terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

"O caso Yeda - 2". O que faz Serra e Aécio colocarem a barba de molho.


BLOG DO U: Por Jorge Lima: Cronologia dos escândalos que assusta Serra e Aécio.

Maio/2007: O Secretário de Segurança Enio Bacci acusa a existência de corrupção na Polícia Civil, que se daria através de recebimento de dinheiro dos exploradores de máquinas caça-níquel. Após um bate-boca público com um delegado, em um programa de rádio ao vivo, Bacci é demitido. Em entrevista declara que a bandidagem venceu e denuncia a existência de problemas no Detran e na própria SSP. O blog http://www.videversus.com.br publica uma longa matéria apontando diversos ilícitos e a existência do “homem da mala preta” que distribuía dinheiro aos integrantes do governo. Assume a SSP o Delegado de Polícia Federal José Francisco Mallmann.
Meados de 2007: O vice-governador Paulo Feijó vai à Comissão de Serviços Públicos da Assembléia denunciar má gestão e outros problemas no Banrisul. Segundo o blog Direto da Fonte, do portal http://www.clicrbs.com.br, um dia antes da ida de Paulo Feijó à Comissão, acontece uma reunião entre ele, o Secretário da Casa Civil Luiz Fernando Záchia, o Procurador Geral de Justiça Mauro Renner e o presidente do Tribunal de Justiça Marco Antônio Barbosa, na qual os três tentam convencer Feijó a desistir das denúncias.

Outubro 2007: Operação Rodin prende dois presidentes do Detran e diversas outras figuras ligadas aos governos Rigotto e Yeda. Entre os presos está Lair Ferst, apontado como um dos principais nomes da coordenação de campanha de Yeda. O Secretário Mallmann começa a ser fritado públicamente através de notas publicadas na coluna e no blog de Rosane de Oliveira, comentarista política do jornal Zero Hora. A razão da fritura é o descontentamento da cúpula do governo por Mallmann não ter alertado sobre as investigações da PF. Mallmann é demitido em 2008.

2008: CPI do Detran. O governo tem maioria e barra a maior parte das iniciativas. Os acusados negam todas as acusações, mesmo depois de a comissão ter acesso ao material produzido pela investigação da PF. Um depoente afirma que a casa que a governadora comprou logo após ser eleita, e antes de tomar posse, foi paga com dinheiro de sobras de campanha. O Secretário Ariosto Culau é flagrado tomando chopp com Lair Ferst em um shopping de Porto Alegre

Maio 2008: O vice-governador Paulo Feijó grava conversa com César Busatto, chefe da Casa Civil, na qual este diz que é normal que os partidos se utilizem de recursos de estatais e autarquias para se financiarem. Busatto diz que o Banrisul é do PMDB e o Detran é do PP e que, no passado, o DAER era utilizado para financiar os partidos. Busatto se demite e Feijó é ameaçado de expulsão do DEM e atacado pela RBS, que insinua que ele é desequilibrado.

Outros fatos de 2008: Depois do caso do Detran é criada uma Secretaria de Transparência, que fica cozinhando em banho-maria pois o decreto de criação nunca sai do papel. A secretária nomeada se demite, dizendo que o governo é leniente com a corrupção e que sai antes que estoure outro escândalo. O MPE “investiga” a compra da casa da governadora e diz que o negócio foi lícito e que se “restaure a honra de Yeda”. O TCE diz que a compra da casa ocorreu antes da posse, portanto não tem competência para investigar. Operação Solidária investiga desvio de recursos na prefeitura de Canoas. A lista de investigados é quase uma cópia da lista da Operação Rodin. Descobre-se que o comandante da Brigada Militar, polícia militar gaúcha, solicitou ajuda a Chico Fraga, secretário de governo de Canoas, indiciado nas duas operações e apontado como um dos mentores das fraudes, para assumir o comando da corporação. A conversa foi registrada em interceptação feita pela Polícia Federal.

Fevereiro 2009: Dez entidades sindicais deflagram uma campanha publicitária prometendo revelar a face da corrupção e do autoritarismo no RS. No dia 12/02, é revelado que a face é a da governadora. O governo aciona o MP para suspender a campanha. O MP diz que a campanha, feita através de outdoors espalhados pelo estado, pode configurar crime e os responsáveis processados. No dia 17/02 é encontrado o corpo de Marcelo Cavalcante “embaixador” do RS em Brasília. No dia 19/02 integrantes do PSOL convocam entrevista coletiva e apresentam as denúncias já referidas por outros comentaristas. Informam que a entrevista seria convocada para o dia 05/03, após Marcelo Cavalcante prestar depoimento ao MPF, pois teria feito acordo de delação premiada. A antecipação da entrevista se deu em função da morte de Marcelo e da intenção de evitar o desaparecimento de outras testemunhas. Os integrantes do PSOL garantiram ter tido acesso às provas mencionadas e que tal acesso não se dera através do MPF e sim de outras fontes que não seriam reveladas. Apenas o ex-secretário Aod Cunha, citado nas denúncias, tomou medida judicial, interpelando os denunciantes para que apresentem as provas das denúncias. Yeda, em entrevista ao jornal Zero Hora, disse que sua mãe a ensinou a não responder provocações de “bêbados de porta de bar”.

Todas as informações referidas foram obtidas através do jornal Zero Hora e dos blogs RSUrgente, Diário Gauche, Videversus, Blog da Rosane de Oliveira, Direto da Fonte, Agente 65, Blogoleone e Dialógico.

Lula amplia vitrine expondo-se em jornais regionais, e o PIG grita de raiva.


BLOG DO U:O púlpito da presidência dá ao inquilino do Planalto uma visibilidade inaudita. Qualquer espirro do presidente vira notícia.

Sob Lula, a vitrine presidencial, que já era ampla, tornou-se ainda mais larga e vistosa.

O presidente adotou a prática de “falar” para os jornais regionais. Foram 19 “entrevistas” em 2008; oito nesse início de 2009, informa o Painel.


Diante de um espirro do presidente, a grande “imprensa golpista” dirá que é gripe. Jornais pequenos tendem a gritar ‘saúuuuuude’.

E assim Lula evita a asia dos grande jornalões da terra nativa até quando isso vai perdurar e que vamos ver.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"A volta do SERRAcard"

BLOG DO U:Há um ano denunciamos o escândalo do SERRAcard, e hoje o governo demo-tucano paulista continua escondendo do contribuinte como é gasto o dinheiro nos cartões corporativos do Estado de São Paulo (popularmente chamado de SERRAcard).

Coisas estranhas continuam acontecendo. No relatório de 2009 disponibilizado na internet pelo governo paulista (arquivo em PDF 1Mb), a maioria dos lançamentos oculta com quê foi gasto o dinheiro, lançando como "DESPESAS MIUDAS E DE PRONTO PAGAMENTO".


Além disso, chama atenção diversos lançamentos arredondados, como R$ 100,00, para diversos fornecedores com ramos de atividades diferentes no mesmo dia, uma coincidência difícil demais de acontecer em uma contabilidade real (figura abaixo). O valor de R$ 100,00 é baixo, mas a soma de muitos desses lançamentos ...


Para piorar, o relatório esconde o CNPJ dos fornecedores. Leia mais na nota Exclusivo: SERRACARD esconde CNPJ de fornecedores até hoje.






Os DEMOS-TUCANOS não têm como fugir do plebiscito, mas que serão as eleições de 2010.


BLOG DO U: Os DEMOS-TUCANOS não têm como fugir do plebiscito que serão as eleições de 2010. Serão confrontados os oitos de FHC com os oito de Lula com crise e sem crise. Serra e DILMA terão que estar bem preparados para defender os acertos e os erros dos seus partidos no governo.

Não há como os DEMOS-TUCANOS esconder que são neoliberais e que ajudaram a enterrar a esperança do povo brasileiro durante os anos noventa.


Será uma eleição bem interessante e cômica vendo o candidato DEMO-TUCANO negar as políticas neoliberais de FHC durante a campanha como o Geraldo fez na campanha anterior. Isso ainda vendo o neoliberalismo em água pelo mundo a fora.


Vai ser bem interessante ver a Dilma destroçar os DEMOS-TUCANOS Serra ou Aécio durante os debates. Munições não faltarão à DILMA para questionar o que eles pensam fazer melhor do que o governo do PT durante os oitos anos.


O povo vai querer voltar às mãos dos DEMOS-TUCANOS? Este pessoal que á aliado incondicional dos EUA, que olham mais para fora, do que para o povo brasileiro?


Escrevam aí que vou dizer: será a maior vitória da história republicana brasileira de um partido de esquerda e seus aliados.


O desespero tomou conta da mídia partidária do país e infelizmente teremos uma guerra fratricida nas eleições de 2010. A mídia DEMO-TUCANA pagará cara a derrota e os primeiros indícios de 2009 não nos deixam perceber outra coisa se não esta visão.


No entanto, para o bem do país, as armas do governo Lula são bem maiores do que a mídia DEMO-TUCANA, mesmo porque os blogueiros já começaram a batalha pela informação e comunicação.


Uma boa parte da militância já deixou as ruas pela internet que é um espaço que está se agigantando e comendo pelas beiradas a mídia tradicional. Esta que ainda não acordou para esta realidade, achando que são ainda a toda poderosa formadora de opinião.

“Alguns acreditam no PSDB. Outros preferem duendes”

contagem regressiva


BLOG DO U: Não acho que o PSDB acabou, mas é um PSDB na derradeira de ser exterminado da 1ª divisão, se por um lado o PT corre serio risco de encolher nestas eleições de 2010 e a mostra disso é a força que faz Lula para sair com seu partido unido no estado de São Paulo onde se concentra 40% do eleitorado brasileiro, por outro lado o PSDB também corre serio risco de ser rebaixado à segunda divisão da política brasileira, tais como os partido de alugueis que hoje afunda nossa democracia.
Sendo assim podemos dizer que o fiel (mas nem tanto assim) o PMDB é uma noiva bem cobiçada, mas com aquela duvida do noivo, casar com essa noiva (PMDB) requer arrastar a sogra os cunhados e tios etc... para lua de mel, coisa que muitos partidos (noivo) torcem o nariz.
Enfim é esperar para ver quem se saíra melhor desta festa PT ou PSDB, apostem suas fichas e deixem o jogo e seus jogadores correrem.

Mas o artigo na revistá Època reflete um pouco disso que relatei acima.

Colunista da revista Época Paulo Moreira Leite, explica bem a armadilha em que o PSDB e Serra se meteram.

1. Montaram alianças com a fina flor do neoliberalismo, indo no canto de sereia de FHC.

2. Aliados do neoconservadorismo mais primário, ficaram amarrados para criticar o calcanhar de Aquiles da política econômica de Lula - o Banco Central.

3. Deixaram de lado a visão não ideológica de privatização e estatização. Tornaram-se neoliberais de carteirinha, embora não o fossem anos atrás.

4. Prisioneiros da direita inculta, não conseguem tratar a Bolsa Família e outras políticas sociais da maneira correta: reconhecendo os méritos e propondo aprimoramentos.

5. O que resta? Dossiês, escändalos, factóides. Hoje em dia, embora tivesse os melhores quadros intelectuais da política, sabe-se o que o PSDB faz - CPI dos Grampos, defesa de Dantas, factóides com a Veja -, mas não se sabe o que ele pensa.

6. Não faltaram avisos a Serra antes que cometesse o erro definitivo de sua carreira: grudar-se a FHC e aceitar seus aliados e seu estilo.

Artigo do Paulo Moreira Leite - Época
O artigo retrata bem a esquizofrenia atual dos tucanos.
“Alguns acreditam no PSDB. Outros preferem duendes”
Fonte blog do nassif

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lula diz não a Chavez: Brasil não quer gasoduto porque será auto-suficiente


BLOG DO U: Olha como a mídia nossa trata assunto de importância para o país, está estampado nos noticíarios internacionais que o Lula disse não a Chavez na questão do gasoduto, e nem uma virgula se quer na nossa mídia nativa.


Brasil anunció esta semana su desmarque del proyecto del presidente venezolano, Hugo Chávez, para construir el gasoducto del sur, un gigantesco tubo que transportaría gas natural desde el Caribe venezolano hasta la región más austral de Argentina, atravesando Brasil de norte a sur. Brasilia dio el paso el lunes, tan sólo horas después de que Chávez ganara el referéndum que le abre la puerta a su reelección indefinida.
La decisión supone un nuevo y duro revés a las pretensiones del líder venezolano de consolidarse como el gran líder integrador del subcontinente suramericano. También da al traste con la intención del Gobierno de Caracas de garantizar la venta de sus hidrocarburos en todo el Cono Sur.
De esta manera, Brasil continúa su senda imparable hacia la autosuficiencia energética. El presidente Luiz Inácio Lula da Silva ha convertido este asunto en uno de los caballos de batalla en materia económica de su segundo mandato, porque sabe que de ello también dependerá la consolidación de su país como nueva potencia en el tablero internacional. En los últimos años, el gigante suramericano no ha parado de descubrir petróleo y gas natural en sus aguas, ha potenciado a tope la producción de los biocombustibles y, poco a poco, ha ido cortando su dependencia de gas y petróleo provenientes de países vecinos como Bolivia o Venezuela. Es en este contexto donde el Gobierno de Brasilia ha comunicado su salida del proyecto de gasoducto que conectaría el norte de Venezuela con la Tierra del Fueg

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Acabou a brincadeira com a crise. Será?


BLOG DO U:

A brincadeira da aliança neocon, de explorar a crise para enfraquecer o governo, esbarrou em uma dura realidade de mercado: as receitas publicitárias caíram de 30 a 40% em janeiro. E prometem repetir o desempenho em fevereiro.
Deram um tiro no próprio pé, como cansei de alertar em dezembro. Primeiro, como a crise é global não conseguiram colar sua responsabilidade no Lula. Segundo, ao espalhar o medo da crise pelo país, aumentaram os receios dos empresários, que pisaram mais forte no freio. E os primeiros cortes são na publicidade.
Não fosse a enxurrada de verba publicitária injetada pelo governo de São Paulo no mercado, a situação teria sido pior.
Agora, é um tal de buscar pontos positivos na crise que dá até medo. Ontem, o Jornal Nacional ressuscitava a velha franquia e o empreendedorismo brasileiro. Hoje, é a vez da Folha. Aliás, há vários dias que o JN mostra regiões em que a crise não chegou. Ainda não entrou no tema infraestrutura.
Os que brincavam de política com a crise tiveram que se curvar ao poder maior do mercado.

Olha como a policia de Zé pedágio trata as damas do sindicato, um absurdo.

BLOG DO U: Foi lamentável o fato que ocorreu na ultima semana na cidade de Sorocaba, que por sinal é governada pelos tucanos a mais de 12 anos.

Um movimento em um grupo de empresas na área industrial da cidade, e estava lá a CUT (Central Única dos Trabalhadores) para fazer uma assembléia geral na porta da fábrica, pois eles anunciaram na semana uma demissão em massa sem negociar com o sindicato, o que é proibido por lei diga se de passagem, mas este assunto tratamos depois.

Mas até ai tudo bem, somos sabedouro de como alguns empresários de índole duvidosa tratam o trabalhador.

Bom, foi com esse clima na porta da fábrica que a polícia de Zé pedágio (PSDB) e seu pupilo Lipi (PSDB) mandaram para dar uma ajuda ao empresário que se sentia ameaçado pelo movimento.
Para entender melhor olhe o filme abaixo.

Disso tudo fica o registro do valoroso deputado Hamilton Pereira (PT) que enfrentou bravamente a polícia em defesa da donzela do sindicalismo que estava ameaçando o empresário e seu patrimônio.




sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A hipocrisia da oposição não tem limites


BLOG DO U: A oposição está doida da cabeça ou doente do pé!


Vê-se por essa história do DEM de ir à justiça eleitoral contra o presidente Lula e a ministra Dilma Roussef que a hipocrisia da oposição não tem limites. O DEM é língua de trapo dos tucanos, que estão desesperados com sua divisões internas, com as medidas do governo para sair da crise sustentadas por amplo respaldo popular, com a popularidade do presidente Lula, e com o crescimento de Dilma nas pesquisas.


A verdade nua e crua é que o governo governa e foi a oposição que antecipou o calendário eleitoral. Dilma não é candidata. Eu mesmo afirmei no PT na última 3ª feira, Ela é pré-candidata e nada impede que seja ministra, governe, administre e faça política.


Aliás, é o que o governador Serra faz, quando é recebido aos gritos e aplausos de "candidato" e nas vezes em que os tucanos o tratam como presidente - já na linha de FHC que sentou na cadeira de prefeito de São Paulo e perdeu as eleições em 1985 para Janio Quadros.


Da parte do presidente Lula, da ministra Dilma e do governo não tem campanha e nem uso da máquina. Tem governo no Brasil, que governa e bem, e tem o que é natural, uma situação em que Dilma é pré-candidata, como aliás, Serra, também o é.

CUIDADO ELES QUEREM QUE VOCÊ PERCA A CABEÇA


BLOG DO U: CÉREBRO VIVO - Por Airton Luiz Mendonça O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos , lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa... São apagados de sua noção de passagem do tempo... Quando começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir -as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...ROTINA A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida. E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES difErEntEs ! CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVETE.... V I V A !!!!!!!!

O verdadeiro palanque de Dilma Rousseff


BLOG DO U: A quem diga que a Dilma (ministra chefe da casa civil) esteja em campanha, mas quem fala isso ignora fatores muito importante para uma analise profunda sem demagogia ou partidarismo idiologico. Vamos ao fato, quando dirigentes do PSDB e do DEM anunciam que entrarão com consulta no TSE pedindo que sejam estabelecidos limites para a participação do presidente Lula em atos junto com a ministra Dilma Rousseff, o motivo não é, como alegam, indignação com campanha antecipada. É pânico.
Por Gilson Caroni Filho, em Carta Maior

Se na vida pessoal é importante parar para refletir como estamos nos relacionando com nossas ambições e quais são as reais motivações que nos movem, na vida política é preciso atentar para os torneios lingüísticos cheios de subentendidos da oposição brasileira. Nos dois casos, os jogos de aparência não costumam resistir por muito tempo.
Buscar conhecer bem os percalços, intimidades e armadilhas de discursos que, de tão repetidos, se incorporaram à rotina da pequena política, nos leva a enxergar melhor como a sabotagem institucional é, desde sempre, imperativo de sobrevivência da direita brasileira.
Quando dirigentes do PSDB e do DEM anunciam que entrarão com consulta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ”pedindo que sejam estabelecidos limites para a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em atos políticos junto com a ministra Dilma Rousseff", o motivo não é, como alegam, indignação com campanha antecipada ou uso de máquina pública em favor de uma provável candidatura governista. A questão é mais prosaica e revela apenas o pânico que vai na alma das elites oligárquicas.
Os verdadeiros ”palanques" da ministra não são montados em encontros com prefeitos ou em inaugurações de obras do Plano de Aceleração do Crescimento ( PAC). Com tábuas e ferragens de boa qualidade, suas estruturas não comportam madeiras apodrecidas que podem ameaçar a estrutura. É um serviço de palco com indubitável qualidade de material como demonstra o estudo do professor Marcelo Cortes Neri, intitulado “Crônica de uma crise anunciada – choques externos e a nova classe média”.
Impressiona saber como na mais grave crise do capitalismo internacional, a economia brasileira mantém dinamismo, assegurando, através do Bolsa Família e outros programas sociais, renda aos mais pobres e um invejável quadro de mobilidade social.
Sobre o PAC, Neri é categórico: ”é um plano que talvez não fizesse muito sentido quando ele foi lançado como um plano de aceleração do crescimento, porque a economia estava muito aquecida, e hoje em dia é visto quase como um New Deal americano numa época em que comparações com a grande depressão americana começam a se tornar mais comuns. Então, é meio como se o Brasil criasse um New Deal antes que a depressão fosse anunciada. Aqueles que acham que o Brasil estava com sorte, alguns anos atrás , que sorte temos agora, porque é como se tivéssemos um bilhete de loteria, um seguro que não sabíamos que tínhamos (...)”.
Quadro muito distinto do que vimos nos oito anos do consórcio PSDB/PFL. A política econômica produzia desemprego e subemprego em massa. Salários irrisórios não permitiam que as famílias pudessem ter uma vida decente. Ajoelhado diante dos interesses predominantes do capitalismo central, o bloco de poder aceitava de bom grado um ajustamento passivo às exigências do credo neoliberal. Via com bons olhos a liquidação de boa parte da indústria nacional e incentivava um processo de desnacionalização crescente. Esse era o palanque de Serra, em 2002.
A partir da eleição de Lula, a estratégia de desenvolvimento econômico e social teve outro norte: reorientação dos recursos produtivos para satisfazer as necessidades de um amplo exército de excluídos; uma política de redistribuição de rendas e da riqueza, baseada na elevação do patamar de salários e em projetos nas áreas de educação, saúde, habitação, transporte e meio ambiente que, simultaneamente, melhoraram as condições de vida, proporcionando emprego à população.
Acrescente-se, ainda, políticas industriais e tecnológicas voltadas para a reestruturação do parque produtivo brasileiro, respondendo aos desafios impostos pela conjuntura internacional e às exigências de um sólido mercado doméstico. Apesar de concessões ao agronegócio, não se descuidou de uma política agrícola voltada para o mercado interno.
Dialogando com movimentos sociais, foi rompida a tradição brasileira de definição e encaminhamento das questões políticas de forma elitista, autoritária e paternalista. Os partidos políticos de cunho progressista puderam, como instâncias de mediação de interesses conflitantes, apresentar projetos globais de desenvolvimento social.
Seria interessante perguntar a alguns ministros do STF em que governo o Poder Judiciário gozou de tanta autonomia como neste? Quando, na nossa rala história republicana, o Executivo foi tão pouco prepotente face ao Judiciário e ao Legislativo?
verdadeiro “palanque" de Dilma Rousseff tem, portanto, dimensão e legitimidade para abrigar muita gente. Pode ser vistoriado por todos os ângulos. No campo dos direitos eleitorais expressa a supressão de todos os obstáculos ao pleno exercício da cidadania. Não cabem recursos de afogadilho. Muito menos petições de uma ética de algibeira.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Os limites do capital são os limites da Terra


BLOG DO U: Segundo alguns estudiosos em questões ambientais em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não aguenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível.
A análise é de Leornado Boff, em seu artigo de estréia como colunista da Carta Maior (clique no grifo).
É só dar uma lida no texto que postei logo abaixo que é do próprio Leonardo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Tudo que o capital quer é ver o fim da terra, isso é o que diz Leonardo Boff


Leonardo Boff




“Os principais comentaristas econômicos comentam a crise que irrompeu no centro do sistema e apontam o desmoronamento de suas teses mestras, mas continuam com a crença ilusória de que o mesmo modelo que nos trouxe a desgraça, ainda pode nos tirar dela. Ainda utilizam a interpretação clássica dos ciclos do capitalismo depois da abundância, sem perceber a mudança substancial do estado da Terra ocorrida nos últimos tempos”.



Leio os principais comentaristas econômicos dos grandes jornais do Rio e de São Paulo. Aprendo muito com eles, porque venho de outra área do saber. Mas, na minha opinião, eles continuam aplicando a cartilha neoliberal, o que os impede de ter um pensamento mais crítico. Ainda utilizam a interpretação clássica dos ciclos do capitalismo depois da abundância, sem perceber a mudança substancial do estado da Terra ocorrida nos últimos tempos. Por isso, noto neles uma certa cegueira em um nível profundo de seu paradigma. Comentam a crise que irrompeu no centro do sistema e apontam o desmoronamento de suas teses mestras, mas continuam com a crença ilusória de que o mesmo modelo que nos trouxe a desgraça, ainda pode nos tirar dela.



Esta visão míope impede que levem em consideração os limites da Terra, os quais impõem limites ao projeto do capital. Esses limites foram ultrapassados em 30%. A Terra dá claros sinais de que não agüenta mais. Ou seja, a sustentabilidade entrou em um processo de crise planetária. Cresce cada vez mais a convicção de que não basta com fazer acertos. Estamos obrigados a mudar de rumo se queremos evitar o pior, que seria ir em direção a um colapso sistêmico certo.



O sistema em crise, digamos seu nome, é, quanto ao seu modo de produção, o capitalismo. E sua expressão política é o neoliberalismo, que responde fundamentalmente às seguintes questões: como ganhar mais com o mínimo de investimento, no menor tempo possível e aumentando ainda mais seu poder? O sistema dá como óbvia a submissão total da natureza e a desconsideração das necessidades das gerações futuras



Esse pretendido desenvolvimento tem se mostrado insustentável, porque em todos os lugares em que se instalou criou desigualdades sociais graves, devastou a natureza e consumiu seus recursos muito acima do nível de reposição. Na verdade, trata-se de um crescimento apenas material, que se mede em termos de benefícios econômicos, não de um desenvolvimento integral.



O grave disto é que a lógica deste sistema se opõe diretamente à lógica da vida. A primeira é linear, regida pela competição, tende à uniformização tecnológica, ao monocultivo e à acumulação privada. A outra, a da vida, é complexa, incentiva a diversidade, as interdependências, as complementaridades e reforça a cooperação na procura pelo bem de todos. Este modelo também produz, mas para servir à vida e não para servir exclusivamente ao lucro, e tem como objetivo o equilíbrio com a natureza, a harmonia com a comunidade da vida e a inclusão de todos os seres humanos. Opta por viver melhor com menos.



Paul Krugman, editorialista do New York Times, denunciou valentemente (Jornal do Brasil, 20/12/08) que não há diferença básica entre os procedimentos de B. Madoff, que fraudou 50 bilhões de dólares a muitas pessoas e instituições, e os especuladores de Wall Street, que enganaram milhares de investidores e pulverizaram, também, grandes fortunas. Ele conclui: “o que estamos vendo agora são as conseqüências de um mundo que enlouqueceu”. Esta loucura é conjuntural ou sistêmica? Penso que é sistêmica, porque pertence à própria dinâmica do capitalismo: para acumular, mantém grande parte da humanidade em situação de escravidão “pro tempore” e põe em perigo a base que o sustenta: a natureza com seus recursos e serviços.



Cabe a pergunta: será que não existe aí uma pulsão suicida, inerente ao capitalismo como projeto civilizatório, uma pulsão que tenta explorar de maneira ilimitada um planeta que sabemos que é limitado? É como se toda a humanidade sentisse que é empurrada para dentro de uma corrente violentíssima, e não conseguisse mais sair dela. Não há dúvida de que o destino seria a morte. Será que é a marca inscrita em nosso atual DNA civilizatório, rascunhado há mais de dois milhões de anos, quando surgiu o homo habilis, aquela espécie de humanos que, pela primeira vez, começou a usar instrumentos em seu afã por dominar a natureza, que potencializou-se com a revolução agrária no neolítico e culminou no atual estágio de ânsia de dominação completa da natureza e da vida? Se continuarmos nesse caminho, onde iremos chegar?



Como somos seres inteligentes e com um imenso arsenal de meios de saber e de fazer, não é impossível que consigamos reorientar nosso curso civilizatório, dando maior centralidade à vida que ao lucro, ao bem comum em vez de ao benefício individual. Então, poderíamos salvar-nos in extremis e ainda teríamos pela frente um futuro que almejar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Frente promete mobilização pelo piso dos professores em 2009.

BLOG DO U: Olha essa que vem da camâra dos Deputad@s Federais, é sobre o salário base do professores das redes Estadual, Municipal e do Distrito Federal.

Fátima Bezerra: frente quer o retorno do conteúdo original da lei sobre o piso.




Com valor de R$ 950, o piso foi aprovado pela Câmara em maio de 2008 e se transformou na Lei 11738/08, sancionada pelo presidente da República em julho do ano passado. O piso beneficia aproximadamente 800 mil professores do ensino público infantil, fundamental e médio de escolas federais, estaduais e municipais.

Fátima Bezerra: frente quer o retorno do conteúdo original da lei sobre o piso.
A Câmara teve papel fundamental para a criação do piso salarial nacional dos professores, em vigor desde o início deste mês. E deve continuar mobilizada, em 2009, para garantir o cumprimento da legislação por governos estaduais, municipais e federal. Essa é a promessa da deputada Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da
Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial dos Professores.
Em dezembro passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou, em caráter liminar, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei movida pelos governadores de Mato Grosso do Sul, Ceará, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O STF considerou constitucional a lei que determina o piso.

Vencimento básico.

Entretanto, o STF suspendeu três dispositivos da lei. O primeiro deles é o que determina o uso do vencimento básico como referência para o piso - ou seja, o valor de R$ 950 não inclui as gratificações recebidas pelo professor por sua formação, como o adicional por especialização ou mestrado e doutorado.

A Lei 11738/08 estabelece que, no primeiro ano de vigência, as gratificações podem ser incluídas no cálculo para o piso. A partir de janeiro de 2010, contudo, o piso abrangerá apenas o salário básico. O STF decidiu que a inclusão das gratificações pode continuar sendo feita pelos governos até haver uma decisão final sobre o mérito do assunto, o que ainda não tem data para ocorrer.Sala de aula e prazo A maioria dos ministros do STF também decidiu suspender a previsão de cumprimento de, no máximo, dois terços da carga dos professores no desempenho de atividades em sala de aula. A lei determina que um terço da jornada seja destinada a atividades extra-classe, como cursos de atualização e preparação de aulas. A suspensão também vale até o julgamento final da ação pelo STF.

Sala de aula e prazo.
A maioria dos ministros do STF também decidiu suspender a previsão de cumprimento de, no máximo, dois terços da carga dos professores no desempenho de atividades em sala de aula. A lei determina que um terço da jornada seja destinada a atividades extra-classe, como cursos de atualização e preparação de aulas. A suspensão também vale até o julgamento final da ação pelo STF.

Por fim, os ministros determinaram que o piso passasse a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A lei determina que os valores deveriam ser pagos desde janeiro de 2008, o que obrigaria os governos a pagar os retroativos.

Mérito.

Fátima Bezerra disse que a frente parlamentar quer o retorno do conteúdo original da lei, especialmente em relação à inclusão das gratificações no piso. "O piso virou teto, pois inclui também as gratificações, além do vencimento básico", afirmou.

A expectativa dos parlamentares, segundo Fátima Bezerra, é a de que o STF vote ainda em 2009 o mérito da lei. Para ela, a questão das atividades extra-classe é outro item que precisa ser retomado nas discussões entre trabalhadores, deputados, governadores e os ministros do STF: "É uma questão de princípio, pela natureza do trabalho, que exige muita reflexão; o professor não pode abrir mão de ter um tempo destinado para atualização didática e profissional. Isso é um pressuposto para a atividade docente."

Segundo ela, os ministros mostraram ter compreensão da importância do piso como uma política de valorização do ensino básico; por isso, a decisão do STF causou surpresa aos integrantes da frente, apesar de a votação não ter sido unânime. "Evidentemente, os governadores fizeram pressão sobre os ministros, mas o reconhecimento da constitucionalidade da lei já foi uma vitória", avaliou a deputada.

Mídia e o Pensamento Único II

BLOG DO U: continuação:
A repetição deste catecismo em todos os meios de comunicação, por parte de importantes jornalistas, comentaristas, políticos, personalidades, etc, convence a quase todos de que realmente não há mais para onde ir. Que não há nada melhor que o atual capitalismo e que a longo prazo ele trará a felicidade mundial e a bonança. Toda e qualquer outra alternativa é taxada de retrógrada.
Estudiosos de diversas áreas denunciam a falsidade do Pensamento Único. Paul Hirst, escritor de A Democracia Representativa e Seus Limites, denuncia que as políticas atuais favorecem os países desenvolvidos em detrimento dos países pobres. Outro escritor, Robert Went, assim como Samir Amin, chama de mitos tais projeções, pois a aceitação e os ajustes das economias nos paises em desenvolvimento à globalização, acabou piorando as contradições já existentes nas áreas sócias destas regiões.
No livro A Globalização Sob Três Óticas, Milton Santos argumenta que o Pensamento Único naturaliza o caráter perverso desta globalização, já que seus benefícios não atingiram sequer um quarto da população mundial. Ramonet ataca denunciando que a quinta parte mais rica da humanidade concentra 80% dos recursos do planeta, enquanto a quinta parte mais pobre possui apenas 5% da riqueza. Apenas 500 milhões de pessoas vivem confortavelmente e a fortuna de trezentas e cinqüenta e oito pessoas mais ricas do muno soma mais do que a renda dos 45% mais pobres.

Joseph E. Stiglitz, ganhador do prêmio Nobel em economia em 2001, com vasto conhecimento sobre a economia mundial e com experiência adquirida em sua passagem pelo Banco Mundial, aponta a OMC, o FMI, o BM e os países desenvolvidos como os agentes principais da desigualdade e pobreza das nações.
Sem espaço na mídia, estas denúncias são encaradas como mentira, pois a única verdade é o Pensamento Único, repetido infinitas vezes. A massa acéfala, sob a pressão de todos os meios de comunicação, assustada com a violência e hipnotizada com as promessas de consumo ilimitado, aceita este discurso mentiroso, apóia o enfraquecimento do Estado e usa de todas as suas forças para derrubar as críticas que ainda existem.
Quem controla a comunicação, controla o conhecimento. Não mais por falta de informação, mas pelo excesso, batizado por Edgar Morin de ruído. Excesso que impede a tomada de consciência sobre a falta de informação verdadeira. Confundir liberdade democrática e de comunicação com concentração hegemônica da mídia, com a predominância de um só tipo de discurso, pode significar não mais liberdade, diversidade, mas o empobrecimento do pensamento e da razão. A luta pelo lucro rápido defendida incansavelmente pelo Pensamento Único resultou no fim do direito de todo cidadão de estar bem informado.
Fontes:Quadrinho:
http://blogdokayser.blogspot.com/http://www.culturabrasil.org/pensamentounico_ramonet.htmhttp://www.sociuslogia.com/artigos/sacerd01.htmhttp://br.monografias.com/trabalhos909/ethos-e-mitos/ethos-e-mitos.pdfhttp://sociologiaulbrapoa.blogspot.com/2008/10/pensamento-nico.htmlhttp://74.125.47.132/search?q=cache:apUrBCR42ioJ:www.estadosgerais.org/mundial_rj/download/2c_Katz_14220703_port.pdf+pensamento+unico+contemporaneo&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=3&gl=brhttp://www.brasilsoberano.com.br/artigos/Anteriores/opensamentounico.htmhttp://www.cibersociedad.net/textos/articulo.php?art=97*Alexandre Sant'anna têm 33 anos, é historiador, escritor e vive em Paranaguá, PR.
BLOG DO U : Como pudemos ler neste texto a mídia têm mais poder que os governos e seus governantes, mais poder que a justiça e seus juristas, só não tem mais poder que os patrões donos das economias que sustentam a ciranda da hipocrisia.

Mídia e o Pensamento Único

BLOG DO U: Temos muito que falar, pois ficar sem postar no blog requer muita disciplina foi difícil mas consegui. Hoje trago um tema sobre a grande mídia e peguei na comunidade do Luis Nassifi.



Secretário Geral ONU em 1992, Butros Ghali afirmou que a Globalização criou novos poderes que superam as estruturas estatais. Um desses poderes é o dos meios de comunicação. Idéia parecida tem Ignácio Ramonet, doutor em semiologia e história da cultura pela Escola de Altos Estudo de Paris. Ele define a política como terceiro poder, depois do poder econômico e do poder da mídia. Albert Gore considerou as redes de informação tão importantes para os USA de hoje quanto a infra-estrutura rodoviária foi em meados do século XX. Mas, este poder pode ser prejudicial.

De um lado, o enfraquecimento das máquinas coercitivas, como a Família, o Estado, a Escola, a Igreja, Exército, e o fracasso dos Regimes Autoritários, resultaram em um sentimento de autonomia e liberdade ao indivíduo. Porém, há outras estruturas de normatização. A Televisão é o maior exemplo. Quatro em cada cinco norte-americanos acreditam que a violência na TV contribui para aumentar a violência na vida real, pois apenas durante os cinco anos de escola primária, a criança vê no mínimo 8.000 assassinatos. Seu poder de influência é tão grande que vários países já tomaram decisões para limitar o conteúdo violento na televisão.

Mas a violência não é o único problema. Até os doze anos de idade, as crianças na França assistem a uns 100.000 anúncios que vão contribuir para faze-la interiorizar as normas ideológicas dominantes e ensinar o que é belo, feio, bom, justo, etc. Neil Postman, ensaísta americano, afirmou que o abismo entre a racionalidade e a publicidade cresceu a ponto de parecer nunca ter existido. A propaganda não possui lógica nenhuma. É apenas uma mitologia, uma encenação.

Auxiliada por psicólogos, estatísticos, psiquiatras, sociólogos, lingüistas, etc, a publicidade manipula os nossos desejos mais profundos. Não fosse isto o bastante, ainda faz uso de mensagens subliminares. Fundamentada em estudos hábeis do mercado, as técnicas de venda pretendem ser quase uma ciência. Seu objetivo é fazer-nos consumir cada vez mais. Porém, muitos cidadãos acreditam que a televisão também transmite informação.

Por muito tempo, informar incluía um conjunto de parâmetros que permitiam o cidadão compreender o significado profundo do acontecimento. Atualmente, a televisão transformou a informação em simples veiculação de imagens. Estudiosos consideram que esta informação moderna fundamentada na idéia de que ver é compreender, contribuiu para um retrocesso intelectual de séculos.

O fato é verdadeiro não porque obedece a critérios verificáveis, mas porque é repetido sem cessar não apenas pela televisão, como também por todos os outros meios de comunicação. Os noticiários televisivos, além de não informarem, servem como distração formada por uma sucessão rápida de notícias superficiais e fragmentadas, que nada esclarecem.

Submissa à televisão, a imprensa escrita passou a ser um mero eco. O discurso foi simplificado ao máximo e a análise foi substituída por fotografias coloridas. É a emergência de uma sociedade na qual impera o conhecimento esteriotipado, superficial e passageiro. Pseudo-informação massificada e repetida que elimina o esforço da interpretação racional. Um nivelamento por baixo, chamado por Ortega e Gasset como mesmidade.

Ainda existe o problema da concentração dos meios de comunicação, limitando drasticamente o número de fontes. Na década de 90, seguindo as normas do FMI, do BM e da OMC, os Estados reduziram investimentos e privatizaram serviços, abrindo espaço para a iniciativa privada nos meios de comunicação, que seguindo a lógica de mercado passaram a se unir e formar enormes grupos.

O professor Venício Lima, afirmou que um grande exemplo da concentração da mídia, é o grupo Net-Sky, da Globo, que controlava em 2003, 95% da TV por satélite. Segundo ele, os sistemas regionais de comunicação estão diretamente ligados às Organizações Globo, não só na televisão, como nas rádios e jornais impressos, e só o que fazem é repetir a pseudo-informação oriunda da Agência de Notícias Globo. Esta por sua vez repete o que vem dos mega conglomerados mundiais. Marcos Coimbra, prof Titular de Economia na UERJ, lembra que os meios de comunicação mo Brasil são comandados por cerca de seis famílias e que uma única rede tem 60% de audiência.

Dentro deste esquema midiático altamente concentrado nas mãos de poucos, fazendo uso dessa repetição constante de mensagens simplificadas e sem nenhuma conexão com a lógica, há um discurso que ganhou status de verdade absoluta, minando qualquer forma de contestação: é o chamado Pensamento Único.

Pensamento Único, em termos ideológicos, é a defesa dos interesses econômicos do capital internacional. É a cartilha escrita na reunião de Breton-Woods, ou seja, o discurso neoliberal, que defende a globalização como único caminho viável para todos os países, que afirma ser necessário reduzir o Estado ao mínimo possível e dar plenas forças ao mercado, pois este se auto-regula, que exige a diminuição dos direitos trabalhistas em prol de um lucro maior aos capitalistas, que defende a privatização total para avanço tecnológico, que promete o aumento da riqueza e o bem estar a todos que entrarem no jogo.

ANO NOVO VIDA NOVA, SERÁ?

BLOG DO U: Olá pessoal estou de volta depois das féstas e feriados prolongado, já volto com alguns post de bolg que costumo acompanhar, bloges do Nassif, Mino Carta, Azenha, Rodrigo Viana, PHA grande criador do PIG, Zé Dirceu e Luiz Favre etc...
Também sou um grande frequentador de algumas páginas de Internet como Uol, Terra, Carta Capital, Ig e Carta Maior etc..
Mas temos que falar da nossa terrinha também, da política e dos políticos, do futebol e dos boleiros e das curiosidade que acontecem aqui, que podem ter certeza não são diferente de outros lugares.
Ano Novo vida nova, será? É a pergunta que todos fazem quando encontra alguém, mas que poucos falam a verdade, uns respondem vou parar de fumar, vou emagrecer, vou parar de beber, não vou brigar mais com minha mãe e assim as promessas vão se fazendo aparecer, mas poucos cumprem o que diz, é esperar para ver, e no final cobrar dos amigos parentes e outros a promessa feita no começo do ano.
QUERO DESEJAR A TODOS MUITA REALIZAÇÕES NESTE NOVO ANO E AO QUE DEPENDER DESTE BLOGUEIRO ESTAREI AQUI PARA TRAZER AS NOVIDADES DA INTERNET E DOS BLOGs.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A PAZ NÃO É CHEGADA. É O CAMINHO - Gandhi



BLOG DO U:
FELIZ 2009 A TODOS
QUE DEUS NOS DE MUITA PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE.

Sanchez nega proposta para ter Kléber no Corinthians



Presidente, no entanto, confirmou que teve um encontro com o procurador do jogador do Palmeiras

FONTE: Agência Estado

SÃO PAULO - O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, afirmou nesta terça-feira que não fez proposta para contratar o atacante Kléber, do Palmeiras. Andrés, no entanto, confirmou que teve um encontro com o procurador do jogador.

"Foi um simples encontro, uma conversa de 20 minutos. Vamos respeitar o negócio do Palmeiras."

O clube do Palestra Itália precisa de US$ 8 milhões para contratar Kléber. O Dínamo de Kiev, que tem os direitos sobre o atacante, não aceita emprestá-lo.

"O Corinthians encerrou o ciclo de contratação com Souza e Escudero", disse Andrés. "Claro que todo grande jogador interessa ao Corinthians, mas não é fácil tirar US$ 8 milhões."

A preferência do Palmeiras para contratar Kléber termina ao final do ano. "O que acontecerá depois eu não sei. O Corinthians é um grande clube e sempre estará de olho no mercado."
BLOG DO U: É esperar para ver se o Andrés cumpre com que diz, no mundo do futebol nada que se lê se escreve.

A HORA É DE FUTEBOL.



BLOG DO U: VOU COMEÇARA PELO MEU PALMEIRA, VERDÃO QUE BRIGA ( E ADVINHA COM QUEM ?) PELA CONTRATAÇÃO DO KLEBER ARTILHEIRO DO CAMPEONATO BRASILEIRO DESTE ANO.


Por Kléber, Palmeiras conta com Dínamo; Corinthians, com “amigo pessoal”



“O Palmeiras tem um canal oficial para conduzir a negociação no Brasil, que sou eu. Sou representante do Dínamo há dez anos", afirma Fábio Brito


FONTE: Gazeta Esportiva


SÃO PAULO - Kléber deve passar o réveillon dividido entre dois dos principais rivais do futebol paulista. E os responsáveis por ajudar o presidente do Dínamo de Kiev na decisão de repassá-lo para Corinthians ou Palmeiras são dois empresários que não se entendem.



Giuseppe Dioguardi, agente do jogador, é amigo pessoal de Andrés Sanchez e tem contestado a aparição de Fábio Brito, representante do clube ucraniano no Brasil e que garante “querer apenas ajudar o Palmeiras”.



A presença de Brito no negócio, porém, tem contrariado Dioguardi. Procurador de Diogo Rincón, Rodrigo e Kléber, todos jogadores do Dínamo que passaram 2008 emprestados a clubes brasileiros, o agente chegou a questionar a nomeação de Brito como representante dos ucranianos e acusou o ‘rival’ de estar atrapalhando a permanência do Gladiador no Palestra Itália.



Irritado com as insinuações, Brito defende-se alegando que tanto ele quanto o Dínamo estão a favor do Verdão. “O Palmeiras tem um canal oficial para conduzir a negociação no Brasil, que sou eu. Sou representante do Dínamo há dez anos. Eu que levei o Kléber para o Dínamo de Kiev em 2003 e sempre tive uma relação boa com ele. Estou aqui para ajudar o Dínamo, em primeiro lugar, e o Palmeiras”, disse Brito, minimizando o peso de Dioguardi nos trâmites em relação ao atacante.



“Ele está questionando o quê? Chegou ontem como procurador e ninguém o conhece como nada. Não o entendo e nem o conheço. Acho muito estranho, superestranho os comentários dele. Ele não trabalha com o Dínamo e não decide nada. Isso é fofoquinha”, acusou Brito.



Contrariado por ver o Palmeiras dar preferência às conversas com o representante do Dínamo, Dioguardi fortalece sua “boa relação” com Andrés Sanchez. Dizendo-se amigo pessoal do presidente corintiano, o agente de Kléber aproveitou a proximidade e um de seus “encontros casuais” com o mandatário alvinegro, na última sexta-feira, para saber se o Timão tinha interesse em contratá-lo. Ouviu “sim” em uma conversa que durou duas horas e terminou com um abraço do Gladiador em Andrés.



“O Kléber só ficou lá por cinco minutos, nem participou da reunião”, esclareceu Dioguardi, que até agora só procurou o time do Parque São Jorge.


“E não foi nada feito às escondidas. O (vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto) Cipullo soube da reunião antes de ela acontecer. Quando o Palmeiras fez a primeira proposta (US$ 2 milhões) ao Dínamo, entendi que era muito baixa e comuniquei que procuraria outro futuro para o atleta. Se o Palmeiras não aumentasse a proposta, já teria outras coisas para o Kléber continuar a carreira no Brasil”, explicou-se.



Em meio aos caminhos opostos adotados por Brito e Dioguardi, o Dínamo de Kiev fica à espera de uma proposta interessante do Palmeiras até 31 de dezembro, quando será encerrado o empréstimo de Kléber. Se não oferecer os US$ 8 milhões pedidos pelos ucranianos, o Verdão entra em um leilão que terá o Corinthians como um dos oponentes. Enquanto isso, o jogador fica em silêncio.“A decisão quem vai tomar é o Dínamo de Kiev, que tem que acertar o lado econômico.



Quando o presidente decidir, informa o Kléber e ele responde se aceita. Para o atleta, Palmeiras e Corinthians são dois times de ponta. No Palmeiras, teria a exposição da Libertadores, e no Corinthians a exposição de jogar com o Ronaldo. Em qualquer uma das opções, ele ganha de um lado e perde de outro”, finalizou Dioguardi.