terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Voto e coalizações, por Maria Inês Nassif



BLOG O MURAL: A colunista da revista Carta Maior mostra em seu texto como nosso sistema político precisa de uma reforma urgente, leiam abaixo sua reflexão

Por Maria Inês Nassif;

Nem tudo é igual no país de Macunaíma. Até o ano passado, o Brasil convivia com uma realidade meio torta, segundo a qual um presidente eleito pelo voto direito em dois turnos (portanto, com exigência de maioria absoluta dos votos válidos), governava sob um sistema partidário extremamente pulverizado que impedia a formação de uma maioria monopartidária, ou uma coalizão menos volumosa. 
p class="texto">As regras continuam as mesmas – e em algum momento o Brasil vai ter que se decidir entre duas que são incompatíveis: um sistema de votação presidencial que fortalece popularmente o presidente eleito em dois turnos (ou já consagrado majoritariamente num primeiro) ou um sistema de votação parlamentar que tende a pulverizar cada vez mais o voto, e que está longe de fortalecer as instituições partidárias. Quando mais o voto é pulverizado, maior o número de partidos para compor um governo de coalizão. 
De certa forma, a democracia brasileira merece os parabéns por conseguir sobreviver nessa corda bamba, com as crises que fatalmente irrompem de leis que fortalecem popularmente um presidente, mas dão, simultaneamente, um poder enorme de barganha aos partidos, mesmo aos muito pequenos.
A distorção, todavia, vem sendo empurrada com a barriga desde a Constituinte de 1988, quando, votadas em separado, as propostas deram ao sistema partidário um perfil parlamentarista, enquanto o presidencialismo vencia e levava para casa um modelito dois números menor que o seu corpanzil. Ainda assim, como a história anda, independente de quanto aperta a roupa, a chamada correlação de forças (termo que minha geração, e também a anterior, usou à farta para explicar por que num momento as coisas fatalmente mudam, mesmo com tanques nas ruas) prevalece sobre as consequências previstas para um determinado sistema político.
Na prática, a pulverização partidária, aliada às práticas tradicionais de fazer política, resultam em enorme poder de barganha dos partidos frente a um Executivo. Mas, como as variantes conjunturais nunca são as mesmas, nem sempre isso acontece. Até pela contradição entre partido forte frente ao Executivo e desacreditado junto ao eleitorado, e entre Executivo forte junto ao eleitorado e refém de um Congresso pulverizado, coisas ocorrem – e podem ser suficientemente fortes a ponto de balançar a lógica desse sistema maluco. 
Nos governos de Fernando Henrique Cardoso, existia uma maioria parlamentar onde, embora com as restrições conferidas pela lei, o ambiente ideológico, inclusive internacional, era propício à formação de maiorias (que permitiram, por exemplo, a venda de enorme patrimônio público sem qualquer tipo de vantagem para o Estado, como descreve Amaury Ribeiro Jr. no livro que é sucesso de vendas, “A Privataria Tucana”). As maiorias eram mais orgânicas, digamos assim, porque a maioria dos partidos do centro à direita embarcaram na onda neoliberal; e porque nesse processo foram escolhidos, a dedo, aqueles que viriam a se constituir na “burguesia moderna”, capaz de conviver de forma proveitosa com o capital monopolista financeiro. 
Estar no círculo de poder era definitivo. Nossa elite mudou de cara nesse período, sem grande espaço para oposição, que exercia o direito de espernear, apenas. Além das variáveis ideológicas, a “democratização” de recursos junto às “bases tradicionais” viabilizaram um projeto de poder (que era para ser de 20 anos de poder tucano-pefelista e tornou-se oito, mais por conta da conjuntura econômica do que da ação de uma oposição que apenas saiu do atordoamento da queda do Muro de Berlim depois que foi obrigada a governar).
Nos dois governos Lula, as distorções do sistema se acentuariam. No primeiro, o presidente era um homem limitado em suas possibilidades pelo perfil do governo de coalizão, por uma crise financeira que foi uma herança pesada e por uma relação com parceiros no Congresso que, na falta de qualquer afinidade orgânica, passava mesmo pelas relações de troca da política tradicional. 
A partir do segundo, era um presidente consagrado popularmente, e sob cujo governo as condições objetivas da maior parte da população melhorou – e com partidos de oposição cada vez mais enfraquecidos pelo modelo político arcaico em que, quanto mais longe do poder, menos chances uma legenda tem de eleger representantes. O que sobreviveu de oposição valeu-se da força de mediação da mídia tradicional, que teve um importante papel no pleito de 2006, do lado da trincheira do PSDB representada por José Serra, que perdeu para a candidata de Lula, a presidenta Dilma Rousseff. 
O empréstimo de credibilidade da imprensa à candidatura Serra, evidentemente, não foi suficiente para fazê-lo vitorioso, mas estabeleceu um vínculo profundo entre o maior partido de oposição e a mídia tradicional. A perda de credibilidade que resultou dessa relação carnal entre um e outra (mídia e PSDB) atingiu parte de público leitor e tornou cada vez mais reduzidas condições de ampliação de sua influência na opinião pública. Manteve um público leitor fiel, mas partidarizado. Perdeu público que representava a outra parte da polaridade política que, apesar de todas as deficiências do quadro partidário, se consolida numa espécie de Fla-Flu na sociedade.
O poder de persuasão desse tipo de jornalismo, no entanto, é eficiente para os mesmos. O público não se amplia. Da mesma forma que, na internet, a tendência é uma conversa com o lado oposto.
O segundo ano do governo Dilma Rousseff começa com algumas mudanças de parâmetro. Ela não foi ruim na política quanto apostavam seus opositores e temiam seus adeptos – aliás, parece que a presidenta deu um passo além daquele dado por Lula, a partir de 2005, quando estourou o chamado Escândalo do Mensalão. Na época, até porque em véspera de eleição, o grande enfraquecido foi o PT. Embora os outros partidos da base tenham ficado tão expostos quanto o partido, foi o de Lula que sofreu mais. Lula surfou, com sua popularidade, no vácuo deixado pelo partido. Fortaleceu-se como figura política, mas preservou os demais da coalizão. E, embora tenha tirado de letra a oposição sistemática feita pelos meios de comunicação, esteve no meio de uma guerra constante.
Dilma demitiu ministros por pressão dos jornais. No momento em que anuncia uma reforma ministerial, a maioria dos partidos da coalizão foram alvejados por denúncias. Ela está mais forte que os partidos que a apoiam. E, ironia das ironias, a exposição do vínculo carnal da imprensa com o PSDB, em especial com o grupo de Serra, configurada no “Privataria Tucana”, enfraquece também a mídia nesse momento – aquela que, teoricamente, foi a vitoriosa na batalha de derrubar ministros. No mínimo, nesse processo, a mídia mostrou que tem apenas um lado. Um dos diários nacionais, aliás, cometeu um vanguardismo jornalístico: estabeleceu a norma de ouvir o lado acusado sem mencionar as acusações contidas num livro que, aliás, não foi objeto anterior de sua curiosidade jornalística.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.

A Privataria Tucana vem com tudo em 2012


BLOG O MURAL: Boechat: não há como negar a roubalheira na privataria tucana
Na Bandnews, o colunista Ricardo Boechat tirou "A Privataria Tucana" do fundo do armário e rasgou o verbo:

- Não há como os tucanos negarem que houve roubalheira na privataria;

- Não há como negar as ligações "incestuosas" dos tucanos com Daniel Dantas na privataria;

- É por isso que eles demitem delegado e promove juiz a promotor com tamanha rapidez;

Eis o áudio: por iss

Laurita Salles: Sobre o gráfico que é preciso disseminar

BLOG O MURAL: Recebi do amigos e amigas blogueiros e estou publicando também não concordo com o pagamentos desta divída.
por Laurita Salles
Gostaria que publicassem com destaque o que não se diz:
O que se gasta com juros da dívida no país é 47,19% da Lei orçamentária de 2012.
Depois, funcionários públicos não tem aumento, aposentados também não.
O que que é isso?
Qual a diferença com os ajustes neoliberais?
Acho que o Viomundo não pode omitir-se de discutir sériamente o que a imagem abaixo mostra. Esta deve ser escancarada na blogsfera.
Não dá para achar que está tudo bem.
O propalado “buraco” da Previdência é menos da metade do juro da dívida.
E vem o governo acabar com as aposentadorias dos funcionários públicos.
Isso é o fim do bem estar social. Tente se “aposentar” vc foi roubado, literalmente roubado!
Infelizmente isso é neoliberalismo.
A imagem é forte e didática:


A Folha Online mostra a aprovação do Orçamento para 2012, pelo Congresso Nacional. A proposta prevê a destinação de R$ 1,014 trilhão para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública no ano que vem, o que representa 47,19% de todo o orçamento. Enquanto isso, serão destinados apenas 18,22% para a Previdência Social, 3,98% para a saúde, 3,18% para a Educação, e 0,25% para a Reforma Agrária, conforme se vê no gráfico a seguir.

Apesar de grande mobilização dos aposentados (reivindicando aumento real para as aposentadorias maiores que um salário mínimo) e dos servidores públicos do Judiciário (pela recomposição de perdas inflacionárias), o governo não acatou nenhum destes pleitos, alegando “falta de recursos” e a crise internacional. Desta forma, o governo “combate” a crise da mesma forma que os países do Norte: cortando gastos sociais para salvar o setor financeiro.

A extrema intransigência da Presidente Dilma gerou revolta entre os parlamentares da própria base do governo. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) chegou a executar uma manobra de “obstrução”, por meio do pedido de verificação de quorum, o que faria a sessão se encerrar, e a votação do orçamento ser adiada para o ano que vem. Porém, diante da pressão da base do governo, Paulo Pereira aceitou retirar o pedido de verificação, aceitando em troca apenas a promessa do governo de que irá negociar tais pleitos, além da mera troca do negociador do governo (Duvanier Ferreira seria substituído pela Secretária da Ministra do Planejamento, ou pelo Ministro Gilberto Carvalho). Ou seja: na prática, nada garante que haja um aumento nos recursos para os aposentados ou servidores públicos.

As aposentadorias no valor de um salário mínimo receberão um aumento real, equivalente aos 7,53% aplicados ao salário mínimo. Apesar do governo festejar este aumento, cabe ressaltar que, desta forma, o governo Dilma acumulará, em seus dois primeiros anos, um aumento real médio anual de 3,4%, inferior até mesmo à média de FHC. Continuando-se nesta média anual, serão necessários 37 anos para se chegar aos R$ 2.349,26 exigidos pelo art. 7º, IV da Constituição, que garante um salário que garanta “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.

Outras notícias importantes de hoje – dos jornais Estado de São Paulo e Correio Braziliense – mostram o crescimento brutal do endividamento devido às altas taxas de juros, e também à emissão de mais títulos da dívida para a obtenção de recursos – aos maiores juros do mundo – para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) emprestar a empresas privadas cobrando taxas bem menores.

Finalmente, no plano externo, é interessante destacar também duas notícias – dos jornais Valor Econômico e O Globo – que mostram os privilégios dos bancos, que são salvos pelo estado com dinheiro público. Enquanto o primeiro traz artigo de um ex-economista chefe do FMI, reconhecendo que os bancos privados foram salvos às custas do Estado, o segundo mostra a ajuda de meio trilhão de euros do Banco Central Europeu aos bancos privados, a juros de 1% ao ano, para que estes bancos emprestem aos países, ganhando taxas de juros 5 vezes maiores, ou seja, ganhando às custas do povo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Justiça de São Paulo inventou a ‘jurisprudência’ da impunidade

















BLOG O MURAL: Via http://www.blogcidadania.com.br/  mais uma do nosso governo do Estado de São Paulo. Se qualquer um de nós, cidadãos comuns, sofresse a acusação que o hoje desembargador Francisco Orlando de Souza sofreu em 10 de outubro do ano passado de parte do então delegado da Polícia Civil de São Paulo Frederico Costa Miguel, estaria em maus lençóis. Mas com o desembargadeor não, veja o caso abaixo.

Dirigir sem habilitação e embriagado, desacatar, desobedecer, ameaçar, difamar e injuriar a autoridade policial são os crimes dos quais o delegado acusou oficialmente (via Boletim de Ocorrência) o então juiz de Direito após ele se envolver em uma briga de trânsito.
No último fim de semana, o irmão do delegado entrou em contato comigo pelo Facebook pedindo repercussão do caso. Passou-me o telefone do irmão. Liguei e após longa conversa decidi pesquisar mais o assunto. O que descobri me surpreendeu, indignou e preocupou.
As acusações contra o magistrado estão no Boletim de Ocorrência nº 13.913/2011. De acordo com o registrado, o juiz e outro motorista começaram brigar no trânsito. Quando passaram pela porta da delegacia, o outro motorista teria parado por sentir-se ameaçado pelo juiz.
Investigadores, de dentro da delegacia, ouviram a confusão e saíram à rua. Viram o juiz esmurrando o vidro do carro do motorista com quem discutia. Segundo relatam, quando se aproximaram o juiz passou a agredi-los verbalmente.
O delegado chega e determina que todos entrem na delegacia. Diante de várias testemunhas, Orlando de Souza se identifica como juiz e passa a fazer ameaças enquanto se recusa a colaborar com a elaboração do Boletim de Ocorrência. O delegado lhe dá voz de prisão.
Dois dias depois (12 de outubro), o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Bedran, em sessão especial daquela Corte defende a nomeação de “delegados especiais” para cuidar de casos que envolvam magistrados.
Cerca de uma semana mais tarde, o mesmo Tribunal de Justiça de São Paulo decide promover a desembargador o juiz acusado de tudo isso. Com o novo cargo, ele terá foro privilegiado para ser processado e julgado.
Paralelamente, no mesmo período o Conselho da Polícia Civil se reúne rotineiramente para a última avaliação do delegado Costa Miguel, que como todo delegado em início de carreira estava em experiência. Apesar de ter tido a sua efetivação recomendada pela Corregedoria da Polícia, o Conselho delibera pela sua exoneração.
Em questão de dias após a confusão em que o juiz suspeito de embriaguês ao volante se envolveu, o Tribunal de Justiça toma medidas para fortalecê-lo e a cúpula da Polícia Civil dá início a um processo que culminaria com a demissão do delegado que tentou cumprir a lei.
Esse caso cria uma espécie de “jurisprudência” da impunidade. O agora ex-delegado Costa Miguel está literalmente desempregado. Tudo o que fez para chegar ao cargo (faculdade, concurso etc.), foi jogado fora. Que outro delegado – ou mesmo policial – incomodará juízes que infrinjam a lei?

Felis 2012, Brazil: “Saiam da sala todos aqueles que compraram o livro”



BLOG O MURAL: por Luiz Carlos Azenha

Ops, desculpem, deu um tilt no nosso iPad.

Apenas para lembrá-los que, em 2012, é absolutamente fundamental que a gente se divirta tanto quanto (ou mais) que em 2011.
A CPI da Privataria Tucana é garantia de que não vai faltar assunto.
Tem gente que começou neste finzinho de 2011.
Por exemplo, a turma dos Amigos do Presidente Lula observou que a partir deste primeiro de janeiro o mercado de etanol dos Estados Unidos se abre ao Brasil e previu as manchetes que leremos:
Se o “Bill” Waack der essa notícia no Jornal da Globo, vai dizer que isso aconteceu “graças a FHC e ao plano Real”. A Miriam Leitão vai dizer que o mercado se abriu ao álcool combustível MAS (na Globo sempre tem um “mas” quando a notícia é boa), o mercado continua fechado para a rúcula. Sardenbergh vai dizer na CBN que a notícia não é boa, porque pode impactar no preço da cachaça, afetando a inflação.
O Tijolaço, do Brizola Neto, está esperando pela revolta dos colunistas contra a decisão do governador paulista, Geraldo Alckmin, de aumentar os impostos sobre os produtos da linha branca:
Há quatro anos, a elite paulista lançou o movimento “Cansei”, que tinha como eixo a reclamação contra os impostos. Aliás, a queixa contra tal carga tributária – a qual FHC diz ser “choradeira” – sempre é personagem da tucanagem e da turma do DEM. Portanto, se são sinceros, os nossos amigos visitadores do “impostômetro”,  como Serra e outros, deveriam promover a expulsão do Governador Geraldo Alckmin. Vamos esperar com ansiedade as colunas dos comentaristas econômicos revoltados.
Eu, aqui do meu cantinho, dou risada do fato de que a grande mídia publicou a resposta de Verônica Serra sem ter publicado as acusações que foram feitas à empresária pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Coitado do leitor ou do assinante da Folha, do Globo e do Estadão: Verônica respondeu a acusações que não lhe foram feitas!
Depois os leitores compram o livro ou procuram se informar na blogosfera e eles estranham as vendas recordes do Privataria Tucana e o crescimento estrondoso de nossa audiência.
Para dar uma força a esta sessão memória sobre os grandes momentos cômicos de 2011, trazemos de volta nosso candidato ao Oscar em 2012, produção do Cloaca News que merece o prêmio de melhor roteiro pela imperdível frase “diga para o Merval que eu agradeço o apoio”.
 

Mensalão do PT não chega aos pés da privataria tucana

BLOG O MURAL: O ano começa com uma diputa já em fevereiro entre PT e PSDB, é a já protocolada CPI da Privataria Tucana. Veja o que diz o Eduardo Guimaraes em seu blog o http://www.cidadania.com.br/.

O ano novo começa com a promessa de uma disputa dolorosa para o país.  O Brasil atravessará 2012 discutindo se quem roubou mais  foram os petistas e aliados envolvidos no escândalo do mensalão ou se foram os tucanos envolvidos nas denúncias contra as privatizações de patrimônio público durante o primeiro governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Nos próximos meses, portanto, o escândalo petista e o tucano estarão na berlinda midiática, o que irá desencadear uma verdadeira guerra política, pois os meios de comunicação aliados à oposição tentarão usar o julgamento do mensalão para interferir nas eleições municipais.
Como o inquérito do mensalão deve ser julgado durante o processo eleitoral deste ano, prevê-se que a imprensa deve tentar pressionar o Supremo Tribunal Federal a condenar expoentes governistas de forma a ajudar PSDB, DEM e PPS a elegerem governos municipais a fim de driblarem o processo de enfraquecimento pelo qual esses partidos vêm passando, com significativa redução de suas bancadas no Congresso Nacional.
Por outro lado, a base aliada, fustigada em 2011 por denúncias da mídia oposicionista contra ministros indicados pelos partidos que apoiam o governo federal, parece disposta a não apanhar sem reação. O previsível uso político-eleitoral do julgamento do mensalão fará os governistas se empenharem na CPI da Privataria, que já tem as assinaturas necessárias e já está protocolada na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Independentemente da tragédia que será a contaminação das eleições de prefeitos e vereadores devido à tentativa midiático-oposicionista de usar o julgamento do mensalão como vitamina eleitoral para tucanos e aliados, vale comparar o escândalo petista ao tucano. Afinal, a imprensa já tomou partido nessa disputa patética e há anos vem tentando transformar o mensalão no “maior escândalo de corrupção da história”.
Comparando-se os dois escândalos, porém, essa teoria se torna risível. O mensalão, basicamente, teria sido compra de apoio de parlamentares pelo governo Lula para votarem a favor de suas proposições ao Congresso Nacional. As cifras envolvidas, no entanto, mal se comparam às que transparecem no livro A Privataria Tucana.
A tese do mensalão é a de que a empresa de cartões de crédito Visanet (hoje Cielo) teria recebido dinheiro público do Banco do Brasil e repassado às agências de publicidade DNA e SMP&B, do publicitário Marcos Valério, quem, através do Banco Rural, teria pago mensalidades a deputados da base aliada do governo Lula.
Segundo o relator do inquérito do mensalão no Supremo, ministro Joaquim Barbosa, o montante de recursos públicos que pode ter abastecido o suposto esquema do mensalão seria de R$ 73 milhões. Esse seria o que a imprensa oposicionista chama de “maior escândalo de corrupção da história”.
Abaixo, as coincidências entre saques no Banco Rural e as votações do Legislativo que o governo Lula teria vencido por subornar parlamentares e partidos aliados.
1 – A reforma tributária aprovada na Câmara em 24 de setembro de 2003 se conectaria a pagamentos de R$ 1,212 milhão nos dias 23, 25 e 26 daquele mês e ano;
2 – A reforma tributária modificada no Senado em 17 de dezembro de 2003 se conectaria a pagamentos de R$ 470 mil no mesmo dia 17 e no dia 19;
3 – A Medida Provisória (MP) do salário mínimo aprovada na Câmara em 2 de junho de 2004 teria contrapartida de saques de R$ 500 mil no Banco Rural na mesma data;
4 – A MP do salário mínimo aprovada em 23 de junho de 2004 na Câmara após passar pelo Senado coincidiria com saques no total de R$ 200 mil no mesmo dia;
5 – Votação do status de ministro para o presidente do Banco Central ocorrida em 1º de dezembro de 2004 teria gerado pagamentos no total de R$ 480 mil em 29 e 30 de novembro daquele ano.
6 – A MP dos Bingos aprovada em 30 de março de 2004 teria gerado pagamentos totais de R$ 200 mil no dia anterior.
7 – A Reforma da Previdência aprovada em primeiro turno na Câmara em 5 de agosto de 2003 teria tido a contrapartida de R$ 200 mil no dia seguinte.
8 – A Reforma da Previdência aprovada em 27 de agosto de 2003 teria gerado propinas no valor de R$ 200 mil aos deputados governistas nos dois dias anteriores, 25 e 26.
9 – A Reforma da Previdência aprovada no Senado em 26 de novembro de 2003 teria gerado pagamentos totais de R$ 400 mil no mesmo dia e no dia seguinte.
10 – A Reforma da Previdência aprovada Senado em segundo turno em 11 de dezembro de 2003 resultaria em pagamentos de R$ 120 mil um dia antes.
O total de R$ 3,98 milhões sacados por parlamentares no Banco Rural deixa muito a descobrir sobre o restante dos tais R$ 73 milhões a que alude o ministro Joaquim Barbosa, mas mesmo que toda essa dinheirama tivesse sido rastreada – e até já pode ter sido, mas só se ficará sabendo quando ocorrer o julgamento do mensalão –, mal se compara às cifras que foram COMPROVADAMENTE pagas aos parentes e assessores de José Serra em períodos coincidentes com as privatizações do governo FHC.
O livro-bomba da privataria mostra que valores como os que foram detectados como tendo sido pagos a deputados “mensaleiros” (R$ 3,98 milhões) chegavam a ser pagos em poucas semanas, durante anos, a parentes e assessores do ex-deputado, ex-senador, ex-ministro, ex-prefeito e ex-governador tucano. O total de propinas nas privatizações, calculado pelo livro, ultrapassa a casa dos 2 bilhões de reais.
Além disso, as denúncias contra as privatizações tucanas envolvem gigantescas movimentações financeiras em paraísos fiscais por meio de contas e subcontas em instituições financeiras nacionais e estrangeiras envolvidas com lavagem de dinheiro do terrorismo e do tráfico de dogas. Isso sem falar no aumento exponencial do patrimônio dos envolvidos.
Pode-se dizer, tranquilamente, que evidências como as que pesam contra petistas e aliados no escândalo do mensalão existem muito mais contra tucanos no escândalo das privatizações. Na verdade, se a régua usada para acusar os “mensaleiros” tivesse sido usada contra os “privateiros”, teria havido – ou estaria havendo – também um inquérito da Privataria no Supremo.
Para entender por que um escândalo muito maior – que envolve quase cem bilhões de reais de dinheiro público, o montante das privatizações tucanas – jamais foi investigado e denunciado como foi o escândalo do mensalão, há que voltar a agosto de 2007. Então, o ministro do Supremo Ricardo Lewandovsky foi flagrado por jornalista da Folha de São Paulo dizendo ao telefone que ele e seus pares haviam acabado de aceitar o inquérito do mensalão por pressão da mídia, ou, como disse textualmente, “Com a faca no pescoço”.
Como se sabe, com exceção da Folha de São Paulo, que dedicou algumas matérias críticas ao obscuro processo de privatizações do governo FHC, a grande imprensa, hoje na oposição, jamais incomodou o governo tucano. Pelo contrário: até por ter comprado boa parte do que foi privatizado na telefonia, a imprensa defendia furiosamente aquele processo.
Nos próximos meses, portanto, conforme for se aproximando o julgamento do mensalão, a imprensa será inundada por pressões contra o Supremo Tribunal Federal para que, em pleno processo eleitoral, condene petistas graúdos como José Dirceu a fim de desmoralizar o PT e ajudar o PSDB e aliados a recuperarem um pouco do poder que vêm perdendo.
Enquanto isso, assim como a imprensa esconde ou desqualifica o explosivo livro A Privataria Tucana, deverá tentar esconder ou distorcer a CPI que se pretende instalar para investigar as denúncias que a obra do jornalista Amaury Ribeiro Jr. contém. Se o PT e seus aliados não denunciarem isso, o julgamento do mensalão poderá lhes produzir uma catástrofe nas urnas.
Se o PT e seus aliados não se acovardarem, portanto, o país descobrirá que o mensalão está muito longe de ser o “maior escândalo de corrupção da história”, pois as privatizações do governo FHC, sim, é que constituem não só o maior escândalo político do Brasil, mas, muito provavelmente, um dos maiores do mundo, se não for o maior.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Novo mínimo vai pôr mais R$ 47 bi em circulação no país

BLOG O MURAL: Segundo o Dieese, o reajuste do piso nacional representa um aumento real de 9,2% na economia do país, é um inclemento no comércio em geral, mas o setor de consumo será o que mais vai ganhar com o aumento salarial dos trabalhadores que ganham até um salário mínimo.


Folha SP

O novo valor do salário mínimo -de R$ 622, que passa a vigorar em 1º de janeiro- colocará mais de R$ 47 bilhões em circulação na economia, segundo nota divulgada ontem pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Considerando o valor de R$ 545, vigente desde março deste ano, o salário mínimo apresentou variação nominal de 14,13%, o que representa aumento real (descontada a inflação) de 9,2% entre março de 2011 e janeiro de 2012.Se, em vez de março, a base considerada for janeiro de 2011, o ganho será de 8,59%.

A entidade ainda estimou o impacto que o novo mínimo deverá causar na economia e prevê que o incremento na renda vai aumentar em R$ 22,9 bilhões a arrecadação tributária.Pelas contas do Dieese, 48 milhões de pessoas têm rendimento referenciado pelo valor do salário mínimo.Já para a Previdência, o impacto do aumento para R$ 622 (variação de R$ 77) significará custo adicional ao ano de cerca de R$ 19,8 bilhões.


REAJUSTE

O reajuste segue a sistemática convertida em lei neste ano: a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, apurado pelo IBGE) acumulada desde o reajuste anterior, mais a taxa de crescimento da economia de dois anos antes.

O reajuste real do mínimo será o maior desde o ano eleitoral de 2006. A alta será de 7,5%, correspondentes ao crescimento do Produto Interno Bruto no ano passado.

O valor do mínimo ainda pode subir se o INPC de dezembro, que só será conhecido em janeiro, superar as estimativas oficiais. Nessa hipótese, o piso salarial será corrigido em fevereiro, sem retroatividade.

sábado, 31 de dezembro de 2011

UM ANO TERMINA E OUTRO ANO VEM........

BLOG O MURAL:  Para encerrar este velho ano, uma receita de Ano Novo dada pelo poeta Carlos Drummond de Andrade:

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido

(mal vivido ou talvez sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,

novo até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?).

Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido

pelas besteiras consumadas

nem parvamente acreditar

que por decreto da esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.


Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Só ele não sabia: Alckmin admite erro em estatísticas do crime em São Paulo


    BLOG O MURAL: Via Os amigos do presidente Lula. Esta explicada a queda dos índices de violência em São Paulo, dados manipulados e vendidos a quem interessar possa. Só o governador tucano não sabia! Esse é o PSDB, privatiza até a informação.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou na manhã de ontem [28/12] que os erros nas estatísticas criminais da Secretaria de Estado da Segurança Pública “serão corrigidos imediatamente”. Com isso, o aumento desse tipo de crime neste ano, até novembro, foi de 19,48% em relação a 2010, e não os 15,58% anunciados segunda-feira pela secretaria.

No mesmo dia, uma reportagem do jornal Agora mostrou que as estatísticas oficiais ignoraram 43 casos de homicídios na Grande São Paulo.Durante solenidade na qual realizou a entrega de carros para a Polícia Militar, em Ribeirão Preto, ao ser questionado sobre o assunto, Alckmin disse que “isso vai ser corrigido imediatamente”.

A respeito das falhas nos números, o governador afirmou que “é preciso verificar, apurar e punir”. Punir quem? O delegado? As informações precisam ser confiáveis, até para que a população acredite no governo e na polícia. Bem preocupante, também, foi a revelação de que a quantidade de latrocínios – os roubos que terminam com a morte da vítima – subiu 15% no mês passado

foto; google.com

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

TERRA EM TRANSFORMAÇÃO – AGRONEGÓCIO OU AGROECOLÓGICA

BLOG O MURAL: Para você que luta pelo meio ambiente, por um país mais soberano, por uma sociedade mais justa ou simplesmente por uma alimentação mais saudável, esse filme é importantíssimo.

Com o excelente documentário Terra em transformação – agronegócio ou agroecológica, é possível entender um dos temas mais relevantes do Brasil e que poucos brasileiros têm ciência.

O desenvolvimento de produtos químicos e tecnologia voltada à agricultura se encontra nas mãos de poucas empresas multinacionais, que exercem enorme influência nos governos e no destino da fome da humanidade, sem falar nos gigantescos problemas ambientais e na saúde dos que estão envolvidos na produção e no consumo desses alimentos. Para fazer frente a todo esse modelo, existe a agroecologia.

Neste final de ano, e um ano que Deus abençoou a nossa vida e nossa cidade, paremos para pensar no ano que entra e ver o que queremos para nossa cidade, para nosso Brasil e para nosso Mundo. A ecologia é moda nos dias atuais, mas sera que conhecemos mesmo o que de fato é ecologia?

Assistir esse vídeo não é concordar com ele, mas é pelo menos conhecer o outro lado da história e da nossa vida e decidir com quem queremos caminha com a mídia que mostra só que interessa a ela ou com a minoria que tenta a todo custo enfrentar esse mundo desigual que nos é imposto

Via DOC Verdade


TERRA EM TRANSFORMAÇÃO – AGRONEGÓCIO OU AGROECOLÓGICA

Brasil e Suécia, 2010, 36min.

Direção: Nils Bucher, Michaela Danielsson, Lisa Persson




terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Comentário de Luiz Carlos Prates - Santos 0 x 4 Barcelona

BLOG O MURAL: O mundo anda mesmo de cabeça para baixo assista este comentário do jornalista do SBT, que já foi alvo de muitias cliticas e até demitido da RBS Sul filiada a Globo. Ele criticia Neymar, o futebol do Brasil, os comentaristas e narradores de futebol do centro do país que é Rio e São Paulo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL A TODOS

BLOG O MURAL: O blog da um tempo neste dia de Natal desejando a todos um FELIZ NATAL e volta no dia 26. Posto aí dois vídeo um da musica menino Jesus gravado com vários artistas do nosso Brasil sem muito reconhecimento da nossa mídia nativa, o outro vídeo e da Presidenta Dilma Ruseff falando no final do ano a todos os brasileiros e brasileiras.



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Desemprego é o menor da história.

BLOG O MURAL: O mercado de trabalho brasileiro nunca esteve tão maduro e diversificado. Ainda há espaço para avanços, principalmente no setor terciário, onde a informalidade é maior. Mas os números mostram um cenário inédito no país. Em novembro deste ano, a taxa de formalização alcançou 53,4% da população ocupada, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo mês, a taxa de desocupação chegou ao menor nível já registrado: 5,2%.
Isso mostra que o desemprego caiu sem que as pessoas ocupassem vagas informais. A carteira assinada é o primeiro passo para que o trabalhador seja mais valorizado. A isso se somam os benefícios garantidos por lei e, vez ou outra, até mesmo bônus e participação nos lucros e resultados da empresa, que são acordados nas convenções coletivas de algumas categorias. No acumulado de 12 meses que se encerram em outubro de 2011, 70,6% da população ocupada eram contribuintes da Previdência Social. Há cinco anos, o índice era 10% menor (63% da população ocupada), segundo o IBGE.


O grau de maturidade do mercado de trabalho brasileiro não deve dar espaço a uma formalização ainda mais acelerada nos próximos anos. Analistas dizem, inclusive, que a taxa de desemprego em 5,2% é muito baixa, o que pode atrapalhar o crescimento do país, uma vez que o avanço da população economicamente ativa ocorre em maior velocidade que o da geração de empregos, apesar de sabermos que boa parte deste empregos gerados são demandas de período natalino. Veja abaixo a reportagem do Valor Econômico.

Carlos Giffoni | Valor

De São Paulo

O mercado de trabalho brasileiro nunca esteve tão maduro e diversificado. Ainda há espaço para avanços, principalmente no setor terciário, onde a informalidade é maior. Mas os números mostram um cenário inédito no país. Em novembro deste ano, a taxa de formalização alcançou 53,4% da população ocupada, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo mês, a taxa de desocupação chegou ao menor nível já registrado: 5,2%.
Isso mostra que o desemprego caiu sem que as pessoas ocupassem vagas informais. A carteira assinada é o primeiro passo para que o trabalhador seja mais valorizado. A isso se somam os benefícios garantidos por lei e, vez ou outra, até mesmo bônus e participação nos lucros e resultados da empresa, que são acordados nas convenções coletivas de algumas categorias. No acumulado de 12 meses que se encerram em outubro de 2011, 70,6% da população ocupada eram contribuintes da Previdência Social. Há cinco anos, o índice era 10% menor (63% da população ocupada), segundo o IBGE.
O grau de maturidade do mercado de trabalho brasileiro não deve dar espaço a uma formalização ainda mais acelerada nos próximos anos. Analistas dizem, inclusive, que a taxa de desemprego em 5,2% é muito baixa, o que pode atrapalhar o crescimento do país, uma vez que o avanço da população economicamente ativa ocorre em maior velocidade que o da geração de empregos.
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O aumento real de 26,21% do rendimento médio da população ocupada no Brasil entre novembro de 2003 e novembro de 2011 é reflexo direto desse processo de formalização. De acordo com o IBGE, hoje está em R$ 1.623,40, o equivalente a três salários mínimos. Mas não é apenas no formato de salário que o trabalhador com carteira assinada recebe mais. “Há uma série de benefícios no emprego formal que não estão aparentes no salário, como o direito a férias, ao fundo de garantia, ao aviso prévio, ao seguro-desemprego e de saúde, subsídios para o transporte e alimentação. São itens que não entram em forma de dinheiro no bolso do trabalhador, mas que diminuem os seus gastos”, diz Carlos Aguiar, gerente da consultoria Millennium RH.
Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), lembra que esse aumento na remuneração dos trabalhadores está valendo mais em 2011. Segundo ele, os domicílios brasileiros ficaram 10% menores na última década. Isso quer dizer que há menos pessoas sendo sustentadas por um mesmo salário – que cresceu nesse período.
“O salário cresceu, o emprego cresceu, mas o poder de compra do trabalhador cresceu ainda mais com a expansão do crédito e dos benefícios sociais”, diz Neri. Para ele, a formalização do mercado de trabalho brasileiro ajuda a garantir a disponibilidade de crédito para o consumidor, que hoje pode dar garantias maiores de que vai quitar suas dívidas.
A construção civil se destaca quanto à formalização. Entre 2003 e 2011, o índice de pessoas com carteira assinada passou de 25,5% para 39,9% – o que foi acompanhado de um aumento no salário médio. Somente nos últimos 12 meses, houve um aumento real de 3,4%. “Como falta mão de obra especializada, as empresas do setor têm adotado o sistema de produtividade como forma de remuneração variável. Um trabalhador pode ganhar até 30% a mais do salário em um mês dependendo de quanto ele produzir”, diz Ana Carolina Huss, diretora de recursos humanos da Direcional Engenharia, construtora com investimentos no programa Minha Casa, Minha Vida.
No setor privado, o percentual da população ocupada com carteira assinada passou de 39,5% para 48,9% entre os meses de novembro de 2003 e 2011. Ao mesmo tempo, a remuneração média real cresceu 13,89% nesse período e era de R$ 1.499,60 em novembro deste ano. Os sem carteira, que antes eram 14% da população ocupada, agora são 10,3%. Neste grupo, a remuneração média real cresceu ainda mais na comparação com novembro de 2003: 32,36%, para R$ 1.129,90. Isso é explicado principalmente pela valorização do salário mínimo, que atinge fortemente o emprego informal no país.
O perfil do empregado também mudou. De 2003 para cá, aumentou 40,6% o número de funcionários que trabalham entre 40 e 44 horas por semana. Já os que trabalham entre 45 e 48 horas semanais aumentaram 12,31%, enquanto aqueles que trabalham mais de 49 horas diminuíram 13%. “Se eu mantenho o salário e trabalho menos horas, isso quer dizer que tive um ganho real de remuneração por hora trabalhada. Além de ganhar tempo para o lazer. A redução da jornada reflete no orçamento doméstico”, afirma Neri.
Esse conjunto de alterações nos últimos anos refletiu diretamente na composição da sociedade brasileira. Cerca de 30 milhões de pessoas foram incorporadas à classe média. “A formalização no mercado de trabalho é um dos principais fatores, se não o principal, de formação da atual classe média brasileira”, diz Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da FGV. “O grande desafio é aumentar a produtividade do nosso trabalhador, qualificando a mão de obra disponível

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O tucano Duarte Nogueira paga motorista com dinheiro público

BLOG O MURAL: O deputado federal Duarte Nogueira (SP), líder do PSDB na Câmara, paga com dinheiro público um motorista particular que atende a seus filhos no interior paulista.

 


José Paulo Alves Ferreira, conhecido como Paulo Pedra, é desde julho contratado como secretário parlamentar pelo gabinete do deputado tucano, com salário que pode chegar a R$ 1.900,00, a depender de gratificações.

O expediente é cumprido em Ribeirão Preto, base eleitoral de Nogueira e onde moram os filhos. O deputado confirmou que o motorista atende a seus filhos, mas só "fora do horário comercial" e quando o parlamentar não está na cidade. Ele afirmou "não ver nada demais nisso".

As regras da Câmara permitem o trabalho do assessor no Estado, mas a atividade deve ser inerente ao exercício do mandato parlamentar.

O Ministério Público Federal considera desvio de função a atuação de servidores em tarefas particulares.

Em setembro, o Ministério Público Federal do Distrito Federal abriu investigação contra o ex-ministro Pedro Novais (PMDB-MA).

O peemedebista deixou o Ministério do Turismo após  denuncias  que ele pagava a doméstica e o motorista de sua mulher com dinheiro público. Nogueira foi um dos que pediram a investigação.

"Uma denúncia de prática de ilegalidade ou imoralidade por um ministro de Estado é gravíssima e não pode ser deixada de lado pelos poderes constituídos para ser esquecida pelo tempo", afirmou o deputado à época.

Neste ano, ele ingressou com 41 pedidos de investigação contra ministros e servidores alvos de denúncias.

A Folha acompanhou a rotina do motorista de Nogueira durante cinco dias na última semana. Ferreira dirige um Toyota Corolla, que está em nome da mãe do deputado, com quem ele mora.

Em dois desses dias, o motorista levou um filho do deputado a uma casa de ensaios de bandas de música.

A Folha também teve acesso a outras imagens anteriores do motorista conduzindo os filhos do deputado a um colégio, escola de inglês e curso de música.

O motorista também leva e busca as crianças em festas nos finais de semana.(Na Folha para assinantes)


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Ginástica rítmica e artística comemoram bons resultados de 2011

BLOG O MURAL: A repercusão da boa fase da ginastica no país é sentida em Porto Feliz, veja a matéria do portal oficial da cidade. http://www.portofeliz.sp.gov.br/

As alunas das modalidades de ginástica rítmica desportiva e ginástica artística da Coordenadoria Municipal de Esportes participaram de uma apresentação que marcou o encerramento das atividades do ano de 2011.
A exibição da ginástica rítmica aconteceu no dia 30 de novembro. Mais de 50 alunas pertencentes às turmas de iniciação, intermediário e competição apresentaram-se para um bom público na quadra de esportes da EMEF “Professor Domingos de Marco”. Foram apresentadas coreografias com os aparelhos bola, fita, arco, corda e mãos livres, além das coreografias que levaram o município de Porto Feliz a conquistar a medalha de bronze nos Jogos Regionais de 2011 no mês de julho.
Todas as alunas receberam medalhas como premiação pelas atividades desenvolvidas neste ano. A ginástica rítmica, modalidade exclusivamente feminina, retoma as atividades na segunda quinzena de janeiro, sob a responsabilidade da professora Natália Globckner Ambrózio e da estagiária Ana Cláudia Vieira Amaral.
A apresentação da ginástica artística aconteceu na sede da Coordenadoria de Esportes, na última segunda-feira, 5. Cada uma das 25 atletas se apresentou em um circuito formado por quatro exercícios diferentes: solo, trave de equilíbrio, barras assimétricas e salto sobre a mesa. Com uma apresentação bastante didática, as alunas da iniciação e do intermediário encantaram o público. As atletas da equipe de competição – campeã dos Jogos Regionais 2011 – deram um verdadeiro show, arrancando aplausos do público.
No encerramento, as alunas campeãs dos Jogos Regionais receberam suas medalhas das mãos do vice-prefeito e secretário de Educação, Cultura e Esportes, Júlio César Bronze, e do delegado regional de Esportes da 8ª Região Esportiva do Estado de São Paulo, José Roberto Medina. Nos Jogos Regionais, por uma falha da Secretaria de Estado, as atletas receberam somente medalhas de bronze ao término da competição. Com o auxílio do delegado de Esportes, que assumiu a função a menos de uma semana, a questão foi resolvida e as atletas porto-felicenses receberam premiação correta.
Ao final do evento, todos os participantes receberam medalhas pelas apresentações. O coordenador de Esportes, Alexandre Dalsóglio Dario, também acompanhou os eventos.  “O ano de 2011 foi especial para a modalidade. Além das medalhas e títulos dos Jogos Regionais. as equipes mirim e infantil foram destaque na Liga Regional de Ginástica Artística de São Carlos”, lembrou Dario.

O Mandato: 2010 / 2011







BLOG O MURAL:   O vereador Urias de Oliveira ocupa uma das nove cadeiras no Poder Legislativo em Porto Feliz. Desenvolve projetos voltados à Cultura e Saúde. Busca atender a população e trabalhar em prol a sociedade. Filiado ao Partido dos Trabalhadores, Urias conta o significado da política na sua vida, o trabalho que desenvolve na Câmara dos Vereadores e revela o próximo passo para 2012: o lançamento de seu livro, onde presta homenagem ao partido na sua cidade. Assista!

Reinauguração Chapeuzinho Vermelho, no dia 17

BLOG O MURAL:A Prefeitura de Porto Feliz reinaugurou o Centro de Educação Infantil Municipal (CEIM) “Chapeuzinho Vermelho”, na Vila Progresso, no sábado, 17 de dezembro. A unidade foi revitalizada e ganhou novas salas para atender a um número maior de crianças a partir do próximo ano.

Na última segunda-feira, 12, o vice-prefeito de Porto Feliz e secretário de Educação, Cultura e Esportes, Júlio César Bronze (PT) esteve no CEIM acompanhando a finalização da obra e falou sobre a reabertura da creche. “Podemos dizer que é uma nova Chapeuzinho Vermelho. Não fizemos apenas uma simples reforma, foi uma obra completa. Todos os ambientes foram ampliados, como a cozinha, o refeitório, os banheiros, a sala de direção, a lavanderia. Temos sanitário adaptado para portadores de deficiências físicas e também construímos novas salas de aula para atendermos mais crianças. Todo sistema hidráulico e elétrico foi trocado. É praticamente uma nova creche, maior, mais confortável e mais bonita. Nossas crianças certamente serão atendidas da melhor forma”, afirma. A visita foi acompanhada pelo diretor de Obras Públicas, Planejamento Urbano e Habitação, Sandro Marcelo Bello.

O vereador Urias de Oliveira (PT) também fiscalizou a obra durante o processo de reforma. Foram visitados mais de cinco canteiros de obras fiscalizadas, entre elas: o prédio do INSS, o estádio municipal Ernesto Rocco, as casas no bairro Rolando Giuli (já entregues), a EMEF Zilda Thomé e a reforma na creche.

O CEIM tem capacidade para atender 75 crianças na faixa etária de 4 a 5 anos. No local, trabalham 26 servidores públicos, entre professores, auxiliares, merendeiras, serviços gerais, administrativo e gestores. A reforma e a ampliação do local foram realizadas com recursos próprios. “A ampliação e revitalização da creche da Vila Progresso está dentro da nossa proposta de governo para aumentar o número de crianças atendidas em Porto Feliz. Esse é um compromisso nacional de universalização do ensino infantil”, disse o prefeito de Porto Feliz, Cláudio Maffei (PT).

No período em que a unidade esteve em obras, as crianças continuaram a ser atendidas em um imóvel alugado pela Prefeitura na Rua Adolfo Ferrari, nº 60, no Jardim Santa Elisa. O CEIM “Chapeuzinho Vermelho” fica na Avenida Armando Salles de Oliveira, s/nº, na Vila Progresso.

Fonte: A. I. Prefeitura Municipal

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Desejo à todos...

O Globo Diz: Tucano corra que as Algemas vem aí.

BLOG O MURAL: É no minimo intrigante ver os meios de comunicação do país tentar defender o indefensavél. Ao ler hoje o editorial de o Globo constatei que eles já estão se preparando para as prisões de tucanos e coligados de alte plumagem, olha lá se não for juntos algum dono de veículos de comunicação. Você sabem quem eram o propietário da lojas Daslu que o editorial cita? A Filha do José Serra e irma de Daniel Dantas. Leia o editorial abaixo.

O Globo - 15/12/2011   

Discriminação e arbítrio no uso de algemas


APolícia Federal, a partir do primeiro governo Lula, realizou várias operações de repercussão. Batizadas por nomes criativos, as investidas policiais, sempre acompanhadas pela imprensa, convocada com antecedência, geravam imagens de impacto para o noticiário.

Raras operações não eram contra empresários acusados de sonegação ou de estar ligados a algum esquema de corrupção. Intencionalmente ou não, a linha de trabalho da PF conquistou apoio popular. Pessoas bem vestidas e algemadas pareciam reforçar a ideia de uma polícia de fato "republicana" - como costumava qualificar o então ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos -, um órgão público de Estado cumpridor da lei, blindado contra interferências políticas.

Não demorou para se detectarem os excessos. Um deles, a própria exposição de acusados como se já culpados fossem. Se a detenção conquistava grande destaque, o mesmo, é claro, não ocorria com o habeas corpus concedido pelo juiz, por considerar que o inquérito policial, de formulação precária, não justificava a prisão preventiva. Mas o show já havia sido dado.

O uso de algemas sem justificativa era constante. O desvio ficou evidente em pelo menos duas operações da PF em 2005: na sede da Daslu, à época grande e sofisticada loja em São Paulo, e para deter executivos e acionistas da Schincariol, fabricante de cerveja. Prisões foram feitas em dez estados, além de São Paulo e Rio de Janeiro. E era indiscutível que se abusara das algemas. As operações, contra sonegação, fizeram aumentar as críticas. Em algum momento, a própria PF anunciou a criação de normas de conduta, mas, em agosto de 2008, depois de detenções feitas na Operação Satiagraha, um festival de irregularidades, o Supremo Tribunal Federal baixou súmula para limitar o uso de algemas, punir abusos e exigir a justificativa, por escrito, da polícia, quando fossem utilizadas. A Corte foi levada a endurecer diante do caso de um preso acusado de homicídio ter comparecido ao tribunal do júri algemado. O STF anulou o julgamento.

Como mostrou reportagem de ontem do GLOBO, a súmula não "pegou", é letra morta, mesmo sendo "vinculante" - todas as instâncias inferiores da Justiça têm de obedecer a ela. Não é o que acontece. Há vários argumentos a favor da algema, inclusive o da proteção do próprio preso. Nos Estados Unidos, pelo menos em Nova York, nem Strauss-Kahn, ainda diretor-gerente do FMI, escapou delas. Mas, se a lei estabelece que cada caso é um caso e exige a explicação formal de por que o preso foi manietado, a regra tem de ser cumprida. Se não, cai-se num vácuo em que vale aquilo que decidir o policial. Dois exemplos recentes são esclarecedores do espaço existente para o desmando: enquanto Marcos Valério, do mensalão, foi detido sem ser algemado, William da Rocinha, acusado de conivência com o tráfico, apareceu para ser fotografado com argolas nos pulsos.

O comportamento dos policiais no caso de Marcos Valério, sempre envolvido em operações obscuras, foi correto. Por que não fizeram o mesmo com William, não conhecido por ser de "alta periculosidade"? Pelas explicações oficiais, deduz-se que não se cumpriu a súmula do STF, ou seja, não houve justificativa específica por escrito. É grande a tentação de se criticar a diferença de atitude da polícia nos dois casos pela discriminação social e racial. Mais um motivo para ser cumprida à risca a súmula do Supremo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

“A Privataria Tucana”: Comentário de política com Bob Fernandes

BLOG O MURAL: O silêncio insurrecedor da mídia nativa ainda faz doer nos ouvidos, ou eles falam ou vão mais uma vez perder a credibilidade ou o resto que detem dela.

Segundo o autor, um dos principais beneficiários do esquema teria sido o tucano José Serra e familiares dele. Amaury diz também que Serra montou um esquema para espionar o então governador mineiro Aécio Neves, que estava crescendo junto às bases do PSDB.



Para Amaury, o livro não foi bem recebido na imprensa por fazer muitas críticas sobre o comportamento da mídia nas eleições. Ainda de acordo com ele, Serra tentou negociar com o dono da editora para tentar barrar o livro.

Assista os vídeos abaixo: