sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Fortuna dos pastores brasileiros segundo a Forbes

BLOG O MURAL: Forbes estima a fortuna dos pastores brasileiros: via blog do Josias - uol.com

Quem vê esse pessoal todo batendo o ponto na igreja religiosamente, se esgoelando naqueles cânticos enfadonhos, orando por uma boa nuvem no paraíso, dizendo amém para cada tolice pronunciada no púlpito e ainda depositando pelo menos 10% do contracheque na sacolinha, quem vê tudo isso é forçado a reconhecer: acreditar em Deus dá trabalho e custa caro.
Como se sabe, Ele existe e está em toda parte. Mas normalmente é o demônio quem controla a caixa registradora. No Brasil, informa a revista americana Forbes, o empreendimento é divino e proporciona lucros celestiais. Cresce o rebanho e avoluma-se o saldo médio dos pastores. Aqui, aqui e aqui, os detalhes. Abaixo, a lista dos mais afortunados.
1. Edir Macedo – Fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos no Estados Unidos. A fortuna chegaria a US$ 950 milhões.
2. Valdemiro Santiago – Ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. Teria acumulado US$ 220 milhões.
3. Silas Malafaia – Líder do braço brasileiro da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil. Em 2011, a fortuna estimada era de US$ 150 milhões dólares.
4. RR Soares – Compositor, cantor e apresentador Romildo Ribeiro Soares é o fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. O valor estimado seria de US$ 125 milhões dólares .
5. Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia – Fundadores da Igreja Renascer em Cristo. A fortuna estimada é de US$ 65 milhões
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MEDO DA VIOLÊNCIA

BLOG O MURAL: MEDO DA VIOLÊNCIA SE ABATE SOBRE 91% DOS PAULISTANOS. via brasil247.com

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Para entender o jogo político nacional, com Luiz Nassif

BLOG O MURAL: Luiz Nassif um dos maiores jornalista da atualidade escreve pedagogicamente como esta a lógica da política brasileira, vale apena ler.


Coluna Econômica
Disputa política x confronto, pombas x falcões. Este é o dilema da política brasileira para os próximos anos.
Há uma ebulição no cenário político, transformações profundas com a mudança de guarda nos dois principais partidos políticos pós-redemocratização – PT e PSDB -, a busca de protagonismo por agentes oportunistas – especialmente o STF (Supremo Tribunal Federal) e mídia, também ela submetida a grandes transformações.
Há dois cenários possíveis para o Brasil:
Cenário de normalização
Os partidos convergem para o centro, ampliando o leque das alianças partidárias, a exemplo das democracias europeias, e disputando quem entrega o melhor produto para o eleitor (qualidade de vida, desenvolvimento, gestão eficiente etc.). A disputa política se dá nas urnas.
Esse desenho comporta um partido social democrata um pouco à esquerda (PT), outro mais à direita, puxado por um presidenciável, partidos médios gravitando entre um e outro e pequenas agremiações ocupando a esquerda radical e a direita radical.
É o cenário provável para a democracia brasileira.
Cenário de crise
O cenário alternativo seria o de guerra, com grupos se digladiando em torno da guerra fria, do chavismo, do bolivarianismo, do imperialismo e de outros ismos que só servem como retórica política.

Os jogadores

Não se trata de um jogo com poucos jogadores comportando-se de forma homogênea. Em cada ponta há uma disputa interna, na qual o cenário de normalidade ou de crise desempenha papel essencial na luta pela hegemonia partidária.
Se prevalece o clima de paz, determinados grupos assumem a liderança partidária. Em caso de confronto, outros grupos se fortalecem. Esses interesses internos acabam se refletindo no resultado final.
Para entender o jogo, é importante debruçar-se sobre a situação interna de cada agente do jogo.

O PT

Historicamente, o PT foi constituído por três agrupamentos dominantes: os sindicalistas de Lula, os movimentos sociais da Igreja e os aparelhistas de José Dirceu, basicamente localizados em São Paulo. E um conjunto de tendências menores, regionais ou agrupadas em torno de personalidades com luz própria, como Luiza Erundina, Marta Suplicy etc.
As duas estrelas máximas sempre foram Lula, representando classes sociais – os sindicalistas e as organizações sociais ligadas à Igreja -, e José Dirceu, com seus quadros “aparelhistas”.
Dirceu teve papel essencial na unificação a ferro-e-fogo das ações do PT, abrindo caminho para o poder, mas comprometendo os fatores legitimadores da ação partidária. Inclusive a vitalidade interna do partido.
Em Brasilia, havia embates surdos entre ele e Lula.
O “mensalão” foi o divisor de águas. Sem a competição de Dirceu, Lula passou a comandar mudança radical no PT, com a indicação de Dilma para presidente e de Fernando Haddad para prefeito de São Paulo, visando mudar a imagem do partido e esvaziar os “aparelhistas”.
Mas o comando do partido ficou nas mãos de Rui Falcão, da ala Dirceu, depois da tentativa infrutífera de tomada do partido por Tarso Genro.
Agora, tem-se a disputa interna com vários embricamentos.
Pombas – Lula e Dilma. Ganham com o Cenário de Normalização.
Sem se imiscuir diretamente no PT, Lula aposta no fortalecimento da linha de institucionalização do partido. Dilma Rousseff segue fielmente a estratégia lulista, ao se afastar dos “mensaleiros” e definir uma divisória: entra na guerra só se tentarem atacar Lula. Aposta no esvaziamento das tensões (o que depende de outros personagens que serão analisados mais adiante) para a normalização política.
Falcões – a direção do PT. Ganha com o Cenário de Crise.
Em caso de guerra, há a necessidade da centralização das ações. E aí todos precisam se enquadrar sob o comando da direção partidária. O cenário que a fortalece é o da tentativa de desestabilização do governo; e também a solidariedade aos líderes caídos no julgamento.
A atuação do STF teve um efeito dúbio sobre essa disputa.
Ao condenar os réus, o STF  e o Procurador Geral da República indicaram a inviabilidade do modelo “aparelhista”.
Ao carregar na retórica e nas interpretações de exceção, ao exagerar nas penas, no entanto, o STF vitimou os réus, exacerbou a indignação do partido, fortalecendo os falcões.
A atuação da mídia, e sua estratégia de guerra permanente, também fortalece os falcões.

A oposição

Até o momento, o partido líder da oposição, o PSDB, está amarrado à gerontocracia partidária, incapaz de renovação.
O Lula do PSDB deveria ser FHC; o Dirceu, José Serra.
Mas FHC não possui a visão política nem a liderança de Lula. É o chamado homem-água que se molda ao que vê pela frente. Quando percebe que há um acirramento político, radicaliza. Quando percebe que o tempo amaina, reflui. Tendo à disposição os laboratórios dos dois maiores estados do país, na hora de pensar o novo, convoca os velhos economistas do Real.
A diferença entre Dirceu e Serra é que Dirceu é capaz de se sacrificar pelo partido; e Serra capaz de sacrificar o partido por ele.
Para se adequar aos novos tempos, o PSDB deveria tomar uma série de atitudes, com baixíssima probabilidade de ocorrer:
  1. Um pacto entre os governadores – especialmente Geraldo Alckmin de São Paulo e Antônio Anastasia, de Minas – assumindo maior protagonismo, em resposta à inação da direção partidária.
  2. Sob a orientação dos governadores, fortalecimento do Instituto Teotônio Vilela com uma visão municipalista, trazendo para dentro Luiz Paulo Vellozo Lucas, José Aníbal, José Luiz Portella, Britto Cruz, Júlio Semeghini, os herdeiros das políticas sociais de Dona Ruth para pensar o novo e irradiar para o partido.
Tivesse fôlego, FHC seria a liderança capaz de conduzir à transformação do partido. Sem fôlego e sem ideias, só lhe resta apoiar-se na muleta da radicalização, com espaço garantido na mídia.
Em um cenário de crise, Serra ressurgirá do túmulo; se vingar o Cenário de Normalização, quem leva é o governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A mídia

Hoje em dia é o principal falcão do jogo politico, o único personagem intocável, conforme demonstrou a CPMI de Cachoeira.
Seu grande poder atual reside no discurso da intolerância. Toda a rede de colunistas e colaboradores foi remontada visando o estado de guerra permanente. Haveria enorme dificuldade em uma reciclagem ou na volta do pluralismo dos anos 90. Além do mais, em um Cenário de Normalização, o PT continuará eleitoralmente imbatível. Tornou-se prisioneira do cenário de guerra.
Essa estratégia de guerra permanente é que fortalece os falcões tanto no PT quanto no PSDB, estimula o estrelismo de Ministros do Supremo, incentiva o ativismo política do Procurador Geral da República.
A mídia perde com o Cenário de Normalização; cresce com o Cenário de Crise. Daí sua aposta total no indiciamento de Lula, único fator capaz de romper o Cenário de Normalidade e jogar a política no Cenário de Crise.
Personagem
Ganha com  Normalização
Ganha com Crise
PT
Lula e Dilma
Direção do PT
Oposição
Governadores e Eduardo Campos
FHC e Serra.
Outros agentes

Mídia

Assassino à solta: (in)justiça nossa de cada dia

BLOG O MURAL: Via Carta Capital


Assassino à solta

Graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, o assassino da missionária americana Dorothy Mae Stang deverá estar, ainda hoje, solto nas ruas.

Decisão sobre mandante da morte de missionária mostra que o STF se especializou em libertar facínoras com base em chicanas jurídicas. Foto: Agência Brasil
Regivaldo Pereira Galvão, conhecido pela meiga alcunha de “Taradão”, estava preso desde 6 de setembro de 2011 no Centro de Recuperação de Altamira (PA), condenado a 30 anos de prisão.
Segundo o ministro Marco Aurélio, o Tribunal do Júri do Pará concluiu pela culpa de “Taradão” antes de se esgotarem as possibilidades de recursos da defesa contra a condenação.
Isso é uma terrível piada de mau gosto. É uma afronta direta à Justiça e à dignidade do cidadão.
O STF está se especializando em libertar facínoras com base em chicanas jurídicas. É o efeito Gilmar Mendes, ministro que ganhou fama pelos dois HCs ultrassônicos para o banqueiro Daniel Dantas e um extra para outro taradão, o médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de cadeia por ter estuprado 37 mulheres. Dantas está solto. Abdelmassih, foragido.
Marco Aurélio já havia sido reconhecido por feito semelhante, ao libertar o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que ficou sete anos foragido, até ser preso em Mônaco, em 2007.
Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005.
A libertação do mandante do assassino, sob qualquer desculpa, envergonha a nação e nos deixa ainda mais descrente sobre a lisura dos ministros do STF, estes mesmos que por ora se exibem, em cadeia nacional, na pantomima que se transformou esse tal julgamento do “mensalão”.

Industria foi mal em estados governados por tucanos e foi bem nos demais

BLOG O MURAL: A produção industrial cresceu em 8 dos 14 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de outubro para novembro de 2012.

Vejam bem: cresceu em 8 estados e caiu em 6. Adivinhe como o "Jornal Nacional" da quarta-feira noticiou?



A TV Globo, em sua cruzada para derrubar Dilma, noticiou com a enfase negativa, colocando o número menor como se fosse mais importante do que o maior.

Mas o telejornal omitiu uma informação importante: dos 6 estados em que a produção industrial caiu, 5 são governados por tucanos.

Eis os 6 estados pesquisados onde houve queda na produção industrial:

Goiás (PSDB): -14,7%
Espírito Santo (PSB): -6,3%
Pará (PSDB): -6,0%
Paraná (PSDB): -5,1%
São Paulo (PSDB): -1,9%
Minas Gerais (PSDB): -0,7%

Eis os 8 estados pesquisados onde houve crescimento:

Bahia (PT): 3,5%
Santa Catarina (PSD): 3%
Amazonas (PSD): 2,9%
Ceará (PSB): 2,2%
Rio de Janeiro (PMDB): 2,1%
Pernambuco (PSB): 1,3%
Rio Grande do Sul (PT): 0,4%

Os governadores tucanos Geraldo Alckmin (SP), Anastasia (MG), Beto Richa (PR), Marconi Perillo (GO) e Simão Jatene (PA) estão destruindo seus estados, e continuam contra o crescimento industrial ao tentarem sabotar a conta de luz mais barata, o que incentivará a produção industrial

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Os atores novos na política velha, ou atores velhos na política nova?

BLOG O MURAL: Li atentamente todas as entrevistas dos novos secretários do Prefeito Levi Rodrigues e seu Vice Miguel, e vi em alguns a seriedade, em outros as apreensões costumeiras em desafios novos e, é certamente isso que enfrentarão muitos dos agentes políticos nomeados pelo Levi. No 1° escalão são mais claros os objetivos, já nos demais escalão, não é tão claro assim.

Pelo que pude ler nos jornais e ouvi nos bastidores as coisas no segundo escalão é mais nebuloso e cheira revanchismos, mas digo, nem de todas as pessoas, mas com certeza de alguns, por isso se diz: uma eleição contém uma lógica geral, o que não significa dizer que os resultados da mesma sejam previsíveis à maneira de uma realidade física ou matemática, até porque a sociedade e as pessoas não são exatas em seus mecanismos e comportamentos. Contudo, é possível antever, com elevado grau de confiança, o resultado mais plausível, sendo esse revelado pelas pesquisas que pode ser cientifica ou não. Temos que levar em contas outros fatores, como por exemplo, a de sentir-se perseguido por “A” ou “B” dos grupos que sai ou dos que entram.
Isso tem ocupado o lugar central e crucial nessa lógica, é na lente pela qual o eleitor tende a ver as disputas eleitorais para prefeito. O sucesso ou não das candidaturas, portanto, está fortemente condicionado à mesma, que se constitui, na prática e em última análise, em uma forma com conotações plebiscitárias, ainda que em graus variados. No mínimo, o que é possível dizer é que tende a ser muito forte na escolha de um candidato o posicionamento e avaliação desse (e do próprio eleitor) a favor ou contra a administração em curso, a satisfação ou não das expectativas enquanto cidadão e enquanto eleitor, mas ele jamais entenderá as coisas públicas internas de um governo, com exceções, é claro.
A principal regra dessa lógica geral que comanda processos sucessórios para cargos executivos, ainda que não haja consenso quanto à questão, é que um executivo com administração avaliada positivamente, (conceitos bom e ótimo), tende a fazer sucessor, sendo verdadeiro também o oposto. Há exceções, mas explicáveis dentro das circunstâncias que marcam cada disputa, por sinal, sempre singular. A experiência revela, aqui e acolá, bons prefeitos que não conseguem um nome capaz de capitalizar seu prestígio e são derrotados por outro, dotado de carisma pessoal forte. Sublinha-se, no entanto, que parece mais fácil um bom administrador público não fazer sucessor do que um ruim, em condições de respeito às regras elementares que constituem a normalidade democrática, fazê-lo. O que supostamente aqui ocorreu?
Todos os secretários nomeados pelo Prefeito será sim, um agente político de sua proposta (promessa), se isso não fosse verdade, muitos fariam escolha técnica e não política e, é assim aqui ou em qualquer democracia no mundo. Assim dizer que esse ou aquele secretário nada tem haver com a política da cidade é desconhecer a realidade política do país, ou é simplista, e quer desassociar uma da outra. Por isso, temos que olhar para os Secretários, Diretores e seus Auxiliares como projeto que a maioria do povo escolheu para a cidade. Aos que ficam sendo aproveitado pela nova administração é natural usar a fala: “que é em prol da cidade – eu tenho certeza que é mesmo –, mas não podemos confundir essa fala e desassociar ela da realidade política local. O grupo vencedor é de fato, um novo grupo, mas carregado de muitas políticas antigas e formas de pensar ultrapassada que a cidade já experimentou e a reprovou, e uma hora ou outra isso aparecerá. Ser competente é acertar um alvo que ninguém acertou, ser administrador público é acertar um alvo que ninguém viu.

Genoino, e uma história a defender




BLOG O MURAL: Relendo Rovai.

Em 1998, estudava na Faculdade de Filosofia e Estudo Sociais de Tatuí (ASETA). Era um garoto de 28 anos que acabava de sair do colegial fazendo supletivo cheio de brilho nos olhos. Já era petista e defendia a corrente socialista. Só queria ser professor, porque sonhava em mudar o mundo. Mas ao mesmo tempo não era um radical tradicional. Achava muito boa a eleição de Tancredo pelo Colégio Eleitoral, mas fiquei muito triste com o modelo de governo do Sarney, já com relação ao Collor nem preciso falar.
Genoino talvez não pensasse como eu. E eu mal sabia quem era o Genoino.
Mas junto com um amigo fiquei encarregado de esperá-lo para uma palestra na porta de entrada do estacionamento da faculdade. Ele iria lá para um debate sobre conjuntura política. Cá entre nós, ver um deputado de esquerda falar de conjuntura política em 1998 era algo muito interessante, principalmente para os alunos de Estudo Sociais, e o interessantes é que era o ultimo curso de Estudo Sociais que estava ocorrendo na região de Sorocaba.
Eu mal sabia definir ainda o que era conjuntura política. Era um garoto do interior que gostava de política. Então, imaginava que aquilo tinha muito a ver comigo e com meu curso
Mas o que tudo isso tem a ver com o Genoino? Recordo-me daquele homem de cara vincada, com típicos traços de nordestino, de sertanejo, se anunciando na portaria da Faculdade para o guarda que fazia a segurança da entrada.
E lembro-me que eu ia chegando ao guarda para dizer que aquele senhor era um deputado federal e estava autorizado a entrar pela direção da faculdade para dar uma palestra.
O guarda olhou de cima em baixo para aquele homem simples, de camisa e calça jeans, que dirigia um passat vermelho, ano 88, meia boca. E olhou para o outro  lado, onde eu estava com cara de muleque que dizia ter a “autorização”. Olhou, olhou e deu o veredicto. “Eu não autorizo entrar sem o diretor vir aqui. Nunca vi deputado dirigindo um Passat desses.”
Genoino mostrou a carteira de deputado. E nada.. Eu argumentei que poderia trazer a autorização por escrito. E nada. Genoino me pediu, então, pra subir no carro. E acelerou o carro entramos na faculdade, deixando o guarda meio perdido sem saber o que fazer.
Quando ele estacionou e os estudantes viram de quem se tratava, em minutos já estava cercado por dezenas de professores e alunos. E também pelo diretor que pediu pro segurança que havia nos seguido voltar para o seu posto.
Aquele encontro marcou. Me aproximei do grupo que fazia política na corrente chamada Caminhando e encontrei o deputado petista algumas outras vezes, assim como tantos outros.
Genoino sempre me impressionou pelas opiniões fortes, a coragem pra enfrentar polêmicas e a altivez.
Infelizmente, este Genoino parecia ter submergido com o furacão de 2005 e a crise do Mensalão. Na verdade, parecia já ter sido engolido em 2002, quando foi candidato ao governo de São Paulo e caiu na armadilha de fazer uma campanha bastante conservadora para tentar derrotar Alckmin.
Hoje o vi na televisão tomando posse para o seu sétimo mandato, após uma condenação pelo STF que pode levá-lo a cumprir seis anos e onze meses de prisão, mesmo que em regime semi-aberto.
Ele podia estar destruído, mas me pareceu altaneiro. Deu uma coletiva, falando de forma firme e clara frases como: “Tenho a consciência serena e tranquila dos inocentes” e “espero que a verdade apareça mais cedo ou mais tarde”.
Resgatando a velha forma, parece que Genoino decidiu não desistir e entregar os pontos. É importante que uma pessoa com a história dele e que foi decisivo para pessoas de diferentes gerações, não se conforme em passar para a história como um bandido.
Bandidos desfilam por aí sem se preocupar com a história. Genoino tem uma história a defender. E o país precisa que ele assim o faça.
 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal! E um Feliz 2013!

BLOG O MURAL: Fim de ano, boataria intensa sobre o fim do mundo...

Boataria intensa sobre a nova administração que entra, e a velha que sai...

Fico só imaginando como seria Porto Feliz se em 2004 fosse igual é hoje, como seria não?...

É algo para se pensar. Não é mesmo?
Estaríamos muito pior. Essa é uma certeza, não uma suposição.

Como também é uma certeza o fato de que, apesar de todo o imenso esforço que fez o Maffei para melhorar a cidade e a vida dos porto-felicenses, a oligarquia local não perdeu os seus privilégios seculares, mas Porto Feliz mudou muito - e para melhor - em apenas 8 anos.

E isso foi devido a um projeto de um partido político que nasceu quase utópico, cresceu em meio a muitas dificuldades - externas e internas - e hoje, maduro, sente os efeitos de seu crescimento e das mudanças que provocou na sociedade brasileira, e em Porto Feliz. 

Nem dá para imaginar o que estaria escrevendo agora se em 2004 o PT tivesse perdido novamente a eleição municipal.

Por isso, estou encerrando meu ano no blog dizendo a todos os leitores que...

... Dezembro é um mês que paramos para pensar e olhar tudo o que fizemos durante o ano. Foram conquistas, lutas e desafios. Estivemos ao lado da família, dos amigos, vizinhos e também daqueles que estão longe. Há dois anos como vereador, segui pensando em conquista não só para mim, mas para toda a nossa Porto Feliz

E agora em dezembro desejo a você, muita força para o ano que se inicia. Lembrando que preservar os valores com o qual crescemos é passar para o futuro e assim preservá-los. Plantar para colher. Saber escolher. Ter sabedoria e paciência! Fé! 

Aproveite os bons momentos que te proporcionam. Procure uma vida repleta de paz e de pensamentos de amor. Que 2013 seja muito “MAIS” para nós porto-felicenses. Feliz Natal e um Feliz ano novo!

Nesse meio tempo, se eu encontrar alguma notícia pelo caminho, volto ao Blog em edição extraordinária.


Até o ano que vem, com o blog atento a tudo sobre a nossa cidade...
Deixo o blog em boas mãos: nas mãos dos leitores.

Até a volta!

Álvaro Dias declarou R$ 1,9 mi e filha pede oito vezes mais




BLOG O MURAL: Seis anos atrás, quando disputou sua última eleição e se elegeu senador, Álvaro Dias (PSDB-PR) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,9 milhão; hoje sua filha pede na Justiça R$ 16 milhões; líder tucano adota a tática do avestruz e não comenta o assunto, alegando se tratar de caso de família, em segredo de Justiça, mas deixa no ar a dúvida: como será que ele multiplicou tanto seus bens num período tão curto? 
No vídeo aí em cima veja a fala do Senador tucano contra o Palocci, agora vamos ver o que ele falará na volta em fevereiro no Senado.

Para não dizer que não falei de flores.

BLOG O MURAL: Ao Ler a reportagem do Brasil 247: o seu jornal digital 24 horas por dia, 7 dias por semana me assustei. Não!!! Não pode ser verdade que estou vendo o maior bastião da moral e dom bom modos do Brasil sendo acusado de fazer caixa dois, ou seja, esconder seu modico patrimônio.
Logo ele que é o primeiro a apontar o dedo em riste aos seus pares no senado. Logo ele que fez um estardalhaço com as denuncia do "mensalão" que ainda esta por provar-se. É leitor pau que bate em Chico, tém que bater também em Francisco.
O final do ano chega, e as mascaras começam a cair, pena que a justiça só tenha olhos para uma parcela da sociedade, e vocês sabem quais são.....é uma pena mesmo.....  veja a reportagem abaixo

 :
Seis anos atrás, quando disputou sua última eleição e se elegeu senador, Álvaro Dias (PSDB-PR) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,9 milhão; hoje sua filha pede na Justiça R$ 16 milhões; líder tucano adota a tática do avestruz e não comenta o assunto, alegando se tratar de caso de família, em segredo de Justiça, mas deixa no ar a dúvida: como será que ele multiplicou tanto seus bens num período tão curto?

24 de Dezembro de 2012 às 06:34
247 - Sempre pronto a cobrar dos homens públicos total transparência, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), adotou a tática do avestruz ao ter revelada a ação judicial em que foi condenado por sua própria filha, que é fruto de um relacionamento extraconjugal com uma servidora pública. A menina, que ainda é menor, conseguiu que o líder do PSDB no Senado fosse condenado por abandono afetivo e pediu ainda parte na venda de cinco casas do senador em Brasília, avaliadas em R$ 16 milhões. No Twitter, onde é bastante assíduo, o senador se limitou a postar a seguinte mensagem: "Desrespeito à lei, distorção dos fatos para magoar pessoas que não merecem isso".
Álvaro Dias tenta circunscrever o caso a uma disputa de família, numa ação que corre em segredo de Justiça. Ocorre que o processo cria um sério constrangimento para o senador. Seis anos atrás, ele declarou um patrimônio de R$ 1,9 milhão à Justiça Eleitoral, que inclui imóveis e uma fazenda no Paraná. Apenas no tocante a quatro casas em Brasília, a filha briga por um patrimônio oito vezes maior, que dificilmente poderia ser acumulado com os rendimentos apenas de senador. E note-se que Álvaro Dias é um dos parlamentares mais bem pagos do País, pois recebe ainda uma aposentadoria de R$ 24 mil por mês como ex-governador do Paraná.
Recentemente, ao ser questionado sobre por que cobrava tanto a ética de seus pares e recebia uma aposentadoria estando na ativa, Álvaro Dias disse que doaria os ganhos da pensão a entidades assistenciais paranaenses. 
Confira, abaixo, a justificativa do senador para a aposentadoria:


E também o patrimônio que ele declarou à Justiça Eleitoral:

Soma dos bens declarados em 2006
R$ 1.904.924,90
Patrimônio
Montante
Fazenda Barra, área de 144 há, Porecatu-PR
R$ 268.963,00
Apartamento 409 e Garagem 078, Edif. Real Star, Bloco O, da SQSW-300 do SHCSW, Brasília-DF
R$ 265.000,00
Apartamento n.311 e garagens 05/07/84 - Edif. Real Star, Bloco O, da SQSW-300 do SHCSW, Brasília-DF
R$ 243.000,00
Área Rural de Terras 144,0701 há, Porecatu-PR
R$ 187.578,00
Apartamento 141 - Edif. Wimbledou Park, na Rua Petit Carneiro, 917 - Curitiba-PR
R$ 173.493,00
Apartamento Unidade n. 4098, 3º Pavimento, Flat Alvorada - Bloco B
R$ 140.000,00
BMW Modelo 320 IA,
R$ 128.000,00
Apartamento n. 2312, do Loft, Ed. Smart Residence, na Rua Brigadeiro Franco em Curitiba-PR
R$ 108.740,00
Conjuntos 501 e 503 Garagens 103, 108 e 109, na Rua Com. Araújo, 510
R$ 89.105,00
Apart.Hotel n.918, Edif. Meliar Confort Park do SHS, Quadra 06, conj. A, Bloco F, Brasília-DF
R$ 80.000,00
Apart.Hotel, 901 Edif. Meliar Confort Park do SHS Quadra 06, conj. A, Bloco F, Brasília-DF
R$ 80.000,00
Lote terreno n. 5, Planta N.S. de Lourdes, com área 360m2 c/ casa de alvenaria na Rua Isaac Ferreira da Cruz, 2838, Curitiba-PR
R$ 46.000,00
Apartamento n. 44, Tipo 1, 4º andar, Piso 06, Ed. Denver, na Rua Saldanha Marinho, 968
R$ 37.000,00
Apartamento 602, Edif. Pipeline na Rua Governador Lupion - Caiobá, Matinhos-PR
R$ 29.045,90
Lote de Terreno, 03, Quadra 230, área de 723m2, na Rua Mal. Floriano Peixoto - Curitiba-PR
R$ 29.000,00

sábado, 22 de dezembro de 2012

Privataria elétrica: Patrimônio dilapidado não pagou dívida

Foto Guilherme Lara Campos/A2 Fotografia

BLOG O MURAL: Leiam a reportagem do Luiz Nassif sobre "JESTÃO"( não revisor é assim mesmo com "J") dos tucanos em São Paulo. É mais uma prova grave que a lei neste país é somente para os pobre, preto e putas, e agora o PT, pois fazer o que eles fizeram com nosso patrimônio Paulista, e o ministério público, tribunal de contas e judiciário nada fazem para investigar as famosas privatizações é uma aberração do nosso sistema judicial.. leiam e fiquem atendo aos valores vendidos as empresa do setor eletrico, e para que eram os bilhões das privatização. na foto os dois responsaveis pela privitazação paulista que vem ocorrendo desde de 2004.
 
Por Assis Ribeiro
Sete anos depois, Alckmin aceita unir CESP e Emae
por Alencar Braga, Gentil Freitas e Maristela Braga, Viomundo
Ironia do destino. Governo Alckmin anuncia proposta de unir CESP e EMAE uma semana após ter se recusado a renovar a concessão da Cesp e sete anos depois de ter recusado proposta semelhante apresentada pelo Sinergia CUT e a Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, que teria dado outro destino para a política energética do Estado de São Paulo.
A proposta, rechaçada pelos tucanos em 2005, era fruto de uma construção conjunta de parlamentares, sindicalistas, acadêmicos e analistas, que se contrapunha ao Projeto de Lei nº 02/2005, de iniciativa do governo tucano, que permitiu a privatização da CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista e era uma alternativa para enfrentar a escandalosa dívida da Cesp de R$11 bilhões na época.
A ideia era a constituição de uma holding, a Companhia Paulista de Serviços Públicos de Energia e Infra Estrutura, com o capital equivalente ao valor das ações pertencentes ao Estado de São Paulo, emitidas pelas empresas estatais de energia elétrica da época: Cesp, CTEEP e Emae e pela CPP – Companhia Paulista de Parcerias (criada através da Lei 11.688/2004).
A holding não se apropriaria dos ativos das empresas, apenas seria a detentora da maioria das ações e o Estado teria o controle acionário. A holding atenderia, ainda, às exigências de garantia para o aporte de recursos do BNDES visando equacionar a dívida da CESP de curto prazo.
Porém, o governo paulista sequer discutiu a proposta e preferiu dar prosseguimento ao rolo compressor da privatização aprovando o PL 02/2005 em 18 de maio de 2005, apesar da forte pressão exercida pelo movimento sindical e partidos de oposição. Não houve audiências públicas, debates ou negociações. Sequer emendas foram consideradas.
O PL se converteu na Lei 11.930/2005 que estendeu para a CTEEP as disposições da Lei n.º 9.361, de 5 de julho de 1996, que criou o Programa Estadual de Desestatização (presidido por Geraldo Alckmin) e permitiu a Reestruturação Societária e Patrimonial do Setor Energético paulista.
Mesmo assim, o governador Alckmin afirmava na época que não iria vender a CTEEP. Um ano depois a CTEEP foi privatizada em 28 de junho de 2006, pela bagatela de R$1,193 bilhão para a estatal colombiana Interconexión Eléctrica S/A., que além de levar um rico e estratégico patrimônio público localizado no maior Estado do país, se apropriou de um caixa de R$ 591 milhões. A CTEEP dispunha na época um ativo de cerca de R$ 5 bilhões.
Inúmeras foram as irregularidades e ilegalidades que permearam este processo de privatização, como a total falta de transparência e os fortes indícios de vícios, improbidades que levaram parlamentares, entidades de classe, Ministério Público Federal e até mesmo investidores, a solicitarem o cancelamento e adiamento do leilão.
Durante todos os anos que duraram as privatizações no Estado de São Paulo, os tucanos alegaram que o dinheiro arrecadado com as privatizações era para sanear as dívidas do Estado.
O valor arrecadado com o Programa Estadual de Desestatização, corrigido pelo IGP-DI em 31/12/2011, foi de R$ 90,9 bilhões. A dívida do Estado que em 1994 era de R$ 149 bilhões passou para R$ 193,5 bilhões, em 2011, representando um aumento de 30%. Os valores reais dos recursos arrecadados pelo PED correspondem a 47% do total da dívida. Ainda cabe salientar que R$ 42,8 bilhões foram resultantes da venda do setor energético paulista, ou seja, 47% do patrimônio privatizado.
Sete anos depois, o governador Alckmin propõe a junção da Cesp com a Emae sem detalhar como isso será feito. Ocorre que as “jóias da coroa” já se foram com a venda da CTEEP em 2006 e, recentemente, pela não renovação de 77% do parque gerador da Cesp que envolvem as usinas de Jupiá, Ilha Solteira e Três Irmãos. A Emae tem sua particularidade decorrente de restrições por conta de questões ambientais. Centenas de postos de trabalho de uma mão de obra altamente qualificada foram eliminados. A dívida do Estado não foi paga. As empresas estatais estão abandonadas e sucateadas e a dívida da Cesp é de R$ 4 bilhões.
Declarações recentes do secretário de energia de São Paulo, José Aníbal, deixam clara a total falta de uma política energética para o Estado. “Nós não vamos fazer qualquer novo investimento. O Estado de São Paulo não vai botar recursos na Cesp. Não há espaço para investimentos em São Paulo”, disse Aníbal.
Assim São Paulo foi dilapidado e perdeu sua capacidade de gestão de um modelo de desenvolvimento que já foi referência para o Brasil.

Alencar Santana Braga é líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo;  Gentil Teixeira de Freitas é presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas/CUT;  Maristela Braga foi assessora parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo – 2002/200

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Redução da tarifa: Senador coloca os pingos nos "is"





BLOG O MURAL: O vídeo aí em cima mostra como o PSDB vem desestruturando nosso Estado de São Paulo (apesar do Senador Requião estar falando do Paraná), pois os tucanos com ajuda da grande imprensa, falada e escrita atuam em sintonia para defender as privatizações do FHC, e os grandes capitais, que são, lógico seus patrocinadores. Prova disso são as recusas dos estados que é governado pelos tucanos em aceitar a renovação da concessão, o que faria com que a tarifa de energia elétrica baixasse em todo o país. E olha que só os estados governados pelos peessedebistas que não quererem aderir. Requião que já foi governador do Estado do Paraná mostra bem essa farsa por lá. E isso, ocorre em São Paulo também, é claro, não só com as concessões das hidrelétricas, mas também com os pedágios