulo - Blog do U).

Isto não significa que a cada nova pesquisa Dilma crescerá e Ciro diminuirá, nem que Serra continuará reduzindo seu caudal eleitoral potencial, no ritmo em que isto acontece hoje, ou que não possa crescer mais (o período das chuvas expos sua incompetência administrativa e gerencial, assim como a do seu alter ego Kassab, mas às chuvas vão passar e a máquina de propaganda tucana é poderosa). LF