segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Desportivo Brasil: dobradinha em campo
sábado, 14 de janeiro de 2012
Neri: não entramos no século 21, mas saímos do 19
Ao ler a entrevista pude perceber o quanto nosso estado esta perdendo em não implementar política de distribuição de renda, mas a tempo de mudar essa situação. É só mudar a maneira de enxergar o estado e mudar também seus governantes afinal estão no comando a mais de 16 anos.
MN: Acho que sim, essa é uma boa classificação. Quem era classe média tradicional, perdeu. Acho que o Brasil dos últimos anos é o seguinte: boas e más notícias. A boa é que a desigualdade caiu. A má notícia é que a classe média tradicional não entrou na festa. O espetáculo do crescimento é só a preços populares, é um pouco isso. Não tenho essa visão de muita gente que diz que o Brasil entrou no século XXI. A gente está saindo do século XIX, é uma abolição da escravatura retardada. Está saindo de um país muito desigual muito rápido, mas recuperando um atraso grande.
MN: Não fazer as reformas. O Brasil gerou muito emprego formal. Mas imagine se a gente tivesse uma legislação trabalhista mais ajeitada. Porque o Brasil tem um Estado grande e há uma preferência da população por isso. Acho que o Brasil está optando por um caminho do meio, mesclando Estado com iniciativa privada, respeito a contratos, fazendo uma política ativa. Agora se a gente usar essa rede do Estado para prover serviços bons, de forma transparente, além de todo esse problema da corrupção que a gente tem de resolver. De alguma forma estamos encaminhando isso, a sociedade está. Vai depender da nossa capacidade de superar obstáculos.
Big Brother Brasil, querendo ou não ele entra na sua vida
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| Foto Google. Pedro Bial apresentador do programa |
Contudo, pessoas dotadas de conteúdo intelectual não são as melhores para protagonizar as “baladas” nas quais aquela juventude se entrega ao alcoolismo, ao ridículo e ao comportamento vulgar, sobretudo das garotas, muitas das quais se exibem para o país de forma intensamente degradante – trôpegas e embriagadas, estimulando o consumo de álcool entre os jovens – lembre-se alcoolismo porta de entrada de outras drogas, as não licita.
Nada contra a sensualidade, aliás. Estamos em pleno século XXI. Todos gostam de ver pessoas bonitas, desde que o conceito de beleza não exclua certas etnias dos participantes. Além disso, o envolvimento sensual que o clima de confinamento necessariamente acaba exacerbando em jovens com hormônios em ebulição a flor da pele é inevitável.
A contra gosto de poucos como este colunista, o BBB foi se transformando em uma atração em que o sexo é a viga-mestra com exceção talvez do 1° e 2°. Aliás, a versão brasileira da franquia televisiva da holandesa Endemol é de longe a que mais se escora no voyeurismo, o que torna inevitável a erotização precoce das crianças porque elas não conseguem escapar do programa mesmo se os seus pais quiserem impedir – e muitos não querem, até pela filosofia educacional que adotam.
Mesmo que as crianças não possam assistir ao BBB em casa, assistem em celulares e computadores de outras crianças na escola ou nas casas dos colegas, ao visitá-los. Para os responsáveis por crianças que não querem ver assistindo a cenas degradantes de embriaguês ou de sexo, não há forma de impedi-las.
É fato incontestável, portanto, que não há forma de impedir que, ano após ano, o BBB vá erotizando precocemente as nossas crianças. E um sintoma dessa erotização é a produção que está surgindo de sutiãs para garotas de oito ou dez anos que crescem vendo “exemplos” de moças esculturais caindo de bêbadas e sendo “traçadas” ao vivo e em rede nacional.
Em países em que a comunicação tem regras, como nos Estados Unidos ou na Europa, não se permite essa erotização compulsória da infância e da juventude. O BBB, portanto, apesar de também ser inevitável em outras partes do mundo devido à tecnologia e à inserção social, nesses países não as envolvem nessa teia de mediocridade, luxúria e burrice.
O que se permite à Globo pôr na televisão aberta durante as edições do BBB, não se permite a tevê alguma em países em que crianças e adolescentes são considerados patrimônio da nação em vez de, apenas, consumidores.
Dessa maneira, prepare-se: converse muito com seus filhos e netos pequenos durante os próximos dois ou três meses. Explique que nem sempre o que se vê na televisão deve ser imitado. Critique, com serenidade e seja didático, a situação das moças que hipotecam a própria dignidade, o uso indiscriminado de álcool e outros comportamentos reprováveis.
Tente saber o que as crianças sabem dessa “atração” nefasta. Descubra o que viram e tente dirimir suas inevitáveis dúvidas, mostrando o que há de ruim em certos comportamentos. Não deixe de fazer isso porque, querendo ou não, vem aí o BBB, e ele entra em sua vida e na de seus filhos, netos etc. Sob as barbas das autoridades.
Na foto la encima o Bial avisa fiquem de olho.
Assista o video abaixo e ouça você mesmo o que diz o pintor Antonio Veroneze sobre o assunto BBB e a Masturbação das meninas brasileiras.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
A diferença entre Dilma e Alkimin é profunda
“Podemos ter nossas divergências (ao se dirigir ao governador tucano Geraldo Alckmin) eleitorais, mas, terminadas as eleições, essas divergências deixam de existir”.
“O que mostra a maturidade do Brasil é essa relação que nós conseguimos estabelecer, independentemente de origem partidária, credo político e religioso ou opção futebolística,” disse a Presidenta.
Recebi alguns comentários marotos no ultimo post sobre o convenio assindo por Dilma e Alkimim, mas dos poucos leitores deste blog, questionaram - me, se a presidenta tinha noção do que ela faria ao governo do PSDB, outros me atacando que o governo do PT tem mais é que ajudar afinal está no poder do Brasil, outros me dizem que o PT e PSDB são iguais – opa! Espera aí isso não! Iguais! Onde eles são iguais? Devolvo a pergunta
“Dilma diz (sic) que diferenças com oposição são só ‘eleitorais’.”
As diferenças entre a Dilma e o Alckmin, entre o PT e o PSDB são profundas, além de “eleitorais”. Eu vou reforçar mostrando algumas da muitas diferenças do PT para o PSDB, com ajuda de PHA do blog conversa afiada.
E elas se concretizam nas eleições. As divergências ficam claras, ali. Nas três ultimas eleições presidenciais, por exemplo.
Os tucanos ficam ao lado da Privataria.
O PT, Lula e a Dilma, contra.
Os tucanos acham o Bolsa Família o Bolsa Vagabundagem.
O Lula e a Dilma ampliaram o Bolsa Família e, agora, criaram o Brasil sem Miséria.
O Lula e a Dilma fizeram e fazem um Governo para criar uma ampla classe média.
O Governo do Cerra/FHC acentuou a desigualdade de renda e, quando deu emprego, deu emprego informal.
Cerra e FHC achataram o salário mínimo.
Dilma e Lula tem a mania de dar aumento real ao salário mínimo.
Cerra e FHC foram, de joelhos, três vezes ao FMI.
Lula saiu do FMI e agora empresta ao FMI.
Para ficar numa diferença atual, contemporânea.
Os tucanos de São Paulo enfrentam a tragédia do crack com balas e tiros.
Como o Cerra enfrentou os estudantes, professores e policiais grevistas.
E tem o “liberou geral” do jenio do FHC, que ate o momento ta num silêncio estrondoso sobre a ação do Alkim PSDB e Kassab PSD na cracolândia.
A Dilma tem um plano nacional de enfrentamento do crack, que dá ênfase ao tratamento e à recuperação. Sem tiro.
Terminada a eleição, sobrevém o espírito republicano – a integração entre programas federais e estaduais, em benefício do povo.
O que não acontecia quando o Padim Pade Cerra governou (?) São Paulo e boicotou o ENEM, o SAMU, o Pro Uni e fez corpo mole com o Minha Casa, Minha Vida, para esconder a Dilma.
Para os que não em entenderam fica a dica “Civilidade” não significa “identidade” espírito “republicano“ não significa “adesão”.
Como demonstrou Ricardo Amaral – clique aqui para ler e ver a entrevista na Record News -, no livro “A vida quer é coragem”, a presidenta Dilma sempre teve um lado. É o lado do Lula e do PT.
Do outro lado estão o Cerra, o FHC e o Alckmin o que as eleições demonstram de forma eloquente. E se agarrando neles vem a turma do PPS e DEM.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Dilma e Alckmin celebram convênio habitacional
Dilma Rousseff e Geraldo Alckmin firmaram mais um convênio. Envolve a construção de casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Eram 97 mil casas. Mas Dilma arredondou a conta.
“Essa é a grande novidade de hoje. Nós não vamos fazer 97 mil governador, porque 97 é conta quebrada. Vamos fazer 100 mil unidades. As 3 mil nós assumimos”, disse a presidente ao discursar.
Serão investidos R$ 8 bilhões. O grosso do dinheiro virá da União: R$ 6,1 bilhões. O resto será provido pelo governo de São Paulo. Estima-se que as casas serão entregues em 2015 a famílias com renda mensal inferior a R$ 1,6 mil.
A harmonia administrativa que permeia o relacionamento de Dilma e Alckmin surpreende positivamente. Os interesses da clientela prevalecem sobre a desarmonia política de PT e PSDB e o palco principal e a cidade de São Paulo que terá eleições este ano
O que esperamos que o governador use da mesma grandeza e trate as cidade do Estado de maneira republicana também e claro contemple Porto Feliz, mandando para nós as casas do minha casa minha vida. Via Blog do Josias.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Porto Feliz está entre as 10 cidades que mais receberam investimentos
BLOG O MURAL: O município de Porto Feliz está entre as dez cidades que receberam os maiores investimentos de grandes empresas no Estado de São Paulo no ano de 2011, de acordo com balanço feito pela Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade - Investe São Paulo. No ranking, a cidade aparece inclusive à frente de grandes municípios da região como Jundiaí e também da região de Campinas, como Americana. O investimento que colocou Porto Feliz em destaque pelo Investe São Paulo foi feito pela multinacional americana Cooper Power Systems, do setor eletroeletrônico, que irá investir R$ 40 milhões em Porto Feliz e prevê a geração de até 1.200 empregos diretos e indiretos.
Para o prefeito Cláudio Maffei, o resultado divulgado pela agência é fruto da política de desenvolvimento criada no município nos últimos anos, com foco na atração de novos investimentos, desde pequenos empreendedores até grandes empresas.
O Secretário de Desenvolvimento Social e Sustentável, João Carlos Esquerdo Junior, destaca outros empreendimentos instalados no município nos últimos anos. “Porto Feliz exerce um papel de destaque na região administrativa de Sorocaba e confirma seu grande potencial econômico e político para atração de empresas. Recebemos diversos novos empreendimento como, por exemplo, Aços Macom, Hotel Fasano, Shopping Porto Plaza, Viva Fruts Brasil, Aluer, Torata, Servon Rios, Winner Horse, Cerâmica Incerbras, Loca Espaço, Cotelav, Portal dos Bandeirantes II, Fazenda Boa Vista, Academia Traffic de Futebol, também tivemos o anúncio de novos investimentos da Lanxess, entre outros”, detalha Esquerdo.
“Desde o início de nosso governo em 2005, inúmeras empresas se beneficiaram com nossos incentivos fiscais. Somente nos últimos dois anos, mais de 100 empresas de pequeno e grande porte se instalaram em nosso município”, prossegue o secretário.
Atrativos
Fabricante de equipamentos de média e alta tensão, a Cooper Power Systems expandirá suas operações no Brasil com a nova unidade que será instalada em Porto Feliz. A compra da área localizada no km 125 da rodovia Marechal Candido Rondon foi efetivada no mês de dezembro.
O presidente da Investe SP, Luciano Santos Tavares de Almeida, destacou os atrativos da cidade para receber o empreendimento. “A cidade possui um conjunto de facilidades, desde logística para o escoamento da produção, até a disponibilidade de mão de obra qualificada na região. O apoio da prefeitura local também foi fundamental”, afirmou o presidente em nota divulgada no site da agência.
A Cooper Power Systems, que gerou receita de aproximadamente US$ 1,2 bilhão em 2010, é uma divisão da Cooper Industries. A empresa produz equipamentos elétricos, componentes e sistemas que fornecem energia elétrica para residências, indústrias, empresas e instituições.
Emprego
Em 2011, dados do Ministério do Trabalho mostraram que Porto Feliz ficou no topo do ranking dos municípios de pequeno e médio porte que aumentaram a oferta de emprego na região de Sorocaba. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do MTE, foram gerados 953 novos empregos com carteira assinada nos meses janeiro e maio de 2011 – um aumento de 9,3%.
Fonte: Itu.com.br
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Votou no PSDB? Ah! que dó! Pedágios em SP ficam mais caros após nova política de reajustes
BLOG O MURAL: Uma nova política para unificar o reajuste dos pedágios vai tornar o valor das tarifas ainda mais alto neste ano. O governo do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) mandou publicar ontem alterações nos contratos de concessão das rodovias que mudaram o índice de inflação usado para calcular os aumentos. Só que o novo indicador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está mais alto do que o antigo, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).A troca de índices havia sido anunciada em junho do ano passado.
Acontece que o IGP-M acumulado dos últimos 12 meses na época do anúncio era de 8,64%, enquanto o IPCA, que seria usado, era de 6,71%. De lá para cá, no entanto, o IPCA tem subido mais do que o outro indicador. Em dezembro, o acumulado anual do IPCA foi de 6,56% e o IGP-M, de 5,09%. Com o índice novo, caso mantida a diferença, o aumento das tarifas será maior do que com o índice antigo.
A assinatura dos termos aditivos nos contratos de concessão ocorreu entre o anúncio da nova regra, em junho, e o restante do ano passado. Ontem, com os 19 contratos de concessão corrigidos, foi feita a publicação da mudança de índices no Diário Oficial do Estado – o que tornou a negociação válida.
A diferença dos índices acontece porque cada um deles dá pesos diferentes para produtos da cesta básica e tarifas públicas, por exemplo. O IPCA é o índice oficial de inflação do País. Já o IGP-M é geralmente usado para corrigir tarifas públicas.
Redução. O sobe e desce dos dois indicadores econômicos é uma dificuldade a mais para ser cumprida a promessa de campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de reduzir o valor dos pedágios. Mas, segundo a Artesp, “não está em pauta nova renegociação para mudança de índice de reajuste da tarifa”.
A agência afirma, em nota, que o objetivo da mudança é adotar “um fator de reajuste mais próximo da realidade dos usuários” e uniformizar o índice entre todas as concessionárias das rodovias paulistas. “A adoção de um índice único é uma resposta às aspirações dos usuários e faz parte de uma ampla negociação entre o governo e as concessionárias.”.
A tá, agora entendi, então fica assim sobem-se os pedágios e alega-se que para ajudar os cidadão a tem um unico reajuste para todas as praças de pedágios, que bom governador, que generosidade!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Em casa: Desportivo empata com Criciúma em estréia
BLOG O MURAL: Abrindo o ano, e a rodada do campeonato Copa São Paulo 2012, os meninos do Desportivo Brasil estiveram em campo no dia 4 de janeiro, enfrentando o Criciúma. O jogo foi realizado no Estádio Ernesto Rocco, no Jardim Vante. Lá, mais de duas mil pessoas compareceram ao espaço e contaram com a presença do prefeito Cláudio Maffei, os vereadores Urias de Oliveira, Roberto Brandão e Andréa Matos (PT). SENAI está com vagas abertas para 2012. Confira!

- Assistente Administrativo
- Assistente Recursos Humanos
- Auxiliar de Departamento Pessoal
- Recepcionista
- Assistente de Controle de Qualidade
- Interpretação de Normas
- Auditor Interno
- Ajustador Mecânico
- Desenho Técnico Mecânico
- Controle Dimensional
– Solidworks
- Programador de Produção
- Auxiliar de Produção
- Auxiliar de Logística
- Eletrecista Instalador
- NR10 Serviços Elétricos
- Comandos Elétricos
- Operador de Empilhadeira
- Costura (gratuito)
Informações: (15) 3261-5351
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Eduardo Galeano: Jovens assistem à política “como se fosse um circo”
Alô, “Cansei”. Vai ter passeata contra Alckmin?
Há quatro anos, a elite paulista lançou o movimento “Cansei”, que tinha como eixo a reclamação contra os impostos. Aliás, a queixa contra tal carga tributária – a qual FHC diz ser “choradeira” – sempre é personagem da tucanagem e da turma do DEM.
Portanto, se são sinceros, os nossos amigos visitadores do “impostômetro”, como Serra e outros, deveriam promover a expulsão do Governador Geraldo Alckmin. Vamos esperar com ansiedade as colunas dos comentaristas econômicos revoltados.
Porque hoje o Estadão publica que o Governo de São Paulo, em plena crise mundial e no momento em que a presidenta Dilma reduz a alíquota de IPI de diversos produtos, para favorecer o consumo:
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Passado é retratado em tapumes
BLOG O MURAL: Uma dupla de artistas plásticos de Porto Feliz, interior de São Paulo, começa o ano com o olhar no passado. O desejo de disseminar a história da cidade motiva o trabalho de Marcelo Santos e Fernando Aragão dos Santos, ambos de 24 anos. Eles aproveitaram a instalação de tapumes ao redor do Museu Histórico e Pedagógico das Monções para pintar painéis com fotos antigas do município. “Decidimos fazer uma intervenção cultural naquele lugar para lembrar as pessoas de como é importante resgatar o passado”, explica Fernando. O trabalho é feito manualmente, com pincéis e tinta. “Queremos enfatizar os detalhes de cada uma das obras”, comenta.
Ao todo, seis imagens antigas serão reproduzidas pelos artistas. Os tapumes foram implantados pela Prefeitura Municipal de Porto Feliz que, segundo a dupla, deverá iniciar um processo de revitalização no prédio em breve.
Os jovens estimam que o trabalho nos painéis deva durar todo o mês de janeiro. “Este trabalho é voluntário e motivador. As pessoas param para conversar conosco”, declara Fernando, que completa dizendo que, no primeiro dia, um senhor passou pelo local e se emocionou ao reconhecer a imagem retratada. “Essa foi a melhor época da cidade e eu vivi isso”, teria dito.
As histórias contadas pelos moradores servem de inspiração e motivação para a dupla, que pretende elaborar outros trabalhos como este pela cidade durante o ano. “A intenção é atingir o máximo de espaços urbanos possíveis e alegrar os moradores”, antecipa.
A dupla finaliza convidando a todos para visitarem os tapumes e conhecerem um pouco mais da história da cidade. “Ver as pessoas parando, olhando e gostando é muito emocionante”, conclui. O trabalho dos artistas plásticos pode ser conferido na Praça Coronel Esmédio, no Centro.
Por: Adriane Souza, no G1
Voto e coalizações, por Maria Inês Nassif
A Privataria Tucana vem com tudo em 2012
BLOG O MURAL: Boechat: não há como negar a roubalheira na privataria tucana
- É por isso que eles demitem delegado e promove juiz a promotor com tamanha rapidez;
Laurita Salles: Sobre o gráfico que é preciso disseminar
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Justiça de São Paulo inventou a ‘jurisprudência’ da impunidade
Dois dias depois (12 de outubro), o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Bedran, em sessão especial daquela Corte defende a nomeação de “delegados especiais” para cuidar de casos que envolvam magistrados.
Cerca de uma semana mais tarde, o mesmo Tribunal de Justiça de São Paulo decide promover a desembargador o juiz acusado de tudo isso. Com o novo cargo, ele terá foro privilegiado para ser processado e julgado.
Paralelamente, no mesmo período o Conselho da Polícia Civil se reúne rotineiramente para a última avaliação do delegado Costa Miguel, que como todo delegado em início de carreira estava em experiência. Apesar de ter tido a sua efetivação recomendada pela Corregedoria da Polícia, o Conselho delibera pela sua exoneração.
Em questão de dias após a confusão em que o juiz suspeito de embriaguês ao volante se envolveu, o Tribunal de Justiça toma medidas para fortalecê-lo e a cúpula da Polícia Civil dá início a um processo que culminaria com a demissão do delegado que tentou cumprir a lei.
Esse caso cria uma espécie de “jurisprudência” da impunidade. O agora ex-delegado Costa Miguel está literalmente desempregado. Tudo o que fez para chegar ao cargo (faculdade, concurso etc.), foi jogado fora. Que outro delegado – ou mesmo policial – incomodará juízes que infrinjam a lei?
Felis 2012, Brazil: “Saiam da sala todos aqueles que compraram o livro”
BLOG O MURAL: por Luiz Carlos Azenha
Ops, desculpem, deu um tilt no nosso iPad.
Apenas para lembrá-los que, em 2012, é absolutamente fundamental que a gente se divirta tanto quanto (ou mais) que em 2011.
A CPI da Privataria Tucana é garantia de que não vai faltar assunto.
Tem gente que começou neste finzinho de 2011.
Por exemplo, a turma dos Amigos do Presidente Lula observou que a partir deste primeiro de janeiro o mercado de etanol dos Estados Unidos se abre ao Brasil e previu as manchetes que leremos:
Se o “Bill” Waack der essa notícia no Jornal da Globo, vai dizer que isso aconteceu “graças a FHC e ao plano Real”. A Miriam Leitão vai dizer que o mercado se abriu ao álcool combustível MAS (na Globo sempre tem um “mas” quando a notícia é boa), o mercado continua fechado para a rúcula. Sardenbergh vai dizer na CBN que a notícia não é boa, porque pode impactar no preço da cachaça, afetando a inflação.O Tijolaço, do Brizola Neto, está esperando pela revolta dos colunistas contra a decisão do governador paulista, Geraldo Alckmin, de aumentar os impostos sobre os produtos da linha branca:
Há quatro anos, a elite paulista lançou o movimento “Cansei”, que tinha como eixo a reclamação contra os impostos. Aliás, a queixa contra tal carga tributária – a qual FHC diz ser “choradeira” – sempre é personagem da tucanagem e da turma do DEM. Portanto, se são sinceros, os nossos amigos visitadores do “impostômetro”, como Serra e outros, deveriam promover a expulsão do Governador Geraldo Alckmin. Vamos esperar com ansiedade as colunas dos comentaristas econômicos revoltados.Eu, aqui do meu cantinho, dou risada do fato de que a grande mídia publicou a resposta de Verônica Serra sem ter publicado as acusações que foram feitas à empresária pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Coitado do leitor ou do assinante da Folha, do Globo e do Estadão: Verônica respondeu a acusações que não lhe foram feitas!
Depois os leitores compram o livro ou procuram se informar na blogosfera e eles estranham as vendas recordes do Privataria Tucana e o crescimento estrondoso de nossa audiência.
Para dar uma força a esta sessão memória sobre os grandes momentos cômicos de 2011, trazemos de volta nosso candidato ao Oscar em 2012, produção do Cloaca News que merece o prêmio de melhor roteiro pela imperdível frase “diga para o Merval que eu agradeço o apoio”.
Mensalão do PT não chega aos pés da privataria tucana
Como o inquérito do mensalão deve ser julgado durante o processo eleitoral deste ano, prevê-se que a imprensa deve tentar pressionar o Supremo Tribunal Federal a condenar expoentes governistas de forma a ajudar PSDB, DEM e PPS a elegerem governos municipais a fim de driblarem o processo de enfraquecimento pelo qual esses partidos vêm passando, com significativa redução de suas bancadas no Congresso Nacional.
Por outro lado, a base aliada, fustigada em 2011 por denúncias da mídia oposicionista contra ministros indicados pelos partidos que apoiam o governo federal, parece disposta a não apanhar sem reação. O previsível uso político-eleitoral do julgamento do mensalão fará os governistas se empenharem na CPI da Privataria, que já tem as assinaturas necessárias e já está protocolada na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Independentemente da tragédia que será a contaminação das eleições de prefeitos e vereadores devido à tentativa midiático-oposicionista de usar o julgamento do mensalão como vitamina eleitoral para tucanos e aliados, vale comparar o escândalo petista ao tucano. Afinal, a imprensa já tomou partido nessa disputa patética e há anos vem tentando transformar o mensalão no “maior escândalo de corrupção da história”.
Comparando-se os dois escândalos, porém, essa teoria se torna risível. O mensalão, basicamente, teria sido compra de apoio de parlamentares pelo governo Lula para votarem a favor de suas proposições ao Congresso Nacional. As cifras envolvidas, no entanto, mal se comparam às que transparecem no livro A Privataria Tucana.
A tese do mensalão é a de que a empresa de cartões de crédito Visanet (hoje Cielo) teria recebido dinheiro público do Banco do Brasil e repassado às agências de publicidade DNA e SMP&B, do publicitário Marcos Valério, quem, através do Banco Rural, teria pago mensalidades a deputados da base aliada do governo Lula.
Segundo o relator do inquérito do mensalão no Supremo, ministro Joaquim Barbosa, o montante de recursos públicos que pode ter abastecido o suposto esquema do mensalão seria de R$ 73 milhões. Esse seria o que a imprensa oposicionista chama de “maior escândalo de corrupção da história”.
Abaixo, as coincidências entre saques no Banco Rural e as votações do Legislativo que o governo Lula teria vencido por subornar parlamentares e partidos aliados.
1 – A reforma tributária aprovada na Câmara em 24 de setembro de 2003 se conectaria a pagamentos de R$ 1,212 milhão nos dias 23, 25 e 26 daquele mês e ano;
2 – A reforma tributária modificada no Senado em 17 de dezembro de 2003 se conectaria a pagamentos de R$ 470 mil no mesmo dia 17 e no dia 19;
3 – A Medida Provisória (MP) do salário mínimo aprovada na Câmara em 2 de junho de 2004 teria contrapartida de saques de R$ 500 mil no Banco Rural na mesma data;
4 – A MP do salário mínimo aprovada em 23 de junho de 2004 na Câmara após passar pelo Senado coincidiria com saques no total de R$ 200 mil no mesmo dia;
5 – Votação do status de ministro para o presidente do Banco Central ocorrida em 1º de dezembro de 2004 teria gerado pagamentos no total de R$ 480 mil em 29 e 30 de novembro daquele ano.
6 – A MP dos Bingos aprovada em 30 de março de 2004 teria gerado pagamentos totais de R$ 200 mil no dia anterior.
7 – A Reforma da Previdência aprovada em primeiro turno na Câmara em 5 de agosto de 2003 teria tido a contrapartida de R$ 200 mil no dia seguinte.
8 – A Reforma da Previdência aprovada em 27 de agosto de 2003 teria gerado propinas no valor de R$ 200 mil aos deputados governistas nos dois dias anteriores, 25 e 26.
9 – A Reforma da Previdência aprovada no Senado em 26 de novembro de 2003 teria gerado pagamentos totais de R$ 400 mil no mesmo dia e no dia seguinte.
10 – A Reforma da Previdência aprovada Senado em segundo turno em 11 de dezembro de 2003 resultaria em pagamentos de R$ 120 mil um dia antes.
O total de R$ 3,98 milhões sacados por parlamentares no Banco Rural deixa muito a descobrir sobre o restante dos tais R$ 73 milhões a que alude o ministro Joaquim Barbosa, mas mesmo que toda essa dinheirama tivesse sido rastreada – e até já pode ter sido, mas só se ficará sabendo quando ocorrer o julgamento do mensalão –, mal se compara às cifras que foram COMPROVADAMENTE pagas aos parentes e assessores de José Serra em períodos coincidentes com as privatizações do governo FHC.
O livro-bomba da privataria mostra que valores como os que foram detectados como tendo sido pagos a deputados “mensaleiros” (R$ 3,98 milhões) chegavam a ser pagos em poucas semanas, durante anos, a parentes e assessores do ex-deputado, ex-senador, ex-ministro, ex-prefeito e ex-governador tucano. O total de propinas nas privatizações, calculado pelo livro, ultrapassa a casa dos 2 bilhões de reais.
Além disso, as denúncias contra as privatizações tucanas envolvem gigantescas movimentações financeiras em paraísos fiscais por meio de contas e subcontas em instituições financeiras nacionais e estrangeiras envolvidas com lavagem de dinheiro do terrorismo e do tráfico de dogas. Isso sem falar no aumento exponencial do patrimônio dos envolvidos.
Pode-se dizer, tranquilamente, que evidências como as que pesam contra petistas e aliados no escândalo do mensalão existem muito mais contra tucanos no escândalo das privatizações. Na verdade, se a régua usada para acusar os “mensaleiros” tivesse sido usada contra os “privateiros”, teria havido – ou estaria havendo – também um inquérito da Privataria no Supremo.
Para entender por que um escândalo muito maior – que envolve quase cem bilhões de reais de dinheiro público, o montante das privatizações tucanas – jamais foi investigado e denunciado como foi o escândalo do mensalão, há que voltar a agosto de 2007. Então, o ministro do Supremo Ricardo Lewandovsky foi flagrado por jornalista da Folha de São Paulo dizendo ao telefone que ele e seus pares haviam acabado de aceitar o inquérito do mensalão por pressão da mídia, ou, como disse textualmente, “Com a faca no pescoço”.
Como se sabe, com exceção da Folha de São Paulo, que dedicou algumas matérias críticas ao obscuro processo de privatizações do governo FHC, a grande imprensa, hoje na oposição, jamais incomodou o governo tucano. Pelo contrário: até por ter comprado boa parte do que foi privatizado na telefonia, a imprensa defendia furiosamente aquele processo.
Nos próximos meses, portanto, conforme for se aproximando o julgamento do mensalão, a imprensa será inundada por pressões contra o Supremo Tribunal Federal para que, em pleno processo eleitoral, condene petistas graúdos como José Dirceu a fim de desmoralizar o PT e ajudar o PSDB e aliados a recuperarem um pouco do poder que vêm perdendo.
Enquanto isso, assim como a imprensa esconde ou desqualifica o explosivo livro A Privataria Tucana, deverá tentar esconder ou distorcer a CPI que se pretende instalar para investigar as denúncias que a obra do jornalista Amaury Ribeiro Jr. contém. Se o PT e seus aliados não denunciarem isso, o julgamento do mensalão poderá lhes produzir uma catástrofe nas urnas.
Se o PT e seus aliados não se acovardarem, portanto, o país descobrirá que o mensalão está muito longe de ser o “maior escândalo de corrupção da história”, pois as privatizações do governo FHC, sim, é que constituem não só o maior escândalo político do Brasil, mas, muito provavelmente, um dos maiores do mundo, se não for o maior.


