quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Adolescente é resgatada de prostíbulo em Belo Monte

BLOG O MURAL: Menina de 16 anos foge de boate onde polícia encontrou 15 mulheres em situação de cárcere privado e regime de escravidão. Caso pode ser caracterizado ainda como tráfico de pessoas. Veja a matéria da revista Brasil de Fato.

Por Verena Glass

   
   
Boate funcionava a 20 quilômetros de dois canteiros
de obras de Belo Monte. Foto: Bruno Carachesti/Diário do Pará
A Polícia Civil de Altamira, no Pará, encontrou 14 mulheres e uma travesti em regime de escravidão e cárcere privado em um prostíbulo localizado em área limítrofe de um dos canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte. A operação foi realizada na noite desta quarta-feira, 13, após denúncia de uma garota de 16 anos, que conseguiu fugir. A adolescente procurou a conselheira do Conselho Tutelar, Lucenilda Lima, que acionou a polícia.
De acordo com o delegado Rodrigo Spessato, que comandou a operação, as mulheres, de idade entre 18 e 20 anos – além da jovem de 16, todas provenientes dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – eram confinadas em pequenos quartos sem janelas e ventilação, com apenas uma cama de casal, e havia cadeados do lado de fora das portas. Em depoimentos ao delegado, as vítimas afirmaram que podiam ir à cidade de Altamira uma vez por semana, por uma hora, mas eram vigiadas pelos funcionários da boate.
Além da situação de cárcere privado, a polícia encontrou no local um caderno onde eram anotadas as dívidas das meninas, como gastos com passagens, alimentos e vestimentas, além de “multas” por motivos diversos.
Ameaça de morte
Após a ação, a policia civil resgatou, além da adolescente, quatro  meninas e uma travesti. Segundo Lucenilda, do Conselho Tutelar, as demais disseram ter muito medo de retaliações, uma vez que o dono da boate teria ameaçado seus familiares que moram no Sul. Em entrevista à reportagem, uma das jovens resgatadas contou que, assim que a adolescente de 16 anos conseguiu fugir, o gerente a seguiu com uma arma.
Ele saiu atrás dela armado e disse que não custava matar uma, que ninguém ficaria sabendo”, afirma a garota, que tem 18 anos. Procedente de Joaçaba, no interior de Santa Catarina, ela conta que lá trabalhava em uma boate cuja cafetina era “sócia” do dono da boate no Pará. “Viemos em nove lá de Joaçaba. Falaram para a gente que seria muito bom trabalhar em Belo Monte, que a gente ganharia até R$ 14 mil por mês, mas quando chegamos não era nada disso”, conta.
“Já de cara fizemos uma dívida de R$ 13 mil por conta das passagens [valor cobrado do grupo]. Aí temos que comprar roupas, cada vestido é quase R$ 200, e tudo fica anotado no caderninho pra gente ir pagando a dívida. E tem também a multa, qualquer coisa que a gente faz leva multa, que também fica anotada no caderno. Depois de cada cliente, a gente dava o dinheiro para o dono da boate pra pagar as nossas dívidas, eu nunca ganhei nenhum dinheiro para mim”, explica a garota.
Sobre as condições às quais foram submetidas na boate, ela conta que morava com outras três meninas em um pequeno quarto muito quente, e que realmente não tinha permissão de sair do local. “Eles ligavam o ar condicionado só por uma hora. A gente tinha que trabalhar 24 horas por dia; quando tinha cliente, tinha que atender”, afirma.
“De comida, tinha almoço e janta. Se você estava trabalhando na hora do almoço, tinha que esperar a janta. Se desse muita fome, a gente tinha que comprar um lanche. O gerente da boate dizia que a gente só poderia sair depois de pagar todas as dívidas, e que nem adiantava reclamar porque ninguém ia nos ajudar, ele era amigo da justiça e nunca ninguém ia fazer nada contra ele. Mas ele disse que se a gente falasse, eles iam atrás dos nossos filhos e parentes lá no Sul.”
Belo Monte
Sobre os clientes, ela conta que eram exclusivamente trabalhadores de Belo Monte. “Eram operários, eram gerentes, tinha de tudo. Todo mundo que trabalha na obra vinha na boate”, explicou.
O delegado Rodrigo Spessato diz não saber se o prostíbulo está dentro ou fora dos limites do canteiro de obras. A conselheira Lucenilda Lima relata, no entanto, que para chegar à boate foi preciso atravessar o canteiro de Pimental, um dos principais da usina. “Foi uma burocracia na entrada para a gente conseguir passar. E lá mesmo toda hora passavam os carros e tratores de Belo Monte, então eu considero que a boate está na área da usina”.
Na ação, a polícia civil efetuou a prisão de dois funcionários da boate, mas não encontrou o proprietário. Segundo Spessato, além de exploração sexual de menor, cárcere privado e regime de escravidão, o caso poderá ser caracterizado como tráfico de pessoas, e os responsáveis pelo prostíbulo, processados por estes crimes.
Como o canteiro de Pimental fica no município de Vitória do Xingu, o caso está sendo apurado pela delegacia dessa cidade. O delegado local chegou a Altamira na manhã desta quinta-feira para tomar os depoimentos das vítimas e dos dois funcionários presos, e uma nova ação voltará à boate ainda esta tarde, para fechar o estabelecimento e resgatar 1o mulheres que permaneceram no local.

Ministro diz: "mortes em estradas federais no Carnaval é o menor em dez anos"

BLOG O MURAL: Lei seca mostra resultado imediato, e saúde agradece, pois serão economizado milhões só com essa medida. Índice de mortes em estradas federais no Carnaval é o menor em dez anos, diz ministro.


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Movimentação no feriado de Carnaval61 fotos

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12.fev.2013 - Motoristas enfrentam trânsito intenso e chuva fina na rodovia Castelo Branco, altura do km 28, sentido São Paulo, na noite desta terça-feira (12), volta do Carnaval Leia mais Renato Silvestre/Estadão Conteúdo
O índice de mortes em acidentes nas rodovias federais do país durante o feriado prolongado de Carnaval foi o menor em dez anos, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (14) pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em coletiva de imprensa em Brasília.

Em seis dias de operação, da 0h de sexta (8) até as 24h de quarta (13), foram registrados 3.149 acidentes, com 157 mortes e 1.793 feridos. Em relação a 2012, houve uma queda de 18% nas mortes, 19% no índice de feridos e 10% no de ocorrências.
Considerando o cruzamento dos dados de óbitos com a frota de veículos, 2013 teve 2,1 mortos por milhão de veículos no Carnaval – o menor índice desde 2004. Segundo o ministro, é importante fazer a comparação do índice relacionando número de acidentes e tamanho da frota porque o número de veículos aumenta de 10 a 12% a cada ano.
A PRF (Polícia Rodoviária Federal)  não disponibilizou ainda o número absoluto de mortes dos últimos dez anos, mas levantamento feito pelo UOL revela que sete anos na última década tiveram um total de mortes menor que o atual: 2006, com 123 mortes; 2009, com 127; 2008, com 128; 2010, com 143; 2007, com 145; 2004, com 147; 2005, com 148. 
Cardozo atribui a queda a uma série de medidas, como o endurecimento da Lei Seca, a conscientização dos motoristas e o aumento da fiscalização nas estradas. "Houve um esforço muito grande do governo federal, não só do Ministério da Justiça, mas dos ministérios das Cidades, Transportes e Saúde, para evitar situação desoladora de acidentes", afirmou o ministro. 
As principais causas de morte foram falta de atenção (32 casos), como uso de celular ao volante, ultrapassagem indevida (25) e velocidade incompatível (16). O excesso de bebida foi responsável por 7 mortes. Antes, o álcool ficava entre os principais fatores causadores de morte nas rodovias federais.

Lei seca

No final do ano passado, a presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que endurece as punições para quem bebe e dirige. A proposta torna válidos novos meios para identificar um condutor alcoolizado, além do bafômetro.
Pelo texto, o estado de embriaguez ou do motorista sob efeito de drogas ilícitas pode ser caracterizado pelas autoridades a partir de observações, como a constatação de sinais e imagens – vídeos e fotografias. Também serão aceitos depoimentos e provas testemunhais que comprovem que o motorista não está apto a dirigir.
Há ainda uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro que dobra a multa aplicada a quem for pego dirigindo embriagado: dos atuais R$ 957,70 para R$ 1.915,40, valor que pode dobrar em caso de reincidência em 12 meses.
No período do Carnaval, foram realizados 86.224 testes de bafômetro e 1.932 motoristas foram autuados e tiveram a carteira de habilitação recolhida por estarem embriagados. No total, 607 acabaram presos em flagrante.
O número de testes realizados foi 183% maior do que em 2012, quando houve 30.425 testes e 1.410 autuações, com 494 prisões.
"Com certeza a Lei Seca veio contribuir para que as nossas fiscalizações fossem mais efetivas, mas também houve um trabalho focado em pontos críticos, com bafômetros e radares em lugares estratégicos", disse a diretora-geral do PRF (Departamento de Polícia Rodoviária Federal), Maria Alice Nascimento Souza.
O Estado onde foram feitos mais testes do bafômetro foi Minas Gerais, com 14.073 testes, 269 autuações e 74 prisões.
Ao ressaltar a eficácia da Lei Seca, Cardozo afirmou que a pasta estuda mudanças legislativas para tentar melhorar os índices de acidentes. O ministro, porém, não quis adiantar que tipo de medida é analisada, apenas disse que inclui sugestões em relação à "ultrapassagem e motocicletas".
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Velozes e perigosos: motoristas abusam e causam tragédias 13 fotos

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17.mar.2012 - Thor Batista, 20, filho do empresário Eike Batista com a ex-modelo Luma de Oliveira, se envolveu em um acidente de trânsito que casou a morte do ciclista Wanderson Pereira dos Santos. Thor dirigia o carro Mercedes-Benz SLR a 135 km/h, segundo laudo da perícia divulgado pela Polícia Civil. A velocidade máxima permitida na rodovia é de 110 km/h Nicson Olivier/Folhapress

Venício Lima: a inquestionável partidarização da imprensa

BLOG O MURAL: Por Venício Lima, na Carta Maior

Se o leitor (a) ainda precisa de alguma comprovação sobre o comportamento partidário dos jornalões brasileiros, sobretudo nos períodos eleitorais, recomendo a leitura do excelente “A Ditadura Continuada – Fatos, Factoides e Partidarismo da Imprensa na Eleição de Dilma Rousseff”, resultado de uma cuidadosa pesquisa realizada por JaksonFerreira de Alencar, recentemente publicado pela editora Paulus.
O livro se concentra na cobertura política oferecida pelo jornal Folha de S. Paulo e parte da divulgação da falsa ficha “criminal” dos arquivos do Dops da militante da VAR-Palmares Dilma Rousseff, então pré-candidata à Presidência da República, em 4 de abril de 2009.
Jakson Alencar faz um acompanhamento minucioso de todo o caso, ao longo dos três meses seguintes, registrando a “semirretratação” do jornal, em matéria antológica para o estudo da ética jornalística, na qual se reconhece como erro “tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada” (p. 67).

Chama a atenção no episódio a “condução”, pela repórter da Folha, da entrevista – que mais parece um interrogatório – realizada com Dilma. Há uma indisfarçável tentativa de comprovar a hipótese do jornal de envolvimento da entrevistada não só com o sequestro (não realizado) do então ministro Delfim Netto, mas também com a luta armada. A entrevista de outro militante, Antonio Espinosa, usada como suporte à tese do jornal, jamais foi publicada na íntegra, apesar de os trechos publicados haverem sido reiteradamente desmentidos pelo entrevistado.
Jakson Alencar mostra, com riqueza de detalhes, o comportamento arrogante do jornal, ao tempo em que a própria Dilma tratava de comprovar a falsidade da ficha, além do descumprimento sistemático de seu próprio Manual de Redação. Fica clara a “tese central de toda a reportagem, segundo a qual a resistência à ditadura é criminosa, e não o regime totalitário e violento, implantado de maneira ilegal” (p. 95) e, mais ainda, que essa tese “continuou sendo difundida em muitos veículos da imprensa brasileira durante todo o período da campanha eleitoral de 2010”.
A segunda parte do livro trata do período da campanha eleitoral, de abril a agosto de 2010. Aqui o ponto de partida é o 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, promovido pelo Instituto Millenium, em março. Como se sabe, essa ONG é um dos think tanks da direita conservadora brasileira, financiado, entre outros, pelos principais grupos da grande mídia. Segundo Jakson Alencar, teria surgido nesse fórum a “Operação Tempestade no Cerrado”, que orientaria a cobertura política dos jornalões e teria como objetivo impedir a eleição de Dilma Rousseff (p.105).
Concentrado na Folha de S.Paulo, o livro mostra o esforço cotidiano para ressuscitar escândalos passados e a busca de novos escândalos do governo do PT, além de tropeços e temas negativos relativos a Dilma. Paralelamente, o tratamento leniente e omisso dispensado ao candidato do PSDB.
Na terceira e última parte, o livro aborda a Operação segundo turno e cobre o período que vai de 26 de agosto a 3 de outubro. A partir do momento em que as pesquisas de intenção de voto confirmam a tendência de eleição de Dilma, tem início “uma maciça ação da imprensa contra a candidata às vésperas da eleição e uma chamada ‘bala de prata’, com o intuito de alterar os rumos da campanha” (p. 145).
Destacam-se nesse período “acusações, ilações e insinuações que viraram condenações sumárias” (p. 147), sobretudo o caso do suposto “dossiê” preparado pelo PT sobre dirigentes tucanos, com dados fiscais sigilosos, e o “escândalo” envolvendo a então substituta de Dilma na Casa Civil (registro: o Tribunal Regional Federal da 1ª Região arquivou o processo contra Erenice Guerra por suposto tráfico de influência, depois de acatar recomendação do Ministério Público Federal e por decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, em 20 de julho de 2012).
Nas suas conclusões, Jakson Alencar afirma que “a cobertura (da Folha de S. Paulo) (…) misturou frequentemente fatos com opiniões e boatos, somando-se a isso outros elementos, como torcida, manifestação de desejos travestidos de informação, argumentação frágil e com pouca lógica, estratégias óbvias e já desgastadas pelo uso repetitivo em diversas eleições, incapacidade de analisar processos econômico-sociais para construir posicionamentos e críticas com um mínimo de sofisticação; teses e hipóteses furadas; narrativas e entrevistas enviesadas; fontes de baixíssima credibilidade” (p. 252).
Curiosamente (ou não?), na mesma época em que a Paulus publicava o livro de Jakson Alencar, a PubliFolha lançava na Coleção “Folha Explica” o livro sobre a própria Folha, escrito por Ana Estela de Souza Pinto, ela mesma jornalista da casa desde 1988. Neste, o “erro” do episódio da ficha falsa de Dilma no Dops merece registro em função do “fato de a Folha ter voltado sua bateria investigativa para todos os governantes, de diferentes partidos”.
Segue-se um parágrafo que reproduz a “retratação” que a Folha ofereceu, já citada, na qual, apesar de todas as evidências em contrário, se afirma que a autenticidade da ficha do Dops “não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada”. Nem uma única observação sobre a cobertura partidária das eleições de 2010.
O resultado de tudo isso, como se sabe, é que Dilma Rousseff – apesar da grande mídia e do seu partidarismo – foi eleita presidenta da República.
“A Ditadura Continuada – Fatos, Factoides e Partidarismo da Imprensa na Eleição de Dilma Rousseff”, de Jakson Alencar, demonstra e confirma o que já sabemos: os jornalões brasileiros, além de partidarizados, não têm compromisso nem mesmo com seus manuais de redação.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Boas notícia nem sempre é publicada, mas ainda à exceções.

BLOG O MURAL: Quantas vezes você leu um jornalista escrever sobre coisas boas do nosso país? São muito raras e cada vez mais escaços, pois eles se especializaram em catástrofe, onde sangue derramando vende muito mais que elogios. Já um Jornalista -com "J" maiúsculo mesmo- fez que muitos não fazem uns por não saber, outros por mau caratismo mesmo, pois é raro ver alguém escrever sobre coisas boas em nosso Brasil, se deliciem com o texto do Ricardo Kotscho a baixo. 



rede eletrica Elektro é um exemplo de serviço público
Domingo de Carnaval, tomo um susto logo cedo. Ouço duas pequenas explosões e vejo fumaça saindo da caixa de luz do meu sítio em Porangaba, a 160 quilômetros de São Paulo, pequena e pacata cidade do nosso interior, onde tenho um sítio e costumo passar o Carnaval faz mais de trinta anos.
Que fazer? A casa está cheia de gente, que veio para o aniversário de sete anos da minha neta Bebel. Todos ainda dormem. Na falta de outro, dou uma olhada no jornalzinho local, a "Folha da Cidade", enquanto penso no que fazer.
Por um destes acasos felizes, encontro no jornal uma lista de telefones úteis e, entre eles, está o da "Elektro", a distribuidora de energia elétrica que serve a região.
Sem muita esperança de sequer ser atendido, em pleno domingo de Carnaval, arrisco ligar para o 0800 da empresa. Na primeira tentativa, a primeira surpresa: sem nenhuma gravação me pedindo para esperar, sou imediatamente ouvido por um atendente de nome Peterson. Dou o número do meu CPF, explico o problema e a localização do sítio.
O funcionário pede um tempinho e, em seguida, me informa que o prazo para enviar uma equipe da "Elektro" será de duas a duas horas e meia. A esta altura, já saem labaredas da caixa de luz, alguém joga água _ o que não se deve fazer em correntes elétricas _ o pessoal vai acordando e todos são céticos quando conto o que aconteceu e que o problema logo vai ser resolvido.
Como sabemos, os brasileiros somos descrentes quanto à eficiencia e presteza dos serviços públicos em geral. Pois, acreditem, antes de vencer o prazo, chegou o carro da "Elektro" com dois funcionários. Em poucos minutos, eles localizaram o problema e eles própios fizeram o conserto. Antes do almoço, voltou a luz, a festa da Bebel estava salva. O serviço e as peças trocadas serão cobrados na próxima conta de luz.
Por um momento, me senti novamente na Alemanha, onde morei por dois anos na década de 70, e tudo funciona assim. Por que esta não pode ser a regra por aqui também?
Minha mulher me disse que não se surpreendeu porque sempre foi muito bem atendida por esta empresa. Se nós costumamos criticar o que está errado e cobramos melhores serviços, é preciso registrar publicamente quando as coisas funcionam bem, e dar nomes aos bois: Eliel Pereira Martins e José Romagnollo são os nomes dos dois funcionários da "Electro".
O que não funciona nada bem é a conexão de internet da operadora "Vivo", que já caiu várias vezes enquanto escrevia este texto.
Bom final de Carnaval a todos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ministra Marta Suplicy apresenta Programa Vale Cultura em SP

BLOG O MURAL:  A Assembleia Legislativa receberá, no dia 19 de fevereiro, a ministra Marta Suplicy, para em uma audiência pública apresentar a sociedade paulista o Programa Vale Cultura. A realização evento é uma parceria da Bancada dos deputados do PT e a Comissão de Educação e Cultura e será realizado a partir das 14 horas, no auditório Paulo Kobayashi.


O Vale Cultura é um benefício que será destinado a todos os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, com o objetivo de garantir meios de acesso e participação nas diversas atividades culturais desenvolvidas no Brasil.

É parecido com o vale-transporte ou o vale-refeição. O trabalhador receberá um cartão magnético, complementar ao salário, que poderá utilizar para entrar em teatros, cinemas, comprar livros, CDs e consumir outros produtos culturais. O vale mensal será de R$ 50.

12 milhões serão beneficiados

Cerca de 12 milhões de brasileiros podem ser beneficiados com o Vale Cultura, representando um aumento no consumo cultural de cerca de R$ 600 milhões/mês ou R$ 7,2 bilhões/ano.
A implementação de programas como o Vale Cultura tem dois objetivos claros, primeiro, fortalecer o mercado consumidor de bens e serviços criativos e, segundo, contribui para a formação de cidadãos apreciadores e consumidores de cultura.

O Vale Cultura reforça o conjunto de políticas públicas destinadas a equilibrar a oferta e demanda de bens e serviços criativos, já que historicamente a maior parte dos investimentos públicos converge para as etapas de concepção e produção desses bens, sem o devido esforço de se estimular uma demanda efetiva

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Projeto considera que estupro de menores de 14 anos independe de consentimento

BLOG O MURAL: Via Blog Com Texto Livre o projeto que trata da crimilização da pedofilia mesmo com consentimento da vítima.


  Um projeto em tramitação na Câmara altera o Código Penal para determinar que o consentimento e a ocorrência de relações sexuais anteriores não descaracterizam o crime e não abrandam a pena para o estupro em que a vítima seja menor de quatorze anos.
Erika Kokay
Erika Kokay: em estupro de vulnerável,
há a presunção absoluta em favor da vítima.
Arquivo/Saulo Cruz
A autora do projeto (PL 4665/12), deputada Erika Kokay (PT-DF), argumenta que a comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investigou a exploração sexual de crianças e adolescentes entre 2003 e 2004 encontrou diversas decisões judiciais que afastavam o crime de estupro de vulnerável sob a alegação de que a vítima consentiu ou até seduziu o agressor. Outro argumento usado por juízes para não acatar o crime de estupro era o fato de a  adolescente menor de catorze anos já ter mantido relações sexuais anteriores com outros parceiros.
Menino tristeOutro caso semelhante sempre lembrado pela então presidente da CPMI, ex-senadora Patrícia Saboya, é o de um juiz da cidade de Goiás (GO) que, após ser acusado pelo estupro de sete meninas virgens, arranjou um marido para cada uma delas e terminou sendo inocentado dos crimes porque a justiça entendeu que os casamentos apagavam os crimes.
Crianças e adolescentes com menos de 14 anos são considerados vulneráveis. Muitas vezes abusados desde pequenos, eles podem passar a se culpar pelo abuso e têm suas vidas sexual e emocional comprometidas dali para a frente.
“Daí a necessidade de se alterar novamente a legislação, a fim de deixar claro que o estupro de vulnerável não admite análise do caso concreto, tratando-se de presunção absoluta em favor da vítima”, afirma Erika Kokay.
Tramitação
Antes de ir a Plenário, o projeto será examinado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:

A diferença de tratamento de dois ex-presidente pela grande mídia

BLOG O MURAL: FHC bêbado na Marquês de Sapucaí. Já pensou se fosse o Lula?
 No domingo, dia 10, no desfile das escolas de samba do Carnaval carioca, o incauto repórter da Globo entrevista o ex-presidente FHC que diz em rede nacional, com voz um pouco trêmula e com vários “s”, que é “carioca e gosta de samba” para tristeza dos quatrocentões paulistanos. Reparem que um assessor retira um copo da mão do ex-presidente. Já pensou se fosse o Lula? O que diriam os Noblats, Azevedos, Villas e afins?

Em fim para o pupilo do PIG a naturalidade de um cidadão brasileiro, já para o Lula que é considerado o sapo barbudo para a grande mídia é a rédia curta e o reio gross é longo, pois batem nele de manha à tarde e de noite, não tem moleza, como diz Mino Carta Capital, na casa grande só tem privilégio quem  não o incomoda, e as vezes até ajuda. Assista o vídeo abaixo.




Números de mortes caiu 25,4%, depois da nova lei seca


BLOG O MURAL: Via portal uol.com.br, sobre a nova lei seca e suas consequências no trânsito de nosso país



A Polícia Rodoviária Federal divulgou um balanço parcial da ‘Operação Carnaval’. Nos primeiros três dias de samba —de sexta a domingo— morreram nas estradas 97 pessoas. Em 2012, nesse mesmo período, a estatística oficial já anotava 130 cadáveres. Houve uma redução de 25,4%.
Caiu também o número de feridos. Em 2012, houve 1.303 ocorrências nesse período. Agora, 1.098. Queda de 15,7%. De resto, o número de acidentes teve uma redução de 2,6%: 1.997 casos neste ano, contra 2.051 no Carnaval de 2012.
Os resultados são atribuídos à nova Lei Seca, que impôs aos motoristas a tolerância zero para o consumo de álcool. “Conforme havíamos previsto, ultrapassamos o número de testes de embriaguez feitos no Carnaval passado, batendo o novo recorde histórico, com 42.661 testes aplicados”, disse o inspector Fabiano Moreno, da Polícia Rodoviária. Em 2012, aplicaram-se 30,4 mil testes. A Operação Carnaval prossegue até a meia-noite da Quarta-Feira de Cinzas.

Qual é importância da renuncia do Papa para o mundo?

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BLOG O MURAL: No momento em que estou acabando de ler o livro. “Uma Breve História do Cristianismo” de Geoffrey Blainey editora Fundamentos. Bato os olhos na web e vejo que o Papa maior líder da igreja Católica Apostólica Romana renuncia seu cargo, algo inédito nas últimas décadas, pois o último Papa a renunciar o cargo ocorreu no século 13, e era um século turbulento para igrejas e seus lideres, era uma época das grandes cruzadas e perseguição a quem contrariasse as ordens religiosas ou seus lideres.
A renúncia do Papa Bento 16, que deixa o comando do Vaticano no fim do mês, abre espaço para aquele que pode vir a ser o primeiro Papa negro: o cardeal Peter Turkson, de Gana. O atual presidente do Conselho Pontifício para Justiça e Paz é cotado entre os favoritos para assumir o posto máximo à frente da Igreja Católica, considerando os rumores de que o Vaticano deve buscar fora da Europa seu novo líder.
E pelo andar das informações o próximo Papa pode ser um negro, pois o ganense de 64 anos lidera, inclusive, a bolsa de apostas irlandesa Paddy Power, que, por enquanto, paga 3 para 1 a quem optar por Turkson -- as zebras, por lá, pagam 100 para 1, e o cardeal brasileiro Dom Claudio Hummes aparece rendendo 16 para 1. Em 2009, ao comentar sobre a possibilidade de vir a ser eleito Papa, o ganense se comparou ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que acabara de ser eleito pela primeira vez.
Questionado sobre a possibilidade de assumir o Vaticano, ele respondeu: "Por que não?". "Tudo isso faz parte do pacote [de escolher seguir a vocação de padre]", emendou, completando: "E agora tem o Obama nos Estados Unidos. E, pela divina providência — porque a Igreja pertence a Deus — se Deus quiser ver um negro também como Papa, que seja feita Sua vontade".
Camisinha
Em 2009, Turkson esteve ao lado do Papa Bento 16 na defesa de que os preservativos não são uma resposta viável à crise africana de Aids, baseado em falhas na qualidade. "Estamos falando no produto de uma fábrica, e há diferentes qualidades, disse, durante coletiva de imprensa. "Há preservativos que chegam em Gana e que, pelo calor, vão se danificar durante o sexo. "Quando isso acontece, ela dá uma falsa sensação de segurança que facilita a disseminação do HIV", completou, sem descartar, contudo, o uso da camisinha no caso de um casal em que um dos cônjuges tenha o vírus.
Outro detalhe curioso: em outubro do ano passado, o cardeal Turkson se envolveu em polêmica ao protagonizar um vídeo postado no Youtube intitulado "Muslim Demographics", que apontava o crescimento do Islâ na Europa, durante um encontro internacional de bispos. A conversa dava conta de que em 39 anos a França seria uma república islâmica. O cardeal teve de pedir desculpas pela má repercussão do vídeo.
Podemos dizer que a história se repete, ela é cíclica e sempre volta, pois todas as baixa da igreja cristã pelo mundo afora sempre ocorreu em momentos turbulentos, e por isso podemos dizer que  há uma crise mundial fincando estacas mundo afora, e ela não é só econômica. A sensação é de desorientação, ainda que não faltem livros, ensaios em jornais ou entrevistas na tevê com especialistas dando explicações para tudo – dos malfeitos do subprime aos desastres naturais.
Nessa produção em escala industrial, uma coisa é certa: qualquer texto ou discurso sobre algo pretensamente sério vai esbarrar, em algum momento, na expressão “crise de confiança”. Passamos semanas esperando a aprovação de pacotes para um país periférico com potencial de arrastar o mundo para um buraco negro; e, quando a grana é liberada, tem sempre alguém dizendo que os mercados, os alemães e a população em geral ainda seguem sob desconfiança. Nunca se pagou tão caro por um pouco de crédito.
A pane de ideias é tão grande que a solução é repetir experiências malsucedidas de uma História recente. Hoje, o receituário colocado na goela de enforcados na Europa é o mesmo que desmoralizou economias e populações inteiras na América Latina nos não tão distantes anos 1990…(leia mais no instigante artigo do economista João Sicsú clicando (AQUI). E aqui no (www.cidadania.com) o que diz o blogueiro o Eduardo

Veja agora que a Revista Carta Capital diz a respeito da renuncia do Papa.

Habemus nada

A coisa ficou tão complicada que, na hora que o bicho pega, não tem ninguém que pegue a bola, no fundo da rede, caminhe até o centro do campo e diga: “agora é comigo”.
Pelo contrário. Basta a coisa se complicar para que os líderes (dentro e fora de campo) desapareçam: governantes não têm coragem de bolar ideias novas, nem de chamar a responsabilidade por desastres anunciados; nas empresas as decisões são sempre terceirizadas até a culpa recair sobre o boy do café; nas escolas, os professores são orientados a não dar um passo além do que será cobrado no vestibular; em casa, as crianças já não aguentam mais dividir o boné e o playstation com os pais em plena síndrome de Peter Pan.
Mas nenhum episódio recente foi mais simbólico da turbulência dos tempos atuais do que o capitão que afundou o navio Costa Concórdia, na Itália, abandonou os passageiros à própria sorte para salvar a própria pele e se escondeu como um rato ao ser mandado de volta à embarcação (mais AQUI). O mundo está povoado de Schettinos – e, pelas contas do diretor italiano Nanni Moretti, nem o Vaticano está salvo.

No magistral “Habemus Papam”, Moretti captou com precisão o momento de dispersão e amedrontamento que as crises de confiança e representatividade propiciam – em tempos recentes, talvez só Lars Von Trier, com seu “O Grande Chefe”, tenha chegado tão longe.
Para encarnar esses conflitos, ninguém melhor do que o papa, a única autoridade da Terra a quem foram entregues as chaves do Céu e a missão de fazer o meio-campo entre as nossas misérias e o mundo superior (e ainda dizer como, com quem, e em quais condições temos de viver em nossos vales de lágrimas terrenos).
O peso da chave do Céu é o peso do mundo – e se há quem renunciou a ser poeta de um mundo caduco, imagine o drama de Sua Santidade. O papa de Nanni Moretti, interpretado por Michel Piccoli, é a cara da confusão de um tempo disforme, contraditório, inexplicável.
No filme, ao ser escolhido pelo conclave (a reunião de cardeais sisudos e compenetrados), o novo papa entra em pânico. Vai até a janela e vê uma multidão devota, carente, com bandeiras, lágrimas e pelos ouriçados diante do milagre manifesto: a fumaça branca indicando que, a partir dali, não eram mais cordeiros desgarrados e órfãos, mas sim um povo bem encaminhado e instruído por um pastor e seu dom superior.
A esperança depositada nas mãos de um guia ungido tem um culpado. Conta a Bíblia que Salomão, ao se tornar rei de Israel, não pediu a Deus “riquezas nem bens nem honra nem a morte dos que odiava nem muitos dias de vida”. Pediu sabedoria. Desde então, todo mundo quer ter um rei Salomão quando crescer. (Em tempos de Bibi Netanyahu e outros líderes europeus seria ouro em pó). Mas, em “Habemus Papam”, não há sabedoria nem Deus que baixe na Terra que faça o papa se acalmar – nem o psicanalista, interpretado pelo próprio Moretti, convocado para cavar os traumas da primeira infância da Sua Santidade e localizar os motivos para tanto pânico. O resultado é um ateu, armado da ciência e da racionalidade, tentando encorajar um representante divino com ferramentas limitadas e cuidados para não cavar tão fundo as questões sobre dramas e sexualidade do Santo Padre. É um contra-senso: se o papa confessar algum desejo escondido pela mãe é o fim da Santa Sé.
De toda forma, a eficácia do tratamento coloca em xeque a capacidade de a ciência secular encontrar respostas para além de fórmulas aparentemente simplistas. O papa tem depressão ou déficit de atenção? Onde começa a alma e onde acaba o inconsciente?
O diretor Nanni Moretti vive um psicanalista que tenta colocar ordem entre os cardeais do conclave em Habemus Papam
O famoso debate entre o então cardeal Joseph Ratzinger e o filósofo Jürgen Habermas, em janeiro de 2004, não levaria a discussão tão a fundo – nem o padre Sebastián Urrutia Lacroix, o narrador que ensinou marxismo ao general Augusto Pinochet em Noturno do Chile, de Roberto Bolaño, correria tantos riscos.
Numa das sequências mais curiosas do filme, os cardeais, despidos da divindade, são flagrados em seus quartos, antes de dormir, com manias mundanas – um deles, em vez de rezar, enche a cara de remédio para conseguir pegar no sono.
De perto, ninguém parece normal, parece dizer Moretti. Nem capaz de mover montanhas com a própria fé. A desorientação é tão grande que até mesmo um especialista, chamado à televisão para destrinchar os significados da ausência do papa, acaba entrando em pânico e confessando: nem ele sabe mais o que dizer…
O papa foi escolhido, mas não mostrou o rosto para os fieis. É como se o sol deixasse de raiar pela manhã.
Enquanto seu líder não vem, do lado de fora do Vaticano a multidão segue pia e à espera de um sinal divino, um aceno que seja de Sua Santidade para poder tocar a vida em paz. Nem imaginam que o papa recém-eleito está longe de seus aposentos – e suas dúvidas e conflitos estão mais expostos do que se requer de uma líder espiritual, de quem se espera apenas coragem e confiança. Não importa: o papa que todos esperam não é real, mas a fé sobre ele, sim – e é nele que as pessoas querem acreditar. Porque o mito, como definiu Fernando Pessoa, é o nada que é tudo.
Hoje não tem rei Salomão e os responsáveis por dirigir os vagões da humanidade estão com a cabeça debaixo da terra como avestruz. É que os tempos são outros, de decisões negociadas, protestos sem lideranças formais, discussões interativas e horizontalizadas, descrença nas instituições e na política – muito de tudo graças às novas formas de relacionamento nascidas com a internet. O resultado é uma somatória de vetores apontados para todos os lados que, na melhor das hipóteses, não levam a lugar algum. Na pior, estamos diante de um vácuo de lideranças, propício para o surgimento de soluções mirabolantes e autoritárias ostentadas por grandes líderes de grandes nações. E estes fariam bem se permanecessem enterrados no século 20.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Os vários impactos do Vale-cultura na fala de Sergio Mamberti.

BLOG O MURAL: Em entrevista ao programa Seu Jornal, da TVT, o ator e secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura afirma que o serviço criado pelo MinC deve proporcionar acesso a produções e bens culturais para 18 milhões de trabalhadores do Brasil a entrevista foi feita depois de um debate promovido pela secretaria de cultura de São Paulo, e Sergio Mamberti destaca sua visão sobre essa nova ferramente de isentivo a cultura em nosso país.

De Revista do Brasil
  Vale-cultura será 'um divisor de águas', diz Sergio Mamberti 
Por Marco Antonio L.
São Paulo – Cerca de 70% da população brasileira nunca foi a museus ou a centros culturais. E pouco mais de metade dos brasileiros nunca vai a cinemas. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o preço é o maior obstáculo. Mudar essa realidade é um dos objetivos do vale-cultura.
“O vale-cultura será um investimento no direito do cidadão de consumir bens e serviços culturais" (Foto: Wilson Dias/ABr)
O serviço a ser criado a partir do Ministério da Cultura, recentemente aprovado pelo Congresso e sancionado no final de 2012 pela presidenta Dilma Rousseff, institui um tíquete de R$ 50 que o trabalhador assalariado poderá consumir em atividades ou bens culturais, como livros.
O projeto  deve ser regulamentado até 26 de fevereiro e deve estar pronto para ser posto em prática até o mês de julho.
O secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, o ator Sérgio Mamberti, disse em entrevista ao vivo ao Seu Jornal, da TVT, que a expectativa é proporcionar o acesso a atividades culturais a cerca de 18 milhões de trabalhadores. As empresas que aderirem ao programa terão isenção de 1% no Imposto de Renda e o usuário pagará R$ 5 ao mês pelo cartão com crédito de R$ 50.
Segundo Mamberti, participam da elaboração do projeto vale-cultura o MinC, que conduz o processo, os ministérios do Trabalho e Emprego e da Fazenda, Casa Civil e integrantes da sociedade civil que atuam no setor, por meio de uma consulta pública. Leia a seguir alguns trechos da entrevista e assista à íntegra no site da emissora (bit.ky/tvt_cultura).
Qual é o conceito que rege o vale-cultura?
Ele é apenas um dos pontos do Plano Nacional de Cultura, que tem o objetivo de garantir ao trabalhador acesso a bens e serviços culturais. Hoje a política de cultura do ministério vai nessa direção, e o vale- cultura, uma proposta do primeiro mandato do presidente Lula, é uma confirmação disso. Tínhamos a Lei Rouanet, que permitiu fomento à produção cultural. Agora o vale-cultura inverte um pouco essa lógica, será um investimento no direito do cidadão de consumir bens e serviços culturais.
Como o vale-cultura vai movimentar a área?
Parte da população, com R$ 50 mensais, poderá ter um acesso que normalmente não teria, e certamente isso vai fazer com que a gente tenha preços diferenciados nas bilheterias de cinemas, teatros etc. Estive lendo nos jornais que companhias produtoras de teatro estão pensando em voltar a promover espetáculos de terça a domingo, uma vez que as empresas que aderirem ao vale-cultura para seus funcionários poderão fazer pacotes para preencher a terça, a quarta e a quinta, que normalmente não tinham agenda. É um momento muito especial.
O MinC, nas gestões de Gilberto Gil, Juca Ferreira, Ana de Hollanda e agora de Marta Suplicy, vem trabalhando com a participação efetiva da sociedade. Já fizemos duas grandes conferências nacionais de cultura e hoje temos um plano nacional. A cultura começa a assumir realmente um papel estratégico na construção desse novo Brasil, na qual estamos empenhados.
O vale-cultura é um divisor de águas?
Eu queria muito agradecer esta oportunidade de estar no Seu Jornal, porque aqui é a TV do trabalhador, e o vale-cultura é direcionado a ele. Então, a gente convida o trabalhador para dar uma passada pelo nosso site (www.minc.gov.br) e contribuir com sugestões. Acho que esse é o grande divisor de águas para o Brasil. Pela primeira vez a população vai ter esse acesso através de um subsídio do governo e uma política pública vai incrementar não só a cadeia produtiva da área, a economia criativa, como também criar para o trabalhador uma nova perspectiva de ter seus direitos culturais ao seu alcance.
E quanto aos chamados Pontos de Cultura, o que representam para a gestão da ministra Marta Suplicy?
Os Pontos de Cultura sempre foram uma marca fundamental do ministério. Eles foram criados dentro do governo do ministro Gilberto Gil, na gestão do secretário Célio Turino. Foi uma revolução no ambiente cultural. Não só no Brasil. Os Pontos de Cultura se espalham pela América do Sul e por outros países que assimilaram essa ideia. É um processo muito rico. A meta do Plano Nacional de Cultura prevê que tenhamos 15 mil pontos em 2020 – hoje são 3 mil e tantos no Brasil.
É um espaço de manifestação da cidadania muito importante, uma forma de o Estado subsidiar manifestações espontâneas da sociedade, e sempre muito criativas. É um projeto de difícil implantação, inclusive de se cumprirem parâmetros, mas pouco a pouco a gente tem procurado corrigir os erros que aparecem. Eu acho que nesses dois últimos anos viemos trabalhando no sentido inclusive de fazer um reajustamento, porque cresceu muito.
Como está o cumprimento do Plano Nacional de Cultura?
Está indo muito bem. Já temos 53 metas. Este ano já começaram a ser monitoradas. O próprio Congresso Nacional já se manifesta no sentido de acompanhar a execução dessas metas, que darão uma consistência institucional que a área da cultura nunca teve. A saúde tem, a educação tem, e nós da cultura não tínhamos isso. É um amadurecimento. Faz parte da lei a criação do Sistema Nacional de Informações de Indicadores Culturais, uma grande plataforma que está sendo instalada e vai permitir que a sociedade participe e contribua na construção desses novos dados, desses novos indicadores que estão agregando acervos, ou seja, é um momento de grande amadurecimento. 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Ministério Público investiga denúncia de nepotismo em Alumínio, SP

BLOG O MURAL: Novo prefeito teria nomeado cinco parentes para cargos na prefeitura. Câmara  

também instaurou CPI para investigar o caso.
Do G1 Sorocaba e Jundiaí


O Ministério Público vai investigar uma denúncia de nepotismo na Prefeitura deAlumínio (SP). De acordo com o denunciante, o novo prefeito, José Tiseo, teria nomeado sete parentes para a direção de departamentos no órgão. A Câmara de Vereadores também instaurou uma CPI para investigar o caso.
O promotor Renato Arruda Santos Neto, de Mairinque, abriu investigação para apurar se há nepotismo. Segundo a prefeitura, dos sete parentes, quatro são servidores municipais concursados.
Já a filha do prefeito, Ângela Maria Tiseo Cleto, foi eleita vice-prefeita e acumula o cargo de diretora da educação. O filho, Valdir Tiseo, foi nomeado chefe de gabinete e o irmão do prefeito, Benedito Tiseo, que é concursado, assumiu o cargo de diretor de transportes.
Paulo Henrique Ribeiro Pimenta, diretor administrativo da prefeitura, diz que os casos não se enquadram em nepotismo. Ele se baseia numa decisão do Supremo Tribunal Federal de 2008, na 13ª Sumula Vinculante.
O caso já chegou à Câmara Municipal. Uma Comissão Especial de Inquérito vai apurar as nomeações dos parentes do prefeito. Eduardo da Delegacia, relator da comissão, diz que o prefeito é suspeito de cometer nepotismo e também de não respeitar a lei orgânica do município.
Segundo o vereador, o filho do prefeito, que é chefe de gabinete, já foi condenado por mau uso do dinheiro público e não poderia ocupar este cargo.

Em nota, o prefeito disse que todas as indicações de cargos comissionados preenchem os requisitos legais.