terça-feira, 24 de março de 2015

Manchetômetro desvenda a mentira que o PIG é isento....tire a prova vc mesmo e lei o blog

BLOG O MURAL:

Estado de S. Paulo

No jornal O Estado de S. Paulo, A2 e A3 são as páginas de opinião. A primeira, denominada Espaço Aberto, contém dois artigos de opinião cujos autores variam. Já a segunda, denominada Notas e Informações, contém três editoriais. Os editoriais não foram levados em consideração na contagem. É importante destacar que não há colunas nas páginas de opinião deste jornal, portanto, nos gráficos abaixo todos os autores são articulistas.

Partido dos Trabalhadores (PT)

No gráfico abaixo apresentamos os nomes dos dez articulistas do Estado de S. Paulo que mais fizeram referência ao PT em seus textos, no período de 1º de janeiro de 2015 até agora. É possível observar a distribuição das valências por meio das barras dinâmicas. Este gráfico é atualizado diariamente.
FavorávelContrárioNeutro01234Fernando GabeiraCarlos Alberto Di…Denis Lerrer Rose…José SerraRolf KuntzWashington Novaes
PTFavorávelContrárioNeutro
Fernando Gabeira040
Carlos Alberto Di Franco020
Denis Lerrer Rosenfield001
José Serra010
Rolf Kuntz010
Washington Novaes010

Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

No gráfico abaixo apresentamos os nomes dos dez articulistas do Estado de S. Paulo que mais fizeram referência ao PSDB em seus textos, no período de 1º de janeiro de 2015 até agora. É possível observar a distribuição das valências por meio das barras dinâmicas. Este gráfico é atualizado diariamente.
FavorávelContrárioNeutro0,000,250,500,751,00Fernando GabeiraJosé SerraJosé SerraFavorável:1
PSDBFavorávelContrárioNeutro
Fernando Gabeira001
José Serra100

Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)

No gráfico abaixo apresentamos os nomes dos dez articulistas do Estado de S. Paulo que mais fizeram referência ao PMDB em seus textos, no período de 1º de janeiro de 2015 até agora. É possível observar a distribuição das valências por meio das barras dinâmicas. Este gráfico é atualizado diariamente.
FavorávelContrárioNeutro0,000,250,500,751,00Denis Lerrer Rose…Fernando GabeiraDenis Lerrer RosenfieldNeutro:1
PMDBFavorávelContrárioNeutro
Denis Lerrer Rosenfield001
Fernando Gabeira010

Governo Federal

No gráfico abaixo apresentamos os nomes dos dez articulistas do Estado de S. Paulo que mais fizeram referência ao Governo Federal em seus textos, no período de 1º de janeiro de 2015 até agora. É possível observar a distribuição das valências por meio das barras dinâmicas. Este gráfico é atualizado diariamente.
FavorávelContrárioNeutro01234Rolf KuntzCarlos Alberto Di…Fernando GabeiraWashington NovaesDenis Lerrer Rose…Ilan GoldfajnRolf KuntzContrário:4
GovernoFavorávelContrárioNeutro
Rolf Kuntz040
Carlos Alberto Di Franco021
Fernando Gabeira020
Washington Novaes022
Denis Lerrer Rosenfield001
Ilan Goldfajn010

Dilma Rousseff

No gráfico abaixo apresentamos os nomes dos dez articulistas do Estado de S. Paulo que mais fizeram referência a Dilma Rousseff em seus textos, no período de 1º de janeiro de 2015 até agora. É possível observar a distribuição das valências por meio das barras dinâmicas. Este gráfico é atualizado diariamente.
FavorávelContrárioNeutro01234Rolf KuntzCarlos Alberto Di…Fernando GabeiraWashington NovaesDenis Lerrer Rose…Ilan Goldfajn
GovernoFavorávelContrárioNeutro
Rolf Kuntz040
Carlos Alberto Di Franco021
Fernando Gabeira020
Washington Novaes022
Denis Lerrer Rosenfield001
Ilan Goldfajn010
Última atualização: 23/03/2015 às 23:00

domingo, 22 de março de 2015

A greve, o silêncio e o tártaro

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BLOG O MURAL:  “Ser Professor e Não Lutar é uma contradição pedagógica”
Paulo Freire
Por Pedro Ramos de Toledo, especial para o Viomundo e compartilhando aqui no Blog o Mural
Na rede pública do Estado de São Paulo, a Angústia, a Insatisfação e a Sensação de Fracasso Profissional não faltam um único dia.
Não abonam, não tiram licença médica e podem ser encontrados na sala dos professores das 7h às 23h, diariamente, entre a copa do cafezinho e a sala da direção.
Verdadeiros profissionais, nunca chegam atrasados (o fato de morarem na escola ajuda bastante nesse quesito) e se gabam de receber, anualmente, o bônus dedicado aos “excelentes profissionais” que fazem do “mérito” uma importante política de incentivo. E como todo “funcionário-padrão”, nunca, nunca fazem greve.
Este ano o bônus foi bem gordo e Angústia foi às compras.
Os cortes de verbas repassadas às escolas conduziram à carência e à paralisação das atividades administrativas das Unidades Escolares (UEs).
Secretarias deixaram de emitir documentos simples devido à falta de papel sulfite e toner. As áreas comuns se tornaram verdadeiros chiqueiros por falta de material de limpeza; nem mesmo papel higiênico era encontrado.
A verba de manutenção, utilizada para dar um “tapa” nos horrorosos galpões escolares durante as férias, desapareceu. Ninguém sabe, ninguém viu.
As aulas retornaram do mesmo jeito que acabaram no ano anterior: “saunas” de aula sem ventiladores; paredes pixadas e sujas; carteiras e cadeiras quebradas
Insatisfação não deixou por menos. Mais de 3.300 salas de aula foram fechadas, colocando na rua 20.000 professores que laboravam de sol a sol em estado precário.
Milhares de professores efetivos foram obrigados a completar a jornada em até quatro escolas diferentes para poder pagar o aluguel e por comida na mesa.
Professores eventuais são obrigados a passar 16 horas de pé, amontoados em quadras de futebol a centenas, para angariar meia dúzia de aulas.
Desmaios e agressões são comuns, bem como o olhar de desprezo dos funcionários das diretorias de ensino. Salas de aula com 70 alunos, enfurnados em verdadeiros fornos, tornaram-se a regra.
Não há livros didáticos e mateiral de apoio em quantidade suficiente para atender à necessidade dos estudantes. (A apostila do Estado de São Paulo não conta. Criada às pressas em 2007 para despejar dinheiro público nas contas da Gráfica do Grupo Folha, nunca recebeu em oito anos uma púnica revisão. Ela é melhor utilizada para tapar as janelas quebradas.)
E a Sensação de Fracasso? Essa está como um pinto no lixo.
As notas dos Ensinos Fundamental e Médio permanecem teimosamente estacadas no mesmo ponto há vinte anos, Alheias a todas as tentativas de melhoria da educação pelo viés neoliberal; o tráfico atua livremente dentro das escolas, um mercado bastante rico e diversificado.
A violência entre alunos, professores e funcionários é cotidiana, tanto física quanto simbolicamente, fruto do modelo vigente que norteia o ensino público: a escola-prisão.
Atores escolares são lembrados diariamente, por todas as condições acima citadas, o que, aos olhos do Estado e da sociedade, são de fato: Lixo.
Não há outra interpretação. A Escola dos pobres não passa de uma prisão precária, destinada a mantê-los não apenas circunscritos à periferia, mas também marginais em em seu próprio futuro.
A invisibilidade dos professores da rede do Estado e o silêncio em relação ao tártaro da Educação deixa claro que tal postura não cabe apenas ao nosso Almirante do Tietê, mas também é norma entre a elite branca que desfilas em micareta fascistas e trabalha nas redações da grande mídia corporativa. Mas não há nada de novo nesse front.
Frente a essa situação, dezenas de milhares de professores reunidos no vão do MASP, no último dia 13 de março, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.
Cada pauta reivindicatória de nossa greve busca apontar na direção daquilo que nossa categoria entende ser fundamental e imprescindível se quisermos transformar a educação pública brasileira. Esta transformação não pode, em momento algum, ignorar a necessidade de valorização da nossa categoria, hoje tão precarizada quanto as escolas nas quais atua.
No entanto, a despeito do consenso nacional sobre a importância estratégica da educação de base para o desenvolvimento pleno de nosso país, fica claro que em todas as esferas governamentais – assim como nas ditas camadas sociais “superiores” — a situação desesperadora em que vivem os professores brasileiros é um tabu a não ser discutido na sala de jantar.
A precarização de nossa categoria, iniciada pelos golpistas de 64 e consolidada pelos economistas liberais da década de 90, estendeu-se para a periferização dos professores no próprio debate nacional sobre Educação.
Não participamos dos Conselhos Estaduais; não somos chamados para debates públicos ou consultas; Mesmo as univerdades públicas e seus professores, do alto de seus doutorados, tratam-nos com o mais absoluto desprezo: aos seus olhos somos os serventes de pedreiros na construção do edifício do saber.
Uma única noite entre os alunos que frequentam os cursos de licenciatura da FEUSP nos afoga em comentários de deboche com relação à docência.
A maioria deles encara a licenciatura como último recurso a ser utilizado, no caso de tudo o mais dar errado em suas vidas. Isso explica porque apenas 3% dos professores da Rede são egressos de universidades públicas.
Para a Casa Grande, aqueles que educam os escravos não têm absolutamente nada a oferecer. Devem ser silenciados para bem cumprir o papel de carcereiros da juventude preta e pobre da periferia.
Esse descaso ficou ainda mais evidente na última semana. Enquanto nossa greve cresce, fruto do trabalho de milhares de professores organizados nos comandos de greve, centenas de casos de assédio moral se espalharam pelas escolas como uma epidemia.
Dirigentes ameaçaram professores em seu legítimo direito de greve e professores eventuais foram constrangidos a entrar nas salas de professores grevistas.
A ordem da Secretaria é ignorar a existência da greve. Essa política absurda e autoritária foi evidenciada por nota da Secretaria, que afirma que “96% dos professores encontram-se em sala”.
Ora, essa é a taxa natural de presença dos professores em um dia letivo normal. É como se a greve simplesmente não existisse!
Tampouco é possível saber da greve pelos oligopólios midiáticos, aliados viscerais do tucanato paulista.
Na última sexta-feira, 40.000 professores pararam a Avenida Paulista e marcharam em direção à Secretaria da Educação. A Record tratava sobre a calvície; a Band ganhava pontos explorando a morte de um pobre trabalhador atingido por um relâmpago; da Globo, FolhaEstadão e SBT, sequer comentamos: sabemos bem o que esperar desse mato.
Nos portais de internet, todas as notícias se resumem a uma única nota: Professores querem mais aumento. Mais nada.
Cerca de 120.000 professores deixaram claro lutarão contra a este deplorável estado de coisas. Nossa luta vai além da recuperação salarial da categoria – essencial e necessária – e se aprofunda na destruição sistemática da educação-mercadoria em favor da escola pública, gratuita e de qualidade para todos. Magistério não é sacerdócio.
Queremos ser tratados como profissionais, trabalhadores que se orgulham do trabalho que fazem e que sabem ser fundamental para o sucesso escolar a construção de condições materiais favoráveis para que ele venha a criar raízes e florescer. Não lutamos apenas por nós, mas por todos aqueles que sonham e labutam pela construção de um ensino público de qualidade. Pedimos por isso o apoio de todas as forças progressistas que entendem ser a luta pela educação pública algo além de meras palavras vazias.
“Todo ano é a mesma novela”. Foram estas as palavras de Geraldo Alckmim, Governador do Estado de São Paulo, ao ser questionado sobre a greve dos Professores da Rede Estadual de Ensino. Não, governador. Não é uma novela. É um filme de terror. Um filme que o senhor dirige e projeta há vinte anos. Está na hora de mudarmos o rolo do filme. Por bem ou por mal. Ignorar-nos não será mais uma opção. Na luta.
*Professor da Rede Pública do Estado de São Paulo.

domingo, 8 de março de 2015

8 de março: Reflexão e respeito são os melhores presentes

BLOG O MURAL: Via Blog Luiz Nassif
Por Allan Simon
Mais uma vez, tenho que ressaltar nesta data que 8 de março é um dia de reflexão, e não de comemoração. O Dia Internacional da Mulher tem como função principal renovar em cada um de nós, seres humanos, a cada ano, a força para lutar contra uma mentalidade conservadora, machista e retrógrada que tenta isolar e impedir o crescimento das mulheres.
De nada adiantarão as flores e as caixas de bombom distribuídas hoje, a não ser para agradar por algum instante aquelas que serão presenteadas. Um mimo, um presente, isso tudo é legal, mas seria em qualquer outro dos 364 dias. Mas acho que o melhor e maior presente que podemos dar é outro.
É lutar e fazer com que alguns desejos se realizem a partir de agora: Que possamos não dar atenção às bocas que disparam maldades contra elas. Que se convertam em algo minimamente inteligente os cérebros que ainda concebem a imagem feminina como o "sexo frágil". Que sejam condenados moralmente todos aqueles que insistem em dizer que a mulher é culpada pelo assédio e agressões que sofrem.
Que já neste próximo ano, até 8 de março de 2016, nós possamos evoluir um pouco mais. Que menos vozes recheadas de ódio sejam ouvidas. Que menos dedos carregados de julgamentos preconceituosos sejam apontados. Que mais amor e RESPEITO possam dar o tom em mais uma temporada de luta pelos direitos iguais.
Mais direito de escolha, mais poder sobre o próprio destino, mais espaço no mercado de trabalho, mais igualdade na distribuição de salários. Menos violência doméstica, menos ataques, menos estupros, menos gente ditando o que se deve ou não fazer, vestir, como se comportar.
Ainda sonho com o dia em que 8 de março será um verdadeiro Dia da Independência. Assim seja.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Toyota, crescimento, governo atual e PT

Foto AI /PMPF - Executivos da Toyota , Bronze -Vice Prefeito, Roberto Brandão Rodrigues-Vereador, Cláudio Maffei - Prefeito.

BLOG O MURAL: Segundo reportagem a Toyota vai investir nas suas duas plantas indústrias, Sorocaba e Porto Feliz, apesar da reportagem do Estadão só citarem Sorocaba. Para as duas cidade será um impulso no orçamento e nos números de emprego, mas para que isso ocorra tem que preparar o trabalhador de ambas para o mercado, pois o emprego de qualidade exige formação e qualificação de qualidade também. Sorocaba está bem servida de ETCs, FATCs, SENAIs, Universidades e faculdade, além é claro de curso técnicos profissionalizante particulares. Por sua vez Porto Feliz vinha em ritmo de crescimento e expansão, mas ainda deixa a desejar, e muito, pois só tem uma ETC para inaugurar, um SENAI e uma faculdade particular já em funcionamento, e, é só, pelo que pesquisei... É pouco para quem se propõem a ser referencia no âmbito de cidades com menos de 100 mil habitantes. Precisamos urgente de mais investimento na área da educação seja privada ou pública, sobretudo na área de engenharia, mecatrônica, tecnologia da informação, saúde, etc.. Precisamos de um governo que tenha coragem de provocar as instituições privadas para virem para cá, ir atrás de verbas federais, estaduais baterem na porta de tudo e de todos em um ritmo mais acelerado possível, pois o tempo não para e os empregos de qualidade não vão ficar esperando a boa vontade dos governantes. A decisão de se fazer a ETC foi acertada, ninguém poder dizer ao contrario, mas também é notória a lentidão com as coisas andam, essa escola já era para estar em pleno funcionamento há muito tempo. O marasmo que toma conta da atual administração que repete a mesma formula de governos anteriores ao do PT, pois em outras épocas pediram até porteira para nossa cidade, além de a chamarem de Iraque. A paralisia voltou aos tempos antigos, e como dizem nas ruas, ‘eles pensam muito sim, mas deve ser nos bolsos deles, não na nossa cidade’. É uma gestão com metas voltada para o arroz com feijão que é importante, mas não o suficiente para atender uma cidade em pleno crescimento. Precisamos fazer mais, crescer, expandir, trabalhar, e não se acomodar socialmente para não permitir que problemas já resolvidos voltem como é o caso já gritante dos moradores de ruas, do qual até um Frei já reclamou, por não suportar mais o abandono da praça em frente a sua igreja. E não adianta ir lá e tocar todos, para outro canto da cidade, como se faz em alguns lugares da cidade, não adianta levar para outros lugares com carro oficial ou não. Como disse e repito, temos que voltar a ter esperança de melhoras e perspectivas de avanços como tivemos em 2004 – 2012, e fazer a cidade crescer com qualidade e sustentabilidade para todos, ricos e pobres, comerciantes e empresários, cidadãos daqui e os que vão vir morar aqui juntamente com as empresas que estão chegando. Depois vários governos parado o PT deu dinamismo a cidade asfaltou ruas que eram eternos problemas ampliou varias seguimentos investiu em infla-estruturas a atraiu os olhares da região, dos estados e até de países, fato é que a Toyota que hoje estamos falando, só está em Porto feliz graça ao trabalho incansável do PT, sobretudo do ex-prefeito Cláudio Maffei.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A importância da água

BLOG O MURAL:



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Espaços urbanos são para atender o interesse coletivo, não o particular




BLOG O MURAL: O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tomou três medidas importantes para garantir a melhoria do transito – e da vida – na cidade. A primeira foi ampliar e fiscalizar o uso de corredores exclusivos de ônibus, medida iniciada por Marta Suplicy e descontinuada por Serra e Kassab. A segunda, foi eliminar cerca de quarenta mil estacionamentos de automóveis nas vias, para garantir espaço para ciclovias. A terceira, a implantação da rede de ciclovias. 
Sem precisar entrar em detalhes em relação ao problema, que é do conhecimento de todos, temos convicção em afirmar que a política a ser adotada, para melhorar o trânsito e a vida das pessoas em São Paulo, é a de restringir a circulação de automóveis particulares e – no curto, médio e longo prazo – investir em infra-estrutura e legislação que priorize o transporte público. Essa restrição não é temporária, mas um caminho sem volta, em cidades como São Paulo. Fugir disso é querer aumentar o problema.
Os milhões de carros particulares que circulam diariamente em São Paulo se apropriam de grande parte dos espaços viários e urbanos, muitas vezes com apenas uma pessoa no seu interior. Enquanto isso, milhões de pessoas, nos transportes coletivos, são espremidas nos reduzidos espaços deixados por aqueles.
As tentativas de soluções, implantadas nos últimos quarenta anos, como viadutos, mergulhões, elevados e estacionamentos subterrâneos só fazem sentido dentro de uma política de restrição ao automóvel e favorecimento dos ônibus, táxis, caminhões, motos, bicicletas e pedestres. Fora dessa política, é dinheiro jogado fora, já que a principal causa do problema não é atacada de frente. Quanto mais automóvel em circulação, mais congestionamento, mais obras para permitir a maior circulação de automóveis, mais automóveis em circulação. Esse é o ciclo vicioso que precisa ser quebrado, já que é finita e bastante limitada a capacidade de alocação de recursos pelo poder público.
Quais as principais ações, em nossa opinião e de muitos especialistas, a serem desenvolvidas pela Prefeitura e pelo Governo do Estado de São Paulo, tendo como referência o que foi realizado em grandes cidades, como Londres e Paris?
• Implantação do pedágio urbano, com a aplicação dessa receita na conclusão dos corredores de ônibus, ciclovias e melhoria das condições para o pedestre
• Completar a implantação de corredores exclusivos de ônibus
• Elevar as tarifas de estacionamento nas áreas centrais e redução das áreas disponíveis
• Ampliar a capacidade da malha física e as operações ferroviárias (trens e metrô)
• Implantar malhas de ciclovias e projetos semelhantes ao que existe no Rio e no DF, com a disponibilização de milhares de bicicletas para circulação nas áreas centrais
• Ampliar as restrições via rodízio, até a completa implantação do pedágio urbano
• Aumentar o rigor na fiscalização e retirar veículos irregulares de circulação
• Racionalizar a circulação e os horários de carga e descarga dos caminhões, lembrando sempre que eles são vitais para o funcionamento da cidade
• Concluir todos o anel rodoviário de São Paulo, já que uma grande quantidade de veículos tem origem e destino fora da cidade e que não há motivo para circular pelas suas ruas e avenidas
As medidas restritivas causarão algum incômodo inicial, especialmente naqueles que acabaram de ascender ao privilegiado círculo dos proprietários de automóveis. No entanto, como elas serão eficazes, não só melhorará muito o transporte público como essas pessoas poderão utilizar seu carro em inúmeras situações, regiões, dias e horários não atingidos pelas restrições e ter a sua mobilidade e conforto em grande parte atendida. O principal: a vida melhorará para todos e a indústria automobilística poderá continuar seu atual nível de produção, sem levar a parcela de culpa que tentam, erroneamente, lhe imputar.
Há um entendimento, ao meu ver equivocado, de que primeiro os governos têm que providenciar transporte de massa para, só então, restringir a circulação de veículos particulares. É uma proposta bonita, mas inviável no médio prazo, por ser muito caro e demorado para viabilizar.
Em cidades como Londres, que têm extensa malha metro-ferroviária, muito pouca gente deixava o automóvel em casa para usar o transporte coletivo. Somente a restrição aos carros particulares poderia garantir mais espaço para o coletivo. O pedágio urbano e a restrição de estacionamento, em áreas de muito trânsito, foi o que resolveu.
José Augusto Valente é Especialista em Transportes e Logística.
Artigo publicado no portal Carta Maior em 27/6/2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Voltando ao normal...


BLOG O MURAL: Olá amigos e leitores deste blog, por muito tempo, digo, seis meses ele ficou desatualizado, muito por conta de minha correria com estudos e aulas. Mas a partir de 2015 ele terá pelo menos atualizações quinzenais e mensais....

Dito isso, segue agora  um FELIZ 2015 A TODOS NÓS....

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Natal e Ano Novo: datas de reflexão... Será que todos nós fazemos?


BLOG O MURAL: Já faz muito tempo que observo a ação das pessoas em relação ao seu comportamento, mas depois dos protestos de junho e julho passei a fazer com mais insistência, afinal acreditava que as mudanças estavam na sociedade, se não, o porquê de tanta gente na rua gritando contra a corrupção, governos e partidos. Durante este tempo todo tenho observado que não há uma vez sequer que saio de minha casa e não constato ao menos uma situação de gente querendo levar vantagem em alguma coisa. No trânsito, em filas, no estacionamento, usando a calçada para seu comércio irregular… Não há uma única vez que saio de casa e não me deparo com um flagrante desse tipo.
Uma das minhas observações ocorreu no domingo passado em um supermercado de “elite” (usando termos de meus alunos). Vi uma mulher se posicionar em uma fila, e colocar duas filhas, cada uma em fila diversa. Por que não escolhe uma só fila e assume a consequência? Não. Não pode perder a chance de praticar a “esperteza”. Cobra-se honestidade de políticos, e com razões para isso, mas no dia a dia pratica-se o comportamento de levar vantagem e de não se preocupar com a coletividade. Como pode querer exigir retidão de políticos se em pequenas coisas pratica-se a metodologia que é criticada?
Não vou dizer que não comento meus pecados. Que jamais os cometi. Tenho me policiado. E não é tarefa fácil ser correto envolto a “espertos”. Gente que trapaceia na tua cara sem o menor constrangimento. Transmite a sensação de que ser correto é passar-se por bobo. Além do que se não permanecer vigilante quanto aos próprios atos acaba-se, por osmose, por praticar o comportamento condenável. O trânsito de veículos automotores no cotidiano é o exemplo aonde mais fácil se constata o que estou dizendo.
E essa falta de cuidado ocorre em tudo. Desde coisas simples como não se preocupar em estacionar o carro de forma que caiba mais um. O sujeito somente porque foi o primeiro a chegar coloca o carro de forma que apenas ele consiga estacionar. Isso é só um simples exemplo. Mas descamba para as mais diversas situações até a descarada priorização de categorias profissionais, de quem se sente especial, preterindo a sociedade de uma forma geral. É só pegarmos o exemplo dos juízes que deram voz de prisão, um a agente de trânsito e outro aos funcionários de uma empresa área.
Três dias após escrever o desabafo me deparei com outra situação ratificando minhas palavras. Assaltantes de Banco, na semana passada, dominaram o centro de uma cidade do interior de São Paulo, fazendo reféns transeuntes e clientes, que durante a ação permaneceram quietinhos. Na fuga, os assaltantes deixaram cair um saco de dinheiro cujas notas ficaram espalhadas no chão em plena rua. Todos os reféns e transeuntes estavam aterrorizados. Deixaram passar cerca de dois minutos (seria mais?) da fuga dos ladrões, certificando que de fato haviam ido embora e de repente, avançaram sobre o dinheiro espalhado pelo chão como piranhas em uma carcaça de boi.
É nessas horas que penso Natal, Ano Novo, tudo para que possamos mudar, começar o regime, largar o cigarro, beber menos etc.. Mas é importante mudarmos também nosso comportamento, que é essencial para a mudança da nossa sociedade. Pois percebem que é uma questão de oportunidade? Aquela mesma gente que avançou sobre o dinheiro, participando do roubo ao Banco, é que reclama de políticos, se tiver chance fará igual ao que hoje condenam. Como de fato fizeram.
Eis que de presente de Natal me cai no colo o comercial da Cacau Show, nada contra o chocolate, muito menos a marca, mas para mostrar que da classe C, D e E à classe A e B, passa se um pensamento tosco de levar vantagem em tudo. Quem assistir o vídeo verá que o menino levanta a noite para trocar os presentes, pegar o que pertencia ao seu tio e passar para seu avô, mostrando subliminarmente que neto e avô levaram vantagem ao trapacear os outros com um chocotone. Observem a subliminar mensagem do comercial, que para mim nada tem de subliminar, é de fato uma retorica no país essa cultura. Ou vocês acham que o publicitário era ingênuo?
Muito mais que apenas possibilitar o ensejo do debate pedagógico sobre o uso da criança em um comportamento inadequado, é a confirmação de que a cultura da esperteza, da malandragem, da pilantragem, faz parte do consciente coletivo. Quem em uma primeira olhadela, sem se atear à gravidade do fato, não achou engraçadinho o pilantrinha trapacear sob a cumplicidade e supervisão de um adulto? Esse comercial exibe toda a hipocrisia do falso brado de combate à corrupção e causa constrangimento porque esfrega em nossas caras que a cultura da trapaça é treinada e incentivada por adultos às crianças, desde a infância. Destarte, inútil queixar-se posteriormente do comportamento dos adultos, já que assim foram formados.
Por isso neste Natal e no começar de 2015, tratemos de ser mais humano e reconhecermos que somos propagador das culturas erradas, e a partir daí mudar, mas mudar de verdade, pois se continuarmos achando tudo de errado somente no próximo jamais mudaremos nossas culturas, e por consequência nossa sociedade. Feliz Natal e próspero Ano Novo a todos, mas com mudança dentro de nós mesmos.  Vejo o vídeo: www.youtube.com/watch?v=0sQy-ig7Nys.

Professor Urias de Oliveira...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Tucanistão, a maravilha fora do Brasil, por Safatle










BLOG O MURAL: Agora, acompanhe Safatle em sua visita ao Tucanistão.


“Bem-vindos ao Tucanistão, a terra da plena felicidade. Vocês acabam de desembarcar no aeroporto internacional que leva o nome do fundador de nossa dinastia, governador de nossa terra há 32 anos. Desde então, nossa amada dinastia está presente no coração de nosso povo de maneira praticamente ininterrupta.
Em nossos planos, haveria um Expresso Bandeirante que ligaria o aeroporto ao centro de nossa capital por trens rápidos. Ele não saiu do papel, mas isso não importa. Isso permitirá vocês passarem de carro lentamente pelo mais novo campus de nossa grande universidade, que leva o nome de nosso Segundo grande líder. No momento, ela está falida, com um deficit de 1 bilhão de reais produzido depois da passagem de um interventor nomeado pelo nosso Quarto grande líder. O próprio campus está sem aula por ter sido construído em terreno contaminado, mas tudo isso também não importa.
Depois do campus, vocês conhecerão o caudaloso rio Tietê. Há décadas ele está sendo despoluído. Grandes especialistas internacionais garantem que seu nível de poluição está caindo, mas ainda demorará algumas décadas para que os incautos sejam capazes de enxergar tal maravilha. Por falar em água, estamos passando atualmente por um “estresse hídrico de proporções não negligenciáveis”, mas não se preocupem. Como disse uma rainha francesa: quem não tem água que tome suco.
Se vocês olharem mais à frente verão nosso maravilhoso metrô cruzando velozmente nossa marginal. Não se deixem impressionar pelo fato de ele ser menor do que o de cidades como Santiago, Buenos Aires ou Cidade do México. Nós amamos nosso metrô do jeito que ele é, mesmo que inimigos tenham espalhado a informação de que investigações na Suíça e na França descobriram esquemas milionários de desvio e superfaturamento. Todos sabem que nossa dinastia é incorruptível. Se algo aconteceu, nosso Terceiro-Quinto grande líder não sabia de nada.
Não se espantem também com o tamanho dos muros e aparatos de segurança. Nossa polícia, que mata mais do que toda a polícia norte-americana junta, um dia conseguirá dar conta de todos esses bandidos. Nosso Terceiro-Quinto grande líder está pessoalmente empenhado nisso.
Alguns podem se impressionar com o fato de tanto fracasso não abalar nosso amor por nossa dinastia. É que eles ainda acham que devemos avaliar nosso líderes por aquilo que eles são capazes de fazer, mas nós descobrimos o valor do amor incondicional. Nós os amamos porque… nós os amamos. Por isso, nossa terra é o lugar da pura felicidade. O Tucanistão é a locomotiva do progresso imaginário, alimentada por choques tortos de gestão.”

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Relato do Jornalista que entrevistou Edir Macedo, o dono do império religioso.

BLOG O MURAL: O texto abaixo, do jornalista Thales Guaracy, foi publicado em seu blog.
Na abertura do templo
Na abertura do templo
Eu sou um dos pouquíssimos jornalistas que já tiveram a oportunidade de entrevistar e conhecer pessoalmente o bispo Edir Macedo. Fui recebido por ele quando trabalhava no grupo Exame, anos atrás. Ele havia acabado de comprar a TV Record e, depois de muita insistência, concordou que eu escrevesse um perfil falando dele, de sua igreja e da maneira como a organizava.
Edir chamava a atenção já no aperto de mão. Vítima de uma má-formação, ele possui em ambas as mãos o polegar diminuto e a pele escamosa; a sensação foi de que eu apertava uma rã. Parece apenas um detalhe bizarro, mas a deformidade de Edir tem um papel fundamental em sua história pessoal. Ele se culpava, ou a genes ruins, por ter tido uma filha com lábio leporino. Buscara ajuda na igreja católica, mas não encontrava consolo. Nas reuniões às quais ia, percebeu que mais ajudava as outras pessoas do que era ajudado. E resolver fundar sua própria igreja, primeiro subindo nas favelas do Rio de Janeiro, depois pregando no seu primeiro centro de culto, uma loja aonde antes funcionava uma funerária.
A igreja criada por Edir é um reflexo dele mesmo, uma panaceia que junta retalhos de outras fés. Embora sua base seja o Evangelho e a figura de Jesus, como a maioria das seitas pentecostais, Edir misturou outros elementos, da encenação do candomblé, com o exorcismo de pessoas supostamente tomadas pelo demônio, às raízes judaicas do Velho Testamento. Lá está o templo de Salomão, conhecido como o “rei da sabedoria”, na verdade uma figura controvertida na própria visão bíblica. No Livro de Salomão, a sabedoria terrena na verdade é vista criticamente, como a “vaidade das vaidades”, em oposição à simplicidade da fé.
Sem importar-se em ser um teólogo capaz de fazer sentido, Edir é na realidade um motivador de pessoas – aí reside seu talento. Essa virtude lhe permitiu não só conquistar acólitos como também ser um extraordinário formador de quadros capazes de ampliar seu raio de ação. É impressionante sua capacidade de produzir “bispos” e pastores fiéis ao seu discurso, gestual e ideias. Graças ao seu trabalho de RH, Edir fez a Universal prosperar rapidamente no Brasil e mundo afora.
É também um pastor com tino de empresário. Para mim, reclamou que a igreja era vista pela imprensa ingenuamente como uma exploradora do povo mais pobre. Para começar, dizia que não era o miserável que sustentava a Universal. Na verdade ele enxergara um mercado: o trabalhador que tinha emprego e renda, mas nenhuma perspectiva de subir na vida, por falta de oportunidade. Seu discurso sempre foi de que esse trabalhador pode conseguir mais, se tiver fé; ele tem dinheiro para pagar o dízimo, e a fé que o inspira é uma “fé de resultados” capaz de levá-lo a uma vida melhor.
A ideia de que ganhamos um lugar no Paraíso além da vida, pregada pela Igreja Católica, nunca foi suficiente para Edir. Ele sempre acreditou que a igreja tem de dar respostas para o ser humano ainda em vida. Sua igreja é pragmática e não há dúvida de que ajuda muita gente. Edir é polêmico porque é impossível medir a relação entre o benefício que sua igreja traz aos seus acólitos e o quanto do dinheiro arrecadado vai em benefício pessoal de seus bispos e pastores. Edir não vê nisso conflito de interesses, porque nunca pregou o discurso da vida ascética nem defendeu qualquer espécie de voto de pobreza.
Edir já foi preso por falsa ideologia, mas não apenas foi solto como o juiz que mandou prendê-lo (por sinal com um nome bíblico, Abrão), acabou sendo afastado para um forum na periferia de São Paulo – foi para a geladeira. O que era uma suposta defesa do público empreendida pelo justiceiro togado acabou virando, aos olhos do Judiciário, uma inútil perseguição. Não se pode subestimar as pessoas que seguem a Universal, que têm o direito de escolher, apoiar, pagar e professar a fé que quiserem, por mais descabida que possa parecer. E assim Edir vai conseguindo edificar o seu império, do qual o Tempo de Salomão, construção de proporções bíblicas numa das zonas mais abandonadas do centro de São Paulo, é apenas o mais novo, extravagante e significativo símbolo.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Felipão e este milionário futebol dos “professores

BLOG O MURAL: Blog do Kotscho
tecnicos Felipão e este milionário futebol dos professores
No capengante futebol brasileiro, dentro e fora de campo, com clubes sempre endividados, alguns quase falidos, pedindo socorro ao governo, e estádios semidesertos, a CBF e os "professores" da bola nadam em dinheiro. Ninguém deveria se surpreender com os R$ 4,1 milhões pagos pelo generoso José Maria Marin a Felipão por ter sido mandado embora da seleção, depois do vexame na Copa do Mundo (ver mais no blog do colega Cosme Rímoli).
Felipão e o coordenador Carlos Alberto Parreira ganhavam, cada um pouco, mais de R$ 900 mil por mês. Pode parecer muito para quem vive de salário, mas estes valores estratosféricos não constituem exceção nos nossos clubes, onde os "professores" não ganham muito menos do que isso, e nenhum dos "treinadores de ponta", sempre os mesmos, há muitos anos, ganha abaixo de R$ 500 mil.
Na maioria dos casos, eles ganham mais do que as estrelas do time. Pato, o jogador mais bem pago do país, que marcou apenas três gols em 16 jogos pelo São Paulo, ganha R$ 800 mil por mês (metade do salário ainda pago pelo Corinthians, que o emprestou ao time do Morumbi).
Eles se revezam no comando dos maiores clubes do país e são os principais responsáveis pelo futebolzinho mostrado no Brasileirão, com a honrosa exceção do Cruzeiro, de Marcelo Oliveira, que não faz parte da dança dos famosos e nunca foi cogitado para treinar a seleção.
Em seu comentário de terça-feira na CBN, antes da revelação de que Felipão ganhou esta fortuna na loteria esportiva da CBF, e depois do velho "professor" gaúcho acertar a volta ao Grêmio, o amigo Juca Kfouri chamou a atenção para um fato, ao mesmo tempo pitoresco e triste: há 19 anos, Felipão já era técnico do Grêmio; Luxemburgo, que acaba de retornar à Gávea, treinava o Flamengo; Abel Braga dirigia o Internacional, onde está de novo, e Muricy Ramalho era a novidade no São Paulo.
Precisa dizer mais alguma coisa sobre as razões da mesmice modorrenta mostrada em campo neste Brasileirão, que dá sono quando o Cruzeiro não joga? Parece que o discreto Marcelo Oliveira foi o único técnico brasileiro que assistiu à Copa no Brasil e entendeu alguma coisa. É por isso, que os maiores clubes do mundo levam nossos melhores jogadores embora e ninguém se interessa em contratar os milionários "professores", que vivem num mundinho à parte.
Nem técnicos são, na verdade, quanto mais professores, mas apenas folclóricos treineiros, que ficam se esgoelando à beira do gramado, xingando o juiz e os erros dos jogadores que não seguem seus "ensinamentos". Fazem apenas cena para a torcida, como se seus gritos  fossem ouvidos e fizessem alguma diferença em campo.
Ninguém, por exemplo, é mais são-paulino, do que o Muricy. Por isso, a torcida tricolor, inclusive eu, sempre pedem a sua volta quando o time vai mal, o que não tem sido raro. E neste seu novo retorno ao Morumbi o time continua mal, apesar do elenco de grandes craques, o maior do futebol brasileiro, que tem à disposição. Pergunto: tanto ele como os demais "professores" aqui citados fizeram quantos cursos de especialização e estágios nos grandes centros de treinamento do exterior nos últimos anos? Que novas táticas e técnicas desenvolveram?
É sempre mais do mesmo, e assim a gente entende melhor porque a Alemanha na Copa meteu 7 a 1 na nossa seleção e só não fez mais porque ficou com pena dos rapazes assustados e perdidos em campo com aquela camisa amarela, que antigamente metia medo nos adversários.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

São Paulo é um outro planeta

BLOG O MURAL: Blog do Motta:

São Paulo é um outro planeta

Não, não é um deserto, é a represa do Jaguari, em São Paulo
(Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas

Embora morando a 150 km da capital paulista há seis meses, ainda procuro, sempre que posso, ter notícias da vida na metrópole. 

E pelo noticiário dos jornalões fico sabendo que os bares da badalada Vila Madalena já estão servindo bebidas em copos de plástico, por causa da falta d'água. Também leio que várias outras regiões da cidade sofrem do mesmo problema. 
Mas o interessante em tudo isso - diria até o contraditório - é que, segundo os jornalões, tudo parece estar na mais perfeita normalidade em São Paulo no que refere ao abastecimento hídrico.

A imprensa paulista garante que os problemas que estão sendo relatados são "pontuais".
E que quando as torneiras secam isso não significa racionamento, mas sim "restrição" - ah, as armadilhas da língua portuguesa...
Há muita gente que acredita nas notícias dos jornais, que leva, mesmo, a ferro e fogo aquilo que lê ou ouve nos telejornais ou nos Datenas que pululam pelas emissoras.
Mal sabem essas pessoas como os jornais são feitos, como as notícias são editadas, como os títulos podem ser distorcidos para que um fato negativo vire a mais espetacular novidade.
Como no caso dessa tragédia que representa o colapso do abastecimento de água em São Paulo.
É realmente impressionante a capacidade do governador Geraldo Alckmin se safar das mais incômodas situações, "tirar o seu da reta", como se diz popularmente.
Ele nunca tem culpa de nada, está sempre prometendo apurar tudo, punir todos os responsáveis pelas estripulias...
E os jornalões acreditam em cada palavra sua, em cada disparate que ele diz.
O governo Alckmin, o futuro comprovará, é um desastre sob todos os aspectos - administrativo, moral e ético.
Pelo visto, porém, os paulistas adoram passar por fortes emoções e estão prestes a elegê-lo novamente.
Non ducor, duco...