quinta-feira, 13 de junho de 2013

São Paulo uma metrópole em pânico.

BLOG O MURAL: Via revisa Isto é..


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Como a falta de uma política de segurança pública e a omissão das autoridades colocaram a maior cidade do Brasil de joelhos diante de criminosos cada vez mais cruéis. Aterrorizada, a população assiste indefesa a execuções em qualquer lugar

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São Paulo é a maior metrópole do Brasil, motor da economia nacional, responsável por 12% da riqueza brasileira. O governo paulista dispõe do segundo maior orçamento do País e emprega um contingente policial numericamente superior ao de muitos países latino americanos. São cerca de 120 mil policiais civis e militares. Bem usada, seria uma garantia de paz à população da cidade. Mas, apesar de tantos dados superlativos, São Paulo está de joelhos diante da criminalidade. A população da região metropolitana vive com medo, insegura e acuada diante de execuções sumárias realizadas à luz do dia e da barbárie de assassinatos cada vez mais cruéis que se repetem numa rotina apavorante. Na sexta maior cidade do mundo, o crime foi banalizado. A vida foi banalizada. Amparados na ausência de uma política de segurança pública, na omissão das autoridades constituídas e na inépcia de policiais – muitos ligados às bandas podres da instituição e outros desmotivados e até cerceados para o exercício de suas atividades –, os bandidos não escolhem hora e nem lugar para agir. Nem mesmo as câmeras espalhadas pela metrópole impedem uma matança que não escolhe alvos. Ao contrário, o que elas registram são imagens muito fortes de mortes cruéis, com impacto devastador e revoltante sobre quem as assiste. Mesmo aqueles que entregam seus pertences sem esboçar qualquer reação são friamente alvejados. A certeza da impunidade produto da letargia da polícia e da Justiça dão ânimo à crescente ousadia dos marginais. E o poder público assiste, inerte, à escalada de violência que faz de reféns 12 milhões de habitantes.
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A escalada de latrocínios – roubos seguidos de mortes – que aterroriza os paulistanos além de revelar a falência de um modelo de segurança pública que há duas décadas se instalou no Estado, também desafia os acadêmicos. Houve tempos em que se entendia o aumento da violência – e consequentemente do pânico – como mais um dos nefastos efeitos diretos da pobreza e da desigualdade econômica. Roubava-se e até matava-se numa ação de desespero, para sobreviver, numa lógica perversa, mas com algum sentido. Hoje, numa situação de pleno emprego e de indicadores sociais cada vez mais positivos, os assassinatos continuam. Mata-se por matar. Mata-se por impulso. Mata-se por nada. E a cada morte a sociedade se encolhe, se esconde e, lentamente, também morre. “Problemas sociais como desemprego, exclusão e pobreza podem até influir na violência urbana”, afirma o sociólogo Benedito Domingos Mariano, ex-ouvidor da Secretaria de Segurança de São Paulo. “Mas hoje essas causas não podem ser usadas como justificativa para escamotear as deficiências estruturais das polícias na atribuição de garantir a segurança pública”.
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Na semana passada, as imagens do auxiliar de manutenção Eduardo Paiva, 39 anos, sendo covardemente assassinado rodaram o Brasil. Seguido por bandidos após sacar R$ 3 mil do banco, ele levou um tiro na cabeça em frente a duas escolas, na segunda-feira 3 pela manhã, em Higienópolis, um dos bairros mais nobres de São Paulo. Eduardo foi executado quando estava de joelhos diante de seu assassino. As cenas são o retrato da sensação de insegurança que grande parte dos paulistanos vive todos os dias (leia relatos de outros crimes que chocaram a cidade nos quadros ao longo da reportagem). Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha, a maior preocupação de 42% dos moradores da capital é ter a casa invadida ou sofrer um assalto na rua. E, ao contrário do que possa parecer, esse sentimento é muito real. “O medo nunca é artificial, ele é um sentimento que depende de muito mais do que apenas o movimento real da criminalidade”, afirma Renato Sérgio de Lima, secretário geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Reduzi-lo depende de como a população compreende a ação do Estado e das polícias. Por isso, uma política de segurança pública eficiente tem que ser pensada não só na sua dimensão de prevenção e repressão. Ela tem que levar em consideração o que as pessoas sentem.” Nesse sentido, a metrópole paulistana não consegue visualizar nenhuma luz no fim do túnel.
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Viver em São Paulo hoje é uma experiência aterrorizante, mesmo nas mais simples ações cotidianas. Caminhar por uma calçada em uma rua qualquer, não importa se em bairro nobre ou na periferia. Comer uma pizza no seu restaurante favorito. Conversar com um amigo na porta de casa. Ir ao banco ou a uma casa lotérica. Sair para ou voltar da escola. Fazer um passeio de carro. O medo, para o paulistano, é sempre um incômodo companheiro. E, influenciado por ele, desconfia-se de qualquer um. Enxerga-se em todos os demais atitudes suspeitas. Apressa-se o passo, cancela-se programas, suspende-se a vida. Vive-se em liberdade teórica. Na prática, enquanto a bandidagem circula tranqüila, os cidadãos sentem-se aprisionados. Mas o que fez com que São Paulo chegasse a esse estado de barbárie? Segundo especialistas, nos últimos 20 anos o Estado não formulou uma política de segurança de médio e longo prazo. Apenas trabalhou com a questão da violência policial, alternando momentos de uma polícia matadora com momentos de uma polícia mais contida. Com essa fórmula, acabou não conseguindo punir efetivamente os maus policiais e os bons se sentem amarrados, na medida em que são obrigados a até contar e explicar cada tiro disparado. O problema é que para enfrentar o crime não precisamos necessariamente de uma polícia arbitrária. Precisamos, sim, de uma polícia eficiente.
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O latrocínio talvez seja o crime que mais assusta a população porque parece imprevisível. Ele começa com um assalto e termina em assassinato. É um dos grandes desafios para a polícia. A forma para evitá-lo é a investigação inteligente. Historicamente, o número de latrocínios tende a cair na medida em que os criminosos são presos. Ou seja, um latrocínio esclarecido pela polícia desencoraja a ação de outros criminosos. Assim, em São Paulo, este ano, o aumento de 64% nas estatísticas desse tipo de crime é, além de intimidador para as pessoas, revelador da inação oficial. Na Secretaria de Segurança pouco se sabe sobre o perfil de quem o comete e as circunstâncias em que ele acontece. Para Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública da Fundação Getúlio Vargas, matar não é a finalidade do ladrão. “Quem mata é o criminoso pé-de-chinelo, aquele está bolado e não raciocina bem. Ele corre o risco de pegar muitos anos de cadeia por nada”, explica. Para ele, a diminuição desse tipo de crime passa pelo desarmamento, que reduz o estoque de armas, e um sistema de investigação amplo e eficiente. “Só conseguiremos diminuir o número de crimes violentos quando provarmos que não dá certo, que a possibilidade de ele ser preso é maior se ele matar. O problema é que a investigação, por regra, não é feita”, diz. A especialista em criminologia Ilana Casoy acredita que esse tipo de comportamento dos marginais pode ser explicado, em parte, pelo fato de que, no Brasil, o risco de roubar compensa. “Apenas 2,5% dos roubos são resolvidos. Nenhum outro negócio tem tal índice de sucesso. No caso de mortes, a chances de encontrar o autor são de 6%. Na Inglaterra são de 90%.” Para ela, a atitude violenta só pode ser coibida com a certeza da punição, não o tempo de pena. E para isso, evidentemente, é preciso investir em infraestrutura de investigação e inteligência, aspecto negligenciado pela Secretaria de Segurança Pública. “Precisamos elevar a taxa de esclarecimento porque quanto mais crimes a gente resolver, quanto mais assaltantes e infratores forem presos, mais nós estaremos prevenindo outros crimes, principalmente contra o patrimônio”, admite o secretário Fernando Grella.
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A teoria não chega à prática na pasta comandada por Grella. A ousadia dos bandidos caminha na direção oposta à competência da polícia. Numa demonstração de que não temem o efetivo policial, eles chegam a cometer assaltos nos mesmos lugares por dias consecutivos sem serem incomodados. Os ladrões que atuam no Morumbi, na zona sul, praticamente na porta do Palácio dos Bandeirantes, onde despacha há três anos o governador Geraldo Alckmin, promovem arrastões freqüentes na região. Na semana passada, Alckmin – chefe de Grella e, portanto, quem deveria ser responsável pela implantação de uma política de segurança - recebeu 400 convidados para um jantar beneficente na residência oficial. Era para ser uma noite descontraída, para incentivar ações solidárias, mas a escalada da violência dominou as conversas de empresários e socialites. Outras regiões da cidade, como o Paraíso e Perdizes, bairros de classe média, também são cenários freqüentes dos marginais. Qualquer paulistano sabe disso. A polícia, profícua em elaborar estatísticas, também. Ninguém, no entanto, explica porque a força pública não consegue mudar esse quadro. Há mais duas décadas, é sabido que nas cercanias da PUC, o número de carros roubados é enorme. Continua assim. E, isso traz aos marginais a certeza da impunidade. Em 14 de maio, em frente à universidade, o estudante Bruno Pedroso Ribeiro, de 23 anos, foi alvejado no pescoço depois de dar o celular ao seu algoz. Ficou quase um mês internado no Hospital das Clínicas. Três dias depois, na Vila Mariana, na zona sul, um adolescente foi baleado no abdômen dentro do carro onde estava com os pais e o irmão após a família ter entregado os pertences aos marginais.
Em bairros centrais da capital, antes tidos como ilhas de paz no caos da metrópole, essa falta de políticas abriu brechas para a entrada do crime, historicamente maior na periferia. Na semana passada, no Itaim Bibi, na zona sul, o motorista Márcio Cazuza, 42 anos, levou um tiro no tórax às 7h da manhã durante uma tentativa de assalto. As notícias de tiroteio tornaram-se comuns em bairros sofisticados da capital paulista. Até a rua Oscar Freire, famosa no Brasil por concentrar as principais lojas de grife, recentemente foi palco de uma troca de tiros entre a polícia e bandidos que fizeram um arrastão num salão de cabeleireiro. Mais aterrorizante ainda é não ter o que dar ao bandido. Num lance de extrema crueldade, criminosos tocaram fogo na dentista Cinthya de Souza, no final de abril, porque só conseguiram sacar R$ 30 de sua conta bancária. No dia 1º de junho, às 14h, um marginal disparou contra a cabeça da empregada doméstica Maria do Carmo Cunha, de 62 anos, que pagava uma conta atrasada em uma lotérica, porque as funcionárias do local não lhe entregaram dinheiro. Segundo Luciana Guimarães, diretora do Instituto Sou da Paz, “se não conseguirmos encarar a agenda do roubo, não conseguiremos reduzir os índices porque o latrocínio é um roubo mal sucedido”, explica. Só em 2012 foram registrados mais de 125 mil roubos na região metropolitana de São Paulo. Mas, apesar de toda a crueldade, não existe crime, organizado ou não, que resiste a uma política de segurança inteligente.
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O exemplo do Rio de Janeiro mostra como a ação policial pode, sim, fazer a diferença. Lá, o crime organizado exercia um poder paralelo com domínio territorial de áreas da cidade. Uma política de segurança bem pensada, planejada e executada mudou um quadro que por décadas pareceu irreversível. O Estado retomou os territórios com polícia, escola e centros de saúde. A polícia foi valorizada e recebeu diretrizes firmes de como agir, respaldadas pela secretaria de Segurança. Os maus policiais foram punidos. A população se sentiu segura, saiu às ruas e os criminosos perderam poder de fogo. Em São Paulo, a indefinição e a falta de apoio dos superiores enfraqueceram a polícia. Cobrado por medidas mais efetivas, o governador paulista lançou há três semanas seu terceiro pacote de segurança em três anos. Alckmin anunciou a intenção de dar bônus a policiais que cumprirem metas de redução de criminalidade em suas regiões, entre outras medidas, como a ampliação do efetivo, o que depende de concurso público. Segundo George Melão, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, no entanto, o governo terá de sentar à mesa e negociar se quiser avançar. “Calculamos que, para atender a demanda de investigação dos dias de hoje, precisamos entre 12 mil e 15 mil novos policiais civis”, diz. Ele também aponta a necessidade de melhorar a remuneração do policial no Estado, que é de R$ 2,5 mil em média, assim como a dos delegados, de R$ 7,2 mil. “O salário dos delegados em São Paulo é o pior entre todos os Estados da federação e, mesmo assim, o governo não se mostra disposto a negociar”, diz.
Fotos: Gabriela Biló, Nivaldo Lima, Paulo Preto/Futura Press;João Castellano/ag. istoé; Avener Prado/Folhapress; reprodução de câmera de segurança; Mário Bittencourt/Estadão Conteúdo; Eduardo Anizelli/Folhapress; Edison Temoteo/Futura Press; Pedro Paulo Ferreira/Fotoarena/Folhapress; Nilton Fukuda/Estadão; Lucas Jackson/Reuters; Fredy Amariles/Reuters; Fábio Guimarães/Extra/Ag. O Globo
No IstoÉ

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Para os pessimistas, sobram a dor de cotovelo.










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BLOG O MURAL: As matérias prevendo retração ou estagnação nas vendas do comércio para  Dia dos Namorados eram dor de cotovelo.
O primeiro levantamento das vendas foi dado pela Braspag, do grupo de cartões Cielo: as vendas online cresceram 18% e o faturamento das lojas na internet subiu 39%.
Mesmo sendo natural que o movimento online cresça mais que no varejo convencional, à medida em que o uso da internet se difunde e desparecem as resistências a comprar pelo computador, o número é muito expressivo.
Hoje, na Folha, a consultoria A.T.Kearney  que, há 11 anos ,  mede o ânimo dos investidores em comércio varejista em 200 países, anuncia que manteve o Brasil no topo das preferências. É o terceiro ano consecutivo em que somos apontados como o país mais atraente para investimentos no varejo.
Muito bom para um país que está ardendo na crise, não é?

Por: Fernando Brito

CHINA "COMPRA" OS EUA, SILENCIOSAMENTE

terça-feira, 11 de junho de 2013

Pesquisa CNT/MDA diz que Dilma se elegeria no primeiro turno



BLOG O MURAL: Via blog do viomundo.com. 
BRASÍLIA – A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 11, mostrou que a presidente Dilma Rousseff seria eleita no primeiro turno se as eleições fossem hoje. Nos dois cenários, a presidente apareceu com mais de 50% das intenções de voto.
No primeiro deles, Dilma aparece com 52,8% das intenções de voto, seguida do senador Aécio Neves (PSDB), com 17%; da ex-ministra Marina Silva, com 12,5%; e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 3,7%.No segundo, com o socialista fora do páreo, Dilma tem 54,2% das intenções de voto; o Aécio, 18%; e Marina, com 13,3%.
A pesquisa também avaliou os índices de popularidade do governo e pessoal de Dilma. A presidente é aprovada por 73,7% da população, e seu governo, por 54,2%. Na última pesquisa divulgada em do ano passado, ela teve aprovação pessoal de 75,7% e aprovação de seu governo foi de 56,6%. A queda ocorreu está na margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Inflação. A queda nos índices de popularidade de Dilma é estimulada pelo retorno da inflação, o que, segundo a pesquisa, abre a chances de haver segundo turno na sucessão presidencial de 2014. De acordo com o levantamento, 73,1% dos entrevistados ainda não têm um candidato favorito para presidente e só 17,4% disseram já ter um nome escolhido. Brancos e nulos somaram 2% e 7,5% disseram não saber ou não responderam.
“Já começa a aproximar de um segundo turno. É um fato que a presidente Dilma deve avaliar no seu conjunto”, disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNT), senador Clésio Andrade (PMDB-MG).”Inevitavelmente a inflação é o que mais pesa (para a queda de Dilma)”, avaliou.
Entre os outros fatores que contribuíram para a redução da aprovação do governo estão o processo de desinvestimento, a dificuldade do governo em fazer obras públicas, os problemas de infraestrutura (e por consequência a pressão sobre a balança comercial) e a subida do dólar que, num futuro próximo, vai atingir a classe média nas viagens ao exterior, previu Andrade. “Há uma piora significativa também nas áreas de saúde, educação e segurança”, acrescentou.

PLAYBOY PODE SER FECHADA AMANHÃ, A DECISÃO É DOS IRMÃOS CIVITA.

BLOG O MURAL: É mais uma prova da decadência dos impérios das comunicações, pode ter certeza, viram outros cortes em outros grupos jornalístico do país, a TV já deu um sinal com a demissão do Gugu da Rede Record.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O mundo faminto. Ou não.



BLOG O MURAL: O casal californiano Peter Menzel e Faith D´Aluisio – ele, fotógrafo; ela, produtora – produziu um livro que merece ser visto, pelos contrastes que expõe com crueza.
É o “Hungry World - What the World Eats (Mundo Faminto – O que o Mundo Come), sobre o qual vi uma citação da revista Samuel, que revela de maneira simples e irrespondível, com fotografias, as disparidades do planeta pela atividade mais essencial à vida humana.
abou
Alimentar-se.
Numa sequência de fotos selecionadas do livro pela revista Time (aqui e aqui, em duas partes), selecionei os dois extremos para ilustrar este post.
A família Aboukabar, africana, no campo de refugiados Breidjing, mantido pela ONU, no Chade, para abrigar sudaneses refugiados da guerra civil na região de Darfur.
Os Aboukabar comem o equivalente a US$ 1,23 (R$ 2,60) por semana.
Já os Melander, uma família alemã de Bargteheid, no Norte do país , gastam, nos mesmos sete dias, US$ 500 (R$ 1.200) em alimentos.
Os  Melander comem o que alimentaria  406  famílias Aboukabar.
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Que sonham com seu prato favorito -e ausente – de sopa de carne de ovelha.
Mas um dia teremos o direito de dizer que a humanidade é uma só.

domingo, 9 de junho de 2013

Dilma continua favorita na corrida eleitoral, com 51% das intenções de voto.

BLOG O MURAL:  Apesar da queda de popularidade, a presidente Dilma 
Rousseff continua sendo a favorita para vencer a eleição presidencial 
do ano que vem.
No cenário mais provável da disputa, Dilma teria 51% das intenções totais de voto, segundo pesquisa Datafolha finalizada sexta-feira com 3.758 entrevistas.
São sete pontos a menos que o verificado no levantamento anterior, de março. Mas ainda assim é o suficiente para liquidar a eleição já no primeiro turno.
Em segundo lugar, com os mesmos 16% da última pesquisa, aparece a ex-senadora Marina Silva, atualmente engajada na criação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior.
Aécio está tecnicamente empatado com Marina, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos.
Recém-eleito presidente do partido, o pré-candidato tucano foi beneficiado pela exposição intensiva de sua imagem na série recente de propagandas do PSDB no rádio e na televisão.
Nessas oportunidades, Aécio criticou o governo com muita ênfase na inflação, objeto de crescente preocupação da população, conforme a mesma pesquisa.
Em quarto lugar na pesquisa, com 6% das intenções de voto, aparece o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O índice é mesmo obtido por ele no último levantamento.

FOLHA DE SÃO PAULO

RECORTES
O melhor desempenho de Dilma ocorre na região Nordeste do país, onde a presidente alcança 59% das intenções de voto.
O Nordeste é também a única região do país em que Campos obtém índice de dois dígitos na pesquisa, 12%.
Entre todos os recortes por renda, idade e escolaridade, o pior desempenho de Dilma está entre os eleitores que declaram ter ensino superior.
Se a disputa fosse feita só nesse grupo, a eleição seria bem mais apertada. Dilma continuaria vencendo, mas com 34%; Marina ficaria com 29%; Aécio, com 19%.
O Datafolha também fez simulações da disputa com os nomes do ex-presidente Lula e do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
Lula, que sempre afirma não ter intenção de disputar em 2014, alcançaria mais votos que Dilma: 55%, em seu melhor cenário.
Já Barbosa, popular por ter presidido o julgamento do mensalão, teria 8%.
A pesquisa espontânea dá pistas sobre o grau de interesse dos eleitores a 1 ano e 4 meses do pleito. Quando o entrevistador pergunta pelo candidato preferido sem apresentar nomes de eventuais concorrentes, 50% dos eleitores dizem que ainda não sabem em quem votar.
Nesse tipo de apuração, Dilma é citada por 27% dos eleitores (eram 35% em março); Lula é mencionado por 6%; Aécio, por 4%.
Editoria de Arte/Folhapress

sábado, 8 de junho de 2013

As obras do artista russo Paulo Ryzhenko

BLOG O MURAL:  Enviado por luisnassif, do artista russo Paulo Ryzhenko, cujo estilo "realismo clássico"  versa sobre temas históricos e religiosos  
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O colunista do New York Times viciado em crack e a nossa cracolândia

BLOG O MURAL: A fascinante trajetória de David Carr, autor do livro “A Noite da Arma”.

Carr
Carr
Ruy Castro defende a teoria de que é preciso aguardar aproximadamente dez anos após a morte para se escrever uma biografia respeitável de alguém. Esse seria o período considerado prudente para esmiuçar o biografado à luz da história, bem como a quarentena ideal contra possíveis surpresas. Afinal, mesmo depois de vestir o paletó de madeira, alguns fatos tardiamente descobertos fazem brutal diferença na compreensão psicológica do objeto de escrutínio. Sempre há chance de aparecer um filho fora do casamento ou sabe-se lá que outros esqueletos mais podem sair em uma exumação literária.
Por igual razão acredito que uma autobiografia deve ser vista com ressalvas. Não só pelo protagonista ainda estar vivo, como pelo fato de ter sido o próprio biografado a ditar e redigir suas aventuras. A tendência ao enaltecimento de si mesmo é temerária. Já dizia Rubens Ricupero: “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.
Não é o que ocorre com A noite da arma, de David Carr, colunista do New York Times.
David Carr era um sujeito robusto, capaz de impor-se fisicamente diante de criaturas não exatamente dóceis como traficantes e viciados. Hoje, aos 57 anos, mas com corpinho de um setentão bem rodado, sobreviveu para contar sua longa trajetória de relacionamentos com crack, cocaína, álcool e o que mais lhe fosse oferecido. Era do tipo que não sabia falar “não”. Pagou caro, mas não em dinheiro.
Ter sobrevivido poderia resultar num estandarte do lema “mais vale viver dez anos a mil que mil anos a dez” ou, pior, em uma catequese didática no estilo “foi então que encontrei Jesus”. Quando se trata de alguém que bateu no fundo do poço diversas vezes antes de alcançar a superfície, a chance de um sermão que enverede por aí é gigante. Mas Carr não cai em armadilhas simples como essa e, mesmo que estivesse desatento, seus amigos não permitiriam. Em um papo com seu chefe no NYT acerca do livro quando ainda embrionário, foi alertado imediatamente do cuidado a ser tomado na hora de relatar a correção feita no rumo da vida sem ser piegas: “Sabe aquela parte do ‘sacudir a poeira e dar a volta por cima’? Aquela merda é tããão chaaaata…”
Não foi, portanto, o caminho tomado por Carr e quando o ofício do biografado é justamente a escrita, só temos a ganhar. Tudo é surpreendente no livro. A começar pela construção feita a partir de entrevistas com pessoas chave em sua história. David Carr não se sentia à vontade nem de posse total de suas memórias. Como bom repórter, foi averiguar.
A lembrança – ou a falta dela – no episódio da noite da arma foi decisiva para que o autor optasse por colher relatos de sua vida através dos demais envolvidos nas ocorrências (literalmente, pois a ficha policial que Carr produziu nos anos em que esteve chapado é extensa). Não confiou apenas na memória e, sobretudo, descreveu-as como lhe foram contadas sendo que, às vezes, o entrevistado também não estava em condição de registrar muita coisa na época do ocorrido e assim uma terceira fonte de informação se fazia necessária, o que significava ler o que ficara registrado na delegacia, por exemplo.
Biografias de dependentes químicos invariavelmente trazem dramaticidade em altas doses que não raro culminam na overdose do leitor. Então por que recaímos?
Acredito que lemos biografias em boa parte por curiosidade – um voyeurismo disfarçado de culto – e em parte por atribuir-lhes a função de auto-ajuda. Se os propósitos do leitor forem só esses, David Carr supera em muito as expectativas.
Pessoas não são casos perdidos
Pessoas não são casos perdidos
Com sua trajetória inspiradora, de caráter “saído das cinzas”, é totalmente desprovido de autopiedade, autocomiseração. Quando parou com tudo, Carr foi acometido por um câncer (sem grana nem plano de saúde, foi tratado no sistema público de saúde) que poderia remeter aos dramalhões mexicanos e, no entanto, a levada narrativa mantem-se ligeira, objetiva e por diversas vezes carregada de humor.
A essa altura você talvez esteja se perguntando por que comento um livro que sequer é lançamento recente. Devo admitir que só o li agora e que não pude deixar de fazer um paralelo com a situação atual do crack no Brasil. Como?
Não estarei praticando spoiler se disser que o mocinho não morre no final. Todos sabem disso e basta um Google para verificar que ele continua na ativa, profissionalmente falando. O que então favoreceu a recuperação de David Carr e sua “volta por cima”?
O amor pelas filhas? Sem dúvida isso foi determinante para querer ficar limpo, porém o raciocínio é simplista.
A responsabilidade com relação ao trabalho? Aspecto igualmente relevante. Enquanto transitava no mundo alucinado, alternando passagens em clínicas de reabilitação com recaídas pantagruélicas, Carr ainda assim conseguiu manter-se na maioria de seus empregos e sua reputação profissional nunca declinou. Pelo contrário, ao ter sua condição de dependente químico reconhecida, alguns entrevistados que encontravam-se vulneráveis por terem tido participação em algum evento mais constrangedor que um simples porre na festa da firma sentiam-se emocionalmente mais seguros na presença de alguém como ele, com seu histórico tão enlameado a ponto de não inferir valor no caráter alheio (aquela credibilidade que falta a muitos jornalistas, que são julgadores de tudo e de todos, com uma autoridade que ninguém concedeu).
Ao fato de viver nos EUA? Como de costume, David Carr também faz sua lista de agradecimentos no final do livro. O agradecimento mais importante e emblemático, a meu ver, está no meio de suas páginas. Ali o autor agradece ao estado de Minnesota por não desistir dele, bancando-lhe internações e tratamentos (ele se redime ao calcular já ter pago mais de 300 mil dólares em contrapartida na forma de impostos desde que está limpo). Foi inevitável lembrar do difamado Cartão-Recomeço, pejorativamento chamado de bolsa-crack.
Acreditar na recuperação, apoiar o cidadão, são atitudes fundamentais para o sucesso e reinserção na sociedade. Não se pode decretar pessoas como casos perdidos sem persistir na ajuda, no tratamento. Quão fundo alguém pode ir a ponto de ainda ter fôlego para voltar? Para mergulho em apnéia sei que é algo na casa dos 100 metros. Em caso de uso de drogas, a placa de última saída da estrada varia conforme o motorista. Mesmo depois de 14 anos limpo, Carr teve uma recaída com o álcool há não muito tempo. É uma luta eterna e não há solução milagrosa nem definitiva.
Com conhecimento de causa (não própria até onde sei, mas com casos na família – quem não os tem?) a analogia que faço para o dependente químico é o de alguém regido pelas mesmas regras do período paleolítico: deve-se permanecer no interior da caverna pelo maior tempo possível. A cada vez que se coloca o nariz para fora estará correndo riscos altíssimos e mortais. Até dentro de sua toca o homem está sujeito a que alguma criatura monstruosa se atreva a invadi-la. Vigilância constante é o lema. Sorte de David Carr não ter sido um nóia da cracolândia.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A saída de Gugu é um marco na consolidação da Era Digital na Mídia

BLOG O MURAL: A internet primeiro massacrou a mídia impressa; agora é a vez da tevê, é isso que pensa o jornalista Paulo Nogueira. Veja a matéria que ele publicou no site Diário do Centro do Mundo.

Gugu pertence a um mundo em desintegração
Gugu pertence a um mundo em desintegração
A saída de Gugu da Record é um marco no mundo da mídia, menos por ele e mais pelas circunstâncias.
O que está dito, ali, é que a Era Digital, depois do massacre da mídia impressa, vai avançar ferozmente sobre a televisão.
A lógica é a mesma, e o roteiro também.
A internet reduz a audiência da tevê e, com isso, deixa insustentáveis os patamares de receitas publicitárias com os quais as emissoras se habituaram.
Lembre. Se a mídia impressa tinha outra fonte de receita – os assinantes – a tevê aberta depende da publicidade.
E o crescimento avassalador da internet levou num primeiro momento os anunciantes a deslocar seus investimentos da mídia impressa para o universo digital.
Concluída essa transição, a próxima vítima do deslocamento das verbas é a tevê. Não há BV, não há nada capaz de convencer anunciantes a colocar dinheiro em programas de tevê que ninguém mais vê.
Alguns anos atrás, a queda da tiragem dos jornais e das revistas prenunciavam o desastre publicitário. Agora, é o colapso generalizado das audiências de televisão.
Parece que as audiências de 60%, 70% da Globo pertencem a uma passado remoto. Quase todos os campeões de Ibope da emissora são uma fração do que foram.
Repare quantas vezes você lê que uma novela teve o pior Ibope da história, ou que o Faustão desceu ao abismo da audiência lado a lado com o Fantástico e outras marcas que vão sumindo das conversas e se tornando anacronismos na Era Digital..
Recentemente, vimos o esforço da Globo para promover o novo programa de humor. O resultado do empenho se traduziu numa medíocre audiência de 12%, e que aponta para baixo.
No passado, as pessoas guardavam o domingo para o Fantástico
No passado, as pessoas guardavam o domingo para o Fantástico
Num artigo publicado na última edição da revista americana GQ, o jornalista e escritor Michael Wolff prestou um tributo a um ‘mundo morto’ em sua Nova York – aquele em que a capa da Time era esperada com ansiedade, e em que os figurões da mídia tradicional eram reverenciados.
“Acabou”, lamentou ele. Ninguém mais na cidade conhece os jornalistas que causavam sensação. Quanto à Time, a empresa proprietária tentou se desfazer dela, mas não encontrou comprador.
Uma visita ao imperial prédio da revista mostrou a Wolff que a redação estava com aparência desoladora. Ele notou, melancólico, até a sujeira provocada por restos de fast food.
O sentimento de fim dos dias de que fala Wolff é facilmente percebido também no Brasil.
Quem ainda lê revista, quem ainda assina jornal — quem reserva a noite de domingo para ver o Fantástico?
As demissões que se estão sendo feitas nas empresas de mídia apenas refletem esse cenário.
Não se trata de enxugar para se curar. Trata-se, isso sim, de enxugar para adiar a morte.
É dentro desse quadro fúnebre que se deve entender a saída de Gugu da Record.
Não cabe, nele, um salário de 3 milhões de reais, fora as despesas de produção. Onde a audiência para convencer os anunciantes a comparecer, onde o dinheiro para honrar a folha de pagamentos?
Onde a esperança de qualquer melhora no futuro?
A desintegração do mundo da mídia tal como o conhecemos vai ser um processo longo, sangrento, sofrido.
Com o tempo, as coisas vão se ajustar digitalmente. O jornalismo não está morrendo, por exemplo, ao contrário do que alguns dizem: está migrando de plataforma, apenas.
Mas até que a nova ordem se estabeleça, no espaço de alguns anos transientes que serão turbulentos para os velhos protagonistas, muito drama ocorrerá sob nossos olhos.
Por Paulo Nogueira baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Contar histórias é uma arte

BLOG O MURAL: Trago aqui no blog uma publicação da revista VIU! sobre a forma de contar história, e junto com ela a história da própria contadora de história, é muito bonito vale a pena ler....

   Com certeza nos lembramos de histórias contadas por nossos avós, pais e professores ainda na infância. Essas recordações nos remetem aos laços afetivos já esquecidos. Essa fase tão importante nos leva a viajar até o passado através dos causos de assombração, lendas e histórias. Alguns devem se lembrar da animação ao pé do fogão ou a luz do lampião e luar. Talvez esta nova geração não lembre, mas, definitivamente, já ouviu falar que contar histórias é uma arte e não é de hoje! Falando em hoje, será que temos tempo e espaço na nossa vida para as histórias?

   Neste mundo onde tudo é rápido será que ainda conseguimos a atenção do outro para ouvi-las? Pensando nisso, que resolvi registrar todas minhas histórias contadas ao longo destes 10 anos e que estão guardadas somente em minha alma. Começo realizando um breve relato de como as "histórias" entraram na minha vida e me ajudaram a sair de uma depressão.
   Sempre exigente comigo mesma e uma enorme vontade de trabalhar e fazer o melhor, no dia 29 de agosto de 2002 vi meu mundo ruir após ser vítima de uma fofoca no  trabalho. Naquela noite começava o meu calvário. Chorei muitos dias sem parar.
   Graças ao meu quadro, fui encaminhada rapidamente ao psicólogo e ao psiquiatra. Comecei meu tratamento com remédios e a psicoterapia, que durou um ano. Naquele mesmo ano recebi um convite da minha tutora de faculdade, a mestra Mara Faustino, para participar de uma oficina de contador de histórias. Esse foi o primeiro de muitos que realizei. Naquele dia começaria minha libertação através da fábula contada na época pela contadora de história Susi Klemer.
   Fui para casa naquele momento cheia de novas ideias. Aquela história marcou minha vida. No outro dia eu fui trabalhar e tudo mudou. Fazia um ano que não cantava, contava histórias, não sorria e nem via o dia passar, além de ter diversos pesadelos à noite. Nesse dia, reuni meus alunos em uma roda e um me perguntou:
- Tia Jaque, você não canta mais?
Olhei para ele e respondi:
- A tia não canta, mas conta!
   Levantei, peguei um xale que ficava no baú das fantasias, coloquei em minha costa e com um lenço na mão (que tenho que até hoje), comecei a contar a história do "sapinho esperto", do meu jeito, pois sabemos que "quem conta um conto, aumenta um ponto", como diz o dito popular. "Um conto muito contado, em suas andanças pelo mundo, vai recebendo coisas de cada lugar por onde passa e vai perdendo outras tantas. É a dinâmica das histórias que estão vivas" e comecei a falar, a contar, a cantar e a me encantar novamente com a vida.

O sapinho esperto   Sabem aquela montanha, lá longe... Atrás dela tem outra montanha ainda maior, descendo por ela, vocês encontrarão uma floresta e dentro desta floresta uma árvore bem grande, onde o rei Leão toma conta até hoje! Muito, muito tempo atrás, aconteceu que a mamãe sapa e seus três filhos sapinhos iam passando por lá, quando os sapinhos pediram para a mãe sapa para subirem no topo da árvore. A mamãe sapa toda preocupada respondeu aos sapinhos que nem mesmo o rei leão tinha conseguido, imagina que eles tão pequenininhos iriam conseguir, mas os filhos insistiram tanto que a mãe sapa acabou cedendo e deixando os sapinhos irem, lógico com a aprovação do Rei Leão. Imaginem vocês nem mesmo o rei leão tinha conseguido chegar lá em cima imagina que aqueles três sapinhos magrinhos desnutridos fraquinhos iriam conseguir. Então, os três sapinhos começaram a subir um por um, foi quando passou pela árvore um macaco, muito esperto e pulava de um lado para outro e disse:
- Eu que sou tão esperto, não consegui chegar lá em cima, imagina que esses sapinhos vão conseguir? Neste momento, um sapinho olhou para baixo e esborrachou no chão.
   Inicialmente, os animais da redondeza torciam por eles. Mas quando começaram a subir, os animais começaram a dizer: "Vocês não vão conseguir! Vocês não vão conseguir!" Por isso, a mamãe sapa começou a rezar e com pensamento firme e dizendo sem parar baixinho "vocês vão conseguir, vocês vão conseguir..."
   Os animais gritavam: "Duvido vocês conseguirem!" Porém, os  sapinhos continuava a subir tranquilamente.
   O elefante passando por perto e escutando aqueles gritos aproximou e foi logo falando:
- Eu que sou o mais forte e grande não consigo chegar lá em cima, imagina só esses sapinhos magrelos!
   A mamãe sapa torcendo e rezando, bom vocês sabem como é coração de mãe, né? Logo uma águia sobrevoou bem perto do topo. Foi quando a zebra disse:
-  Eles estão loucos até a águia que vai no lugar mais alto da floresta não conseguiu chegar lá em cima, imagina só esses dois que nunca sairão daqui do chão!
   Neste momento, o segundo sapinho já cansado caiu no colo da sua mãe e chorou. Mas, lembrem-se ainda resta um sapinho. Com uma força e perseverança, ele foi devagarzinho chegando ao topo da árvore mais alta da floresta. Só um sapinho conseguiu chegar ao topo da árvore, o mais fraquinho, lembram? Quando ele chegou lá em cima, ele conseguiu ver o mais belo arco-íris. Todo mundo queria saber como ele conseguiu e quando foram perguntar ao rei leão, descobriram que conseguiu simplesmente porque ele acreditou no seu sonho e não ficou dando ouvido aos outros.
   Queridos leitores, contei e recontei essa história durante cinco anos em escolas do município, rurais e particulares e até em hospitais. Precisava falar do sapinho para os outros e para mim também.
  O sapinho virou projeto, livro e fantoche, objetos que guardo com muito carinho. Cheguei a conclusão que contar histórias não é só uma arte, mas uma terapia.
   Tenho dois motivos para me identificar com a história, o primeiro é que também aprendi a viver com dificuldades e nunca deixei de ter objetivos e sonhos, o outro é que sempre fui incentivada e apoiada por minha família, professores e amigos. Um dia, deixei meus sonhos mais lindos por dar ouvidos aos outros. No entanto, deveria ter escutado mais minha família, meus mestres e melhores amigos.
    Assim como o sapinho, acredite nos seus sonhos e não permita que as pessoas com péssimo hábito de criticarem e serem negativas acabem com as esperanças do seu coração, nunca deixe falar que seus sonhos nunca se tornarão realidade.
   Lembre-se sempre: VOCÊ PODE!
Sonia Jaqueline Oliveira
Contadora de histórias. Atuou por 10 anos como educadora na Educação Infantil. Pós graduada em Educação Especial, Gestão Escolar e Psicopedagogia. Professora do Ensino Fundamental e Orientadora do PNAIC(Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa)