terça-feira, 5 de novembro de 2013

Alstom: MPF ignorou pedido de 2011 da Suíça

BLOG O MURAL: Via blog  Josias de Souza
Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira, o Ministério Público Federal admite: um pedido de diligências feito em fevereiro de 2011 por autoridades da Suíça que investigam o caso Alstom “deixou de ser atendido” pela Procuradoria da República em São Paulo.
Alega-se que houve uma “falha administrativa”. Como assim? O pedido “foi arquivado erroneamente em uma pasta de documentos auxiliares, quando deveria ser juntado ao processo de cooperação internacional”.
Embora tenha perdurado por dois anos e oito meses, a “falha administrativa” era desconhecida do público até dois dias atrás. Ganhou o noticiário no sábado (16) passado, num relato dos repórteres Flávio Ferreira, Mario Cesar Carvalho e José Ernesto Credencio.
Ficou-se sabendo que os procuradores da Suíça que haviam requisitado as diligências cansaram de esperar pela ajuda de seus colegas brasileiros. Ignorados, decidiram arquivar as investigações contra três suspeitos de distribuir propina a funcionários públicos e políticos do PSDB (veja os detalhes na ilustração do rodapé).
O pedido da Suíça envolvia a inquirição de quatro suspeitos: os consultores Arthur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos, acusados de intermediar o pagamento de propinas da Alstom; e João Roberto Zaniboni, um ex-diretor de Operações da Cia. Paulista de Trens Metropolitanos, que recebeu US$ 836 mil (R$ 1,84 milhão) numa conta bancária aberta na Suíça.
Além dos interrogatórios, os procuradores suíços pediram uma análise da movimentação financeira dos suspeitos e uma operação de busca na casa de João Roberto Zaniboni, um personagem que atuou em todos os governos tucanos em São Paulo. Trabalhou sob Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.
Em sua nota, o Ministério Público Federal informa que não recebeu “comunicação formal” sobre o arquivamento das investigações na Suíça.” No Brasil, acrescentou o texto da Procuradoria, “ainda existe investigação em andamento sobre o caso.”
De resto, informa-se no texto que a “falha administrativa” já comunicada “a todas as autoridades diretamente interessadas na investigação, inclusive ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, o DRCI, órgão do Ministério da Justiça que funciona como intermediário entre investigadores brasileiros e autoridades de países que mantêm convênios de cooperação com o Brasil.
Quem cometeu a “falha administrativa”? Houve punição? Que providências foram adotadas para evitar que que a Suíça fique com a impressão de que o Ministério Público basileiro faz o pior o melhor que pode? Essas questões permanecem sem resposta.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Propinoduto tucano: 15 anos de mistério e impunidade


trem Propinoduto tucano: 15 anos de mistério e impunidade
BLOG O MURAL: via blog do balaio do Kotscho. 
Quem escreve é Elio Gaspari numa pequena nota publicada em sua coluna de domingo na Folha, sob o título "Alstom":
"Ou o tucanato paulista tem uma estratégia capaz de causar inveja ao comissariado petista que pretende livrar seus caciques das penitenciárias pelo mensalão, ou está numa tática suicida, jogando o escândalo do propinoduto denunciado pela Siemens para dentro da campanha eleitoral do ano que vem. Pelas provas, depoimentos e cifras, esse caso ultrapassa, de longe, o mensalão. Ali não há o domínio do fato, o que há são fatos dominantes".
Para quem não entende do que se trata, como é o meu caso, parece uma mensagem cifrada. Só sei que está-se falando da denúncia de um caso de corrupção com cartéis e propinas envolvendo duas multinacionais e três governos tucanos nas obras do metrô e dos trens urbanos de São Paulo, um caso que se arrasta há mais de 15 anos.
O caso começou a ser investigado na Suíça, a partir de depoimentos e provas apresentados pelos próprios corruptores sobre o seu "modus operandi", sem que no Brasil se consiga chegar aos chamadores corrompidos. Vira e mexe aparece no noticiário o nome de algum bagrinho tucano do segundo ou do terceiro escalão, mas as investigações feitas no Brasil misteriosamente empacam num determinado ponto, e a impunidade sobrevive impávida.
Os leitores têm dificuldades para entender o que está acontecendo, como se pode ver pelas perguntas feitas nesta mensagem de Nicola Granato (Santos, SP) publicada na Folha do último sábado:
"Será que nos casos Alstom e Siemens, só participou essa arraia-miúda constantemente citada nas reportagens? Será que essas pessoas tinham o poder de, sozinhas, decidirem sobre o destino de tantos milhões de reais? Quando começarão a aparecer os verdadeiros beneficiários desse escândalo cautelosamente chamado de cartel?".
Também gostaria de saber as respostas, mas a cada dia fica mais difícil entender o que está acontecendo.  No mesmo dia da publicação da carta do leitor, o jornal informa que "sem apoio do Brasil, Suíça arquiva parte do caso Alstom". As autoridades suíças esperaram por dois anos que os procuradores brasileiros se manifestassem sobre o material que para cá enviaram pedindo que fossem interrogados quatro suspeitos, mas não receberam nenhuma resposta, e desistiram.
Imagina-se que o Brasil seria o principal interessado em esclarecer o caso, já que os cofres públicos paulistas foram as maiores vítimas da armação multinacional, mas não é isso que mostra o Ministério Público Federal brasileiro. É inacreditável a justificativa dada para a falta de colaboração das autoridades brasileiras: a Procuradoria da República em São Paulo atribuiu tudo a uma "falha administrativa". De acordo com esta versão, o gabinete do procurador Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações sobre as ações da Alstom no Brasil, arquivou o pedido dos suíços numa pasta errada e isso só teria sido descoberto na última quinta-feira. Que gracinha!, como diria a nossa amiga Hebe Camargo.
Por aí se tem uma ideia do interesse das autoridades judiciárias e policiais brasileiras em esclarecer o caminho do dinheiro que rendeu à multinacional francesa cerca de 1,5 bilhão de reais, mais do que seus próprios executivos planejavam, e alguns capilés de bom tamanho para quem ajudou seus executivos nesta tarefa.
Na página 66 da última Veja, em reportagem na qual denuncia que "esquema de corrupção da multinacional Alstom também atingiu as estatais Eletronorte e Itaipu", ou seja, o governo federal, claro, a revista junta mais uma peça, assim meio de passagem, ao quebra-cabeças da grande maracutaia do PSDB, sob o título 1 bilhão: "Uma conta bancária descrita pela Polícia Federal como "lavanderia de dinheiro" para empresários e políticos foi utilizada pela Alstom para pagamento de propina a integrantes do governo do PSDB em São Paulo, indicam as investigações".
Que empresários, que políticos, quais integrantes do governo em São Paulo? Isso a revista não conta nem as autoridades brasileiras parecem interessadas em saber.
Mas os cidadãos contribuintes não se conformam. "Inaceitável a resposta do procurador Rodrigo de Grandis de que houve "falha administrativa". A investigação foi arquivada, os cofres públicos lesados, e tudo fica por isso mesmo? Quem pune esta irresponsabilidade?", pergunta a leitora Fabiana Tambellini (São Paulo, SP) na Folha de hoje. Boa pergunta.
Quem tiver respostas para esses leitores perguntadores pode mandar aqui para o nosso Balaio. É grátis. Não paga nada.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MPF fecha novo acordo com Suíça

alstom investiga
BLOG O MURAL:  Enviado por 
Pelo que entendi dessa notícia, publicada agora há pouco no site do Ministério Público Federal, a instituição correu atrás do prejuízo, e conseguiu reverter o vexame causado por De Grandis.
Palmas para Rodrigo Janot, novo procurador-geral da República, que está botando ordem na casa.
As autoridades suíças haviam solicitado diligências referentes a brasileiros que teriam recebido propinas das empresas de trem, entre outros pedidos.
Os brasileiros são João Roberto Zaniboni, ex-diretor da estatal CPTM; e os lobistas Arthur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos, suspeitos de atuar como intermediários de pagamento de propina pela Alstom.
A medida é tardia. Como diz o Bezerra da Silva, agora “não tem flagrante, porque a fumaça já subiu pra cuca”. Os dito-cujos já queimaram qualquer prova que pudessem ter. Mesmo assim, é uma ótima notícia que o MPF tenha se mobilizado para consertar os estragos de De Grandi. Antes tarde do que nunca.
Suíça renova pedido e MPF/SP vai cumprir diligências no caso Alstom
Secretaria de Cooperação Internacional do MPF conclui relatório preliminar e PGR prepara regulamentação
O Ministério Público Federal em São Paulo vai realizar, nos próximos dias, diligências solicitadas pelo Ministério Público da Suíça como parte da apuração de supostos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa de agentes públicos praticados pela empresa francesa Alstom.
O pedido de colaboração, feito originalmente em 2011, foi renovado esta semana, a partir de negociação conduzida pela Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional Ministério Público Federal (MPF).
A Secretaria de Cooperação Internacional apresentou nessa quinta-feira, 31 de outubro, relatório preliminar sobre a demora no cumprimento das medidas solicitadas. A apuração foi determinada na terça-feira, 29 de outubro, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Conforme o relatório, teria havido falha no envio direto do pedido, pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça (DRCI), à Procuradoria da República em São Paulo. A Corregedoria do MPF irá apurar se teria havido falha no não encaminhamento das providências solicitadas.
Regulamentação – A Procuradoria Geral da República vai editar, ainda em novembro, portaria regulamentando a tramitação interna de solicitações de cooperação internacional e da relação com o DRCI. Uma minuta de portaria já está em avaliação.
Também está em andamento um inventário de todos os pedidos de cooperação informados pelo DRCI à Procuradoria Geral da República.
Entenda o caso – O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) conduz duas investigações relacionadas à empresa francesa Alstom. Uma delas trata da suposta fraude em licitação e pagamento de propina pela empresa ao Governo do Estado de São Paulo, em relação à obra de expansão do metrô na capital. O pedido de cooperação da Suíça está ligado a esse caso.
Outra investigação apura suspeita de corrupção internacional, lavagem de dinheiro e evasão de divisas decorrente da obtenção de crédito junto a banco francês pela empresa estatal paulista IPTE (desmembrada da antiga Eletropaulo), em contrato firmado com consórcio liderado pela empresa Alstom.
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Com propineiro, Alstom atingiu 100% da meta de negócios com o PSDB paulista



BLOG O MURAL:  A Alstom conseguiu tudo o que queria com o governo de São Paulo. Os quatro negócios citados em e-mail pelo ex-presidente da empresa José Luiz Alquéres como estratégicos foram fechados com o Metrô e a CPTM.

Em dois desses contratos houve conluio entre as empresas, segundo acusação da Siemens feita ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão do governo federal que cuida da defesa da concorrência.

O objetivo de Alquéres era faturar 250 milhões de euros (R$ 900 milhões na época e R$ 750 milhões hoje) com os projetos. O valor foi ultrapassado. Os quatro negócios renderam cerca de R$ 1,5 bilhão, em valores atualizados.

O e-mail de Alquéres, de 18 de novembro de 2004, citava uma situação negativa para a divisão de transporte da Alstom --a empresa só conseguira atingir 11% das metas em oito meses. Para mudar esse cenário, ele recomendava a contratação do lobista Arthur Teixeira e a atuação de Paulo Borges, então diretor de transportes da Alstom.

Teixeira é apontado por autoridades da Suíça como intermediário no pagamento de propinas para funcionários públicos do governo do Estado nas gestões de Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Na delação da Siemens, a empresa dele é citada como peça-chave para eliminar entraves ao cartel.

Borges é acusado pela Siemens de ter participado das reuniões do cartel em que se decidia a divisão de mercado.

O ex-presidente da Alstom diz que não sugeriu o uso de meios ilícitos para obter os contratos (leia texto ao lado).

Os negócios mirados pela Alstom eram a reforma e fornecimento de trens novos para a CPTM e a venda de trens e de sistema de sinalização para a linha 2 do Metrô.

DIVISÃO DE NEGÓCIOS

A acusação da Siemens mostra que dois métodos foram usados pela Alstom, em cartel com outras empresas, para obter os contratos com o governo: a divisão prévia de lotes e a combinação de que as derrotadas seriam subcontratadas pelas vencedoras.

Na reforma de trens da CPTM, projeto chamado de Boa Viagem, os lotes foram divididos e a Alstom ficou com quatro deles.

E-mails reunidos pela Siemens indicam que as empresas tiveram acesso ao plano da CPTM antes que ele tivesse se tornado público.

Marcos Missawa, executivo da Siemens, contou o seguinte em e-mail de 24 de novembro de 2004: "A CPTM tem por objetivo principal dar o pacote completo para quatro grandes fornecedores (Alstom, Siemens, Bombardier e TTrans)".

No caso da sinalização da linha 2 do Metrô, o acerto do cartel, segundo a Siemens, foi de que seriam formados dois consórcios para a licitação, mas um deles apresentaria uma proposta com valor superfaturado e perderia a concorrência, mas seus integrantes seriam subcontratados.

Nos negócios de compra de trens, CPTM e Metrô reutilizaram contratos que haviam sido assinados há dez e 15 anos, respectivamente. O Tribunal de Contas considerou irregular a compra da CPTM e apontou que a empresa deveria ter feito nova licitação.  As informações são da Folha de São Paulo.... Como diria Stanley... Contra o PT, escreve em letras garrafais, formação de quadrilha e delação premiada; contra tucanos  é "cartel" e "acordo de leniência". Tucano não rouba: comete deslize...

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O quentíssimo debate interno que precede as eleições no PT



publicado em 26 de outubro de 2013 às 17:36
BLOG O MURAL: Petistas chamam governo Dilma de ‘conservador’ e Temer de ‘sabotador’
Em encontro dos seis candidatos à presidência do partido, leilão do campo de Libra é condenado e as alianças, sobretudo com o PMDB, são questionada. Mas só o PT tem a coragem de propor e realizar debates internos para seus candidatos a presidentes.


Vera Rosa – O Estado de S. Paulo
Brasília – Críticas ao governo Dilma Rousseff, pregações contra a aliança com o PMDB e inconformismo com o leilão do campo de Libra marcaram o último debate entre os seis candidatos à presidência do PT, na noite de quinta-feira, em Brasília. O vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) chegou a ser chamado de “sabotador” por um dos concorrentes e a administração de Dilma foi definida como “conservadora” e de “instabilidade” econômica.
Ao defender o governo e a parceria com o PMDB, o presidente do PT, Rui Falcão, ouviu vaias da plateia e até gritos de “pelego” vindos do fundo do auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde foi realizado o debate. Provável coordenador da campanha de Dilma em 2014, e candidato a novo mandato no PT, o deputado disse ter visto com “muita melancolia” os ataques à administração petista.
“Às vezes dá a impressão de que somos oposição ao nosso governo”, afirmou Falcão, que acabou aplaudido. “Devemos defender o governo da presidenta Dilma e manter a aliança com o PMDB e com os outros partidos da coligação. Qual é a política de alianças que se põe no lugar dessa?”, indagou Falcão.
Revoltados, petistas se queixaram de Temer, do senador José Sarney, do governador do Rio, Sérgio Cabral, e do vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, todos do PMDB. “Não concordo com a proposta de retirar Filippelli da chapa do governador Agnelo Queiroz (PT)”, insistiu Falcão, favorito na disputa com o apoio da corrente Construindo um novo Brasil (CNB), majoritária no PT.
Para o deputado Paulo Teixeira (SP), candidato do grupo Mensagem ao Partido, é preciso fazer um “adensamento à esquerda” em eventual segundo mandato de Dilma e de outros governos petistas. “Não sou daqueles que quer isolar o PT, mas também não podemos dissolver o partido nas alianças”, reagiu Teixeira, que é secretário-geral da sigla.
“O vice-presidente da República é um sabotador e agiu contra o plebiscito da reforma política”, esbravejou Markus Sokol, candidato da corrente “O Trabalho”. “Agora vão de novo se agarrar ao órgão do PMDB para não deixar a coalizão naufragar?”
No auditório cheio de cartazes contra o leilão do pré-sal de Libra, o clima era de encontro estudantil, com torcidas organizadas, aplausos e vaias. A eleição que renovará o comando do PT está marcada para 10 de novembro, em todo o País, com voto dos filiados.
“Dilma privatizou rodovias, portos, aeroportos, o pré-sal e diz que não foi privatização. Não foi? Chamaram a Shell, a Total e as estatais chinesas para morder o nosso petróleo. É um processo de pilhagem”, protestou Serge Goulart, candidato da “Esquerda Marxista”, que defendeu a reestatização de todas as empresas privatizadas.
“Você concorda em estatizar a livraria que você tem na rua Tabatinguera, em São Paulo?”, provocou Falcão, dirigindo-se ao colega, longe do microfone, com um sorriso irônico.
Piloto automático. Secretário de Movimentos Populares do PT, o deputado Renato Simões disse que a eleição de Dilma corre risco se o partido não sair do “piloto automático” na campanha. “Vivemos turbulências em junho e julho, o avião deu solavancos, subiu, desceu, agora a bonança voltou e acham que o piloto automático vai nos levar ao céu em 2014. Não será assim. Há uma crise internacional e o governo Dilma é de instabilidade econômica”, afirmou Simões, que concorre pela corrente “Militância Socialista”.
Na avaliação de Valter Pomar, candidato da “Articulação de Esquerda”, o PT precisa mudar de tática para a eleição presidencial. “Não basta estabelecer como objetivo reeleger Dilma. É necessário criar condições para que o segundo mandato dela seja melhor do que o primeiro, assim como fizemos com Lula.”
Embora a última pesquisa Ibope, realizada em parceria com o Estado, tenha indicado que Dilma venceria a disputa no primeiro turno, se a eleição fosse hoje, Pomar foi cauteloso: “Não nos iludamos com pesquisas. A campanha de 2014 vai ser duríssima.” Foi ovacionado.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O debate “Organizações Globo x Resto do Mundo”, onde o resto do mundo saí ganhando, ainda bem.



BLOG O MURAL: Tenho um método para assistir vídeos, especialmente os longos, para não perder fio da meada – quando algo me chama a atenção, não me concentro nela, preferindo anotar a altura em que ela se encontra e, depois de terminar a sessão, volto e vejo de novo o trecho, procurando o motivo de ele ter me chamado a atenção e reflito sobre ele. Foi assim que agi em relação a cinco pontos daquele já famoso debate Globo x Resto do Mundo e que se começou discutindo os rumos do jornalismo em tempos de emergência das mídias sociais e acabou se discutindo o que leva a mudanças em qualquer sociedade, ou seja, política. O vídeo esta no final do post.

Assim, vamos lá:

1. O “boi de piranha” – O primeiro ponto, na verdade, ficou meio espalhado depois do jogo realmente começar, no minuto 25 do vídeo. Foi por ali que Pedro Dória, o representante do Globo, fez aquela distinção entre jornalismo tradicional (que virou profissional, mas tanto faz) e o tal jornalismo engajado, e o Rafucko respondeu brandindo a “capa de bandido” do dia 17 de outubro.

A partir daí, o debate virou praticamente um “pega-para-capar” das Organizações Globo, com ataques indistintos ao Globo e à TV Globo. Muito justo, já que foram as OG é que se colocaram nessa posição de tomar pedrada por sua histórica demofobia, mas não o suficiente. O problema, a meu ver, é que outros deveriam ter tomado cacete e nem foram lembrados.

Dentre esses injustamente esquecidos pela ira dos debatedores engajados destacam-se os jornais de São Paulo e, em termos de mídia impressa, eles são muito mais perigosos que O Globo e mesmo que a Veja, a qual hoje ninguém com QI maior do que o de uma ameba retardada leva a sério. O Estado e a Folha são mais perigosos do que O Globo, a meu ver, porque, mesmo sendo tão reacionários quanto ele, disfarçam a demofobia bem melhor por serem editados com muito mais competência.

Exemplo é a própria capa de 17 de outubro. É inimaginável que o Estadão colocasse uma capa tão grosseira quanto aquela e a Folha…Bem, essa nem cogitaria, já que parte importante do seu marketing, desde 1984, é se dizer plural. Os paulistas são mais sutis em seus ataques – usam punhais em vez de espadas. Assim, preferem manipular as informações escamoteando-as e não distorcendo-as claramente. Três exemplos tirados dos últimos 14 dias mostram essa maneira sub-reptícia – dois do Estado de São Paulo (aqui e  aqui) e outro da Folha (aqui).

Aliás, o último exemplo mostra porque considero o jornal dos Frias o mais perigoso dentre todos os veículos impressos no plano de ataque às aspirações de aperfeiçoamento da democracia no país. É que a Folha pratica o jornalismo “moonwalker” – parece que está indo para frente, mas, na verdade, vai para trás. A existência de um ombudsman (no caso atual, uma ombudswoman) apenas chancela a ilusão, como se pode ver no próprio texto publicado no jornal – traduzindo a resposta da redação, esta diz que estava certa, avisa que vai continuar manipulando informação como no caso denunciado e que se a ombudswoman não gostar, coma menos.

2. Dubiedade ninja – Já tinha acontecido naquele debate no Roda Viva (aqui), mas deixei passar porque, no campo adversário, sob clima hostil, a gente faz o que pode e nem sempre se sai muito bem. No debate do youpix, porém, o campo e a torcida eram a favor e ainda assim o representante ninja mostrou uma dubiedade preocupante, no caso sob a questão da violência x democracia.

Dubiedade essa que nem se mostrou num momento muito complicado – ocorreu quando uma menina do público fez uma pergunta simples, direta e óbvia: por que o MJ concordava que jornalistas das OG tomassem porrada dos manifestantes , mas condenava que a PM porrasse os manifestantes? O ninja, depois daquele papo que o MJ é uma plataforma aberta e coisa e tal, disse que era contra essa violência, pero no mucho, pois os manifestantes teria legitimidade de baixar o cacete em quem usasse o crachá da Globo.

A dubiedade ficou exposta claramente pelos comportamentos de dois dos debatedores. Esse foi o único momento, a partir dos 25 minutos, que o Pedro Dória saiu da defensiva ao pontar a contradição e mandar de novo o argumento de que os manifestantes estravam tentando “calar uma voz” de maneira antidemocrática. Já o Rafucko tratou de saltar de banda e afirmar, com todas as letras, que era contra qualquer tipo de violência e mandou até uma letra de que defendia um “estado de paz”. Deixou assim o pobre do ninja segurando sozinho na broxa da violência contra a liberdade de expressão. Foi uma manobra esperta e não dá para condená-la – em política, como diria o Droopy, aquele cachorrinho de desenho animado, vale a “leeei do Oeste!”.

3. Democracia ou não? – Rafucko saiu-se bem no item 2, mas também deu mole quando disse que o Brasil não vive um democracia. Seu argumento até é muito bom – se quem mora em favela não é considerado cidadão pelas instâncias do Estado, não há democracia plena – e o exemplo, do Caso Amarildo é ótimo, mas a conclusão…

Só para ficar no caso citado no debate, é só comparar a dimensão que tomou o martírio de Amarildo com o Caso Marli. Em 1979, Marli Pereira Soares, contando apenas com sua coragem e uma ajuda apenas razoável do Jornal do Brasil (a cobertura dos outros não conta de tão ruim), denunciou PMs que mataram seu irmão e, literalmente, enfileirou uma batalhão inteiro para fazer o reconhecimento dos assassinos – e o fez. Nada sequer comparável à mobilização social que levou ao indiciamento de 25 PMs pelo assassinato de Amarildo.

Houve uma salto de qualidade no desenvolvimento político do Brasil e negar , comparando a situação atual à de uma ditadura de verdade… Bem, é uma tremenda bobagem, para dizer o mínimo. Que foi também aproveitada pelo Pedro Dória, mas não tão bem quanto pelo Rodrigo de Almeida, do IG.

Ah! Quem quiser saber como foi o Caso Marli pode ler o depoimento dela no livro “Marli Mulher: tenho pavor de barata, de polícia não” – está bem baratinho, por exemplo, aqui.

4. Globo sem passaralho – A essa passagem voltei só pra rir. O ninja disse que os veículos da mídia tradicional vêm realizando passaralhos (no jargão, demissões em massa de jornalistas) por estarem perdendo assinantes – e, consequentemente, dinheiro – devido à cobertura distorcida das pautas populares (isso quando cobre, claro), e o Pedro Dória interrompeu afirmando que no Globo passaralho não ocorrera. É verdade, mas ele não disse o porquê – a razão é que o pessoal está pedindo demissão antes de ser mandado embora. A prática já vinha acontecendo há algum tempo, mas atingiu um novo patamar após o 17 de outubro – há casos de gente mandando email para lista de amigos a fim de pedir indicação para qualquer emprego porque o mal-estar de trabalhar no jornal se tornou insustentável.

5. O abraço – Depois que a moça de vestido framboesa (aquela cor não é vermelho, ok?) deu por encerrado o debate e enquanto a plateia se retirava, o ninja caia fora imediatamente e Rodrigo de Almeida, Alexandre Inagaki e David Butter, o mediador, batiam um papo, Rafucko e Dória trocaram um abraço fraternal ao fundo. Bacana. Como diria Charles Brown, essa atitude deve ter significado algo, só não sei o quê.

Por fim, um comentário pós-divulgação do vídeo. Muita gente elogiou o Pedro Dória pela coragem de ter ido colocar a cara a tapa no debate. Concordo, foi corajoso, só que… Ah! Esse ceticismo ainda acaba comigo… Se ele foi convidado diretamente, na versão CPF, não teria como deixar de ir sem expor o jornal – e isso muito provavelmente teria sido discutido com a chefia de redação em férias, por telefonema internacional – mas nem creio que o convite tenha sido realizado assim. O mais provável é que tenha sido enviado ao CNPJ, ao Globo, e este escolhido o Dória para representá-lo, por três motivos: é editor-executivo; dentre estes, um dos que interage bem com o seu semelhante; e o único que pode ser apontado como especialista em mídias sociais, tendo até uma coluna semanal sobre o mundo digital. A missão, pela lógica, teria que ser confiada a ele – e, nas Organizações Globo, vale a máxima bopiana: “missão dada é missão cumprida”.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O melhor lugar do mundo para ser mulher


No commercial use.  Credit "European Parliament/Pietro Naj-Oleari"

BLOG O MURAL: Via DCM. Um estudo anual divulgado nesta sexta-feira pelo Fórum Econômico Mundial aponta que a desigualdade entre homens e mulheres diminuiu na maior parte dos países do mundo.
A pesquisa Relatório Global sobre Desigualdade de Gênero 2013, que analisou 136 países, concluiu que 86 deles apresentaram melhoras na desigualdade de gênero em relação ao ano anterior.
No entanto, as mudanças são lentas, salienta à BBC Saadia Zahidi, principal autora do relatório.
Pelo quinto ano consecutivo, a Islândia foi considerado o país mais avançado em termos de igualdade entre homens e mulheres. Em seguida vêm Finlândia, Noruega e Suécia.
Segundo Zahidi, os países nórdicos continuam sendo exemplo porque têm uma longa história de reconhecer e investir no talento individual.
“Tratam-se de economias pequenas, com populações pequenas. Eles reconhecem que o talento importa e este talento está nos homens e nas mulheres”, afirmou Zahid.
O Brasil ficou em 62º lugar no ranking, a mesma posição do ano passado.
O relatório destaca os avanços da Nicarágua, que veio em 10º na listagem e foi considerado o país mais igualitário das Américas.
O país foi elogiado pelo “empoderamento político das mulheres”. Os Estados Unidos chegaram na 23ª posição.
O relatório aponta grandes avanços na redução de desigualdade em quesitos como acesso a saúde e a educação. Vinte e cinco países foram apontados como fornecedores de oportunidades igualitárias para meninos e meninas no quesito educação.
A igualdade econômica apresentou um cenário mais desfavorável, em que a diferença entre gêneros diminuiu apenas em 60%.
Tanto em países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento, a presença da mulher em posições de liderança na área econômica ainda é limitada.
Apesar de as mulheres tenham obtido ganhos em termos de representação política, de 2% neste ano, a brecha entre gêneros diminuiu em apenas 21%.
Ainda segundo Zahidi, desde que o Fórum Econômico Mundial começou a elaborar o relatório, há oito anos, 80% dos países fizeram progressos.
“O preocupante é que 20% dos países não avançaram ou estão regredindo”, acrescentou.
Os países do Oriente Médio e do norte da África foram as únicas regiões que não mostraram avanços no ano passado, com o Iêmen ocupando a última posição no ranking.
A divulgação do relatório coincide com a conclusão de uma temporada de reportagens da BBC em mais de 20 línguas e em variadas plataformas de mídia sobre a situação de mulher hoje no mundo.
Nesta sexta-feira, 100 mulheres de destaque em várias áreas estão reunidas na sede da corporação para um dia de debates sobre as conquistas e os desafios da mulher do século 21.
Publicado originalmente na BBC Brasil.

domingo, 27 de outubro de 2013

Nordeste receberá maioria dos profissionais na 2ª etapa do Mais Médicos



BLOG O MURAL: Quatorze profissionais estrangeiros ficaram de recuperação no segundo curso de acolhimento

Lígia Formenti - BRASÍLIA
Quatorze profissionais estrangeiros ficaram de recuperação no segundo curso de acolhimento do Mais Médicos. Eles fizeram a prova na sexta, tiraram nota inferior a cinco e agora terão de fazer um reforço de duas semanas. No início da manhã deste sábado, começou a operação para transporte dos 1.947 profissionais aprovados na prova da segunda etapa do Mais Médicos feita ontem. Outros 220 serão avaliados hoje. 
Os médicos formados no exterior aprovados no curso serão transferidos, até terça, para capitais de todos os Estados do País para mais uma semana de capacitação. A partir de 4 de novembro, começam a atuar em 783 municípios escolhidos pelo Ministério da Saúde. 
A lista das cidades que serão contempladas na segunda etapa do programa foi divulgada nesta manhã. Para o Nordeste, serão enviados 928 profissionais. O Sudeste receberá 517 médicos e o Norte, 358. A região Sul receberá 244 e a Centro-Oeste, 120. A maior parte dos municípios escolhidos está na região Nordeste: 432 receberão profissionais. Em seguida, vem o Norte, com 141 cidades escolhidas, Sudeste, com 100, Centro-Oeste, com 36 e a Sul, com 74. 
O programa tem até o momento 1.499 profissionais em atividade: 819 brasileiros e 680 estrangeiros. Municípios inscritos no programa requisitaram a contratação de 12 mil profissionais. A expectativa do governo é atender toda a demanda até março.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Bomba! Mais um escândalo de corrupção no governo Alckmin!


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BLOG O MURAL:  Enviado por  via blog ocafézinho.com 
O Cafezinho vem investigando uma série de indícios de irregularidades que estariam ocorrendo há anos no interior de uma das maiores estatais de São Paulo, a FURP, o laboratório farmacêutico oficial do Governo do Estado.
Segundo diversos funcionários contatados pelo blog, há uma crescente indignação interna com os desmandos, corrupção e negligência no órgão. Finalmente, os funcionários conseguiram se organizar e enviaram uma carta-denúncia ao Ministério Público, reunindo todos os indícios e evidências de corrupção que conseguiram obter.
Caso essas irregularidades sejam comprovadas, falamos em desvios de centenas de milhões de reais, praticados sistematicamente ao longo de muitos anos.
Considerando que Geraldo Alckmin é médico, e que o maior problema do Brasil, segundo todas as pesquisas, é a saúde pública, temos aqui um escândalo que pode atingir proporções bíblicas e não apenas comprometer a reeleição do atual governador, como respingar na campanha presidencial de 2014, atingindo Aécio Neves.
Os funcionários criticam não apenas a ocorrência de desvios; a gestão do órgão também é duramente questionada: “poucos produtos estão sendo produzidos atualmente e, o mais grave, estão obsoletos. A Furp está totalmente ultrapassada na sua linha de produtos em relação ao mercado.”
Os funcionários que fizeram a denúncia, todavia, não têm motivação política. Ao contrário, tudo que desejam é uma gestão ética e competente, independente de quem seja o partido no governo.
Neste link, você poderá ler a Carta de Encaminhamento ao Ministério Público, assinada apenas como “Funcionários do FURP”, na qual eles pedem às autoridades competentes que investiguem as irregularidades no órgão.
Trechos da carta:
“Estamos encaminhando em anexo uma denúncia contendo indícios e evidências de corrupção que estão ocorrendo há muito tempo na Fundação para o Remédio Popular – Furp. Esse documento é uma pequena amostra da situação em que a Fundação se encontra. Muitas outras irregularidades estão ocorrendo. (…) Pedimos, de uma vez por todas, que esses diretores, assessores e o superintendente sejam afastados e que sejam feitas investigações completas nas contas da empresa, em todos os contratos e também na parte técnica. Com base nos resultados, que os responsáveis sejam púnicos e suas ramificações espalhadas pela Furp também sejam identificadas e providências sejam tomadas.
(…) Chega a ser espantoso o descaso do Governo do Estado de São Paulo com a situação da Furp. Suas contas não são avaliadas, sua gestão não é aprimorada e se chegou ao ponto que está.
(…) Queremos a Furp de volta. Queremos bons administradores. Queremos voltar a ter orgulho de trabalhar em uma fundação que contribui para a melhoria da saúde da população. Queremos voltar a trabalhar com dignidade e sermos respeitados como profissionais. Esta empresa não é dos políticos e seus comparsas. Esta empresa é
do povo.”
Neste outro link, você encontrará a íntegra do relatório escrito pelos funcionários, reunindo todos os indícios de superfaturamento, corrupção, licitações fraudulentas e negligência, no interior da FURP.
As denúncias envolvem algumas fornecedoras de serviços e equipamentos à Furp, como a Docprint, a Power Segurança e Vigilância, a RV Consult Transportes e Logística, a Convida, a Provence Construtora, e a Guima Conseco.
Os nomes que podem estar envolvidos em desvios, segundo a denúncia dos próprios funcionários, são os seguintes:
“O assessor técnico Gustavo Alexandre de Oliveira tem como papel principal na Furp defender os interesses das empresas privadas que querem fazer negócios na Furp. É ele quem recebe os fornecedores em sua sala, articula as áreas responsáveis e fecha os contratos (porém não assina). Depois disso, ele também é responsável por garantir o pagamento ao fornecedor.
É necessário urgentemente afastar esse assessor e toda a direção da Furp e investigar as possíveis propinas que eles estejam recebendo. Além dele, existem outros funcionários contribuindo para isso, a saber: Damião Amaral da Silva, recém diretor administrativo, Valmir Nogueira de Lima, gerente de vendas (contrato da RV), Antonio Nogueira Sobrinho, assessor de engenharia, entre outros que podem estar sendo beneficiados com esses contratos milionários.”
As denúncias envolvem todo o tipo de mutreta imaginável num órgão público: superfaturamento de serviços prestados, fraude em licitações, serviços pagos e não realizados, negligência criminosa. A relação de problemas listada pelos funcionários, segundo eles, é apenas uma amostra. Some-se a tudo isso,  a falta de respeito para com os funcionários, que recebem alimentação de qualidade duvidosa, não participam dos debates sobre planos de carreira, e sofrem com uma estrutura cada vez mais precária.
Todos os anexos citados na denúncia estão aqui. São documentos internos da FURP (relatórios, licitações, contratos, fotos das obras não executadas, etc), obtidos com exclusividade pelo Cafezinho.

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Professor aluno: “O conhecer fazendo”

Fotos: arquivo pessoal: Professor Uras de Oliveira e alunos do Pádua



BLOG O MURAL: Projeto instalação de projetor no teto e som ambiente na sala de informática.
Coordenação: Professor Urias de Oliveira. Colaboração: alunos Bruno, Polyana, Vitor, Jeniffer, Lucas, Jhonatan, Rafael todos da Escola António de Pádua.

Foram quatro terças e duas quintas-feiras nos meses de agosto, outubro e novembro, dias da semana que o professor Urias que coordenou o projeto não tem aula, e, se dispôs juntamente com os alunos a fazer este trabalho, o equipamento foi adquirido pela Direção escolar.  O projeto elaborado pelo professor foi aceito de muito bom grado pela direção que estava com os equipamentos de imagem e som sobre uma mesa escolar dentro da sala de informática, totalmente improvisado, correndo o risco de cair e quebrar, afinal os alunos ficavam próximo dos equipamentos. Com a instalação do projetor de imagem no teto elimina-se este risco. Já a sonorização da sala foi uma indicação do professor Urias para que a caixa acústica usada como som ambiente fosse trocado pelo amplificador, e com quatro caixas sendo distribuída pela sala, isso auxilia na audição dos alunos e também na estética do ambiente, facilitando assim o manuseio dos equipamentos pelos docentes, dando uma qualidade a mais nas apresentações em PowerPoint dos professores e alunos, e também nos projetos de vídeos aulas que é ministrada por professores da escola. 

   “O conhecer fazendo”

Segundo o professor Urias: “O maior prazer é ver seus alunos engajados no processo de construção do conhecimento. Isso só é possível se tiver direção e coordenação prontas a entender as mudanças necessárias para a vida escolar, muitas vezes é fundamental compreender que em algumas coisas será fundamental ceder para mais adiante ganhar, e muito, com os novos conceitos educacionais”.
“Por isso, entendo que para a construção de conhecimento, um bom instrumento é a divisão de tarefas, organização de informações, produção em grupos, entre outros atributos oriundos do ‘conhecer fazendo’. Sendo assim, não poderia deixar de fazer um projeto envolvendo toda a escola e que beneficiaria não só o professor, mas, sobretudo, os alunos que terão um conjunto de equipamentos sempre pronto a atendê-los em seu conhecimento. Não é nem de perto a ponta da tecnologia que hoje existe no mundo, mas é com certeza algo que eles ainda não tinham visto em sua escola, assim, a instalação foi também comemorada pelos discentes, mais até, que os docentes”.
Continua o Professor: “Outro fato importante a ser relatado, é a interatividade entre professor aluno, pois ao mesmo tempo em que ensinamos estamos apreendendo com eles, ao ponto de chegarmos ao finalmente da instalação com todos os alunos empenhados em ver o funcionamento, a ansiedade é tanta que eles não querem deixar nada para depois, querem fazer tudo no imediatismo, como é nos jogos de vídeo games. Assim são os alunos de hoje, querem um saber que seja prazeroso”.
“Fiquei impressionado com as habilidades de alguns alunos, que em sala de aula não conseguia ver, por isso se avalia um aluno no seu todo e não só nas habilidades em classe, enfim, esse é um projeto curto que pode mostrar que eles podem e devem participar do processo de aprendizagem, não como mero espectador, mas como o ator principal deste processo do apreender”.      


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

BOLSA FAMÍLIA VENCE PRÊMIO ISSA, O NOBEL SOCIAL

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Governo vai autorizar a migração de rádios AM para FM.

BLOG O MURAL: Boa noticia para nossa cidade governo vai autorizar em novembro migração de rádios AM para FM, diz Ministro Paulo Bernardo

 Agência Brasil

Rio de Janeiro – A velha e boa rádio AM vai ganhar novo fôlego no Brasil, com a migração das emissoras para a faixa FM. Como nenhum aparelho eletrônico moderno, incluindo os celulares, recebem o sinal AM, as rádios que operam nessa faixa estavam perdendo público velozmente, principalmente entre os mais jovens, disse hoje (14) o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante a 43ª Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão, que este ano ocorre no Rio de Janeiro.
Paulo Bernardo disse que a digitalização do rádio, assim como vem acontecendo com a TV, ainda não tem um modelo que definitivamente sirva ao Brasil. “O que nós vamos fazer ainda este ano é autorizar as rádios AM se transformarem em rádios FM. Uma das pressões que temos para fazer o rádio digital é que a qualidade do rádio AM está caindo, principalmente nos grandes centros urbanos. Isso prejudica muito a audiência. A juventude, por exemplo, nem ouve mais rádio AM”, declarou.
Bernardo informou que já foram feitos estudos que apontam viabilidade para a migração. “Com a digitalização da TV, nós temos os canais 5 e 6 [liberados], onde cabem muitas rádios. Nós estamos fazendo uma solução que é importante, que é autorizar rádio AM para a faixa de FM. Isso vai ser assinado em novembro, que tem o Dia do Radialista [comemorado em 7 de novembro.]”
O ministro disse também que o desligamento do sinal analógico para os antigos aparelhos de televisão, chamado de switch off, ocorrerá no primeiro semestre de 2015, mas que o cronograma ainda está sendo acertado com as emissoras. Segundo Bernardo, não haverá, contudo, prejuízo para o público, pois o governo vai facilitar a aquisição dos aparelhos necessários para converter o sinal digital para as televisões analógicas.
O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero, explicou que, com a futura liberação do espectro de 700 mega-hertz (MHz), onde hoje operam as televisões analógicas, parte desse espaço será ocupado pelas rádios AM.
“Hoje a faixa de frequência do FM atual vai de 88 MHz a 108 MHz. Os canais 5 e 6 vão de 76 MHz a 88 MHz. É o que agente chama de faixa contígua ao FM. O decreto conterá que nos municípios onde tem outorga e todas as AM cabem no espectro atual de FM elas migram automaticamente e devolvem sua frequência AM para o governo. E nas emissoras que vão para os canais 5 e 6, elas começam a operar e terão um prazo de transmissão simultâneo até cinco anos”, explicou.
O presidente da Abert disse ainda que, para garantir que os novos rádios possam captar essa faixa extra de FM, o governo deverá editar uma portaria obrigando todos os receptores produzidos no Brasil já virem com atualização do software para a faixa estendida.