
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
"O caso Yeda - 2". O que faz Serra e Aécio colocarem a barba de molho.

Lula amplia vitrine expondo-se em jornais regionais, e o PIG grita de raiva.

Sob Lula, a vitrine presidencial, que já era ampla, tornou-se ainda mais larga e vistosa.
O presidente adotou a prática de “falar” para os jornais regionais. Foram 19 “entrevistas” em 2008; oito nesse início de 2009, informa o Painel.
Diante de um espirro do presidente, a grande “imprensa golpista” dirá que é gripe. Jornais pequenos tendem a gritar ‘saúuuuuude’.
E assim Lula evita a asia dos grande jornalões da terra nativa até quando isso vai perdurar e que vamos ver.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
"A volta do SERRAcard"

Os DEMOS-TUCANOS não têm como fugir do plebiscito, mas que serão as eleições de 2010.

BLOG DO U: Os DEMOS-TUCANOS não têm como fugir do plebiscito que serão as eleições de 2010. Serão confrontados os oitos de FHC com os oito de Lula com crise e sem crise. Serra e DILMA terão que estar bem preparados para defender os acertos e os erros dos seus partidos no governo.
Não há como os DEMOS-TUCANOS esconder que são neoliberais e que ajudaram a enterrar a esperança do povo brasileiro durante os anos noventa.
Será uma eleição bem interessante e cômica vendo o candidato DEMO-TUCANO negar as políticas neoliberais de FHC durante a campanha como o Geraldo fez na campanha anterior. Isso ainda vendo o neoliberalismo em água pelo mundo a fora.
Vai ser bem interessante ver a Dilma destroçar os DEMOS-TUCANOS Serra ou Aécio durante os debates. Munições não faltarão à DILMA para questionar o que eles pensam fazer melhor do que o governo do PT durante os oitos anos.
O povo vai querer voltar às mãos dos DEMOS-TUCANOS? Este pessoal que á aliado incondicional dos EUA, que olham mais para fora, do que para o povo brasileiro?
Escrevam aí que vou dizer: será a maior vitória da história republicana brasileira de um partido de esquerda e seus aliados.
O desespero tomou conta da mídia partidária do país e infelizmente teremos uma guerra fratricida nas eleições de 2010. A mídia DEMO-TUCANA pagará cara a derrota e os primeiros indícios de 2009 não nos deixam perceber outra coisa se não esta visão.
No entanto, para o bem do país, as armas do governo Lula são bem maiores do que a mídia DEMO-TUCANA, mesmo porque os blogueiros já começaram a batalha pela informação e comunicação.
Uma boa parte da militância já deixou as ruas pela internet que é um espaço que está se agigantando e comendo pelas beiradas a mídia tradicional. Esta que ainda não acordou para esta realidade, achando que são ainda a toda poderosa formadora de opinião.
“Alguns acreditam no PSDB. Outros preferem duendes”
BLOG DO U: Não acho que o PSDB acabou, mas é um PSDB na derradeira de ser exterminado da 1ª divisão, se por um lado o PT corre serio risco de encolher nestas eleições de 2010 e a mostra disso é a força que faz Lula para sair com seu partido unido no estado de São Paulo onde se concentra 40% do eleitorado brasileiro, por outro lado o PSDB também corre serio risco de ser rebaixado à segunda divisão da política brasileira, tais como os partido de alugueis que hoje afunda nossa democracia.
Sendo assim podemos dizer que o fiel (mas nem tanto assim) o PMDB é uma noiva bem cobiçada, mas com aquela duvida do noivo, casar com essa noiva (PMDB) requer arrastar a sogra os cunhados e tios etc... para lua de mel, coisa que muitos partidos (noivo) torcem o nariz.
Enfim é esperar para ver quem se saíra melhor desta festa PT ou PSDB, apostem suas fichas e deixem o jogo e seus jogadores correrem.
Mas o artigo na revistá Època reflete um pouco disso que relatei acima.
Colunista da revista Época Paulo Moreira Leite, explica bem a armadilha em que o PSDB e Serra se meteram.
1. Montaram alianças com a fina flor do neoliberalismo, indo no canto de sereia de FHC.
2. Aliados do neoconservadorismo mais primário, ficaram amarrados para criticar o calcanhar de Aquiles da política econômica de Lula - o Banco Central.
3. Deixaram de lado a visão não ideológica de privatização e estatização. Tornaram-se neoliberais de carteirinha, embora não o fossem anos atrás.
4. Prisioneiros da direita inculta, não conseguem tratar a Bolsa Família e outras políticas sociais da maneira correta: reconhecendo os méritos e propondo aprimoramentos.
5. O que resta? Dossiês, escändalos, factóides. Hoje em dia, embora tivesse os melhores quadros intelectuais da política, sabe-se o que o PSDB faz - CPI dos Grampos, defesa de Dantas, factóides com a Veja -, mas não se sabe o que ele pensa.
6. Não faltaram avisos a Serra antes que cometesse o erro definitivo de sua carreira: grudar-se a FHC e aceitar seus aliados e seu estilo.
Artigo do Paulo Moreira Leite - Época
O artigo retrata bem a esquizofrenia atual dos tucanos.
“Alguns acreditam no PSDB. Outros preferem duendes”
Fonte blog do nassif
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Lula diz não a Chavez: Brasil não quer gasoduto porque será auto-suficiente

La decisión supone un nuevo y duro revés a las pretensiones del líder venezolano de consolidarse como el gran líder integrador del subcontinente suramericano. También da al traste con la intención del Gobierno de Caracas de garantizar la venta de sus hidrocarburos en todo el Cono Sur.
De esta manera, Brasil continúa su senda imparable hacia la autosuficiencia energética. El presidente Luiz Inácio Lula da Silva ha convertido este asunto en uno de los caballos de batalla en materia económica de su segundo mandato, porque sabe que de ello también dependerá la consolidación de su país como nueva potencia en el tablero internacional. En los últimos años, el gigante suramericano no ha parado de descubrir petróleo y gas natural en sus aguas, ha potenciado a tope la producción de los biocombustibles y, poco a poco, ha ido cortando su dependencia de gas y petróleo provenientes de países vecinos como Bolivia o Venezuela. Es en este contexto donde el Gobierno de Brasilia ha comunicado su salida del proyecto de gasoducto que conectaría el norte de Venezuela con la Tierra del Fueg
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Acabou a brincadeira com a crise. Será?

Deram um tiro no próprio pé, como cansei de alertar em dezembro. Primeiro, como a crise é global não conseguiram colar sua responsabilidade no Lula. Segundo, ao espalhar o medo da crise pelo país, aumentaram os receios dos empresários, que pisaram mais forte no freio. E os primeiros cortes são na publicidade.
Não fosse a enxurrada de verba publicitária injetada pelo governo de São Paulo no mercado, a situação teria sido pior.
Agora, é um tal de buscar pontos positivos na crise que dá até medo. Ontem, o Jornal Nacional ressuscitava a velha franquia e o empreendedorismo brasileiro. Hoje, é a vez da Folha. Aliás, há vários dias que o JN mostra regiões em que a crise não chegou. Ainda não entrou no tema infraestrutura.
Os que brincavam de política com a crise tiveram que se curvar ao poder maior do mercado.
Olha como a policia de Zé pedágio trata as damas do sindicato, um absurdo.
Um movimento em um grupo de empresas na área industrial da cidade, e estava lá a CUT (Central Única dos Trabalhadores) para fazer uma assembléia geral na porta da fábrica, pois eles anunciaram na semana uma demissão em massa sem negociar com o sindicato, o que é proibido por lei diga se de passagem, mas este assunto tratamos depois.
Mas até ai tudo bem, somos sabedouro de como alguns empresários de índole duvidosa tratam o trabalhador.
Bom, foi com esse clima na porta da fábrica que a polícia de Zé pedágio (PSDB) e seu pupilo Lipi (PSDB) mandaram para dar uma ajuda ao empresário que se sentia ameaçado pelo movimento.
Para entender melhor olhe o filme abaixo.
Disso tudo fica o registro do valoroso deputado Hamilton Pereira (PT) que enfrentou bravamente a polícia em defesa da donzela do sindicalismo que estava ameaçando o empresário e seu patrimônio.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
A hipocrisia da oposição não tem limites

CUIDADO ELES QUEREM QUE VOCÊ PERCA A CABEÇA

O verdadeiro palanque de Dilma Rousseff
Se na vida pessoal é importante parar para refletir como estamos nos relacionando com nossas ambições e quais são as reais motivações que nos movem, na vida política é preciso atentar para os torneios lingüísticos cheios de subentendidos da oposição brasileira. Nos dois casos, os jogos de aparência não costumam resistir por muito tempo.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Os limites do capital são os limites da Terra

terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Tudo que o capital quer é ver o fim da terra, isso é o que diz Leonardo Boff

Leonardo Boff
“Os principais comentaristas econômicos comentam a crise que irrompeu no centro do sistema e apontam o desmoronamento de suas teses mestras, mas continuam com a crença ilusória de que o mesmo modelo que nos trouxe a desgraça, ainda pode nos tirar dela. Ainda utilizam a interpretação clássica dos ciclos do capitalismo depois da abundância, sem perceber a mudança substancial do estado da Terra ocorrida nos últimos tempos”.
Leio os principais comentaristas econômicos dos grandes jornais do Rio e de São Paulo. Aprendo muito com eles, porque venho de outra área do saber. Mas, na minha opinião, eles continuam aplicando a cartilha neoliberal, o que os impede de ter um pensamento mais crítico. Ainda utilizam a interpretação clássica dos ciclos do capitalismo depois da abundância, sem perceber a mudança substancial do estado da Terra ocorrida nos últimos tempos. Por isso, noto neles uma certa cegueira em um nível profundo de seu paradigma. Comentam a crise que irrompeu no centro do sistema e apontam o desmoronamento de suas teses mestras, mas continuam com a crença ilusória de que o mesmo modelo que nos trouxe a desgraça, ainda pode nos tirar dela.
Esta visão míope impede que levem em consideração os limites da Terra, os quais impõem limites ao projeto do capital. Esses limites foram ultrapassados em 30%. A Terra dá claros sinais de que não agüenta mais. Ou seja, a sustentabilidade entrou em um processo de crise planetária. Cresce cada vez mais a convicção de que não basta com fazer acertos. Estamos obrigados a mudar de rumo se queremos evitar o pior, que seria ir em direção a um colapso sistêmico certo.
O sistema em crise, digamos seu nome, é, quanto ao seu modo de produção, o capitalismo. E sua expressão política é o neoliberalismo, que responde fundamentalmente às seguintes questões: como ganhar mais com o mínimo de investimento, no menor tempo possível e aumentando ainda mais seu poder? O sistema dá como óbvia a submissão total da natureza e a desconsideração das necessidades das gerações futuras
Esse pretendido desenvolvimento tem se mostrado insustentável, porque em todos os lugares em que se instalou criou desigualdades sociais graves, devastou a natureza e consumiu seus recursos muito acima do nível de reposição. Na verdade, trata-se de um crescimento apenas material, que se mede em termos de benefícios econômicos, não de um desenvolvimento integral.
O grave disto é que a lógica deste sistema se opõe diretamente à lógica da vida. A primeira é linear, regida pela competição, tende à uniformização tecnológica, ao monocultivo e à acumulação privada. A outra, a da vida, é complexa, incentiva a diversidade, as interdependências, as complementaridades e reforça a cooperação na procura pelo bem de todos. Este modelo também produz, mas para servir à vida e não para servir exclusivamente ao lucro, e tem como objetivo o equilíbrio com a natureza, a harmonia com a comunidade da vida e a inclusão de todos os seres humanos. Opta por viver melhor com menos.
Paul Krugman, editorialista do New York Times, denunciou valentemente (Jornal do Brasil, 20/12/08) que não há diferença básica entre os procedimentos de B. Madoff, que fraudou 50 bilhões de dólares a muitas pessoas e instituições, e os especuladores de Wall Street, que enganaram milhares de investidores e pulverizaram, também, grandes fortunas. Ele conclui: “o que estamos vendo agora são as conseqüências de um mundo que enlouqueceu”. Esta loucura é conjuntural ou sistêmica? Penso que é sistêmica, porque pertence à própria dinâmica do capitalismo: para acumular, mantém grande parte da humanidade em situação de escravidão “pro tempore” e põe em perigo a base que o sustenta: a natureza com seus recursos e serviços.
Cabe a pergunta: será que não existe aí uma pulsão suicida, inerente ao capitalismo como projeto civilizatório, uma pulsão que tenta explorar de maneira ilimitada um planeta que sabemos que é limitado? É como se toda a humanidade sentisse que é empurrada para dentro de uma corrente violentíssima, e não conseguisse mais sair dela. Não há dúvida de que o destino seria a morte. Será que é a marca inscrita em nosso atual DNA civilizatório, rascunhado há mais de dois milhões de anos, quando surgiu o homo habilis, aquela espécie de humanos que, pela primeira vez, começou a usar instrumentos em seu afã por dominar a natureza, que potencializou-se com a revolução agrária no neolítico e culminou no atual estágio de ânsia de dominação completa da natureza e da vida? Se continuarmos nesse caminho, onde iremos chegar?
Como somos seres inteligentes e com um imenso arsenal de meios de saber e de fazer, não é impossível que consigamos reorientar nosso curso civilizatório, dando maior centralidade à vida que ao lucro, ao bem comum em vez de ao benefício individual. Então, poderíamos salvar-nos in extremis e ainda teríamos pela frente um futuro que almejar.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Frente promete mobilização pelo piso dos professores em 2009.
Fátima Bezerra: frente quer o retorno do conteúdo original da lei sobre o piso.
Fátima Bezerra: frente quer o retorno do conteúdo original da lei sobre o piso.
A Câmara teve papel fundamental para a criação do piso salarial nacional dos professores, em vigor desde o início deste mês. E deve continuar mobilizada, em 2009, para garantir o cumprimento da legislação por governos estaduais, municipais e federal. Essa é a promessa da deputada Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial dos Professores.
Vencimento básico.
Entretanto, o STF suspendeu três dispositivos da lei. O primeiro deles é o que determina o uso do vencimento básico como referência para o piso - ou seja, o valor de R$ 950 não inclui as gratificações recebidas pelo professor por sua formação, como o adicional por especialização ou mestrado e doutorado.
A Lei 11738/08 estabelece que, no primeiro ano de vigência, as gratificações podem ser incluídas no cálculo para o piso. A partir de janeiro de 2010, contudo, o piso abrangerá apenas o salário básico. O STF decidiu que a inclusão das gratificações pode continuar sendo feita pelos governos até haver uma decisão final sobre o mérito do assunto, o que ainda não tem data para ocorrer.Sala de aula e prazo A maioria dos ministros do STF também decidiu suspender a previsão de cumprimento de, no máximo, dois terços da carga dos professores no desempenho de atividades em sala de aula. A lei determina que um terço da jornada seja destinada a atividades extra-classe, como cursos de atualização e preparação de aulas. A suspensão também vale até o julgamento final da ação pelo STF.
Sala de aula e prazo.
A maioria dos ministros do STF também decidiu suspender a previsão de cumprimento de, no máximo, dois terços da carga dos professores no desempenho de atividades em sala de aula. A lei determina que um terço da jornada seja destinada a atividades extra-classe, como cursos de atualização e preparação de aulas. A suspensão também vale até o julgamento final da ação pelo STF.
Por fim, os ministros determinaram que o piso passasse a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A lei determina que os valores deveriam ser pagos desde janeiro de 2008, o que obrigaria os governos a pagar os retroativos.
Mérito.
Fátima Bezerra disse que a frente parlamentar quer o retorno do conteúdo original da lei, especialmente em relação à inclusão das gratificações no piso. "O piso virou teto, pois inclui também as gratificações, além do vencimento básico", afirmou.
A expectativa dos parlamentares, segundo Fátima Bezerra, é a de que o STF vote ainda em 2009 o mérito da lei. Para ela, a questão das atividades extra-classe é outro item que precisa ser retomado nas discussões entre trabalhadores, deputados, governadores e os ministros do STF: "É uma questão de princípio, pela natureza do trabalho, que exige muita reflexão; o professor não pode abrir mão de ter um tempo destinado para atualização didática e profissional. Isso é um pressuposto para a atividade docente."
Segundo ela, os ministros mostraram ter compreensão da importância do piso como uma política de valorização do ensino básico; por isso, a decisão do STF causou surpresa aos integrantes da frente, apesar de a votação não ter sido unânime. "Evidentemente, os governadores fizeram pressão sobre os ministros, mas o reconhecimento da constitucionalidade da lei já foi uma vitória", avaliou a deputada.
Mídia e o Pensamento Único II
BLOG DO U: continuação:Mídia e o Pensamento Único

Secretário Geral ONU em 1992, Butros Ghali afirmou que a Globalização criou novos poderes que superam as estruturas estatais. Um desses poderes é o dos meios de comunicação. Idéia parecida tem Ignácio Ramonet, doutor em semiologia e história da cultura pela Escola de Altos Estudo de Paris. Ele define a política como terceiro poder, depois do poder econômico e do poder da mídia. Albert Gore considerou as redes de informação tão importantes para os USA de hoje quanto a infra-estrutura rodoviária foi em meados do século XX. Mas, este poder pode ser prejudicial.
De um lado, o enfraquecimento das máquinas coercitivas, como a Família, o Estado, a Escola, a Igreja, Exército, e o fracasso dos Regimes Autoritários, resultaram em um sentimento de autonomia e liberdade ao indivíduo. Porém, há outras estruturas de normatização. A Televisão é o maior exemplo. Quatro em cada cinco norte-americanos acreditam que a violência na TV contribui para aumentar a violência na vida real, pois apenas durante os cinco anos de escola primária, a criança vê no mínimo 8.000 assassinatos. Seu poder de influência é tão grande que vários países já tomaram decisões para limitar o conteúdo violento na televisão.
Mas a violência não é o único problema. Até os doze anos de idade, as crianças na França assistem a uns 100.000 anúncios que vão contribuir para faze-la interiorizar as normas ideológicas dominantes e ensinar o que é belo, feio, bom, justo, etc. Neil Postman, ensaísta americano, afirmou que o abismo entre a racionalidade e a publicidade cresceu a ponto de parecer nunca ter existido. A propaganda não possui lógica nenhuma. É apenas uma mitologia, uma encenação.
Auxiliada por psicólogos, estatísticos, psiquiatras, sociólogos, lingüistas, etc, a publicidade manipula os nossos desejos mais profundos. Não fosse isto o bastante, ainda faz uso de mensagens subliminares. Fundamentada em estudos hábeis do mercado, as técnicas de venda pretendem ser quase uma ciência. Seu objetivo é fazer-nos consumir cada vez mais. Porém, muitos cidadãos acreditam que a televisão também transmite informação.
Por muito tempo, informar incluía um conjunto de parâmetros que permitiam o cidadão compreender o significado profundo do acontecimento. Atualmente, a televisão transformou a informação em simples veiculação de imagens. Estudiosos consideram que esta informação moderna fundamentada na idéia de que ver é compreender, contribuiu para um retrocesso intelectual de séculos.
O fato é verdadeiro não porque obedece a critérios verificáveis, mas porque é repetido sem cessar não apenas pela televisão, como também por todos os outros meios de comunicação. Os noticiários televisivos, além de não informarem, servem como distração formada por uma sucessão rápida de notícias superficiais e fragmentadas, que nada esclarecem.
Submissa à televisão, a imprensa escrita passou a ser um mero eco. O discurso foi simplificado ao máximo e a análise foi substituída por fotografias coloridas. É a emergência de uma sociedade na qual impera o conhecimento esteriotipado, superficial e passageiro. Pseudo-informação massificada e repetida que elimina o esforço da interpretação racional. Um nivelamento por baixo, chamado por Ortega e Gasset como mesmidade.
Ainda existe o problema da concentração dos meios de comunicação, limitando drasticamente o número de fontes. Na década de 90, seguindo as normas do FMI, do BM e da OMC, os Estados reduziram investimentos e privatizaram serviços, abrindo espaço para a iniciativa privada nos meios de comunicação, que seguindo a lógica de mercado passaram a se unir e formar enormes grupos.
O professor Venício Lima, afirmou que um grande exemplo da concentração da mídia, é o grupo Net-Sky, da Globo, que controlava em 2003, 95% da TV por satélite. Segundo ele, os sistemas regionais de comunicação estão diretamente ligados às Organizações Globo, não só na televisão, como nas rádios e jornais impressos, e só o que fazem é repetir a pseudo-informação oriunda da Agência de Notícias Globo. Esta por sua vez repete o que vem dos mega conglomerados mundiais. Marcos Coimbra, prof Titular de Economia na UERJ, lembra que os meios de comunicação mo Brasil são comandados por cerca de seis famílias e que uma única rede tem 60% de audiência.
Dentro deste esquema midiático altamente concentrado nas mãos de poucos, fazendo uso dessa repetição constante de mensagens simplificadas e sem nenhuma conexão com a lógica, há um discurso que ganhou status de verdade absoluta, minando qualquer forma de contestação: é o chamado Pensamento Único.
Pensamento Único, em termos ideológicos, é a defesa dos interesses econômicos do capital internacional. É a cartilha escrita na reunião de Breton-Woods, ou seja, o discurso neoliberal, que defende a globalização como único caminho viável para todos os países, que afirma ser necessário reduzir o Estado ao mínimo possível e dar plenas forças ao mercado, pois este se auto-regula, que exige a diminuição dos direitos trabalhistas em prol de um lucro maior aos capitalistas, que defende a privatização total para avanço tecnológico, que promete o aumento da riqueza e o bem estar a todos que entrarem no jogo.
ANO NOVO VIDA NOVA, SERÁ?
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Sanchez nega proposta para ter Kléber no Corinthians

Presidente, no entanto, confirmou que teve um encontro com o procurador do jogador do Palmeiras
FONTE: Agência Estado
SÃO PAULO - O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, afirmou nesta terça-feira que não fez proposta para contratar o atacante Kléber, do Palmeiras. Andrés, no entanto, confirmou que teve um encontro com o procurador do jogador.
"Foi um simples encontro, uma conversa de 20 minutos. Vamos respeitar o negócio do Palmeiras."
A HORA É DE FUTEBOL.

“O Palmeiras tem um canal oficial para conduzir a negociação no Brasil, que sou eu. Sou representante do Dínamo há dez anos", afirma Fábio Brito
FONTE: Gazeta Esportiva
SÃO PAULO - Kléber deve passar o réveillon dividido entre dois dos principais rivais do futebol paulista. E os responsáveis por ajudar o presidente do Dínamo de Kiev na decisão de repassá-lo para Corinthians ou Palmeiras são dois empresários que não se entendem.
Giuseppe Dioguardi, agente do jogador, é amigo pessoal de Andrés Sanchez e tem contestado a aparição de Fábio Brito, representante do clube ucraniano no Brasil e que garante “querer apenas ajudar o Palmeiras”.
A presença de Brito no negócio, porém, tem contrariado Dioguardi. Procurador de Diogo Rincón, Rodrigo e Kléber, todos jogadores do Dínamo que passaram 2008 emprestados a clubes brasileiros, o agente chegou a questionar a nomeação de Brito como representante dos ucranianos e acusou o ‘rival’ de estar atrapalhando a permanência do Gladiador no Palestra Itália.
Irritado com as insinuações, Brito defende-se alegando que tanto ele quanto o Dínamo estão a favor do Verdão. “O Palmeiras tem um canal oficial para conduzir a negociação no Brasil, que sou eu. Sou representante do Dínamo há dez anos. Eu que levei o Kléber para o Dínamo de Kiev em 2003 e sempre tive uma relação boa com ele. Estou aqui para ajudar o Dínamo, em primeiro lugar, e o Palmeiras”, disse Brito, minimizando o peso de Dioguardi nos trâmites em relação ao atacante.
“Ele está questionando o quê? Chegou ontem como procurador e ninguém o conhece como nada. Não o entendo e nem o conheço. Acho muito estranho, superestranho os comentários dele. Ele não trabalha com o Dínamo e não decide nada. Isso é fofoquinha”, acusou Brito.
Contrariado por ver o Palmeiras dar preferência às conversas com o representante do Dínamo, Dioguardi fortalece sua “boa relação” com Andrés Sanchez. Dizendo-se amigo pessoal do presidente corintiano, o agente de Kléber aproveitou a proximidade e um de seus “encontros casuais” com o mandatário alvinegro, na última sexta-feira, para saber se o Timão tinha interesse em contratá-lo. Ouviu “sim” em uma conversa que durou duas horas e terminou com um abraço do Gladiador em Andrés.
“O Kléber só ficou lá por cinco minutos, nem participou da reunião”, esclareceu Dioguardi, que até agora só procurou o time do Parque São Jorge.
“E não foi nada feito às escondidas. O (vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto) Cipullo soube da reunião antes de ela acontecer. Quando o Palmeiras fez a primeira proposta (US$ 2 milhões) ao Dínamo, entendi que era muito baixa e comuniquei que procuraria outro futuro para o atleta. Se o Palmeiras não aumentasse a proposta, já teria outras coisas para o Kléber continuar a carreira no Brasil”, explicou-se.
Em meio aos caminhos opostos adotados por Brito e Dioguardi, o Dínamo de Kiev fica à espera de uma proposta interessante do Palmeiras até 31 de dezembro, quando será encerrado o empréstimo de Kléber. Se não oferecer os US$ 8 milhões pedidos pelos ucranianos, o Verdão entra em um leilão que terá o Corinthians como um dos oponentes. Enquanto isso, o jogador fica em silêncio.“A decisão quem vai tomar é o Dínamo de Kiev, que tem que acertar o lado econômico.
Quando o presidente decidir, informa o Kléber e ele responde se aceita. Para o atleta, Palmeiras e Corinthians são dois times de ponta. No Palmeiras, teria a exposição da Libertadores, e no Corinthians a exposição de jogar com o Ronaldo. Em qualquer uma das opções, ele ganha de um lado e perde de outro”, finalizou Dioguardi.



