segunda-feira, 8 de julho de 2013

Esclarecimento sobre mais saúde, lançado hoje pela presidenta Dilma

Foto: hoje , no Palacio do Planalto , a Presidenta Dilma anunciou medidas para resolver a falta de médicos no pais. 
Faltam médicos para o SUS, para locais distantes, para os grandes desafios, para cuidar de pessoas . Nossa média de medicos por 1000 habitantes é vergonhosa. 

ai vão alguns pontos importantes : 
1. forte investimento em escolas médicas que se compromissem com residencias médicas e que estejam perto de locais aonde a necessidade é maior, com apoio qualitativo do ministerio da educação . 
2. Edital de chamamento público para contratação de medicos para a atenção básica que serão bolsistas do ministerio e receberão R$ 10 mil /mes (liquido) + auxilio deslocamento ( para locais distantes) - são milhares de vagas para médicos brasileiros
3. Somente depois de manifestado o interesse dos médicos brasileiros, será aberta a contratação de medicos para esse fim ( leia-se atenção básica ) importando profissionais de escolas legitimas, com conhecimento no idioma portugues.
4. Para esses médicos, será feito um treinamento para essa atuação especifica, o contrato restringe ( e será controlado por universidades públicas e gestores ) a migração para outros fins. qualquer outra hipotese, o médico estrangeiro deverá se submeter ao REVALIDA - exame que qualifica a atuação dos medicos em qualquer outra área.
5.  Essa é uma autorização especifica de 3 anos. 
6. Linha de crédito para melhoria dos postos de saude ( ampliação e reforma ), construção de unidades de saude , compra de equipamentos ABERTA . Todo gestor poderá inscrever-se para busca da melhora da estrutura de sua rede de serviçøs. 
7. Medicos formados por Escolas legitimas e reconhecidas pelo mundo poderão conveniar-se com o ministerio da saude. 

Isso não resolve a GRAVE crise da Saude Pública no pais, mas é um começø. Um bom começø. Antes de ser contra, o médico brasileiro terá PREFERENCIA para essas vagas. São 10 mil reais, não tributaveis - isso corresponde a um salario de mercado de R$ 12.700,00 . Quem sabe se aparecem medicos brasileiros interessados ? #dúvida.... 

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/07/08/dilma-admite-saude-falha-e-diz-que-vinda-de-medicos-de-estrangeiros-e-para-resolver-o-agora.htm

confira :





























BLOG O MURAL: Por Claudia Meireles: Hoje , no Palacio do Planalto , a Presidenta Dilma anunciou medidas para resolver a falta de médicos no pais. 
Faltam médicos para o SUS, para locais distantes, para os grandes desafios, para cuidar de pessoas . Nossa média de medicos por 1000 habitantes é vergonhosa. 

ai vão alguns pontos importantes : 
1. forte investimento em escolas médicas que se compromissem com residencias médicas e que estejam perto de locais aonde a necessidade é maior, com apoio qualitativo do ministerio da educação .
2. Edital de chamamento público para contratação de medicos para a atenção básica que serão bolsistas do ministerio e receberão R$ 10 mil /mes (liquido) + auxilio deslocamento ( para locais distantes) - são milhares de vagas para médicos brasileiros
3. Somente depois de manifestado o interesse dos médicos brasileiros, será aberta a contratação de medicos para esse fim ( leia-se atenção básica ) importando profissionais de escolas legitimas, com conhecimento no idioma portugues.
4. Para esses médicos, será feito um treinamento para essa atuação especifica, o contrato restringe ( e será controlado por universidades públicas e gestores ) a migração para outros fins. qualquer outra hipotese, o médico estrangeiro deverá se submeter ao REVALIDA - exame que qualifica a atuação dos medicos em qualquer outra área.
5. Essa é uma autorização especifica de 3 anos.
6. Linha de crédito para melhoria dos postos de saude ( ampliação e reforma ), construção de unidades de saude , compra de equipamentos ABERTA . Todo gestor poderá inscrever-se para busca da melhora da estrutura de sua rede de serviçøs.
7. Medicos formados por Escolas legitimas e reconhecidas pelo mundo poderão conveniar-se com o ministerio da saude.

Isso não resolve a GRAVE crise da Saude Pública no pais, mas é um começø. Um bom começø. Antes de ser contra, o médico brasileiro terá PREFERENCIA para essas vagas. São 10 mil reais, não tributaveis - isso corresponde a um salario de mercado de R$ 12.700,00 . Quem sabe se aparecem medicos brasileiros interessados ?‎#dúvida....

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/07/08/dilma-admite-saude-falha-e-diz-que-vinda-de-medicos-de-estrangeiros-e-para-resolver-o-agora.htm

Perigo a avista. Zona rural de Sorocaba pode ser reduzida a apenas 10% do território

BLOG O MURAL: Se de fato à notícia for levada ao pé da letra nosso manancial estará sendo prejudicado, afinal a cabeceira ou nascente do Rio Avecuia está nas limitações da zona rural de Sorocaba, por isso devemos ficar atentos as reais consequência que isso possa trazer
 
Aldo v. Silva
Jornal Cruzeiro do Sul

José Antônio Rosa
joseantonio.rosa@jcruzeiro.com.br

O novo projeto do Plano Diretor de Sorocaba, que está para ser revisado depois de cinco anos, prevê a redução da zona rural da cidade para apenas 10% do total de seu território. Atualmente, 18,86% do território sorocabano pertence à área rural, o que corresponde à 84,70 km2. A informação foi prestada pela Secretária do Meio Ambiente, Jussara de Lima Carvalho, durante visita ao jornal Cruzeiro do Sul. A proposta está em fase de elaboração e deve ser encaminhada à Câmara até o final de 2013.

Jussara não quis entrar no mérito da iniciativa, alegando que este é um assunto da competência da Secretaria da Habitação, mas admitiu que o quadro não é favorável e pode trazer consequências drásticas. Em abril, o superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em São Paulo (Incra), Wellington Diniz Monteiro, alertou para os riscos ao meio ambiente que a redução da zona rural de Sorocaba pode provocar. O Incra, conforme o superintendente, está preocupado com a diminuição das áreas verdes.

Monteiro disse na ocasião que "não se trata apenas da cidade dispor de menos espaço para cultivo e produção de alimentos; nascentes, matas e outros recursos naturais já estão comprometidos". E acrescentou: "É preciso que o assunto seja incorporado à agenda de prioridades e que medidas sejam tomadas para reverter, ou diminuir as consequências do processo".

A titular da Sema falou sobre a campanha contra queimadas no município. Apesar das chuvas dos últimos dias (que devem continuar, conforme previsão da meteorologia), o governo estará atento aos abusos. Fazer queimadas é crime previsto em lei, e pode custar ao infrator, além da pena de prisão, multas que podem chegar a R$ 10 mil, dependendo da extensão afetada pela prática irregular.

Jussara divulgou números que demonstram que a incidência dessa prática diminuiu drasticamente, desde que a campanha passou a ser trabalhada. Para se ter ideia, nos seis primeiros meses deste ano foram registradas 85 ocorrências, ante 540 apuradas no ano passado. A queda foi da ordem de quase 80%. A secretária atribuiu a diminuição a uma tomada de consciência da população. "A fiscalização da Patrulha Verde ajuda, mas a comunidade assimilou a importância de não fazer queimadas".

O tempo instável tem ajudado, mas a Secretaria não deverá descuidar do monitoramento. "É bem verdade que a chuva atende nossas expectativas, porém mais importante do que isso é todos entenderem que provocar fogo, além de conduta criminosa, passível de multa, causa prejuízos à saúde, provocando doenças respiratórias e outras doenças, além, claro, de comprometer a qualidade do ar". Quem souber de queimadas, deve denunciar a prática pelos telefones 193 ou 199.

Cremesp paga táxi e hora extra para funcionários irem a ato de médicos na Paulista

 
BLOG O MURAL: Fábio Gomes, gerente operacional do Cremesp, enviou o seguinte email, na tarde de ontem, para a lista de funcionários da entidade:
Senhores chefes, gerentes e funcionários,
Em virtude da mobilização geral dos médicos agendada para hoje (dia 3 de julho), às 16h00, na Associação Médica Brasileira (Rua São Carlos do Pinhal, 324), convocamos os funcionários interessados em ajudar na realização desta atividade extraordinária.
Os interessados deverão procurar os funcionários da Seção de Eventos que estão alocados em frente da Sede da AMB até às 16h00. Será concedida a utilização de boletos de taxi até a AMB.
Trajeto: O ponto de encontro será na Associação Médica Brasileira (Rua São Carlos do Pinhal, 324), de onde a passeata sairá, às 16h, rumo ao gabinete de representação da presidência da República, na avenida Paulista, 2163 ( esquina com rua Augusta; prédio do Banco do Brasil).
Solicitamos às chefias que dispensem os funcionários interessados em participar desta atividade extraordinária, bem como para disponibilizar boletos de táxi aos funcionários participantes.
As papeletas de horas extraordinárias pela participação deste evento deverão ser encaminhadas à Seção de Eventos.
Ou seja, a entidade pagou táxi, dispensou seus funcionários mais cedo e ainda se dispôs a remunerar com hora extra quem participasse da atividade. Fábio Gomes diz textualmente no comunicado da convocação que “as papeletas de horas extraordinárias pela participação deste evento deverão ser encaminhadas à Seção de Eventos”.
Muitos dos que participaram do evento carregando cartazes, xingando Lula e Dilma e os médicos cubanos na noite de ontem na Avenida Paulista não eram nem médicos e nem médicas. Mas funcionários das entidades representativas do setor. Você pode ter visto na Avenida Paulista escriturários, telefonistas, secretárias, administradores, motoristas usando jalecos brancos e/ou carregando cartazes.
O blogue procurou a assessoria de imprensa do Cremesp questionando se a entidade incentivou de alguma forma o ato dos médicos na noite de ontem. A assessora informou que, por decisão em assembléia, o Cremesp apoiou a manifestação. Indagada se isso significava que funcionários da entidade foram liberados e receberam horas extras para participar do ato, a assessora disse que não tinha essa informação.
A atitude do Cremesp pode não ser ilegal, mas no mínimo é bastante questionável.
Vale registrar que a Rede Globo realizou ontem uma empolgada cobertura do evento. Não falou que a manifestação ao parar a Paulista afetou o atendimento nos hospitais da região e nem que atrapalhou a circulação de ambulâncias. E mais do que isso, no Jornal da Globo os cartazes atacando Lula e Dilma foram a estrela da reportagem e ainda se registrou que haviam 5 mil médicos na manifestação. Estiva na Paulista e vi o ato. Com muita generosidade, não havia 2 mil pessoas ali. E agora, como se sabe, boa parte não era nem médico e nem estudante de medicina.
O debate sobre a saúde no Brasil não pode ser exclusivo de uma única categoria. Há muitos problemas no setor, mas um deles é  sim a forma como boa parte da classe médica brasileira se acostumou a atender apenas em áreas centrais. Além disso, é preciso moralizar o setor. Muitos administradores  dizem que têm que fazer vistas grossas para o uso de artimanhas por médicos que são contratados para prestar uma quantidade de horas de serviço e não cumprem nem 1/3 do combinado. Os que tentam enfrentar esses esquemas, são chantageados exatamente porque faltam médicos no Brasil.
Criar novas universidades nesta área é a melhor solução, mas demanda tempo. E as pessoas que estão doentes hoje não podem esperar. Por isso, abrir o país para receber mais profissionais desse segmento é uma iniciativa razoável. Outra, seria criar cursos de especialização para outros profissionais de saúde brasileiros em clínica geral. Exatamente o oposto do que os médicos querem. Eles defendem o Ato Médico, que impede até que um paciente tome uma vacina de uma campanha do governo se não passar antes por um médico. E que limitará a ação, por exemplo, de psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas, entre outros profissionais da saúde. O Ato Médico acaba de ser aprovado por pressão dos médicos no Congresso por pressão dos médicos.
Não faz muito tempo, um esquema de uso de dedos de silicone foi utilizado por médicos de Ferraz de Vasconcelos para garantir a presença de médicos ausentes. O “incentivo” que o Cremesp deu aos seus funcionários para serem médicos por uma noite na Paulista é diferente do dedo de silicone. Mas ao mesmo tempo é a mesma coisa. É falsificar a verdade de uma manifestação.
PS: Após a publicação desta nota recebi a seguinte informação de um jornalista pelo Facebook: “Trabalhei na Associação Paulista de Medicina, recebíamos boletos de táxi e dinheiro para comer. Além disso, eram contratados figurantes para dar número. E a proporção era bizarra, apenas uns 30% de médicos, chutando alto.”
Veja abaixo o vídeo da Record com a denúncia do uso de dedos de silicone.

domingo, 7 de julho de 2013

E agora como a globo vai explicar tudo isso?

BLOG O MURAL: Denuncia Sonegação milionária, os destaque são do blog.

O processo contra a Globo sumiu? E os bastidores da negociação que poderia ter levado à “estatização” da emissora

publicada domingo, 07/07/2013 às 18:33 e atualizada domingo, 07/07/2013 às 18:58
por Rodrigo Vianna
Conversei com duas fontes importantes, que trouxeram esclarecimentos sobre o episódio da sonegação de impostos da Globo, denunciada pelo blog “O Cafezinho” de Miguel do Rosário.
Uma das fontes é um ex-funcionário público (que conhece bem instituições como a Receita Federal e o Ministério Público no estado do Rio). Esse homem é o mesmo que Miguel do Rosário tem chamado de “garganta profunda”. Por isso, também o chamaremos assim nesse texto. A segunda fonte (será chamada aqui de “fonte 2″) é uma pessoa que esteve no governo federal (funcionário de carreira), nunca exerceu cargos eletivos, mas sabe muito sobre os bastidores do poder – e suas intercessões com o mundo das finanças e da mídia. Seguem abaixo as informações que recebi dos dois. O texto é longo, mas peço atenção porque trata de assunto gravíssimo.

1 - O blog “O Cafezinho” publicou apenas 12 páginas de uma imensa investigação contra a Globo. Onde está o processo original? Onde estão as centenas de páginas até agora não reveladas? Um mistério. O “garganta profunda” garante que funcionários da Receita Federal no Rio estariam “em pânico” (são palavras dele) porque o processo contra a Globo simplesmente sumiu! Sim. O processo não foi digitalizado, só existe em papel. O deputado Protógenes Queiroz  (que pretende abrir uma CPI para investigar a Globo) também considera “estranho” que não haja “back-up” da investigação.
“Mas como um processo some desse jeito?” pergunto incrédulo. E o “garganta profunda” responde com um sorriso: “há advogados especializados nisso, e às vezes o sumiço físico de um processo é a única forma de evitar danos maiores quando se enfrenta uma investigação como essa contra a Globo”. Insisto: “mas quem teria pago pro processo desaparecer?”. E o “garganta profunda” responde com um sorriso apenas.

2 – Importante compreender que, na verdade, há uma investigação contra a Globo que se desdobra em dois processos. Tudo começa com o ”Processo Administrativo Fiscal” de número 18471.000858/2006-97 , conduzido pelo auditor fiscal Alberto Sodré Zile; era a investigação propriamente tributária, no decorrer da qual descobriu-se a (suposta) conta da Globo em paraíso fiscal e a sonegação milionária. Ao terminar a investigação, no segundo semestre de 2006, Zile constatou “Crime contra a Ordem Tributária” e por isso pediu a abertura de uma“Representação Fiscal para Fins Penais” (ou seja: investigação criminal contra os donos da Globo) que recebeu o número 18471.001126/2006-14. 

3 - Um dos indícios de que há algo errado com os dois processos contra a Globo surge quando realizamos a consulta ao site ”COMPROT” (qualquer cidadão pode entrar no site“COMPROT” do Ministério da Fazenda e fazer a consulta – digitando os números que reproduzi no item acima). Ao fazê-lo, aparecem na tela as seguintes informações:
“MOVIMENTADO EM: 29/12/2006″
“SITUAÇÃO: EM TRÂNSITO”.

4 – Um processo (ou dois!!!) pode ficar ”em trânsito” durante seis anos e meio? Isso não existe.  Onde foi parar o processo? Entrou em licença médica? Repousa em algum escaninho? Viajou para as Ilhas Virgens Britânicas? Ou desapareceu no buraco negro que parece unir o Jardim Botânico ao Planalto Central?
A “fonte 2″ esclarece que a investigação deveria ter seguido dois caminhos:
- a Globo poderia continuar discutindo o imposto devido nas instâncias administrativas da Receita (para isso, teria que pagar o valor original e discutir a multa);
- o Ministério Público Federal no Rio deveria ter iniciado uma investigação dos aspectos criminais (esse era  o caminho depois da “Representação Fiscal para Fins Penais” apresentada pelo auditor Zile).

5 - Se a Globo tivesse feito recursos administrativos na Receita, isso deveria constar no site “COMPROT”. Mas a última movimentação é de 29/12/2006 – como qualquer cidadão pode confirmar realizando a consulta. O que se passou? Onde está o processo? O “garganta profunda” garante: “o processo teria sido sido retirado do escritório da Receita do Rio, desviado de forma subterrânea”. Essa informação, evidentemente, ainda precisa ser confirmada. 

6 – Se  o processo original sumiu, como se explica que Miguel do Rosário tenha obtido as 12 páginas já publicadas em “O Cafezinho”? Aí está outra parte do segredo e que vamos esclarecer agora: um homem – não identificado - teria conseguido preservar o processo original (e feito pelo menos mais uma cópia, na íntegra, para se proteger). As 12 páginas seriam, portanto, “só um aperitivo do que pode vir por aí”, garante o “garganta profunda”.

7 – O que mais há no processo? Detalhes sobre contas em paraísos fiscais,  e os nomes dos donos da Globo associados a essas contas, além de muitos outros detalhes – diz o “garganta profunda”, único a manter contato permanente com o homem que hoje possuiria o processo na íntegra. Seriam provas avassaladoras, “com nome, endereço e tudo o mais”. Em suma: uma bomba atômica contra a Globo.

8 – Abrimos aqui um parêntesis. A “fonte 2″ garante-me que em 2003 a família Marinho procurou o governo Lula para pedir ajuda. A Globo estava a ponto de quebrar (graças às barbeiragens com a GloboCabo, que contraiu dívidas em dólar e viu essa dívida se multiplicar por quatro depois da desvalorização do Real em 98/99, no governo FHC). Algumas pessoas no entorno de Lula chegaram a sugerir que o governo emitisse “debêntures” para salvar a Globo. Na prática, isso poderia dar ao governo o controle da Globo. “Seria uma forma suave de, na prática, estatizar a Globo”, garante-me a “fonte 2″. Por que não foi feito? “Eram todos marinheiros de primeira viagem no governo, faltou confiança e convicção para adotar essa medida, que teria sido a mais adequada para o país“, diz a “fonte 2″ – que acompanhou toda a negociação de perto. Ele conta que a família Marinho ficou contrariada com essa idéia, que chegou a ser levada à mesa por integrantes do governo Lula, mas a Globo estava tão desesperada que cogitou até aceitar essa saída pra não quebrar. Lula, no entanto, optou pela saída convencional: a Globo conseguiu empréstimos (inclusive no BNDES), e alongou a dívida. A família Marinho manteve seu império intacto.

9 – Ainda pressionada por essa dívida principal, a família Marinho recebeu notícia da investigação fiscal, promovida pelo auditor Zile. A Globo pediu socorro ao governo. Isso deve ter ocorrido entre 2003 e 2004, diz a “fonte 2″. A ordem de Lula teria sido: “não vamos intervir, os auditores têm autonomia funcional e devem fazer o trabalho deles”.

10 – A partir de então (e apesar da “ajuda” do governo para equacionar a dívida principal originada pelas barbeiragens na Globocabo), a família Marinho teria declarado guerra. Isso explicaria a cobertura global na CPI do Mensalão, sob a batuta de Ali Kamel, em 2005. Essa é a tese da “fonte 2″, embasada nesses fatos só agora revelados.

11 – O processo por sonegação (conduzido pelo auditor Alberto Sodré Zile) foi concluído às vésperas da eleição de 2006, quando a Globo de novo apontou as baterias contra Lula. Acompanhei tudo isso de perto, eu estava na Globo na época. Claramente, a temperatura contra o governo subiu no último mês antes do primeiro turno (ocorrido em outubro de 2006).  O auditor Zile concluiu a investigação em setembro de 2006. A família Marinho queria que a investigação sobre sonegação fosse interrompida de qualquer forma. Não tanto pelos valores, mas porque a revelação de contas em paraísos fiscais seria devastadora.

12 – Entre o primeiro e o segundo turnos da eleição de 2006, houve algum acordo entre a Globo e o governo Lula? A cobertura global da eleição mudou completamente no segundo turno, tornando-se mais “suave”. Em novembro de 2006, um colega que também era repórter da Globo e que mantinha bons contatos com Marcio Thomaz Bastos (então Ministro da Justiça de Lula) disse-me: “Rodrigo, agora eles sentaram pra conversar, o governo e os Marinho“.  Não se sabe ao certo o que foi colocado na mesa para a tal conversa. O que se sabe é que, coincidentemente, desde dezembro de 2006 a investigação por sonegação segue “em trânsito.”

13 – A divulgação das doze páginas pelo  Cafezinho” pegou a Globo de surpresa. Reparem como a nota oficial da emissora é confusa e contraditória. A Globo fala que não há imposto a pagar, mas reconhece que discute algumas cobranças, sim. E não faz qualquer menção à conta nas Ilhas Virgens. É um ziguezague. Procedimento típico de quem não sabe o que o “outro lado” possui de munição. A Globo torce para que o resto do processo não apareça. Sobram várias perguntas…

14 – O homem que está com o processo na mão estaria disposto a revelar todo o conteúdo? Por que não o fez até agora?

15 – O MPF (Ministério Público Federal) vai esclarecer por que não seguiu a investigar a Globo, conforme sugeriu o auditor Alberto Sodré Zile em sua “Representação Fiscal para Fins Penais”? Cabe aos blogueiros e ao Centro Barão de Itararé fazer essa pergunta diretamente ao MPF. Aliás, nessa quarta-feira, dia 10, às 11h, o Barão e outras entidades irão para a porta do MPF no Rio (rua Nilo Peçanha, 31 – centro), levando a singela pergunta: “MPF, por que você não investiga a fraude da Rede Globo?”. Gurgel pode dar a resposta…

16 – A Receita Federal alega que não pode dar mais detalhes sobre a investigação, já que esta estaria protegida por sigilo fiscal. Ok. Mas a Receita pode – e deve – esclarecer o que foi feito dos processos. E por que eles constam como “em trânsito” na página “COMPROT” do Ministério da Fazenda.

17 - Por último, seria bom esclarecer se houve, de fato, algum acordo entre Lula e Globo em 2006. E por que ele teria sido rompido depois – com a evidente tomada de posição da emissora carioca em favor de Serra na eleição de 2010?

Isto é: O Brasil tem metade dos médicos que precisa

BLOG O MURAL: Via blog contexto livre.


Conheça o retrato dramático da saúde pública no Brasil e saiba por que o programa do governo de importação de médicos pode ajudar a resolver esse flagelo 
No início do ano, uma pesquisa do Ipea realizada com 2.773 frequentadores do SUS, o Sistema Único de Saúde, indicou que o principal problema de 58% dos brasileiros que procuram atendimento na rede pública é a falta de médicos. Num País com cerca de 400 mil médicos formados, no qual pouco mais de 300 mil exercem a profissão, nada menos que 700 municípios – ou 15% do total – não possuem um único profissional de saúde. Em outros 1,9 mil municípios, 3 mil candidatos a paciente disputam a atenção estatística de menos de um médico por pessoa – imagine por 30 segundos como pode ser a consulta dessas pessoas. Na segunda-feira 8, no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff assinará uma medida provisória e três editais para tentar dar um basta a essa situação dramática em que está envolta a saúde pública do País. Trata-se da criação do programa Mais Hospitais, Mais Médicos. Embora inclua ampliação de bolsas de estudo para recém-formados e mudanças na prioridade para cursos de especialização, com foco nas necessidades próprias da população menos assistida, o ponto forte do programa envolve uma decisão política drástica – a de trazer milhares de médicos estrangeiros, da Espanha, de Portugal e de Cuba, para preencher 9,5 mil vagas em aberto nas regiões mais pobres do País.
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LEITOS DESASSISTIDOS
Em 15% dos municípios brasileiros não é possível
encontrar um único profissional de saúde
Na última semana, IstoÉ teve acesso aos bastidores do plano que pode revolucionar o SUS. Numa medida destinada a responder aos protestos que entidades médicas organizaram nas últimas semanas pelo País, o governo decidiu organizar a entrada dos médicos estrangeiros em duas etapas. Numa primeira fase, irá reservar as vagas disponíveis para médicos brasileiros. Numa segunda fase, irá oferecer os postos remanescentes a estrangeiros interessados. Conforme apurou IstoÉ, universidades e centros de pesquisa serão chamados a auxiliar no exame e na integração dos médicos de fora. Não é só. Numa operação guardada em absoluto sigilo, o Ministério da Defesa também foi acionado para elaborar um plano de deslocamento e apoio aos profissionais – estrangeiros ou não – que irão trabalhar na Amazônia e outros pontos remotos do País, onde as instalações militares costumam funcionar como único ponto de referência do Estado brasileiro – inclusive para questões de saúde. O apoio militar prevê ainda um período de treinamento básico de selva com 24 dias de duração.
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CARÊNCIA
Famílias e regiões mais pobres sofrem mais com a falta de médicos
Uma primeira experiência, ocorrida no início do ano, é ilustrativa do que deve acontecer. Em busca de médicos para 13 mil postos abertos em pontos remotos de 2,9 mil prefeituras do país, mas reservados exclusivamente a brasileiros, o Ministério da Saúde mal conseguiu preencher 3 mil vagas, ainda que oferecesse uma remuneração relativamente convidativa para recém-formados, no valor R$ 8 mil mensais, o equivalente a um profissional de desempenho regular em estágio médio da carreira. Essa dificuldade se explica por várias razões. Poucas pessoas nascidas e criadas nos bairros de classe média das grandes cidades do País, origem de boa parte dos médicos brasileiros, têm disposição de abandonar amigos, família e todo um ambiente cultural para se embrenhar numa região desconhecida e inóspita. Isso vale não só para médicos, engenheiros, advogados, mas também para jornalistas.
O motivo essencial, contudo, reside numa regra econômica que regula boa parte da atividade humana, inclusive aquela que define chances e oportunidades para profissionais de saúde – a lei da oferta e a procura. Em função da elevação da renda da população e também de uma demografia que transformou o envelhecimento numa realidade urgente, nos últimos dez anos assistiu-se a uma evolução curiosa no universo da saúde brasileira. Formou-se a demanda por 146 mil novos médicos, no Brasil inteiro, mas nossas universidades só conseguiram produzir dois terços dessa quantia, deixando um déficit de 54 mil doutores ao fim de uma década. Num sintoma desse processo, os vencimentos dos médicos brasileiros ocupam, hoje, o primeiro lugar na remuneração de profissionais liberais, superando engenheiros e mesmo advogados.
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Nos hospitais e nos órgãos públicos, há diversos relatos dramáticos que envolvem a dificuldade para se contratar médicos, mas poucos se comparam à situação enfrentada por Henrique Prata, gestor do Hospital do Câncer de Barretos, uma das mais respeitadas instituições do País na especialidade. Nem oferecendo um respeitável salário de R$ 30 mil para seis profissionais que seriam enviados a Porto Velho, em Rondônia, ele conseguiu os especialistas que procurava. Henrique Prata explica: “Há cerca de dois anos venho notando a falta de médicos no Brasil. Hoje, oferecemos salário inicial de R$ 18 mil por oito horas diárias de trabalho, mas não conseguimos gente para trabalhar. Está mais fácil achar ouro do que médico.”
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DIAGNÓSTICO
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha:
"Temos dois problemas. Faltam médicos
e muitos estão no lugar errado"
Num ambiente onde carências se multiplicam, as famílias e regiões mais pobres sofrem mais – o que torna razoável, do ponto de vista da população, trazer profissionais estrangeiros para compensar a diferença. Até porque emprego de profissionais estrangeiros é, na medicina de hoje, um recurso comum em vários países. Na Inglaterra, 37% dos médicos se formaram no Exterior. No Canadá, esse número chega a 22% e, na Austrália, a 17%. No Brasil, o índice atual é de 1,79%. Se considerarmos somente os países em processo de desenvolvimento e subdesenvolvidos, a média nacional de 1,8 médico por mil habitantes já é considerada uma média baixa. A Argentina registra 3,2, o México 2 e a Venezuela de Hugo Chávez 1,9. Se a comparação é feita com países desenvolvidos, a nossa média cai vertiginosamente. A Alemanha, por exemplo, possui 3,6 médicos por mil habitantes. Ou seja, o Brasil tem cerca de metade dos médicos que uma nação civilizada necessita. Independentemente da polêmica que envolve a vinda de médicos estrangeiros, o fato é que faltam profissionais de saúde no País. Como tantos problemas que o Brasil acumula ao longo de sua história, a desigualdade regional tem reflexos diretos na saúde das pessoas. Com 3,4 médicos por mil habitantes, o Distrito Federal e o Rio de Janeiro têm um padrão quase igual ao de países desenvolvidos. São Paulo (com 2,4) também tem uma boa colocação. Mas 22 Estados brasileiros estão abaixo da média nacional e, em alguns deles, vive-se uma condição especialmente dramática. No Maranhão, o número é 0,58 por mil. No Amapá é 0,76. No Pará, cujo índice é de 0,77, 20 cidades não têm um único médico e outras 30 têm apenas um. “Muitas pessoas acreditam que o Brasil até que tem um bom número de médicos e que o único problema é que eles estariam no lugar errado”, observa o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, que, como médico, passou boa parte da carreira no atendimento à população carente do Pará. “Temos os dois problemas. Faltam médicos e muitos estão no lugar errado.”
O empenho do governo com o projeto se explica por um conjunto de motivos compreensíveis. Um deles é a oportunidade. A crise europeia levou a cortes imensos no serviço público do Velho Mundo, jogando no desemprego profissionais de países que, como a Espanha, se interessam pela remuneração que o governo brasileiro pode pagar. Em Portugal, o movimento é duplo. Médicos portugueses se interessam por empregos fora do País, enquanto os estrangeiros, especialmente cubanos, se tornaram interessantes para o governo, pois são mais baratos.
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Com uma média altíssima de médicos por habitante (6,7 por mil), o governo de Havana tem uma longa experiência de exportação de seus profissionais, inclusive para o Brasil. Por autorização do ministro da Saúde José Serra, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, médicos cubanos foram autorizados a atender a população brasileira em vários pontos do País. Em 2005, quando a autorização de permanência dos cubanos no Estado de Tocantins se encerrou, uma parcela da população chegou a correr até o aeroporto para impedir que eles fossem embora. Em Niterói (RJ), sua presença chegou a ser apontada como um fator importante para a redução de filas nos hospitais públicos. O prestígio dos cubanos nasceu de um encontro que une o útil ao agradável. O País tem uma medicina voltada para o atendimento básico – aquele que resolve 80% dos problemas que chegam a um consultório –, embora seja menos avançado em áreas mais complexas. Do ponto de vista dos profissionais da Ilha, a vantagem também é econômica. O salário que recebem fora do País é compensador em relação aos vencimentos em Cuba e inclui uma poupança compulsória. Eles são autorizados a deixar seu País com a condição de embolsar metade dos vencimentos no Exterior – e só receber a outra parcela, acumulada numa conta especial, quando fazem a viagem de volta. Autor de um convênio que trocava petróleo por médicos, o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez construiu boa parte de sua popularidade com postos de saúde nas favelas de Caracas, administrados por profissionais cubanos. O efeito eleitoral óbvio da iniciativa não anulava o benefício real da população. No levantamento de uma década, encerrado em 2006, dados da Organização Mundial de Saúde registraram quedas importantes na mortalidade infantil da Venezuela. Os casos de morte por diarreia caíram de 83 para 30 por 100 mil crianças. Os de pneumonia foram reduzidos de 30 para 16 por 100 mil.
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Ferida em sua popularidade quando faltam 16 meses para a eleição presidencial, na qual perdeu a condição de concorrente imbatível, Dilma Rousseff enfrenta a necessidade de construir uma marca própria para tentar a reeleição, pois agora o eleitor vai julgar seu desempenho, e não mais o mandato de Lula, como em 2010. Com a economia em marcha lenta e várias armadilhas nacionais e internacionais no meio do caminho, o esforço para exibir um ambiente de melhora na área de saúde pode ajudar na reconstrução política da presidenta. Com um certo otimismo, analistas simpáticos ao governo chegam a sugerir que, se for bem-sucedido, o plano Mais Médicos pode servir como alavanca para Dilma num movimento semelhante ao que o Bolsa Família representou para a reeleição de Lula, um candidato que teve o governo alvejado pelas denúncias do mensalão em 2005, mas acabou vitorioso em 2006.
A experiência ensina, contudo, que nenhuma receita eleitoral pode funcionar se não trouxer melhorias verdadeiras aos diretamente interessados. Se o Bolsa Família colocou vários bens de primeira necessidade à mesa, o Mais Médicos terá de mostrar eficiência em sua área. E aí podem surgir problemas. O governo terá 90 dias para aprovar a Medida Provisória num Congresso ressabiado diante de determinadas iniciativas do Planalto – como o plebiscito – e vários episódios hostis. Embora nenhuma passeata recente tivesse exibido uma faixa pedindo mais médicos, o que seria até inusitado, a demanda por melhores serviços de saúde dá espaço à iniciativa do governo. Ainda assim, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se diz desconfiado. “Nossa ideia é dar respostas às demandas das ruas. Vamos avaliar quais são as exigências e o que pode ser feito. Não vamos desconversar e mudar o foco dessas demandas”, diz.
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REFORÇO MILITAR
O Exército foi acionado para elaborar um plano
de deslocamento e apoio aos médicos
Outra questão, até mais relevante, envolve a oposição das entidades médicas. Num esforço evidente para proteger o mercado de trabalho, elas têm combatido o programa onde podem. Foi por sua iniciativa que o governo de Tocantins, em 2005, foi obrigado a interromper o trabalho dos médicos cubanos. As associações médicas conseguiram uma sentença, na Justiça, que anulou o acordo a partir da constatação de que eles não haviam revalidado seu diploma no país e não poderiam exercer a profissão no Brasil. O mesmo argumento é colocado agora. Informados de que o governo brasileiro pretende aprovar – ou rejeitar – os candidatos a partir de seu histórico escolar e da faculdade que lhes deu o diploma, sem fazer o exame de revalidação, chamado Revalida, os médicos reagem. “A isenção da prova é um absurdo. Em vez de criar estrutura em hospitais e postos e de transformar a carreira médica em uma carreira de Estado, o governo inventou uma manobra política para fazer de conta que o problema do Brasil é a falta de médicos. Na verdade, a crise é de gestão, de dinheiro muito mal aplicado. Não faltam médicos, falta estrutura mínima para que eles trabalhem na rede pública”, diz o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Avila.
GASTOS EVITÁVEIS
Gasta-se muito no País com o tratamento das complicações de
doenças que deveriam 
ser controladas no atendimento básico de saúde,
mas não o são Em 2012, por exemplo, o governo gastou R$ 3,6 bilhões apenas
com o tratamento de complicações associadas ao sobrepeso e à obesidade.
Entre elas, diabetes tipo 2, diversos tipos de câncer (pâncreas, colorretal,
endométrio e mama) e doenças cardiovasculares
O Ministério da Saúde alega que, se aplicasse o Revalida, não poderia impedir os médicos estrangeiros de trabalhar em qualquer ponto do País – em vez de mantê-los, sob contrato de três anos, em pontos distantes do país. O debate, nessa questão, pode nunca terminar. É legítimo, como sugerem as entidades médicas, observar que o governo procura um atalho para não submeter os estrangeiros ao exame Revalida, duríssimo, que, em sua última versão, aprovou menos de 9% dos candidatos e, na penúltima, 12%. Mas também é legítimo procurar assistir imediatamente uma população que não tem direito a nenhum médico para zelar por sua saúde. Quem diz isso é Hans Kluge, diretor da Divisão dos Sistemas de Saúde Pública da Organização Mundial de Saúde. Entrevistado pela BBC Brasil, Kluge disse que a vinda de estrangeiros não é nenhuma opção milagrosa, mas pode ser útil a curto prazo.
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Embora os médicos sejam personagens centrais no sistema de saúde de um País, o debate sobre o atendimento tem um caráter político. Interessa a toda a população, que irá arcar com cada centavo do programa – orçado em R$ 7, 4 bilhões – com o dinheiro de seus impostos. Desse ângulo, como sabe qualquer pessoa que já sofreu um acidente de automóvel, um enfarto dentro de um avião ou enfrentou imprevistos semelhantes, ninguém pergunta pelo diploma de um médico que estiver por perto. Apenas agradece por sua presença única. São pessoas nessa situação que podem ser beneficiadas pelos médicos estrangeiros.
Paulo Moreira Leite e Izabelle Torres
Com reportagem de Nathalia Ziemkiewicz 
No IstoÉ

sábado, 6 de julho de 2013

CAFEZINHO X GLOBO: "NÃO É SÓ O DARF!"

BLOG O MURAL:

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Como seria os planetas na posição da lua, muito bom

BLOG O MURAL: Se os planetas do Sistema Solar estivessem tão perto da Terra como a Lua, assim os veríamos
LUA
O ilustrador Ron Miller decidiu mostrar qual seria a visão dos demais planetas, se estivessem na mesma distância da Terra que a Lua, ou seja, a 384 mil 400 quilômetros.
MARTE
VÊNUS
NETUNO
 URANO
SATURNO
JÚPITER

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A globo pagou mesmo? Mostra o Darf do recolhimento.

BLOG O MURAL: Teve que admitir que foi obrigada a pagar 615 milhões de reais à Receita Federal depois de ter sido pilhada numa trapaça fiscal. via Blog Diário do Centro do Mundo.
A Globo foi autuada na compra das transmissões da Copa de 2002
A Globo foi autuada na compra das transmissões da Copa de 2002
E a Globo piscou.
Teve que admitir que foi obrigada a pagar 615 milhões de reais à Receita Federal depois de ter sido pilhada numa trapaça fiscal.
Segundo documentos publicados pelo blog O Cafezinho, do jornalista Miguel do Rosário, a Globo tratou a compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002 como se fosse um investimento no exterior.
Para completar, se utilizou, na fraude, de um paraíso fiscal, as Ilhas Virgens.
Um caso tão importante foi tratado em regime de sigilo na justiça.
Como isso pôde ocorrer? Como a sociedade não teve acesso a informações tão relevantes?
É sempre assim? Ou a Globo goza de alguma proteção especial?
E o Ministério Público, como se comportou nesse caso?
Há uma série de questões que devem ser respondidas.
Até aqui, o maior mérito vai para Rosário, do Cafezinho.
Mas também deve ser elogiado o trabalho do repórter Ricardo Feltrin, do UOL, que a partir das informações do blog fez o que a mídia deveria fazer caso estivesse realmente interessada no bem do Brasil: foi atrás do caso.
Feltrin procurou a Globo com a força do UOL.
Recebeu inicialmente uma resposta-fantasia, “um eufemismo”, segundo ele.
Não havia mais nenhuma pendência.
Ele retornou. Disse que queria confirmar se a Globo pagara de fato uma multa de mais de 200 milhões de reais pelo que foi classificado como uma operação irregular.
A Globo então admitiu que sim.
E publicou uma nota.
Isso não pode ficar assim, naturalmente. A complexa relação da Globo com os impostos tem que ser submetida ao desinfetante da transparência.
É o interesse público que está em jogo.
Cadê a Folha, por exemplo, que diz ser um jornal a serviço do Brasil? Por que ela não cobre esse tipo de assunto?
Não é todo dia que aparece uma história que envolva tanto dinheiro na Receita Federal.
Há alguns meses, uma nota cifrada da coluna Radar, da Veja, falou numa outra disputa da Globo com a Receita na casa de 2,1 bilhões de reais.
Ninguém foi atrás. Nem a própria Veja, que deu a informação. Nem o editor do Radar, Lauro Jardim.
Que jornalismo é esse?
Um país em que as corporações acham que podem lidar com a Receita do jeito que querem não pode funcionar.
Onde o dinheiro para construir escolas ou hospitais, ou portos e aeroportos, se a Globo e outras companhias não pagam o imposto devido?
O contribuinte tem que saber mais sobre este caso e outro.
A Globo já se pronunciou oficialmente.
Agora é a vez da Receita de se manifestar.
Termino aqui com uma frase de dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias, no Rio.
Numa entrevista que o Diário publicou hoje no Essencial, dom Mauro Morelli, bispo emérito de Duque de Caxias, disse uma frase que deveria entrar na alma de cada brasileiro.
Dom Mauro falava sobre as manifestações.
Não há maior corrupção, disse ele, do que um sistema que estimula a desigualdade social.
A Globo, como se viu no caso publicado pelo Cafezinho e seguido pelo UOL, é a expressão maior desse sistema de que falou o bispo.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Carta aberta" da AMB: zero em redação




 BLOG O MURAL: Via blog do Mota: O "esprit de corps" e o corporativismo geralmente trazem mais prejuízos que benefícios para as categorias profissionais que deles se utilizam. Demandas muitas vezes justas acabam sendo desmoralizadas quando há a percepção de que essas categorias que se sentem ameaçadas simplesmente rejeitam uma discussão em bases racionais. 
Os médicos brasileiros, representados por suas associações de classe, infelizmente, começam a trilhar esse caminho. 
Não aceitam, sob justificativas simplórias, a vinda de colegas de outros países para trabalhar em regiões remotas do Brasil, onde o atendimento sanitário é extremamente precário.
Com o título "A Saúde Pública e a Vergonha Nacional", as principais entidades médicas do país lançaram uma "carta aberta" à população brasileira, na qual pretendem expor à opinião pública os motivos pelos quais rejeitam a "importação" de médicos.

Muitas pessoas de credenciais variadas, médicos inclusive, aceitaram debater o assunto e refutaram as alegações das entidades de classe contrárias à medida. Isso é que deve ser feito num assunto tão sério e importante para o país como esse.
Mas a considerar a "carta aberta" divulgada ao público, as entidades médicas estão um tanto perdidas nessa cruzada que resolveram empreender.
O documento parece ter sido escrito por um estagiário que mal consegue formar frases compreensíveis, lógica e gramaticalmente.
Não entendo como associações tão poderosas, tão ricas, possam ter subscrito um documento tão ruim, tão malfeito.
Se, como disse certa vez o conde de Buffon, célebre naturalista e matemático francês do século 18, "o estilo é o próprio homem", as lideranças médicas brasileiras estão distantes da grandeza da profissão que pretendem representar e de tantos profissionais que se guiam não apenas pela lógica do mercado ao exercer a sua nobre missão.
A íntegra da carta das associações vai a seguir. 
Os cometários em parêntesis são meus:


Carta aberta aos médicos e à população brasileira 

A SAÚDE PÚBLICA E A VERGONHA NACIONAL 

Há alguns anos, a presidente Dilma Rousseff foi vítima de grave problema de saúde. O tratamento aconteceu ("aconteceu?" Algum tratamento acontece, não é mais feito?) em centros de excelência do país e sob a supervisão de homens e mulheres capacitados em escolas médicas brasileiras (teria problema se eles tivessem se capacitado no exterior?). O povo quer acesso ao mesmo (esse "mesmo" é simplesmente horroroso) e não quer ser tratado como cidadão de segunda categoria, tratado (tem muito "tratado" numa só frase) por médicos com formação duvidosa e em instalações precárias (a formação duvidosa, creio, não é exclusividade dos médicos estrangeiros; já fui atendido por alguns formados no Brasil que, sinceramente...). Por isso, a Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) manifestam publicamente seu repúdio e extrema preocupação com o anúncio de “trazer de imediato milhares de médicos do exterior”, feito nesta sexta-feira (21), durante pronunciamento em cadeia de rádio e TV. 
O caminho trilhado é de alto risco e simboliza uma vergonha nacional (frase forte, demagógica e sem sentido: por que "alto risco", por que é "vergonha" querer levar atendimento médico à população mais carente?). Ele expõe a população, sobretudo a parcela mais vulnerável e carente, à ação de pessoas cujos conhecimentos e competências não foram devidamente comprovados (mentira: são profissionais formados em outros países, que farão exames para validar seus títulos no Brasil). Além disso, tem valor inócuo, paliativo, populista e esconde os reais problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (Não sei se a medida tem o propósito de esconder problemas do SUS; parece que seu objetivo é melhorar a assistência de populações que não contam com médicos suficientes). Será que os “médicos importados” - sem qualquer critério de avaliação ou com diplomas validados com regras duvidosas (já foi dito que todos os médicos estrangeiros serão avaliados no Brasil) - compensarão a falta de leitos, de medicamentos, as ambulâncias paradas por falta de combustível, as infiltrações nas paredes e as goteiras nos hospitais (provavelmente não, mas sem dúvida é melhor ter um médico à disposição do que nenhum)? Onde estão as medidas para dotar os serviços de infraestrutura e de recursos humanos valorizados? Qual o destino dos R$ 17 bilhões do orçamento do Governo Federal para a saúde que não foram aplicados como deveriam, em 2012? Porque (por que, separado, quando se trata de uma pergunta) vetaram artigos da Emenda Constitucional 29, que se tivesse (sido) colocada em prática teria permitido uma revolução na saúde? 
Os protestos não pedem “médicos estrangeiros”, mas um SUS público (mas já não é?), integral (idem), gratuito (ibidem), de qualidade e acessível a todos (se não fosse acessível a todos, não seria o SUS, seria um plano de saúde). É preciso reconhecer que é a falta de investimentos e a gestão incompetente desse sistema que afastam os médicos brasileiros do interior e da rede pública (parece que não é bem isso o que ocorre...), agravando o caos na assistência. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os Governos de países com economias mais frágeis investem mais que o Brasil no setor. Na Argentina, o percentual de aplicação (do quê?)fica em 66% (do quê?). No Brasil, esbarra em 47% (do quê?). O apelo desesperado das ruas é por mais investimentos do Estado em saúde (trazer os médicos estrangeiros não é investimento?). É assim que o Brasil terá a saúde e os “hospitais padrão Fifa”, exigidos pela população, e não com a “importação de médicos” (não sou especialista, mas de que adiantam tais hospitais se não há médicos nem outros profissionais que os façam funcionar?). 
A AMB, a ANMR, o CFM e a Fenam – assim como outras entidades e instituições, os 400 mil médicos brasileiros e a população conscientes da fragilidade da proposta de “importação” – não admitirão que se coloque em risco o futuro de um modelo enraizado na nossa Constituição e a vida de nossos cidadãos (soa como uma defesa do SUS. É isso mesmo?). Para tanto, tomarão tomas (sic) as medidas possíveis, inclusive jurídicas (se são todas, não é preciso dizer que as jurídicas fazem parte delas), para assegurar o Estado Democrático de Direito (quer dizer que ele só existe se os médicos estrangeiros não vierem?) no país, com base na dignidade humana (bem, até o momento não existe nenhum Estado governado por outros seres que não os humanos - pelo menos neste planeta).

Brasília, 22 de junho de 2013. 

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB) - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MÉDICOS RESIDENTES (ANMR) - CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM) - FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS (FENAM)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Isso não sai no Jornal Nacional: Sonegação padrão FIFA: Globo deve R$ 615 bi

BLOG O MURAL: Sonegação padrão FIFA: Globo deve R$ 615 bi de impostos sonegados na Copa 2002, diz Receita

 



Documento de um processo da Receita Federal, que está divulgado na internet (acima), afirma que a TV Globo sonegou R$ 183 milhões que deveria ter recolhido ao imposto de renda, na operação de compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002, da FIFA. 

Com multa e juros o valor atingiu R$ 615 milhões em novembro de 2006. 

Corrigindo os valores de acordo com os índices usuais da Receita dá um número em torno de R$ 1,2 bilhão.

Segundo a Receita Federal, a Globo realizou operações simuladas para não pagar imposto da seguinte forma:

1 - A emissora adquiriu direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002, pagos ao exterior, fato que gera tributação pelo Imposto de Renda na Fonte;

2 - Para fugir de pagar o imposto, segundo a Receita, a emissora enviou o dinheiro para o paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas adquirindo uma empresa "offshore", fato que não geraria a tributação citada acima.

3 - Menos de um ano depois, a empresa "offshore" foi dissolvida e o dinheiro do patrimônio foi usado para pagar os direitos de transmissão da Copa de 2002.

Ou seja, a empresa offshore foi usada apenas para a remessa de dinheiro, burlando o fisco, para sonegar impostos, segundo a receita.

O agente da Receita Federal, além de autuar a TV Globo, apresentou representação para fins penais, enxergando no fato crime contra a ordem tributária previsto na Lei 8.137/90, cuja pena é reclusão de 2 a 5 anos, e multa. (C/ informações do blog "O Cafezinho")

Em tempo: O escândalo da propina ao ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e outros cartolas da FIFA está relacionado com esse pagamento da Globo (confira aqui).

Veja também: