segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Desportivo Brasil: dobradinha em campo

BLOG O MURAL: Time vence duas últimas partidas e segue firme na competição
O Estádio Ernesto Rocco, no Jardim Vante, está movimentado. É a Copa São Paulo que está atraindo jogadores, fãs, familiares e amigos para assistir as partidas de futebol. No dia 10, o time portofelicense disputou contra o Atlético Mineiro, e venceu pelo placar de 2 a 0, na 3ª rodada do campeonato.
Já no dia 7, quem enfrentou o DB foi o CRB/Alagoas. Na 2ª rodada, o placar marcou 3 a 0 para o time da casa.
Incentivando o esporte e comparecendo aos eventos, o vereador Urias de Oliveira (PT), apóia e incentiva o campeonato. “O esporte é uma maneira rápida de incentivar a saúde entre os jovens. Acho importante que haja interação entre os clubes e os torcedores”, diz.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Neri: não entramos no século 21, mas saímos do 19

BLOG O MURAL: Embora se possa ter diversas diferenças quanto à avaliação dos componentes determinantes do desenvolvimento brasileiro nos anos recentes, a entrevista do economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, à Carta Capital, expõe com clareza e de forma impactante o impacto deste processo na vida do país. Já nosso estado tirou pouco proveito disso ou quase nada.
 


Ao ler a entrevista pude perceber o quanto nosso estado esta perdendo em não implementar política de distribuição de renda, mas a tempo de mudar essa situação. É só mudar a maneira de enxergar o estado e mudar também seus governantes afinal estão no comando a mais de 16 anos.
Merece, portanto, ser transcrita na íntegra.

CartaCapital: Quais os principais números da recente onda de inclusão social no País?
Marcelo Neri: Desde o lançamento do Plano Real até dezembro de 2010, no fim da década passada, a pobreza caiu 67%. Desde o governo Lula, caiu 50,6% nos dois mandatos. Lula fez 25 anos, ou seja, a meta do milênio de reduzir a pobreza à metade, em oito anos. E desde quando Fernando Henrique era ministro da Fazenda reduziu 31%. Então, caiu 31% e, depois, 50%, o que dá 67% de queda, dois terços da pobreza no Brasil. O primeiro passo foi o controle da inflação, e o investimento pesado em educação lá atrás. Em 1990, o Brasil tinha 16% das crianças de 7 a 14 anos fora da escola. Em 2000, tinha 4%. Agora tem menos de 2%. Na década passada, houve redução da desigualdade e mais emprego formal, com carteira assinada. Na minha visão, são os dois maiores méritos de cada década (de 1990 e 2000). A desigualdade e o emprego com carteira são bastante influenciados tanto pela estabilização quanto pela educação. E, obviamente, também devido a uma política social ativa. O Bolsa Família talvez seja o maior exemplo e descende também lá do Bolsa Escola. Então teve uma continuidade interessante, macroeconomicamente, em política social, em educação… Até o primeiro mandato de Lula a gente não andou para frente em educação, mas no segundo mandato retomamos a agenda de educação, que foi além com Fernando Haddad.

CC: Quais os avanços mais recentes?
MN: Em 2010, para se ter ideia, a pobreza caiu 16%, foi algo espetacular. Também porque foi ano eleitoral e de saída da crise. Aqui, a crise, por sinal, não foi tão forte, mas ela aconteceu. O Censo acabou de confirmar: a renda dos 50% mais pobres cresceu 68%, entre 2000 e 2010. A dos 10% mais ricos cresceu 10%. Desde 2003, no primeiro ano do governo Lula, a gente mudou de patamar em geração de emprego. Já em 2004, inclusive, e veio acelerando. A gente, que vivia no voo da galinha, ano bom, ano ruim, conseguiu ter vários anos bons de crescimento – não excepcionais. Mas anos excepcionais em redução de desigualdade. Outro dado importante é que 39 milhões de pessoas subiram à classe C. O Brasil tem um pouco um espírito de Ayrton Senna, anda bem debaixo das chuvas e trovoadas internacionais.

CC: Como andou a desigualdade nos países centrais nas últimas décadas?
MN: Aí há algum paradoxo. Dentro dos países a desigualdade aumentou. Em todos os países europeus ela também aumentou, desde 1985, com exceção de França e Bélgica. Nos Estados Unidos, ela vai aumentando desde a era Reagan.

CC: E não parou mais de crescer?
MN: Não para de aumentar. O protesto em Wall Street, por sinal, é baseado nessa situação. Na Índia e na China, está crescendo muito a desigualdade. E em outros países emergentes também, menos nos latino-americanos, o que é realmente um dado novo. E o Brasil está dentro desse contexto latino-americano. Então existe certa convergência da desigualdade no mundo: quem tinha muita passou a ter menos, como nós da América Latina. E quem tinha meno , como a Europa e mesmo os Estados Unidos, embora não tão menos, bem mais do que a Europa, aumentou.

CC: Voltando ao Brasil, qual segmento social ficou para trás?
MN: A renda em São Paulo, de 2000 a 2009, cresceu 7,2% (em termos reais per capita). A renda no Nordeste cresce 42%. Em Sergipe, estado em que mais cresceu, o aumento foi de 58%. No campo a renda cresceu 49% e nas metrópoles, 21%. Entre as mulheres aumentou 38% e entre os homens, 16%. Para os negros 43%, ante 21% para os brancos. Entre analfabetos cresceu 47%. Para as pessoas com pelo menos o superior incompleto caiu 17%. Ou seja, para todo mundo que é pobre cresceu a renda. O que é difícil para nós que não estamos na base percebermos. A gente olha e fala: a renda desse cara era de 300 reais, agora é de 500, mas o que mudou? Para o cara é uma revolução, e é realmente. Essa redução da desigualdade é a grande marca brasileira dos últimos dez anos. E ela continua, não tem nenhum sinal de que desacelerou. Pode até parar (de cair) com a crise, como parou em 2009, mas voltou, não andou para trás. Obviamente ainda será preciso ver os dados da crise atual.

CC: Os que ficaram para trás são da chamada classe média tradicional?
MN: Acho que sim, essa é uma boa classificação. Quem era classe média tradicional, perdeu. Acho que o Brasil dos últimos anos é o seguinte: boas e más notícias. A boa é que a desigualdade caiu. A má notícia é que a classe média tradicional não entrou na festa. O espetáculo do crescimento é só a preços populares, é um pouco isso. Não tenho essa visão de muita gente que diz que o Brasil entrou no século XXI. A gente está saindo do século XIX, é uma abolição da escravatura retardada. Está saindo de um país muito desigual muito rápido, mas recuperando um atraso grande.

CC: O que explica isso?
MN: Foi uma queda do retorno da educação. Por que a renda cresce na base da pirâmide? Pense no filho do peão. O pai dele era analfabeto ou analfabeto funcional. Ele foi lá, estudou, chegou ao ensino médio e não quer ser peão como o pai. Aí a demanda por pessoas pouco educadas aumentou muito. Tem mais gente com ensino médio, chegando ao ensino superior, com qualidade questionável da educação, é verdade, mas tem mais concorrência. Quem tem um diploma deixou de ser tão valorizado. E quem não tem diploma passou a ser valorizado porque são poucos, e tem muito trabalho braçal. Então tem o fator educação e o fator programas sociais. É o dinheiro para as pessoas lá na base, o Bolsa Família.

CC: Qual a sua expectativa em relação ao reajuste do salário mínimo, válido a partir de 1° de janeiro?
MN: O efeito do mínimo é pequeno no combate à desigualdade. Sou muito mais fã do Bolsa Família. E crítico do salário mínimo. Até mostrei, 16 anos atrás, o importante papel que o salário mínimo teve para reduzir a pobreza depois do Real. Mostramos que a queda de 40% da pobreza foi no mês que o salário mínimo teve um forte reajuste, maio de 1995. Só que esse efeito foi embora. E agora claramente o Brasil vai entrar em um ano em que deveria fazer algum”dever de casa” nas contas públicas, mas pegará o efeito do Pibão (crescimento de 7,5% do PIB) de 2010 e automaticamente jogar para o salário mínimo de 2012. Não é uma fórmula razoável, acho inclusive que os analistas econômicos aceitaram alguma coisa muito ruim para o País. Tem um efeito desastroso nas contas e não tem um efeito tão positivo sobre a desigualdade.

CC: O Bolsa Família continuará relevante?
MN: Quem tem preocupações fiscais deveria gostar do Bolsa Família. Acho que a gente está com uma nova geração, até tenho participado aqui no Rio e em Curitiba do desenho de programas complementares ao Bolsa Família, que usam o cadastro único do Bolsa Família. Aqui no Rio existe o Família Carioca, um programa municipal que atende 500 mil famílias, criado pela Claudia Costin, que é excepcional, com avaliações bimestrais. Criamos um prêmio para os alunos pobres que melhorarem a nota. E estamos começando a ver os resultados. E são resultados interessantes. O governo do estado está fazendo a mesma coisa. Isso é o que eu gosto de chamar de um novo federalismo social, com vários níveis de governo começando a atuar na área de educação, com metas de educação. O Brasil tem efervescência, somos uma democracia vibrante… Veja lá nos países árabes, eles estão numa transformação, mas é uma transformação bélica, traumática. Veja a Europa, mesmo antes da crise… Aqui no Brasil a gente está com esperança, é uma sociedade em movimento. Morei há 30 anos na Africa do Sul e tive oportunidade de voltar lá recentemente. E tive exatamente a mesma sensação lá, embora haja problemas bem complicados. Talvez esse seja o aspecto mais fascinante de morar no Brasil atualmente.

CC: Quais os maiores riscos em termos objetivos para a luta contra a desigualdade?
MN: Não fazer as reformas. O Brasil gerou muito emprego formal. Mas imagine se a gente tivesse uma legislação trabalhista mais ajeitada. Porque o Brasil tem um Estado grande e há uma preferência da população por isso. Acho que o Brasil está optando por um caminho do meio, mesclando Estado com iniciativa privada, respeito a contratos, fazendo uma política ativa. Agora se a gente usar essa rede do Estado para prover serviços bons, de forma transparente, além de todo esse problema da corrupção que a gente tem de resolver. De alguma forma estamos encaminhando isso, a sociedade está. Vai depender da nossa capacidade de superar obstáculos.

Big Brother Brasil, querendo ou não ele entra na sua vida


Foto Google. Pedro Bial apresentador do programa

BLOG O MURAL:  Desde que a Trafic veio para nossa cidade todo mês de janeiro, Porto Feliz tem ao menos duas certezas: a primeira é de que a cidades será a sede da Copa São Paulo de Futebol Junior e os nossos meninos e meninas ficam eufóricos, comum na adolescência que é saudável, pois esporte é saúde e tira nossos meninos da frente da televisão por alguns míseros dias. Foi o que vi na abertura da copinha no novo estádio Ernesto Rocco.

A segunda e não tão saudável assim é “Big Brother” queiram as pessoas ou não, e só conseguirão se esconder do Big Brother Brasil saindo do país e abolindo qualquer contato com parentes, amigos, colegas de trabalho e com o noticiário, ou seja, se isolando do mundo. Talvez o Alaska.


Essa invasão irrefreável de sua vida se deve à inabalável persistência da Globo em um programa que, além de só piorar a cada edição, jamais muda de formato. Aliás, esse talvez seja o pior defeito – entre muitos a escolher – não só do BBB, mas das telenovelas: a insuportável repetição de enredos.

Novelas ainda têm enredos, mas o Big Brother deveria ser a antítese delas devido à suposta imprevisibilidade do que poderiam fazer os “brothers”, ou seja, os jovens – alguns nem tanto – confinados à “Casa” – a multimilionária instalação cenográfica que, pelo 12º ano – a país que esse mesmo programa não passou da 2ª edição – abrigará a atração global. Todavia, devido à repetição do “perfil da Globo” – leia-se corpo sarado – dos participantes, as situações acabam sendo sempre as mesmas, como nas telenovelas.


Contudo, pessoas dotadas de conteúdo intelectual não são as melhores para protagonizar as “baladas” nas quais aquela juventude se entrega ao alcoolismo, ao ridículo e ao comportamento vulgar, sobretudo das garotas, muitas das quais se exibem para o país de forma intensamente degradante – trôpegas e embriagadas, estimulando o consumo de álcool entre os jovens – lembre-se alcoolismo porta de entrada de outras drogas, as não licita.


Nada contra a sensualidade, aliás. Estamos em pleno século XXI. Todos gostam de ver pessoas bonitas, desde que o conceito de beleza não exclua certas etnias dos participantes. Além disso, o envolvimento sensual que o clima de confinamento necessariamente acaba exacerbando em jovens com hormônios em ebulição a flor da pele é inevitável.


A contra gosto de poucos como este colunista, o BBB foi se transformando em uma atração em que o sexo é a viga-mestra com exceção talvez do 1° e 2°. Aliás, a versão brasileira da franquia televisiva da holandesa Endemol é de longe a que mais se escora no voyeurismo, o que torna inevitável a erotização precoce das crianças porque elas não conseguem escapar do programa mesmo se os seus pais quiserem impedir – e muitos não querem, até pela filosofia educacional que adotam.


Mesmo que as crianças não possam assistir ao BBB em casa, assistem em celulares e computadores de outras crianças na escola ou nas casas dos colegas, ao visitá-los. Para os responsáveis por crianças que não querem ver assistindo a cenas degradantes de embriaguês ou de sexo, não há forma de impedi-las.


É fato incontestável, portanto, que não há forma de impedir que, ano após ano, o BBB vá erotizando precocemente as nossas crianças. E um sintoma dessa erotização é a produção que está surgindo de sutiãs para garotas de oito ou dez anos que crescem vendo “exemplos” de moças esculturais caindo de bêbadas e sendo “traçadas” ao vivo e em rede nacional.


Em países em que a comunicação tem regras, como nos Estados Unidos ou na Europa, não se permite essa erotização compulsória da infância e da juventude. O BBB, portanto, apesar de também ser inevitável em outras partes do mundo devido à tecnologia e à inserção social, nesses países não as envolvem nessa teia de mediocridade, luxúria e burrice.


O que se permite à Globo pôr na televisão aberta durante as edições do BBB, não se permite a tevê alguma em países em que crianças e adolescentes são considerados patrimônio da nação em vez de, apenas, consumidores.


Dessa maneira, prepare-se: converse muito com seus filhos e netos pequenos durante os próximos dois ou três meses. Explique que nem sempre o que se vê na televisão deve ser imitado. Critique, com serenidade e seja didático, a situação das moças que hipotecam a própria dignidade, o uso indiscriminado de álcool e outros comportamentos reprováveis.


Tente saber o que as crianças sabem dessa “atração” nefasta. Descubra o que viram e tente dirimir suas inevitáveis dúvidas, mostrando o que há de ruim em certos comportamentos. Não deixe de fazer isso porque, querendo ou não, vem aí o BBB, e ele entra em sua vida e na de seus filhos, netos etc. Sob as barbas das autoridades.


Na foto la encima o Bial avisa fiquem de olho.

Assista o video abaixo e ouça você mesmo o que diz o pintor Antonio Veroneze sobre o assunto BBB e a Masturbação das meninas brasileiras.






sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A diferença entre Dilma e Alkimin é profunda

BLOG O MURAL: Na solenidade do Minha Casa, Minha Vida, em São Paulo 400 mil moradias em cima de 2 milhões” – , a Presidenta disse, segundo o Estadão, na pág. A8:


“Podemos ter nossas divergências (ao se dirigir ao governador tucano Geraldo Alckmin) eleitorais, mas, terminadas as eleições, essas divergências deixam de existir”.


“O que mostra a maturidade do Brasil é essa relação que nós conseguimos estabelecer, independentemente de origem partidária, credo político e religioso ou opção futebolística,” disse a Presidenta.


Recebi alguns comentários marotos no ultimo post sobre o convenio assindo por Dilma e Alkimim, mas dos poucos leitores deste blog, questionaram - me, se a presidenta tinha noção do que ela faria ao governo do PSDB, outros me atacando que o governo do PT tem mais é que ajudar afinal está no poder do Brasil, outros me dizem que o PT e PSDB são iguais – opa! Espera aí isso não! Iguais! Onde eles são iguais? Devolvo a pergunta


“Dilma diz (sic) que diferenças com oposição são só ‘eleitorais’.”


As diferenças entre a Dilma e o Alckmin, entre o PT e o PSDB são profundas, além de “eleitorais”. Eu vou reforçar mostrando algumas da muitas diferenças do PT para o PSDB, com ajuda de PHA do blog conversa afiada.


E elas se concretizam nas eleições. As divergências ficam claras, ali. Nas três ultimas eleições presidenciais, por exemplo.


Os tucanos ficam ao lado da Privataria.


O PT, Lula e a Dilma, contra.


Os tucanos acham o Bolsa Família o Bolsa Vagabundagem.


O Lula e a Dilma ampliaram o Bolsa Família e, agora, criaram o Brasil sem Miséria.


O Lula e a Dilma fizeram e fazem um Governo para criar uma ampla classe média.


O Governo do Cerra/FHC acentuou a desigualdade de renda e, quando deu emprego, deu emprego informal.


Cerra e FHC achataram o salário mínimo.


Dilma e Lula tem a mania de dar aumento real ao salário mínimo.


Cerra e FHC foram, de joelhos, três vezes ao FMI.


Lula saiu do FMI e agora empresta ao FMI.


Para ficar numa diferença atual, contemporânea.


Os tucanos de São Paulo enfrentam a tragédia do crack com balas e tiros.


Como o Cerra enfrentou os estudantes, professores e policiais grevistas.


E tem o “liberou geral” do jenio do FHC, que ate o momento ta num silêncio estrondoso sobre a ação do Alkim PSDB e Kassab PSD na cracolândia.


A Dilma tem um plano nacional de enfrentamento do crack, que dá ênfase ao tratamento e à recuperação. Sem tiro.


Terminada a eleição, sobrevém o espírito republicano – a integração entre programas federais e estaduais, em benefício do povo.


O que não acontecia quando o Padim Pade Cerra governou (?) São Paulo e boicotou o ENEM, o SAMU, o Pro Uni e fez corpo mole com o Minha Casa, Minha Vida, para esconder a Dilma.


Para os que não em entenderam fica a dica “Civilidade” não significa “identidade” espírito “republicano“ não significa “adesão”.


Como demonstrou Ricardo Amaral – clique aqui para ler e ver a entrevista na Record News -, no livro “A vida quer é coragem”, a presidenta Dilma sempre teve um lado. É o lado do Lula e do PT.


Do outro lado estão o Cerra, o FHC e o Alckmin o que as eleições demonstram de forma eloquente. E se agarrando neles vem a turma do PPS e DEM.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dilma e Alckmin celebram convênio habitacional



 BLOG O MURAL: O PT sempre disse que faria um governo republicano sem olhar o partido que pertence o governador e a nossa presidenta Dilma cumpre o prometido ao assinar o convenio com o governador do Estado de São Paulo para perplexidade de parte do tucanato e irritação de pedaços do petismo.


Dilma Rousseff e Geraldo Alckmin firmaram mais um convênio. Envolve a construção de casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Eram 97 mil casas. Mas Dilma arredondou a conta.


“Essa é a grande novidade de hoje. Nós não vamos fazer 97 mil governador, porque 97 é conta quebrada. Vamos fazer 100 mil unidades. As 3 mil nós assumimos”, disse a presidente ao discursar.


Serão investidos R$ 8 bilhões. O grosso do dinheiro virá da União: R$ 6,1 bilhões. O resto será provido pelo governo de São Paulo. Estima-se que as casas serão entregues em 2015 a famílias com renda mensal inferior a R$ 1,6 mil.


A harmonia administrativa que permeia o relacionamento de Dilma e Alckmin surpreende positivamente. Os interesses da clientela prevalecem sobre a desarmonia política de PT e PSDB e o palco principal e a cidade de São Paulo que terá eleições este ano


O que esperamos que o governador use da mesma grandeza e trate as cidade do Estado de maneira republicana também e claro contemple Porto Feliz, mandando para nós as casas do minha casa minha vida. Via Blog do Josias.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Porto Feliz está entre as 10 cidades que mais receberam investimentos

BLOG O MURAL: O município de Porto Feliz está entre as dez cidades que receberam os maiores investimentos de grandes empresas no Estado de São Paulo no ano de 2011, de acordo com balanço feito pela Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade - Investe São Paulo. No ranking, a cidade aparece inclusive à frente de grandes municípios da região como Jundiaí e também da região de Campinas, como Americana.

O investimento que colocou Porto Feliz em destaque pelo Investe São Paulo foi feito pela multinacional americana Cooper Power Systems, do setor eletroeletrônico, que irá investir R$ 40 milhões em Porto Feliz e prevê a geração de até 1.200 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito Cláudio Maffei, o resultado divulgado pela agência é fruto da política de desenvolvimento criada no município nos últimos anos, com foco na atração de novos investimentos, desde pequenos empreendedores até grandes empresas.

O Secretário de Desenvolvimento Social e Sustentável, João Carlos Esquerdo Junior, destaca outros empreendimentos instalados no município nos últimos anos. “Porto Feliz exerce um papel de destaque na região administrativa de Sorocaba e confirma seu grande potencial econômico e político para atração de empresas. Recebemos diversos novos empreendimento como, por exemplo, Aços Macom, Hotel Fasano, Shopping Porto Plaza, Viva Fruts Brasil, Aluer, Torata, Servon Rios, Winner Horse, Cerâmica Incerbras, Loca Espaço, Cotelav, Portal dos Bandeirantes II, Fazenda Boa Vista, Academia Traffic de Futebol, também tivemos o anúncio de novos investimentos da Lanxess, entre outros”, detalha Esquerdo.

“Desde o início de nosso governo em 2005, inúmeras empresas se beneficiaram com nossos incentivos fiscais. Somente nos últimos dois anos, mais de 100 empresas de pequeno e grande porte se instalaram em nosso município”, prossegue o secretário.

Atrativos

Fabricante de equipamentos de média e alta tensão, a Cooper Power Systems expandirá suas operações no Brasil com a nova unidade que será instalada em Porto Feliz. A compra da área localizada no km 125 da rodovia Marechal Candido Rondon foi efetivada no mês de dezembro.

O presidente da Investe SP, Luciano Santos Tavares de Almeida, destacou os atrativos da cidade para receber o empreendimento. “A cidade possui um conjunto de facilidades, desde logística para o escoamento da produção, até a disponibilidade de mão de obra qualificada na região. O apoio da prefeitura local também foi fundamental”, afirmou o presidente em nota divulgada no site da agência.

A Cooper Power Systems, que gerou receita de aproximadamente US$ 1,2 bilhão em 2010, é uma divisão da Cooper Industries. A empresa produz equipamentos elétricos, componentes e sistemas que fornecem energia elétrica para residências, indústrias, empresas e instituições.

Emprego

Em 2011, dados do Ministério do Trabalho mostraram que Porto Feliz ficou no topo do ranking dos municípios de pequeno e médio porte que aumentaram a oferta de emprego na região de Sorocaba. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do MTE, foram gerados 953 novos empregos com carteira assinada nos meses janeiro e maio de 2011 – um aumento de 9,3%.

Fonte: Itu.com.br


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Votou no PSDB? Ah! que dó! Pedágios em SP ficam mais caros após nova política de reajustes


BLOG O MURAL: Uma nova política para unificar o reajuste dos pedágios vai tornar o valor das tarifas ainda mais alto neste ano. O governo do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) mandou publicar ontem alterações nos contratos de concessão das rodovias que mudaram o índice de inflação usado para calcular os aumentos. Só que o novo indicador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está mais alto do que o antigo, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).


A troca de índices havia sido anunciada em junho do ano passado.

Acontece que o IGP-M acumulado dos últimos 12 meses na época do anúncio era de 8,64%, enquanto o IPCA, que seria usado, era de 6,71%. De lá para cá, no entanto, o IPCA tem subido mais do que o outro indicador. Em dezembro, o acumulado anual do IPCA foi de 6,56% e o IGP-M, de 5,09%. Com o índice novo, caso mantida a diferença, o aumento das tarifas será maior do que com o índice antigo.

A assinatura dos termos aditivos nos contratos de concessão ocorreu entre o anúncio da nova regra, em junho, e o restante do ano passado. Ontem, com os 19 contratos de concessão corrigidos, foi feita a publicação da mudança de índices no Diário Oficial do Estado – o que tornou a negociação válida.

A diferença dos índices acontece porque cada um deles dá pesos diferentes para produtos da cesta básica e tarifas públicas, por exemplo. O IPCA é o índice oficial de inflação do País. Já o IGP-M é geralmente usado para corrigir tarifas públicas.

Redução. O sobe e desce dos dois indicadores econômicos é uma dificuldade a mais para ser cumprida a promessa de campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de reduzir o valor dos pedágios. Mas, segundo a Artesp, “não está em pauta nova renegociação para mudança de índice de reajuste da tarifa”.

A agência afirma, em nota, que o objetivo da mudança é adotar “um fator de reajuste mais próximo da realidade dos usuários” e uniformizar o índice entre todas as concessionárias das rodovias paulistas. “A adoção de um índice único é uma resposta às aspirações dos usuários e faz parte de uma ampla negociação entre o governo e as concessionárias.”.

A tá, agora entendi, então fica assim sobem-se os pedágios e alega-se que para ajudar os cidadão a tem um unico reajuste para todas as praças de pedágios, que bom governador, que generosidade!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Em casa: Desportivo empata com Criciúma em estréia

BLOG O MURAL: Abrindo o ano, e a rodada do campeonato Copa São Paulo 2012, os meninos do Desportivo Brasil estiveram em campo no dia 4 de janeiro, enfrentando o Criciúma. O jogo foi realizado no Estádio Ernesto Rocco, no Jardim Vante. Lá, mais de duas mil pessoas compareceram ao espaço e contaram com a presença do prefeito Cláudio Maffei, os vereadores Urias de Oliveira, Roberto Brandão e Andréa Matos (PT).

No primeiro tempo, Júnior marcou o primeiro gol para Porto Feliz. Mas empatou no segundo tempo, com Baiano. Alguns minutos depois, saiu o segundo ponto para o DB. O gol de empate foi feito por Maike, aos 35 minutos.
Agora, as equipes estão com um ponto na tabela do Grupo R.

O torneio é organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), e conta com apoio da prefeitura, Guarda Municipal e vereadores. “O evento é muito bom para Porto Feliz. Ele gera receita ao comércio, traz prestígio e ajuda a divulgar a nossa história local, valorizando a cidade e os cidadões”, diz o vereador Urias. “Incentivamos o esporte e os jovens ficam eufóricos para assistir os jogos e, é claro, ser um bom jogador. Só o fato de um menino querer ser jogador de futebol é sinal de que o esporte está presente na sua vida e com isso ele não se desviará para a vida do crime. Terá, mesmo não sendo profissional, uma vida com mais saúde, pois a prática do esporte é saúde.”

SENAI está com vagas abertas para 2012. Confira!

BLOG O MURAL: A escola Cemip Senai Roberto Moreau está com turmas abertas para o primeiro semestre de 2012. Serão mais de 15 cursos pagos e um gratuito oferecido aos interessados. Confira:

- Assistente Administrativo

- Assistente Recursos Humanos

- Auxiliar de Departamento Pessoal

- Recepcionista

- Assistente de Controle de Qualidade

- Interpretação de Normas

- Auditor Interno

- Ajustador Mecânico

- Desenho Técnico Mecânico

- Controle Dimensional

– Solidworks

- Programador de Produção

- Auxiliar de Produção

- Auxiliar de Logística

- Eletrecista Instalador

- NR10 Serviços Elétricos

- Comandos Elétricos

- Operador de Empilhadeira

- Costura (gratuito)

Informações: (15) 3261-5351

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eduardo Galeano: Jovens assistem à política “como se fosse um circo”




BLOG O MURAL: Carta Maior: A ordem criminosa do mundo e suas consequências no futuro da Europa e América.

Em novembro de 2008, a TVE (Espanha) exibiu um documentário intitulado “A ordem criminosa do mundo”. Nele, Eduardo Galeano, Jean Ziegler e outras personalidades mundiais falam sobre a transformação da ordem capitalista mundial em um esquema mortífero e criminoso para milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de três anos depois, o documentário permanece mais atual do que nunca, com alguns traços antecipatórios da crise que viria atingir em cheio também a Europa. Reproduzimos aqui o vídeo, legendado em português, e algumas das principais afirmações de Galeano e Ziegler:

“Os verdadeiros donos do mundo hoje são invisíveis. Não estão submetidos a nenhum controle social, sindical, parlamentar. São homens nas sombras que procuram o governo do mundo. Atrás dos Estados, atrás das organizações internacionais, há um governo oligárquico, de muito poucas pessoas, mas que exercem um controle social sobre a humanidade, como jamais Papa algum, Imperador ou Rei teve”. (Jean Ziegler)

“O atual sistema universal de poder converteu o mundo num manicômio e num matadouro” (Eduardo Galeano).

“O capital financeiro percorre o planeta 24 horas por dia com um único objetivo: buscar o lucro máximo. A globalização é uma grande mentira. Os donos do grande capital que dirigem o mecanismo da globalização dizem: Vamos criar economias unificadas pelo mundo inteiro e assim todos poderão desfrutar de riqueza e de progresso. O que existe, na verdade, é de uma economia de arquipélagos que a globalização criou” (Jean Ziegler).

“Há três organizações muito poderosas que regulam os acontecimentos econômicos: Banco Mundial, FMI e OMC; são os bombeiros piromaníacos. Elas são, fundamentalmente, organizações mercenárias da oligarquia do capital financeiro invisível mundial” (Jean Ziegler).

“Eu não creio que se possa lutar contra a pobreza e criar uma estratégia de luta contra a pobreza sem lutar contra a riqueza, contra os ricos, pois os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres” (José Collado, Missionário em Níger).

“Todos os dias neste planeta, segundo a FAO, 100 mil pessoas morrem de fome ou por causa de suas consequências imediatas” (Jean Ziegler).

“Hoje as torturas são chamadas de “procedimento legal”, a traição se chama “realismo”, o oportunismo se chama “pragmatismo”, o imperialismo se chama “globalização” e as vítimas do imperialismo, “países em vias de desenvolvimento. O dicionário também foi assassinado pela organização criminosa do mundo. As palavras já não dizem o que dizem, ou não sabemos o que dizem” (Eduardo Galeano).

“Se hoje eu digo que faz falta uma rebelião, uma revolução, um desmoronamento, uma mudança total desta ordem mortífera e absurda do mundo, simplesmente estou sendo fiel á tradição mais íntima, mais sagrada da nossa civilização ocidental. O nosso dever primordial hoje deve ser reconquistar a mentalidade simbólica e dizer que a ordem mundial, tal como está, é criminosa. Ela é frontalmente contrária aos direitos do homem e aos textos fundacionais das nossas civilizações ocidentais” (Jean Ziegler).

“A primeira coisa que devemos fazer é olhar para a situação de frente e não considerar como normal e natural a destruição, por exemplo, de 36 milhões de pessoas por culpa da fome e da desnutrição. Se houvesse uma só morte por fome em Paris haveria uma revolta. De nenhum modo devemos permitir que as grandes organizações de comunicação nos intimidem, nem as fábricas das teorias neoliberais das grandes corporações, pois todas as corporações se ocupam, primeiro, de controlar as consciências, de controlar como podem a imprensa e o debate público” (Jean Ziegler).

Alô, “Cansei”. Vai ter passeata contra Alckmin?


  BLOG O MURAL: Dora Jr., com Serra: aguarda-se seu protesto indignado contra Geraldo Alckmin


Há quatro anos, a elite paulista lançou o movimento “Cansei”, que tinha como eixo a reclamação contra os impostos. Aliás, a queixa contra tal carga tributária – a qual FHC diz ser “choradeira” – sempre é personagem da tucanagem e da turma do DEM.
Portanto, se são sinceros, os nossos amigos visitadores do “impostômetro”,  como Serra e outros, deveriam promover a expulsão do Governador Geraldo Alckmin. Vamos esperar com ansiedade as colunas dos comentaristas econômicos revoltados.
Porque hoje o Estadão publica que o Governo de São Paulo, em plena crise mundial e no momento em que a presidenta Dilma reduz a alíquota de IPI de diversos produtos, para favorecer o consumo:

“O Estado de São Paulo vai na contramão do governo federal e elevará os impostos estaduais de eletrodomésticos e eletrônicos em 2012. O aumento de tributos será feito de forma indireta. O governo aprovou no último dia 27 uma nova tabela do IVA (Índice de Valor Agregado), que serve de base para o cálculo do ICMS no regime de substituição tributária. Para a maioria dos produtos, os novos valores entram em vigor amanhã.
Dos 90 itens contemplados pela mudança, 76 deles terão elevação do imposto estadual. Entre eles estão fogão, geladeira, celulares, micro-ondas, TV de tubo e plasma. Alguns componentes terão redução de imposto – 14 no total, entre eles, câmeras digitais e TVs de LCD. Em média, os valores do IVA subiram 20%. O impacto desse reajuste no aumento efetivo de impostos depende da alíquota do ICMS de cada produto.
No caso da linha branca, a nova tabela terá outro cronograma. Para os produtos beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), concedida em dezembro pelo governo federal, a mudança vale a partir de 1º de abril.”

Aguarda-se, sobretudo, a manifestação dos fundadores do “Cansei”, João Dória Jr – recém filiado ao PSDB e pré-candidato a prefeito- e de Gabriel Chalita, então tucano e agora  candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Passado é retratado em tapumes

BLOG O MURAL: Uma dupla de artistas plásticos de Porto Feliz, interior de São Paulo, começa o ano com o olhar no passado. O desejo de disseminar a história da cidade motiva o trabalho de Marcelo Santos e Fernando Aragão dos Santos, ambos de 24 anos. Eles aproveitaram a instalação de tapumes ao redor do Museu Histórico e Pedagógico das Monções para pintar painéis com fotos antigas do município.

“Decidimos fazer uma intervenção cultural naquele lugar para lembrar as pessoas de como é importante resgatar o passado”, explica Fernando. O trabalho é feito manualmente, com pincéis e tinta. “Queremos enfatizar os detalhes de cada uma das obras”, comenta.

Ao todo, seis imagens antigas serão reproduzidas pelos artistas. Os tapumes foram implantados pela Prefeitura Municipal de Porto Feliz que, segundo a dupla, deverá iniciar um processo de revitalização no prédio em breve.

Os jovens estimam que o trabalho nos painéis deva durar todo o mês de janeiro. “Este trabalho é voluntário e motivador. As pessoas param para conversar conosco”, declara Fernando, que completa dizendo que, no primeiro dia, um senhor passou pelo local e se emocionou ao reconhecer a imagem retratada. “Essa foi a melhor época da cidade e eu vivi isso”, teria dito.

As histórias contadas pelos moradores servem de inspiração e motivação para a dupla, que pretende elaborar outros trabalhos como este pela cidade durante o ano. “A intenção é atingir o máximo de espaços urbanos possíveis e alegrar os moradores”, antecipa.

A dupla finaliza convidando a todos para visitarem os tapumes e conhecerem um pouco mais da história da cidade. “Ver as pessoas parando, olhando e gostando é muito emocionante”, conclui. O trabalho dos artistas plásticos pode ser conferido na Praça Coronel Esmédio, no Centro.


Por: Adriane Souza, no G1

Voto e coalizações, por Maria Inês Nassif



BLOG O MURAL: A colunista da revista Carta Maior mostra em seu texto como nosso sistema político precisa de uma reforma urgente, leiam abaixo sua reflexão

Por Maria Inês Nassif;

Nem tudo é igual no país de Macunaíma. Até o ano passado, o Brasil convivia com uma realidade meio torta, segundo a qual um presidente eleito pelo voto direito em dois turnos (portanto, com exigência de maioria absoluta dos votos válidos), governava sob um sistema partidário extremamente pulverizado que impedia a formação de uma maioria monopartidária, ou uma coalizão menos volumosa. 
p class="texto">As regras continuam as mesmas – e em algum momento o Brasil vai ter que se decidir entre duas que são incompatíveis: um sistema de votação presidencial que fortalece popularmente o presidente eleito em dois turnos (ou já consagrado majoritariamente num primeiro) ou um sistema de votação parlamentar que tende a pulverizar cada vez mais o voto, e que está longe de fortalecer as instituições partidárias. Quando mais o voto é pulverizado, maior o número de partidos para compor um governo de coalizão. 
De certa forma, a democracia brasileira merece os parabéns por conseguir sobreviver nessa corda bamba, com as crises que fatalmente irrompem de leis que fortalecem popularmente um presidente, mas dão, simultaneamente, um poder enorme de barganha aos partidos, mesmo aos muito pequenos.
A distorção, todavia, vem sendo empurrada com a barriga desde a Constituinte de 1988, quando, votadas em separado, as propostas deram ao sistema partidário um perfil parlamentarista, enquanto o presidencialismo vencia e levava para casa um modelito dois números menor que o seu corpanzil. Ainda assim, como a história anda, independente de quanto aperta a roupa, a chamada correlação de forças (termo que minha geração, e também a anterior, usou à farta para explicar por que num momento as coisas fatalmente mudam, mesmo com tanques nas ruas) prevalece sobre as consequências previstas para um determinado sistema político.
Na prática, a pulverização partidária, aliada às práticas tradicionais de fazer política, resultam em enorme poder de barganha dos partidos frente a um Executivo. Mas, como as variantes conjunturais nunca são as mesmas, nem sempre isso acontece. Até pela contradição entre partido forte frente ao Executivo e desacreditado junto ao eleitorado, e entre Executivo forte junto ao eleitorado e refém de um Congresso pulverizado, coisas ocorrem – e podem ser suficientemente fortes a ponto de balançar a lógica desse sistema maluco. 
Nos governos de Fernando Henrique Cardoso, existia uma maioria parlamentar onde, embora com as restrições conferidas pela lei, o ambiente ideológico, inclusive internacional, era propício à formação de maiorias (que permitiram, por exemplo, a venda de enorme patrimônio público sem qualquer tipo de vantagem para o Estado, como descreve Amaury Ribeiro Jr. no livro que é sucesso de vendas, “A Privataria Tucana”). As maiorias eram mais orgânicas, digamos assim, porque a maioria dos partidos do centro à direita embarcaram na onda neoliberal; e porque nesse processo foram escolhidos, a dedo, aqueles que viriam a se constituir na “burguesia moderna”, capaz de conviver de forma proveitosa com o capital monopolista financeiro. 
Estar no círculo de poder era definitivo. Nossa elite mudou de cara nesse período, sem grande espaço para oposição, que exercia o direito de espernear, apenas. Além das variáveis ideológicas, a “democratização” de recursos junto às “bases tradicionais” viabilizaram um projeto de poder (que era para ser de 20 anos de poder tucano-pefelista e tornou-se oito, mais por conta da conjuntura econômica do que da ação de uma oposição que apenas saiu do atordoamento da queda do Muro de Berlim depois que foi obrigada a governar).
Nos dois governos Lula, as distorções do sistema se acentuariam. No primeiro, o presidente era um homem limitado em suas possibilidades pelo perfil do governo de coalizão, por uma crise financeira que foi uma herança pesada e por uma relação com parceiros no Congresso que, na falta de qualquer afinidade orgânica, passava mesmo pelas relações de troca da política tradicional. 
A partir do segundo, era um presidente consagrado popularmente, e sob cujo governo as condições objetivas da maior parte da população melhorou – e com partidos de oposição cada vez mais enfraquecidos pelo modelo político arcaico em que, quanto mais longe do poder, menos chances uma legenda tem de eleger representantes. O que sobreviveu de oposição valeu-se da força de mediação da mídia tradicional, que teve um importante papel no pleito de 2006, do lado da trincheira do PSDB representada por José Serra, que perdeu para a candidata de Lula, a presidenta Dilma Rousseff. 
O empréstimo de credibilidade da imprensa à candidatura Serra, evidentemente, não foi suficiente para fazê-lo vitorioso, mas estabeleceu um vínculo profundo entre o maior partido de oposição e a mídia tradicional. A perda de credibilidade que resultou dessa relação carnal entre um e outra (mídia e PSDB) atingiu parte de público leitor e tornou cada vez mais reduzidas condições de ampliação de sua influência na opinião pública. Manteve um público leitor fiel, mas partidarizado. Perdeu público que representava a outra parte da polaridade política que, apesar de todas as deficiências do quadro partidário, se consolida numa espécie de Fla-Flu na sociedade.
O poder de persuasão desse tipo de jornalismo, no entanto, é eficiente para os mesmos. O público não se amplia. Da mesma forma que, na internet, a tendência é uma conversa com o lado oposto.
O segundo ano do governo Dilma Rousseff começa com algumas mudanças de parâmetro. Ela não foi ruim na política quanto apostavam seus opositores e temiam seus adeptos – aliás, parece que a presidenta deu um passo além daquele dado por Lula, a partir de 2005, quando estourou o chamado Escândalo do Mensalão. Na época, até porque em véspera de eleição, o grande enfraquecido foi o PT. Embora os outros partidos da base tenham ficado tão expostos quanto o partido, foi o de Lula que sofreu mais. Lula surfou, com sua popularidade, no vácuo deixado pelo partido. Fortaleceu-se como figura política, mas preservou os demais da coalizão. E, embora tenha tirado de letra a oposição sistemática feita pelos meios de comunicação, esteve no meio de uma guerra constante.
Dilma demitiu ministros por pressão dos jornais. No momento em que anuncia uma reforma ministerial, a maioria dos partidos da coalizão foram alvejados por denúncias. Ela está mais forte que os partidos que a apoiam. E, ironia das ironias, a exposição do vínculo carnal da imprensa com o PSDB, em especial com o grupo de Serra, configurada no “Privataria Tucana”, enfraquece também a mídia nesse momento – aquela que, teoricamente, foi a vitoriosa na batalha de derrubar ministros. No mínimo, nesse processo, a mídia mostrou que tem apenas um lado. Um dos diários nacionais, aliás, cometeu um vanguardismo jornalístico: estabeleceu a norma de ouvir o lado acusado sem mencionar as acusações contidas num livro que, aliás, não foi objeto anterior de sua curiosidade jornalística.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.

A Privataria Tucana vem com tudo em 2012


BLOG O MURAL: Boechat: não há como negar a roubalheira na privataria tucana
Na Bandnews, o colunista Ricardo Boechat tirou "A Privataria Tucana" do fundo do armário e rasgou o verbo:

- Não há como os tucanos negarem que houve roubalheira na privataria;

- Não há como negar as ligações "incestuosas" dos tucanos com Daniel Dantas na privataria;

- É por isso que eles demitem delegado e promove juiz a promotor com tamanha rapidez;

Eis o áudio: por iss

Laurita Salles: Sobre o gráfico que é preciso disseminar

BLOG O MURAL: Recebi do amigos e amigas blogueiros e estou publicando também não concordo com o pagamentos desta divída.
por Laurita Salles
Gostaria que publicassem com destaque o que não se diz:
O que se gasta com juros da dívida no país é 47,19% da Lei orçamentária de 2012.
Depois, funcionários públicos não tem aumento, aposentados também não.
O que que é isso?
Qual a diferença com os ajustes neoliberais?
Acho que o Viomundo não pode omitir-se de discutir sériamente o que a imagem abaixo mostra. Esta deve ser escancarada na blogsfera.
Não dá para achar que está tudo bem.
O propalado “buraco” da Previdência é menos da metade do juro da dívida.
E vem o governo acabar com as aposentadorias dos funcionários públicos.
Isso é o fim do bem estar social. Tente se “aposentar” vc foi roubado, literalmente roubado!
Infelizmente isso é neoliberalismo.
A imagem é forte e didática:


A Folha Online mostra a aprovação do Orçamento para 2012, pelo Congresso Nacional. A proposta prevê a destinação de R$ 1,014 trilhão para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública no ano que vem, o que representa 47,19% de todo o orçamento. Enquanto isso, serão destinados apenas 18,22% para a Previdência Social, 3,98% para a saúde, 3,18% para a Educação, e 0,25% para a Reforma Agrária, conforme se vê no gráfico a seguir.

Apesar de grande mobilização dos aposentados (reivindicando aumento real para as aposentadorias maiores que um salário mínimo) e dos servidores públicos do Judiciário (pela recomposição de perdas inflacionárias), o governo não acatou nenhum destes pleitos, alegando “falta de recursos” e a crise internacional. Desta forma, o governo “combate” a crise da mesma forma que os países do Norte: cortando gastos sociais para salvar o setor financeiro.

A extrema intransigência da Presidente Dilma gerou revolta entre os parlamentares da própria base do governo. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) chegou a executar uma manobra de “obstrução”, por meio do pedido de verificação de quorum, o que faria a sessão se encerrar, e a votação do orçamento ser adiada para o ano que vem. Porém, diante da pressão da base do governo, Paulo Pereira aceitou retirar o pedido de verificação, aceitando em troca apenas a promessa do governo de que irá negociar tais pleitos, além da mera troca do negociador do governo (Duvanier Ferreira seria substituído pela Secretária da Ministra do Planejamento, ou pelo Ministro Gilberto Carvalho). Ou seja: na prática, nada garante que haja um aumento nos recursos para os aposentados ou servidores públicos.

As aposentadorias no valor de um salário mínimo receberão um aumento real, equivalente aos 7,53% aplicados ao salário mínimo. Apesar do governo festejar este aumento, cabe ressaltar que, desta forma, o governo Dilma acumulará, em seus dois primeiros anos, um aumento real médio anual de 3,4%, inferior até mesmo à média de FHC. Continuando-se nesta média anual, serão necessários 37 anos para se chegar aos R$ 2.349,26 exigidos pelo art. 7º, IV da Constituição, que garante um salário que garanta “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.

Outras notícias importantes de hoje – dos jornais Estado de São Paulo e Correio Braziliense – mostram o crescimento brutal do endividamento devido às altas taxas de juros, e também à emissão de mais títulos da dívida para a obtenção de recursos – aos maiores juros do mundo – para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) emprestar a empresas privadas cobrando taxas bem menores.

Finalmente, no plano externo, é interessante destacar também duas notícias – dos jornais Valor Econômico e O Globo – que mostram os privilégios dos bancos, que são salvos pelo estado com dinheiro público. Enquanto o primeiro traz artigo de um ex-economista chefe do FMI, reconhecendo que os bancos privados foram salvos às custas do Estado, o segundo mostra a ajuda de meio trilhão de euros do Banco Central Europeu aos bancos privados, a juros de 1% ao ano, para que estes bancos emprestem aos países, ganhando taxas de juros 5 vezes maiores, ou seja, ganhando às custas do povo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Justiça de São Paulo inventou a ‘jurisprudência’ da impunidade

















BLOG O MURAL: Via http://www.blogcidadania.com.br/  mais uma do nosso governo do Estado de São Paulo. Se qualquer um de nós, cidadãos comuns, sofresse a acusação que o hoje desembargador Francisco Orlando de Souza sofreu em 10 de outubro do ano passado de parte do então delegado da Polícia Civil de São Paulo Frederico Costa Miguel, estaria em maus lençóis. Mas com o desembargadeor não, veja o caso abaixo.

Dirigir sem habilitação e embriagado, desacatar, desobedecer, ameaçar, difamar e injuriar a autoridade policial são os crimes dos quais o delegado acusou oficialmente (via Boletim de Ocorrência) o então juiz de Direito após ele se envolver em uma briga de trânsito.
No último fim de semana, o irmão do delegado entrou em contato comigo pelo Facebook pedindo repercussão do caso. Passou-me o telefone do irmão. Liguei e após longa conversa decidi pesquisar mais o assunto. O que descobri me surpreendeu, indignou e preocupou.
As acusações contra o magistrado estão no Boletim de Ocorrência nº 13.913/2011. De acordo com o registrado, o juiz e outro motorista começaram brigar no trânsito. Quando passaram pela porta da delegacia, o outro motorista teria parado por sentir-se ameaçado pelo juiz.
Investigadores, de dentro da delegacia, ouviram a confusão e saíram à rua. Viram o juiz esmurrando o vidro do carro do motorista com quem discutia. Segundo relatam, quando se aproximaram o juiz passou a agredi-los verbalmente.
O delegado chega e determina que todos entrem na delegacia. Diante de várias testemunhas, Orlando de Souza se identifica como juiz e passa a fazer ameaças enquanto se recusa a colaborar com a elaboração do Boletim de Ocorrência. O delegado lhe dá voz de prisão.
Dois dias depois (12 de outubro), o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Bedran, em sessão especial daquela Corte defende a nomeação de “delegados especiais” para cuidar de casos que envolvam magistrados.
Cerca de uma semana mais tarde, o mesmo Tribunal de Justiça de São Paulo decide promover a desembargador o juiz acusado de tudo isso. Com o novo cargo, ele terá foro privilegiado para ser processado e julgado.
Paralelamente, no mesmo período o Conselho da Polícia Civil se reúne rotineiramente para a última avaliação do delegado Costa Miguel, que como todo delegado em início de carreira estava em experiência. Apesar de ter tido a sua efetivação recomendada pela Corregedoria da Polícia, o Conselho delibera pela sua exoneração.
Em questão de dias após a confusão em que o juiz suspeito de embriaguês ao volante se envolveu, o Tribunal de Justiça toma medidas para fortalecê-lo e a cúpula da Polícia Civil dá início a um processo que culminaria com a demissão do delegado que tentou cumprir a lei.
Esse caso cria uma espécie de “jurisprudência” da impunidade. O agora ex-delegado Costa Miguel está literalmente desempregado. Tudo o que fez para chegar ao cargo (faculdade, concurso etc.), foi jogado fora. Que outro delegado – ou mesmo policial – incomodará juízes que infrinjam a lei?

Felis 2012, Brazil: “Saiam da sala todos aqueles que compraram o livro”



BLOG O MURAL: por Luiz Carlos Azenha

Ops, desculpem, deu um tilt no nosso iPad.

Apenas para lembrá-los que, em 2012, é absolutamente fundamental que a gente se divirta tanto quanto (ou mais) que em 2011.
A CPI da Privataria Tucana é garantia de que não vai faltar assunto.
Tem gente que começou neste finzinho de 2011.
Por exemplo, a turma dos Amigos do Presidente Lula observou que a partir deste primeiro de janeiro o mercado de etanol dos Estados Unidos se abre ao Brasil e previu as manchetes que leremos:
Se o “Bill” Waack der essa notícia no Jornal da Globo, vai dizer que isso aconteceu “graças a FHC e ao plano Real”. A Miriam Leitão vai dizer que o mercado se abriu ao álcool combustível MAS (na Globo sempre tem um “mas” quando a notícia é boa), o mercado continua fechado para a rúcula. Sardenbergh vai dizer na CBN que a notícia não é boa, porque pode impactar no preço da cachaça, afetando a inflação.
O Tijolaço, do Brizola Neto, está esperando pela revolta dos colunistas contra a decisão do governador paulista, Geraldo Alckmin, de aumentar os impostos sobre os produtos da linha branca:
Há quatro anos, a elite paulista lançou o movimento “Cansei”, que tinha como eixo a reclamação contra os impostos. Aliás, a queixa contra tal carga tributária – a qual FHC diz ser “choradeira” – sempre é personagem da tucanagem e da turma do DEM. Portanto, se são sinceros, os nossos amigos visitadores do “impostômetro”,  como Serra e outros, deveriam promover a expulsão do Governador Geraldo Alckmin. Vamos esperar com ansiedade as colunas dos comentaristas econômicos revoltados.
Eu, aqui do meu cantinho, dou risada do fato de que a grande mídia publicou a resposta de Verônica Serra sem ter publicado as acusações que foram feitas à empresária pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Coitado do leitor ou do assinante da Folha, do Globo e do Estadão: Verônica respondeu a acusações que não lhe foram feitas!
Depois os leitores compram o livro ou procuram se informar na blogosfera e eles estranham as vendas recordes do Privataria Tucana e o crescimento estrondoso de nossa audiência.
Para dar uma força a esta sessão memória sobre os grandes momentos cômicos de 2011, trazemos de volta nosso candidato ao Oscar em 2012, produção do Cloaca News que merece o prêmio de melhor roteiro pela imperdível frase “diga para o Merval que eu agradeço o apoio”.
 

Mensalão do PT não chega aos pés da privataria tucana

BLOG O MURAL: O ano começa com uma diputa já em fevereiro entre PT e PSDB, é a já protocolada CPI da Privataria Tucana. Veja o que diz o Eduardo Guimaraes em seu blog o http://www.cidadania.com.br/.

O ano novo começa com a promessa de uma disputa dolorosa para o país.  O Brasil atravessará 2012 discutindo se quem roubou mais  foram os petistas e aliados envolvidos no escândalo do mensalão ou se foram os tucanos envolvidos nas denúncias contra as privatizações de patrimônio público durante o primeiro governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Nos próximos meses, portanto, o escândalo petista e o tucano estarão na berlinda midiática, o que irá desencadear uma verdadeira guerra política, pois os meios de comunicação aliados à oposição tentarão usar o julgamento do mensalão para interferir nas eleições municipais.
Como o inquérito do mensalão deve ser julgado durante o processo eleitoral deste ano, prevê-se que a imprensa deve tentar pressionar o Supremo Tribunal Federal a condenar expoentes governistas de forma a ajudar PSDB, DEM e PPS a elegerem governos municipais a fim de driblarem o processo de enfraquecimento pelo qual esses partidos vêm passando, com significativa redução de suas bancadas no Congresso Nacional.
Por outro lado, a base aliada, fustigada em 2011 por denúncias da mídia oposicionista contra ministros indicados pelos partidos que apoiam o governo federal, parece disposta a não apanhar sem reação. O previsível uso político-eleitoral do julgamento do mensalão fará os governistas se empenharem na CPI da Privataria, que já tem as assinaturas necessárias e já está protocolada na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Independentemente da tragédia que será a contaminação das eleições de prefeitos e vereadores devido à tentativa midiático-oposicionista de usar o julgamento do mensalão como vitamina eleitoral para tucanos e aliados, vale comparar o escândalo petista ao tucano. Afinal, a imprensa já tomou partido nessa disputa patética e há anos vem tentando transformar o mensalão no “maior escândalo de corrupção da história”.
Comparando-se os dois escândalos, porém, essa teoria se torna risível. O mensalão, basicamente, teria sido compra de apoio de parlamentares pelo governo Lula para votarem a favor de suas proposições ao Congresso Nacional. As cifras envolvidas, no entanto, mal se comparam às que transparecem no livro A Privataria Tucana.
A tese do mensalão é a de que a empresa de cartões de crédito Visanet (hoje Cielo) teria recebido dinheiro público do Banco do Brasil e repassado às agências de publicidade DNA e SMP&B, do publicitário Marcos Valério, quem, através do Banco Rural, teria pago mensalidades a deputados da base aliada do governo Lula.
Segundo o relator do inquérito do mensalão no Supremo, ministro Joaquim Barbosa, o montante de recursos públicos que pode ter abastecido o suposto esquema do mensalão seria de R$ 73 milhões. Esse seria o que a imprensa oposicionista chama de “maior escândalo de corrupção da história”.
Abaixo, as coincidências entre saques no Banco Rural e as votações do Legislativo que o governo Lula teria vencido por subornar parlamentares e partidos aliados.
1 – A reforma tributária aprovada na Câmara em 24 de setembro de 2003 se conectaria a pagamentos de R$ 1,212 milhão nos dias 23, 25 e 26 daquele mês e ano;
2 – A reforma tributária modificada no Senado em 17 de dezembro de 2003 se conectaria a pagamentos de R$ 470 mil no mesmo dia 17 e no dia 19;
3 – A Medida Provisória (MP) do salário mínimo aprovada na Câmara em 2 de junho de 2004 teria contrapartida de saques de R$ 500 mil no Banco Rural na mesma data;
4 – A MP do salário mínimo aprovada em 23 de junho de 2004 na Câmara após passar pelo Senado coincidiria com saques no total de R$ 200 mil no mesmo dia;
5 – Votação do status de ministro para o presidente do Banco Central ocorrida em 1º de dezembro de 2004 teria gerado pagamentos no total de R$ 480 mil em 29 e 30 de novembro daquele ano.
6 – A MP dos Bingos aprovada em 30 de março de 2004 teria gerado pagamentos totais de R$ 200 mil no dia anterior.
7 – A Reforma da Previdência aprovada em primeiro turno na Câmara em 5 de agosto de 2003 teria tido a contrapartida de R$ 200 mil no dia seguinte.
8 – A Reforma da Previdência aprovada em 27 de agosto de 2003 teria gerado propinas no valor de R$ 200 mil aos deputados governistas nos dois dias anteriores, 25 e 26.
9 – A Reforma da Previdência aprovada no Senado em 26 de novembro de 2003 teria gerado pagamentos totais de R$ 400 mil no mesmo dia e no dia seguinte.
10 – A Reforma da Previdência aprovada Senado em segundo turno em 11 de dezembro de 2003 resultaria em pagamentos de R$ 120 mil um dia antes.
O total de R$ 3,98 milhões sacados por parlamentares no Banco Rural deixa muito a descobrir sobre o restante dos tais R$ 73 milhões a que alude o ministro Joaquim Barbosa, mas mesmo que toda essa dinheirama tivesse sido rastreada – e até já pode ter sido, mas só se ficará sabendo quando ocorrer o julgamento do mensalão –, mal se compara às cifras que foram COMPROVADAMENTE pagas aos parentes e assessores de José Serra em períodos coincidentes com as privatizações do governo FHC.
O livro-bomba da privataria mostra que valores como os que foram detectados como tendo sido pagos a deputados “mensaleiros” (R$ 3,98 milhões) chegavam a ser pagos em poucas semanas, durante anos, a parentes e assessores do ex-deputado, ex-senador, ex-ministro, ex-prefeito e ex-governador tucano. O total de propinas nas privatizações, calculado pelo livro, ultrapassa a casa dos 2 bilhões de reais.
Além disso, as denúncias contra as privatizações tucanas envolvem gigantescas movimentações financeiras em paraísos fiscais por meio de contas e subcontas em instituições financeiras nacionais e estrangeiras envolvidas com lavagem de dinheiro do terrorismo e do tráfico de dogas. Isso sem falar no aumento exponencial do patrimônio dos envolvidos.
Pode-se dizer, tranquilamente, que evidências como as que pesam contra petistas e aliados no escândalo do mensalão existem muito mais contra tucanos no escândalo das privatizações. Na verdade, se a régua usada para acusar os “mensaleiros” tivesse sido usada contra os “privateiros”, teria havido – ou estaria havendo – também um inquérito da Privataria no Supremo.
Para entender por que um escândalo muito maior – que envolve quase cem bilhões de reais de dinheiro público, o montante das privatizações tucanas – jamais foi investigado e denunciado como foi o escândalo do mensalão, há que voltar a agosto de 2007. Então, o ministro do Supremo Ricardo Lewandovsky foi flagrado por jornalista da Folha de São Paulo dizendo ao telefone que ele e seus pares haviam acabado de aceitar o inquérito do mensalão por pressão da mídia, ou, como disse textualmente, “Com a faca no pescoço”.
Como se sabe, com exceção da Folha de São Paulo, que dedicou algumas matérias críticas ao obscuro processo de privatizações do governo FHC, a grande imprensa, hoje na oposição, jamais incomodou o governo tucano. Pelo contrário: até por ter comprado boa parte do que foi privatizado na telefonia, a imprensa defendia furiosamente aquele processo.
Nos próximos meses, portanto, conforme for se aproximando o julgamento do mensalão, a imprensa será inundada por pressões contra o Supremo Tribunal Federal para que, em pleno processo eleitoral, condene petistas graúdos como José Dirceu a fim de desmoralizar o PT e ajudar o PSDB e aliados a recuperarem um pouco do poder que vêm perdendo.
Enquanto isso, assim como a imprensa esconde ou desqualifica o explosivo livro A Privataria Tucana, deverá tentar esconder ou distorcer a CPI que se pretende instalar para investigar as denúncias que a obra do jornalista Amaury Ribeiro Jr. contém. Se o PT e seus aliados não denunciarem isso, o julgamento do mensalão poderá lhes produzir uma catástrofe nas urnas.
Se o PT e seus aliados não se acovardarem, portanto, o país descobrirá que o mensalão está muito longe de ser o “maior escândalo de corrupção da história”, pois as privatizações do governo FHC, sim, é que constituem não só o maior escândalo político do Brasil, mas, muito provavelmente, um dos maiores do mundo, se não for o maior.