quarta-feira, 30 de julho de 2014

Demitida por 'ser lésbica'

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BLOG O MURAL: Professora se recusa a responder perguntas íntimas e é demitida por causa de sua orientação sexual em colégio da Itália. “A diretora afirmou que eu era uma boa profissional, mas que haviam problemas porque diziam que eu seria lésbica”

Uma professora de uma escola católica no norte da Itália está acusando a instituição de tê-la mandado embora por causa de sua orientação sexual, num caso que está causando grande polêmica no país.
A professora do colégio católico Sacro Cuore, na cidade de Trento, disse que foi indagada pela direção da escola se seria homossexual e que se recusou a responder a perguntas íntimas.
“A diretora afirmou que eu era uma boa profissional, mas que haviam problemas por causa de boatos que diziam que eu seria lésbica”, disse a professora, que quer se manter no anonimato e foi citada pelo jornal La Stampa.
Ainda de acordo com o jornal, ela se recusou a desmentir o fato, como foi pedido pela diretora, a madre católica Eugenia Libratore. Depois disso ela teria sido informada que seu contrato não seria renovado.

‘Aspectos éticos’

Em uma nota à imprensa, a escola não negou ter feito o alegado pela professora.
“Quando escolho uma professora para uma escola católica, devo também levar em conta aspectos éticos e morais”, disse a madre.
Ela disse que falou com a professora para esclarecer boatos que havia escutado.
“Ela nem ao menos respondeu as perguntas. Tinha que saber, já que sou responsável por mil alunos e mais de cem professores.”
Em uma nota posterior, divulgada pelo jornal local Il Trentino, a escola Sacre Cuore disse que a professora teria “feito observações impróprias sobre sexualidade, impróprias ao ambiente escolar”. Segundo a nota, pais e alunos teriam comentado o fato junto à direção do colégio.

Polêmica

A ministra italiana da Educação, Stefania Giannini, disse que seu Ministério abriu uma investigação para apurar os fatos. “Se realmente houve discriminação sexual, seremos muito severos”, disse Giannini.
Vários grupos que representam os interesses de gays e lésbicas na Itália protestaram contra o ocorrido. A associação Arcigay exigiu que o governo da província onde fica a cidade de Trento esclareça o caso o quanto antes, já que a escola é financiada com dinheiro público.
Em uma nota conjunta, as associações Arcilesbica, Agedo, Equality e Famiglie Arcobaleno dizem que o ocorrido equivale a uma “execução sumária” e pedem à ministra da educação que “restaure a dignidade à professora ofendida”.
A docente não decidiu ainda se abrirá processo contra a escola. Citada pelo jornal Il Fatto Quotidiano, ela diz que está desempregada, mas que não quer seu emprego de volta.
“Não tenho nenhuma vontade de trabalhar em uma escola que se comporta dessa maneira”, afirmou.
Nos últimos anos, diferentes setores da sociedade italiana passaram a apoiar abertamente os direitos dos homossexuais. Partidos conservadores e o ex-premiê e líder de direita Silvio Berlusconi se proclamaram recentemente a favor da união homoafetiv

domingo, 27 de julho de 2014

E se 27 mil crianças norte-americanas fossem assassinadas?

BLOG O MURAL: E se os mortos de Gaza fossem americanos? Imagine a revolta por conta de 27.000 crianças mortas…
criança gaza israel morte
Médico palestino carrega uma menina que foi ferida por um bombardeio israelense no sul da Faixa de Gaza em 23 de julho de 2014. Atualmente, Israel está matando mais de uma criança por hora em Gaza (Efe)

Texto originalmente publicado em 22/07/2014 | Por Barry Lando, Counterpunch
As mortes em Gaza, à primeira vista, podem não ser tão horríveis para os norte-americanos – a não ser que você transporte o mesmo nível de morte e desordem para os Estados Unidos, que tem uma população 176 vezes maior do que a de Gaza.
Por exemplo, até o momento, 571 palestinos foram mortos (em 25/07 já são 819 mortos), incluindo entre eles 154 crianças. Número total de feridos: 3.550, dos quais 1.125 crianças.
Se os Estados Unidos fossem vítimas de uma chacina semelhante, o número de norte-americanos mortos – quase todos nos últimos cinco dias – chegaria a 101.000, dos quais 27.000 seriam crianças. O número de norte-americanos feridos seria de 627.000, dos quais 198.000 seriam crianças.
Outra comparação:
Esse número de mortos seria quase duas vezes o total de mortos em dez anos de guerra no Vietnã (58.000).
Quase se igualaria ao número de soldados norte-americnaos mortos na Primeira Guerra Mundial, que chegou a 116.000.
Seria mais de um terço dos norte-americanos (291.000) mortos lutando entre 1941 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.
E quase se igualaria ao número total de soldados norte-americanos feridos durante a Segunda Guerra Mundial (670.000).
E lembre-se:
- A maior parte dessas mortes de palestinos aconteceu em apenas cinco dias.
- Um grande proporção dos mortos e feridos não era de soldados.
E a matança continua.

SUA SANTIDADE DIZ: "PAREM, POR FAVOR", PEDE PAPA EM NOME DA PAZ


terça-feira, 15 de julho de 2014

Agora não vai ter “fair-play”

BLOG O MURAL: Via blog do Tijolaço...


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Se você achava que o jogo sucessório já vinha sendo marcado por caneladas e entradas duras, prepare-se.
Não haverá fair-play
A campanha eleitoral terá o tom da arquibancada VIP do Itaquerão.
E a tendência, não importa o que queira Dilma Rousseff, será a de uma agressividade antigoverno que vai beirar a histeria.
A posição da Presidenta da República, numa campanha com este “baixo nível” é muito difícil.
Os deveres do cargo  e também seu estilo pessoal não são muito favoráveis a  enfrentá-lo.
Embora os adversários sejam fracos, pessoalmente, e Aécio, especificamente, tenha contra si os estigmas do passado tucano, têm a mídia e o poder empresarial a seu lado.
Vimos na Copa como, se não for possível transformar o que é sucesso em retumbante fracasso, apela-se para todo tipo de expediente para desviar o assunto.
Não é hora de ficar discutindo vaidades e teimosias.
A presença de Lula, agora, não apenas é indispensável como deve ser permanente.
E a internet vai ser o campo privilegiado de suas manifestações.
O ex-presidente, através do Instituto Lula começa a divulgar  hoje uma série de vídeos do ex-presidente.
Ainda não são “campanha”.
Mas são política, a começar pela discussão sobre a importância de disputá-la, em lugar de a negar.
É quase um “aquecimento”, mas é sinal de que ele já-já entra em campo.
A disputa está começando e nela está em jogo algo infinitamente maior do que um título de vencedor.
Estão os futuros e os direitos do povo brasileiro.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Portal lança projeto para aumentar acervo de filmes em domínio público



BLOG O MURAL: O portal Cinema Libre, que tem em seu acervo cerca de 300 filmes em domínio público, legendados em português, muitos deles joias da cinematografia mundial, pretende aumentar o seu acervo para 1.001 obras.
 
Para tanto, lançou um projeto no Catarse, site de financiamento coletivo, esperando arrecadar R$ 15 mil. 
As doações começam em R$ 15 e, como é praxe no sistema de "crowdfunding", os doadores recebem brindes como agradecimento.

Segundo o idealizador e responsável pelo Cinema Libre, Lucas Bombonatti, além de aumentar o acervo, o projeto se propõe a produzir um material especial sobre a história do cinema, desde o surgimento, com os irmãos Lumiére, até os dias de hoje. "Junto desse material estarão os filmes mais importantes de cada década que estejam em domínio público", diz Lucas. "Também iremos tratar sobre os diferentes movimentos artísticos do cinema, assim como as primeiras animações, primeiras ficções científicas, filmes de terror clássicos e comédias clássicas."

Lucas informa ainda que se forem arrecadados os R$ 15 mil o portal será inteiramente refeito, "disponibilizando o recurso de perfil pessoal para cada usuário". Com isso, explica, "todos os usuários poderão listar os seus filmes preferidos, dar notas aos filmes, gerando um grande ranking final que estará na primeira página do portal, poderá enviar comentários e críticas". 

Outra proposta é criar um fórum "para que todos os usuários possam enviar suas idéias e interagir", diz Lucas. E se o total arrecado permitir, Lucas pretende hospedar os filmes num servidor próprio, "deixando de depender de terceiros e criando um dos maiores bancos de dados sobre a história do cinema no mundo, tudo completamente legalizado, gratuito e livre para todos".

O Cinema Libre está no ar desde o início deste ano. Além dos filmes clássicos, desde as primeiras produções, datadas do fim do século XIX, a obras-primas da era do cinema mudo e das décadas de 30 e 40, passando por filmes brasileiros que muitos julgavam perdido, oferece ainda páginas especiais com os grandes artistas do cinema e dos países que mais influenciaram e ainda influenciam a sétima arte. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Há 5 anos, os lerdos tucanos diziam que pré-sal só produziria em 2019. Hoje, já produz 520 mil barris.

BLOG O MURAL:
2014:


2009:


Em 2009, o presidente Lula e a presidenta Dilma fizeram a Lei do Marco Regulatório do Petróleo para o pré-sal, descoberto pouco antes.

A nova lei mudou as regras do regime de concessão para partilha, de forma que a maior parte da riqueza fica com o povo brasileiro. É esse dinheiro permite a injeção de centenas de bilhões na educação e na saúde para os próximos anos, além de gerar todo um parque industrial de equipamentos com geração de empregos qualificados em torno da produção de petróleo.

Naquele ano, o tucano José Serra se declarou contra a nova lei, querendo que fosse adiado. Representou o PSDB como um todo, já que todos os líderes tucanos acompanharam o pensamento de Serra.

O tucano disse que "a Lei não teria efeito daqui a 3, 4 ou 5 anos. É coisa para 10, 15 anos em diante".

Pois bem, passados 5 anos que o tucano disse que não teria nenhum efeito, o pré-sal já está produzindo mais de 500 mil barris por dia.

Os tucanos disseram isso porque são lerdos e incompetentes?

Ou porque seguiam o calendário mandado pelas petroleiras estrangeiras, interessadas em ficar com as reservas brasileiras paradas em estoque, ditando o ritmo e o tempo de exploração no Brasil que trouxesse mais lucros para elas?

Observe que o custo de extração no Iraque invadido, na Líbia, e do óleo xisto descoberto nos próprios EUA, é mais barato no curto prazo do que no pré-sal brasileiro. Então as petroleiras estadunidenses só extrairiam petróleo aqui quando estas outras opções se esgotassem, pois não há o interesse delas de abarrotar o mundo com superprodução de petróleo para derrubar o preço e os lucros.

Como se vê, as propostas tucanas são um desastre para o presente e para o futuro do povo brasileiro.

Agora Aécio Neves é o candidato a presidente do PSDB que representa esse atraso, lerdeza e submissão, a ponto de dizer que, se for eleito, vai revogar o regime de partilha e voltar ao regime de concessão, retirando centenas de bilhões de reais destinada à educação nos próximos anos.

E não adianta agora Aécio querer negar, porque não é nenhum boato. A própria imprensa demotucana fanática testemunhou e divulgou estas intenções entreguistas de Aécio:


Ah... E Serra é candidato a senador por São Paulo. Certamente para propor a "emenda Serra-Chevron" para entregar o pré-sal ao estrangeiros.

domingo, 29 de junho de 2014

Alckmin prometeu reduzir preços pedágios...E deu novo aumento

BLOG O MURAL: Em meio a uma CPI na Assembleia Legislativa de SP para investigar o preço dos pedágios e a ações na Justiça, o governo do estado de São Paulo  Geraldo Alckmin (PSDB)  de São Paulo decidiu  fazer um reajuste, apesar de ter prometido durante a campanha eleitoral a redução dos preços cobrados nas rodovias paulistas  As tarifas cobradas nos pedágios das rodovias de São Paulo vão ficar  de 5,29%  até 8,57% mais caras a partir da próxima terça-feira (1º). O reajuste foi anunciado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) nesta sexta-feira (27). Com o reajuste, a tarifa no Sistema Anchieta-Imigrantes, por exemplo,  que hoje custa R$ 21,20, passará a R$ 22,00 no dia 1º de julho

A do Rodoanel, que até ano passado era a mais baixa, subiu de R$ 1,50 para R$ 1,60 - aumento de 5%.

A que sofreu o maior reajuste foi a praça de Rancharia, na Rodovia Raposo Tavares: passou de R$ 3,50 para R$ 3,80.

O reajuste ocorre no momento em que uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), instalada na Assembleia Legislativa de São Paulo, investiga eventuais irregularidades nas tarifas cobradas pelas concessionárias nas rodovias paulistas.

Após a instalação da CPI, o governador tucano  decidiu entrar, a partir de maio, com ações na Justiça para reaver R$ 2 bilhões que, segundo a administração, foram pagos indevidamente a 12 concessionárias –SPVias, ViaOeste, Ecovias, Tebe, Triângulo do Sul, ViaNorte, Autovias, Renovias, Intervias, CentroVias, AutoBan e Colinas. A operação fez com que a taxa de retorno das concessionárias subisse de 18% para 25%, gerando ganho indevido de R$ 2 bilhões

Em 2010, 2011  e 2013, Geraldo Alckmin prometeu rever valores de pedágios

A questão dos valores cobrados foi colocada por Geraldo Alckmin ainda quando candidato a governador na campanha de 2010. Na época, o tucano disse, em entrevista às rádios Bandeirantes e Band News, que algumas praças deveriam ter contratos revistos em breve, implicando na redução de tarifas.

Alckmin afirmou  também em diversas entrevistas que  começaria imediatamente a analisar os contratos das concessionárias das rodovias e que o resultado com uma posterior revisão nos valores sairia ainda no primeiro ano de seu mandato, ou seja, em 2011.

No ano passado, em nova entrevista, o governador tucano confirmou a redução no preços do pedágios
No entanto,  um ano depois, não  houve redução. Muito pelo contrário, revisou os preços  para cima.

sábado, 28 de junho de 2014

Vendedores em rodovias são alternativa de mercado a agricultores de Sorocaba

BLOG O MURAL: Tipo de venda acaba empregando várias pessoas na informalidade; reportagem de Marcelo Roma
marcelo.roma@jcruzeiro.com.br


 

Os vendedores de frutas e legumes instalados em caminhões, kombis e outros utilitários, em rodovias e nos bairros, são alternativa para o agricultor de Sorocaba e municípios da região escoarem seus produtos por um preço satisfatório. A época de safra oferta vegetais de melhor qualidade, vários deles difíceis de encontrar em supermercados, como milho verde e tipos diferentes de abóboras. Muitos dos vendedores são ambulantes, mas há os que trabalham em pontos fixos, como Hélio Antunes. 

O caminhão, um modelo Dodge antigo, não anda mais e serve como referência. O "caminhão da fruta" fica na rodovia Emerenciano Prestes de Barros (SP-97), em frente à escola do bairro Caguaçu, na saída de Sorocaba para Porto Feliz. E são os agricultores do Caguaçu os principais fornecedores de Hélio. Laranja, mexerica, limão, repolho, couve-flor e abobrinha vêm diretamente de propriedades do bairro, a apenas alguns quilômetros do ponto de venda. 

De acordo com Antunes, cerca de 30 agricultores de Sorocaba, principalmente do Caguaçu, fornecem os produtos, que entregam diretamente no ponto na rodovia e são colocados à venda logo depois. "Às vezes, acabam de chegar e já há pessoas esperando", diz o vendedor. Outros produtos, não cultivados em Sorocaba, têm que vir de outros municípios. "O milho verde e a melancia vêm de Capela do Alto. A uva e a goiaba, de Porto Feliz." O produto que vem de mais longe é o abacaxi, produzido em Minas Gerais. 

O vendedor também planta, em Capela do Alto, onde mora. Lá, ele cultiva mandioca e milho, que também vende no caminhão. Porém, é apenas uma parte. Ele conta que está há oito anos no mesmo ponto da rodovia e geralmente quem compra os vegetais costuma dividir com parentes e amigos. Há sacos de laranja de 12 quilos, vendidos a R$ 10, e de 25 quilos de batata, que custam R$ 20. Em quantidade maior, o preço compensa. "Há também gente que depois divide com colegas, no trabalho." 

Antunes procura comprar diretamente dos produtores, pois sem intermediários, pode pagar um pouco mais do que se vendessem para um atacadista ou rede de supermercados, e também ele obtém um retorno melhor. Além disso, recebe produtos mais frescos e de boa qualidade. Ele emprega 15 pessoas no negócio e evita comprar de atacadistas ou entrepostos. Três funcionários trabalham no ponto de venda e outros 10 em Capela do Alto, na preparação dos produtos. O milho verde, por exemplo, é vendido em sacos ou em bandejinhas, com as espigas já descascadas. Tomate, quiabo, maracujá também têm a opção de serem levados embalados, nas bandejinhas. 

Na carroceria do caminhão, Antunes mantém balança e uma máquina de embalar, para os produtos que são entregues diretamente. "O que a gente pode, faz aqui mesmo", diz ele. O vendedor tem a noção de que na rodovia não prejudica o negócio de nenhum comerciante. Na área urbana, poderia haver reclamação de donos de mercados e quitandas, avalia. 

As caixas de madeira servem de suporte para os produtos, colocados ao lado do caminhão, e formam fileiras. Uma lona protege do sol, mas quando chove uma outra tem que ser estendida. Há produtos mais perecíveis, como o milho verde, que dura até três dias. Se sobra, fica indisponível para o consumo humano e Antunes vende, por preço mais baixo, para alimentação animal. "Tem um homem que compra para dar aos carneiros". Este ano, a venda de milho verde não foi como esperava. As pessoas fazem pamonha, curau e sopa. Segundo ele, a Copa do Mundo atrapalhou, inclusive as festas juninas. "Todo mundo está com a cabeça na Copa." 

Lincoln Almeida usa um pequeno caminhão como ponto de venda móvel em Sorocaba. Laranja, mexerica, tomate, batata doce, entre outros produtos, são colocados na calçada. Ontem à tarde, ele permanecia na rua Comendador Genésio Rodrigues, uma travessa no final da avenida Ipanema. Mas percorre outras regiões da cidade. Ele se abastece no entreposto da Ceagesp, em Sorocaba, e também diretamente de produtores rurais na região. 

A laranja, Lincoln costuma pegar em Capela do Alto. Como tem um custo menor para comercialização e vai a vários bairros, pode vender por preços mais baixos e mantém uma clientela garantida. Para facilitar, aceita cartões de débito e de crédito. 

O agricultor e presidente da Cooperativa Mista do Bairro Caguaçu (Coopguaçu), Pedro Paifer, destaca o potencial agrícola de Sorocaba e observa que esses vendedores, ambulantes ou não, representam uma opção para o produtor rural negociar seus produtos. Ele diz que o preço pago é melhor, mas não é suficiente para escoar todo o volume. Para Paifer, a venda sem intermediários beneficia o agricultor, que consegue preços justos, e também o consumidor, que pode escolher vegetais de melhor qualidade e mais baratos. 

Paifer conta que há ideia antiga de uma feira do produtor em Sorocaba, na área urbana, para venda no atacado e no varejo. Havia projeto da Prefeitura, para essa feira ser realizada no Mercado Distrital, na Vila Fiori, junto com um Centro de Apoio ao Produtor Rural. Porém, a proposta foi questionada por mercadores já instalados, no ano passado, e se abriu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal, encerrada em abril. Apesar de serem discutidos outros lugares para a feira, não se chegou a uma definição.

Torcedores acompanham empate do Brasil na Praça da Matriz

BLOG O MURAL:

Torcedores acompanham empate do Brasil na Praça da Matriz

Arena-Coca reuniu 2 mil pessoas na terça-feira, 17; jogos da seleção de Honduras também são transmitidos na praça
Arena Coca-Cola transmitirá todos os jogos do Brasil e de Honduras na Copa do Mundo (Foto: Divulgação/Prefeitura de Porto Feliz)
Arena Coca-Cola transmitirá todos os jogos do Brasil e de Honduras na Copa do Mundo (Foto: Divulgação/Prefeitura de Porto Feliz)
PORTO FELIZ – Na terça-feira, 17, aproximadamente dois mil torcedores compareceram à Praça da Matriz para assistir na Arena Coca-Cola o empate entre Brasil e México, sem gols. Em seguida, a bateria da Barra realizou uma apresentação que alegrou o público presente.
A próxima partida transmitida na Arena acontece na segunda-feira, 23, quando o Brasil encerra sua participação na primeira fase contra a seleção de Camarões. A Arena Coca-Cola é uma parceria da empresa com a Prefeitura de Porto Feliz, por meio da Diretoria de Cultura, Esportes e Turismo.
Seleção de Honduras
A Arena Coca-Cola também está transmitindo os jogos de Honduras. Para o jogo de estreia do time no Mundial de futebol, realizado no domingo, 15, um público de aproximadamente 200 pessoas foi até a Praça da Matriz para ver os catrachos. A partida terminou com a vitória da França por 3 a 0, mas os torcedores fizeram muita festa com os lances da seleção hondurenha. Após o jogo, a atração foi a Orquestra Arte Pela Vida.
A próxima partida de Honduras aconteceu na sexta-feira, 20, às 19h, quando o país enfrentou o Equador, em Curitiba, e perdeu de 2 a 1. Para encerrar a primeira fase, na quarta-feira, 25, o time joga contra a Suíça, em Manaus, às 17h.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Kotscho: sucesso da Copa é a força do povo brasileiro


terror
BLOG O MURAL:  Ontem à noite ri muito vendo a matéria de abertura do noticiário do Sportv.
O repórter confessa que “está difícil arrancar uma única reclamação dos estrangeiros” sobre a organização da Copa do Mundo.
Vale a pena assistir.
É impressionante a desfaçatez com que a mídia brasileira trata seu próprio comportamento criminoso para com nosso país neste processo.
Por isso, para não ser impaciente, como sou, reproduzo o artigo de alguém que – todo jornalista que o conhece sabe disso – jamais deixa de se comportar com delicadeza e cavaleirismo.
Ricardo Kotscho, em seu Balaio, perde gentilmente a paciência e produz um artigo que, além de correto sob todos os pontos de vista, ainda produz, no título, a síntese perfeita do que está acontecendo.
O Kotscho, quando perde a paciência, é ainda melhor do que “a frio”.
Ricardo Kotscho
Faz duas semanas, deixei um país em guerra, afundado nas mais apocalípticas previsões, e desembarquei agora noutro, na volta, bem diferente, sem ter saído do Brasil. Durante meses, fomos submetidos a um massacre midiático sem precedentes, anunciando o caos na Copa do Fim do Mundo.
Fomos retratados como um povo de vagabundos, incompetentes, imprestáveis, corruptos, incapazes de organizar um evento deste porte. Sim, eu sei, não devemos confundir governo com Nação. Eles também sabem, mas, no afã de desgastar o governo da presidente Dilma Rousseff, acabaram esculhambando a nossa imagem no mundo todo, confundindo Jesus com Genésio, jogando sempre no popular quanto pior, melhor.
Estádios e aeroportos não ficariam prontos ou desabariam, o acesso aos jogos seria inviável, ninguém se sentiria seguro nas cidades-sede ocupadas por vândalos e marginais. Apenas três dias após o início da Copa, o New York Times, aquele jornalão americano que não pode ser chamado de petista chapa-branca, tirou um sarro da nossa mídia ao reproduzir as previsões negativas que ela fazia nas manchetes até a véspera. Certamente, muitos torcedores-turistas que para cá viriam ficaram com medo e desistiram. Quem vai pagar por este prejuízo provocado pelo terrorismo midiático?
Agora, que tudo é festa, e o mundo celebra a mais bela Copa do Mundo das últimos décadas, com tudo funcionando e nenhuma desgraça até o momento em que escrevo, só querem faturar com o sucesso alheio e nos ameaçam com o tal do “legado”. Depois de jogar contra o tempo todo, querem dizer que, após a última partida, nada restará de bom para os brasileiros aproveitarem o investimento feito. Como assim? Vai ser tudo implodido?
A canalhice não tem limites, como se fossemos todos idiotas sem memória e já tenhamos esquecido tudo o que eles falaram e escreveram desde que o Brasil foi escolhido, em 2007, para sediar o Mundial da Fifa. Pois aconteceu tudo ao contrário do que previam e ninguém veio a público até agora para pedir desculpas.
Como vivem em outro mundo, distantes da vida real do dia a dia do brasileiro, jornalistas donos da verdade e do saber não contaram com a incrível capacidade deste povo de superar dificuldades, dar a volta por cima, na raça e no improviso, para cumprir a palavra empenhada.
Para alcançar seus mal disfarçados objetivos políticos e eleitorais, após três derrotas seguidas, os antigos “formadores de opinião” abrigados no Instituto Millenium resolveram partir para o vale tudo, e quebraram a cara.
Qualquer que seja o resultado final dentro do campo, esta gente sombria e triste já perdeu, e a força do povo brasileiro ganhou mais uma vez. Este é maior legado da Copa, a grande confraternização mundial que tomou conta das ruas, resgatando a nossa autoestima, a alegria e a cordialidade, em lugar das “manifestações pacíficas” esperadas pelos black blocs da mídia para alimentar o baixo astral e melar a festa. Pois tem muito gringo por aí que já não quer mais nem voltar para seu país. Poderiam trocar com os nativos que não gostam daqui.
Que tal?
Em tempo: a 18 dias do início da Copa, escrevi um texto de ficção para a revista Brasileiros que está nas bancas, com o título “Deu zebra: ganhamos e o Brasil fez bonito”. Repito: trata-se de um exercício de ficção sobre um possível epílogo do Mundial.
Para acessar:
htpp://www.revistabrasileiros.com.br/?p=95905

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A Copa é um fracasso, por Francisco Costa


pesquisaveja

BLOG O MURAL: Nada é mais demolidor do que um sorriso.
Não conheço o autor, sei apenas que se chama Francisco Costa e é professor e artista.
Chegou-me pelo Facebook e compartilho com vocês, pela qualidade do texto e pelo bom-humor.
E pela cara-de-pau de certos (ou incertos) jornalistas e jornalecos que coram diante das mentiras que propagaram por meses e meses.

A direita estava certa, sou obrigado a concordar

Hoje está fazendo uma semana que a Copa do Mundo se iniciou. 
Conforme prognosticaram os jornalistas, embasados em vasta experiência jornalística, honestidade de propósitos, compromisso com a verdade e isenção política, infelizmente está tudo acontecendo como o esperado.
Parabéns às tevês Globo e Band, à revista Veja, aos jornais Folha de São Paulo e O Globo, pela perfeita percepção da realidade, o que só os que fazem jornalismo sério, não corrompido por interesses políticos e pecuniários, podem ter.
Como era esperado, o vexame é total, o que enxovalha o Brasil aos olhos do mundo e mostra toda a incompetência política e administrativa desse governo, nos expondo assim a humilhante situação, da qual demoraremos muitos anos para nos livrarmos.
Para fazer as afirmações que se seguem, pautei-me pelo que tenho lido na imprensa internacional, a partir de jornalistas estrangeiros e turistas do mundo todo, e postado pelos bravos militantes da direita, intelectualizados e precisos nas suas análises e críticas.
Os estádios todos inacabados, de arquitetura no mínimo duvidosa, feios, mal iluminados… Acertaram os que disseram que só ficariam prontos na próxima década.
As chamadas obras de infrestrutura, no entorno dos estádios, foram uma balela. Os engarrafamentos, nos momentos que antecedem os jogos, são quilométricos, com os torcedores chegando atrasados, inclusive com muitos deles desistindo de entrar nos estádios.
Os aeroportos superlotados, com voos atrasados e cancelados, filas imensas nos guichês, bagagens extraviadas… Com todos os aeroportos por terminar, cheios de materiais de obras espalhados, numa imundície só.
Um outro fiasco que não poderia passar em branco é o das comunicações, com os correspondentes sem poder fazer contatos com suas bases, os links interrompidos ou com interferências, nos isolando nos momentos de pico, que antecedem e durante os jogos.
E o apagão, a suprema humilhação? Como é que em pleno século XXI um país inteiro pode ficar sem energia elétrica por horas, em silêncio, no escuro, envergonhado?
O apontado infelizmente aconteceu: um surto de dengue em pleno inverno, com os hospitais lotados, sem ambulâncias para transportar doentes, medicamentos em quantidade insuficiente, com muitos turistas debandando, voltando para os seus países, com medo.
Mas… O que mais temíamos e tínhamos certeza que aconteceria e ficaria fora de controle… A violência generalizou-se de tal maneira que nem mesmo as Forças Armadas estão tendo força suficiente para, se não debelar, pelo menos minorizar: brigas generalizadas entre torcidas, resultado de um serviço de segurança ineficiente, pequeno no número de homens, e despreparados.
As delegacias policiais já não dão conta de tantos registros de ocorrências de roubos, assaltos e sequestros, com balas perdidas em grandes aglomerações de turistas, os arrastões, promovidos por facções criminosas, com gente descida dos morros e vindas dos subúrbios.
Perdeu-se a conta de ônibus queimados, vitrines quebradas, lojas comerciais saqueadas…
Claro que uma situação dessa, e que só surpreendeu aos mal informados, não leitores de nossos jornais e revistas e telespectadores, só poderia gerar protestos, indignação, e então o que se viu foi o coro, em São Paulo, usando palavras de baixo calão, dirigidas à presidente da república.
Não passou pela cabeça de ninguém que deixar o povo ter acesso aos estádios seria uma temeridade? Como esperar civilidade, educação, postura, respeito e até caráter de pessoas de pouco estudo, baixos salários, residindo em áreas longínquas? Como esperar dessa gente qualquer coisa como simpatia, hospitalidade, cortesia? São ogros.
Só devedria ter acesso aos camarotes vips dos estádios os grandes empresários, os políticos de direita, os artistas e apresentadores da televisão, gente polida, educada, respeitadora, como não mostram no vídeo, em pleno exercício de monetário cinismo.
O país está um caos, e não foi por falta de aviso: a mídia avisou que seria assim, a oposição ao governo provou que seria assim, uma multidão de internautas inteligentes e bem informados mostraram todas as evidências de que seria assim, mas o governo não quis ouvir e pôs avante esse sonho megalômano de realizar uma Copa do Mundo aqui.
O Brasil nunca mais será o mesmo aos olhos do mundo, que agora entendeu que, aqui, a mídia e os partidos de direita (Dem, PSOL, PSDB…) são mais criminosos que o Comando Vermelho e o PCC.

Militantes do PSDB recebem R$ 25 para participar da convenção tucana

BLOG O MURAL: 'Reencontro com consigo mesmo' ,prometido por Aécio Neves, falha na convenção tucana e pobre da periferia de São Paulo tiram fotos com boneco de papelão.Ônibus vieram do interior, da Grande São Paulo e de Minas; jovens disseram ter ganho R$ 25 para participar do evento.

Os organizadores da convenção do PSDB que escolheu   o candidato Aécio Neves (PSDB- MG)  dizem que algumas milhares de pessoas estiveram no  evento realizado neste sábado, no Expo Center Norte, em São Paulo.  Porém, a maioria  afirmaram  à reportagem do jornal O Estado de São Paulo  terem recebido dinheiro para comparecer ao ato. Cada um levou R$ 25 para casa

A maioria da plateia foi arrumada por líderes políticos regionais e veio de ônibus fretados. Um grupo de Minas chegou ao ato agitando um boneco gigante do ex-presidente Tancredo Neves, avô de Aécio.
 Segundo informações do Estadão, moradoras na Grande São Paulo, disseram que ainda não têm título de eleitor e que cada uma recebeu R$ 25 pela presença. 

De acordo com a reportagem, três amigos de Belo Horizonte, do bairro de Barreiro, na periferia da capital e principal colégio eleitoral da cidade, são amigos do filho de uma militante. Indagados se receberam dinheiro, responderam, que sim e disse que ganharam “lanche” também.

Na plateia da convenção tucana estavam os dois últimos candidatos do PSDB à Presidência, Serra (2002 e 2010) e Alckmin (2006), cujas campanhas procuraram esconder FHC.

No discurso, Aécio Neves diz que promoverá 'reencontro do Brasil consigo mesmo'. Enquanto Paulinho da Força, discursava: "Chegou numa situação que o povo não vaia mais, esculhamba! ...

PSDB se firma como partido da elite: Abraços e fotos, só com boneco de papelão de Aécio

O que mais chamou atenção na convenção tucana não foram os ataques raivosos dirigido a presidenta Dilma e PT. Foi o fato de, no final  do evento, Aécio Neves,  ter se afastado da "militância". Aécio,  Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Paulinho (da Força Sindical) e Geraldo Alckmin, foram para uma sala bater papo, enquanto o pessoal pobre, pago a R$ 25, que saíram  da periferia de São Paulo para participar do evento, tiravam fotos com alguns dos vários  bonecos  de papelão de Aécio Neves espalhados em um grande salão

Aécio não passa de um "sinhôzinho" das Gerais. Ligado às mais arcaicas oligarquias, nunca foi às ruas, nunca se posicionou ao lado do povo

Ah, sim... Essa é Dilma, com o povo...Você já viu algum politico do PSDB sendo abraçado assim, pelo povo?
Essa é Dilma, tirando fotos com o povo

sábado, 14 de junho de 2014

Precisamos falar sobre a Globo


dilma-globo
BLOG O MURAL:  Está num artigo da Economist sobre a Globo. A revista diz que o governo trata a Globo com “docilidade”.
Tenho minhas restrições ao tom professoral da Economist ao falar do Brasil. Ora, se as fórmulas da revista fossem tão boas assim, o Império Britânico estaria mais vigoroso que nunca ainda hoje.
Notemos também que, a rigor, a Economist não tem sido capaz de resolver sequer os próprios problemas, quanto mais os da humanidade. Na Era Digital, a Economist é uma fração do que foi.
Feitas todas essas ressalvas, a revista acertou em cheio ao usar a palavra “docilidade”.
Por Paulo Nogueira do Diário do Centro do Mundo: Nenhuma democracia pode conviver com tamanha concentração em um grupo de mídia. Nas contas da Economist, as Organizações Globo falam com 91 milhões de brasileiros.
Sabemos bem – a rigor, a Globo sempre disse o que diz hoje – que tipo de informação é passada aos brasileiros.
Tudo que beneficia o povo é uma “tragédia” – como o Globo definiu em sua primeira página o 13.o salário outorgado por João Goulart pouco antes do golpe militar.
A Globo faz mal ao Brasil, numa palavra. Mais especificamente: à ideia um Brasil socialmente justo. O Brasil da Globo é este que conhecemos, repleto de desvalidos em favelas e com os Marinhos no topo das famílias mais ricas do país.
Dada sua força, a Globo é a Bastilha brasileira, o símbolo da iniquidade. Para que a França avançasse, a Bastilha teve que ser derrubada. Para que o Brasil avance, a Globo tem que ser enquadrada.
Enquanto a Globo for deste tamanho, o Brasil continuará, essencialmente, o mesmo.
Enquadrar a Globo esbarra exatamente na “docilidade” do governo. Das administrações petistas, sublinhemos.
Porque antes você teve duas situações. Na primeira, durante a ditadura, a Globo fazia vassalagem e era recompensada majestosamente com mamatas indecentes.
Depois, com o fim da ditadura, a Globo passou de vassala a senhora. De Collor a FHC, todos os presidentes se ajoelharam para Roberto Marinho e para a Globo.
Com isso, a Globo conseguiu o milagre de sobreviver, ainda mais forte, àquilo que a fez ser o que é: a ditadura.
Esperava-se que o PT mudasse isso. Mas não foi o que ocorreu – ainda que fosse uma ação vital não para o partido em si, mas para a sociedade.
O PT foi dócil desde o início, sabe-se lá por quê. Pragmatismo, prudência, numa visão mais positiva. Medo, numa visão mais severa.
A docilidade se manifestou logo. A Carta aos Brasileiros, com a qual Lula se comprometeu a seguir as diretrizes básicas de FHC, teve as digitais de João Roberto Marinho, da Globo.
Pouco depois, em outro momento icônico, Lula compareceu ao enterro de Roberto Marinho, e lhe fez um elogio fúnebre.
Uma pequena medida de como as coisas se complicaram nas relações PT-mídia é que Dilma não compareceu ao enterro de Roberto Civita.
Mas Dilma também contribuiu para a dose de docilidade ao não trazer para o debate a regulação da mídia. Seu governo ficou marcado pela tese indefensável de que o controle remoto serve para lidar com a mídia.
Houve também o “republicanismo” na distribuição de verbas de propaganda do governo federal. O “republicanismo” carregou 6 bilhões de reais para a Globo em dez anos, a despeito de audiências cada vez menores.
Há detalhes difíceis de engolir neste “republicanismo” todo. Dias atrás, o portal ig publicou um artigo segundo o qual a Caixa Econômica Federal vai investir apenas 1% em publicidade nos meios digitais em 2013. Nem 2% e nem 3%: 1%.
Isso quer dizer que 99% da verba da Caixa terminam em mídias que rotineiramente massacram o governo. “Republicanismo” ou, como muitas pessoas dizem, “Síndrome de Estocolmo”?
É dentro desse quadro que Lula tem falado na campanha de desinformação promovida pela mídia. Coisas boas do governo Dilma, ou dele próprio, são ignoradas. Coisas ruins –reais ou imaginárias – são sublinhadas.
Entre os que reconhecem na concentração da mídia um enorme obstáculo ao avanço social brasileiros as palavras de Lula causam uma certa irritação. Ora, por que ele não fez nada a esse respeito em seus dois mandatos? Essa é uma das questões que um dia Lula terá que enfrentar.
Para regular de verdade a mídia, você tem que mexer no problema central: a Globo.
É o que Christina Kirchner fez com o Clarín, numa luta épica em que ela foi diariamente atacada sem jamais ceder. É o que o governo conservador do México está fazendo também com a Televisa.
No Brasil, sem que o caso Globo seja enfrentado, falar em regulação será pouco mais que jogo de cena.
Apenas para registro, até os militares começaram a ficar inquietos, num determinado momento, com o tamanho da Globo, porque isso poderia representar um Estado dentro do Estado.
O Brasil precisa, mais que nunca, de um estadista que diga aos brasileiros, com clareza e espírito público: “Precisamos falar sobre a Globo”.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.