sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Poucas Palavras Refretem a Verdade.


BLOG O MURAL:

Carta de um teólogo a CNBB



BLOG O MRAL: Segue carta do padre e teólogo José Comblin, um dos maiores teólogos do país, sobre a questão das declarações de alguns bispos (obs.: Dom Demétrio é um bispo que se contrapôs ao famigerado bispo de Guarulhos, que tem feito as declarações mais polêmicas):





Por Jakson



Nassif,


CARTA ABERTA A DOM DEMETRIO


Querido dom Demétrio


Quero publicamente agradecer-lhe as suas palavras esclarecedoras sobre a manipulação da religião católica no final da campanha eleitoral pela difusão de uma mensagem dos três bispos da comissão representativa do regional Sul I da CNBB condenando a candidata do atual governo e proibindo que os católicos votem nela. Graças ao senhor, sabemos que essa divulgação do documento da diretoria de Sul 1 não foi expressão da vontade da CNBB, mas contraria a decisão tomada pela CNBB na sua ultima assembléia geral, já que esta tinha decidido que os bispos não iam intervir nas eleições. Sabemos agora que o documento dos bispos da diretoria do regional Sul 1 foi divulgado no final de agosto, e durante quase um mês permaneceu ignorado pela imensa maioria do povo brasileiro. Agora, dois dias antes das eleições, um grupo a serviço da campanha eleitoral de um candidato, numa manobra de evidente e suja manipulação, divulgou com abundantes recursos e muito barulho esse documento, criando uma tremenda confusão em muitos eleitores. Pela maneira como esse documento foi apresentado, comentado e divulgado, dava-se a entender que o episcopado brasileiro proibia que os católicos votasse nos candidatos do PT e, sobretudo na sua candidata para a presidência. Dois dias antes das eleições os acusados já não podiam mais reagir, apresentar uma defesa ou uma explicação. Aos olhos do público a Igreja estava dando o golpe que sempre se teme na véspera das eleições, quando se divulga um suposto escândalo de um candidato. Era um golpe sujo por parte dos manipuladores, já que dava a impressão de que o golpe vinha dessa feita da própria Igreja.


Se os bispos que assinaram o documento de agosto, não protestam contra a manipulação que se fez do seu documento, serão cúmplices da manipulação e aos olhos do público serão vistos como cabos eleitorais.


Se a CNBB não se pronuncia publicamente com muita clareza sobre essa manipulação do documento por grupos políticos sem escrúpulos, será cúmplice de que dezenas de milhões de católicos irão agora, no segundo turno votar pensando que estão desobedecendo aos bispos. Seria uma primeira experiência de desobediência coletiva imensa, um precedente muito perigoso. Além disso, certamente afetará a credibilidade da Igreja Católica na sociedade civil, o que não gostaríamos de ver nesta época em que ela já está perdendo tantos fiéis.


Se o episcopado católico deixa a impressão de que a divulgação desse documento nessa circunstância representa a voz da Igreja com relação às eleições deste ano, muitos vão entender que isso significa uma intervenção dos bispos católicos para defender o candidato das elites paulistanas contra a candidata dos pobres. Os pobres têm muita sensibilidade e sentem muito bem o que há na consciência dessas elites. Sabem muito bem quem está com eles e quem está contra eles. Vão achar que a questão do aborto é apenas um pretexto que esconde uma questão social, o desprezo das elites, sobretudo de São Paulo pela massa dos pobres deste país. Milhões de pobres votaram e vão votar na candidata do governo porque a sua vida mudou. Por primeira vez na história do país viram que um governo se interessava realmente por eles e não somente por palavras. Não foi somente uma melhoria material, mas antes de tudo o acesso a um sentimento de dignidade. "Por primeira vez um governo percebeu que nós existimos". Isso é o que podemos ouvir da boca dos pobres todos os dias. Um povo que tinha vergonha de ser pobre descobriu a dignidade. Por isso o voto dos pobres, este ano, é um ato de dignidade. As elites não podem entender isso. Mas quem está no meio do povo, entende.


Os bispos podem lembrar-se de que a Igreja é na Europa o que é, porque durante mais de 100 anos os bispos tomaram sempre posição contra os candidatos dos pobres, dos operários. Sempre estavam ao lado dos ricos sob os mais diversos pretextos. E no fim aconteceu o que podemos ver. Abandonaram a Igreja. Cuidado! Que não aconteça a mesma coisa por aqui! Os pobres sabem, são conscientes e sentem muito bem quando são humilhados. Não esperavam uma humilhação por parte da Igreja. Por isso, é urgente falar para eles.


Uma declaração clara da CNBB deve tranqüilizar a consciência dos pobres deste país. Sei muito bem que essa divulgação do documento na forma como foi feita, não representa a vontade dos bispos do regional Sul 1 e muito menos a vontade de todos os bispos do Brasil. Mas a maioria dos cidadãos não o sabe e fica perturbados ou indignados por essa propaganda que houve.


Não quero julgar o famoso documento. Com certeza os redatores agiram de acordo com a sua consciência. Mas não posso deixar de pensar que essa manipulação política que foi a divulgação do seu documento na véspera das eleições, dava a impressão de que estavam reduzindo o seu ministério à função de cabo eleitoral. O bispo não foi ordenado para ser cabo eleitoral. Se não houver um esclarecimento público, ficará a imagem de uma igreja conivente com as manobras espúrias


Dom Demétrio, o senhor fez jus à sua fama de homem leal, aberto, corajoso e comprometido com os pobres e os leigos deste país. Por isso, o senhor merece toda a gratidão dos católicos que querem uma Igreja clara, limpa, aberta, dialogante. Demonizar a candidata do governo como se fez, baseando-se em declarações que não foram claras, é uma atitude preconceituosa totalmente anti evangélica. Queremos continuar confiando nos nossos bispos e por isso aguardamos palavras claras. Obrigado, dom Demétrio.


José Comblin, padre e pecador.


5 de outubro de 2010



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Risco Serra: em 1995 ele assinou decreto para privatizar FURNAS, ELETROBRAS, CHESF...



BLOG O MURAL: Serra assinou decreto para leiloar Itaipu e Angra


Felizmente o processo de privatização fracassou, mas José Serra (PSDB) bem que tentou, assinando o decreto nº 1481/1995 para levar à leilão até geradoras de energia elétrica, quando era Ministro do Planejamento de Fernando Henrique Cardoso.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

ELEIÇÕES 2010 E OS APROVEITADORES DA BOA FÉ E DA CREDULIDADE EVANGÉLICA


BLOG O MURAL: Para que o Brasil continue sendo democratico e livre temos que votar com nossa concienci e não comungar com as mentiras dos que jogam sujos, veja este belo artido do pastor da igreja presbiteriana posntado no blog do Nassif, pois esta discussão sobre os evangélicos está mal colocada. Tratam a nós como imbecis. Sugiro a publicação do seguinte artigo de um amigo, pastor presbiteriano e doutor em Ciências Políticas (prof. da Universidade Federal de Alfenas).
É um dos melhores textos que li sobre o tema até agora.


ELEIÇÕES 2010 E OS APROVEITADORES DA BOA FÉ E DA CREDULIDADE EVANGÉLICA


Rev. Sandro Amadeu Cerveira (02/10/10)


Talvez eu tenha falhado como pastor nestas eleições. Digo isso porque estou com a impressão de ter feito pouco para desconstruir ou no pelo menos problematizar a onda de boataria e os posicionamentos “ungidos” de alguns caciques evangélicos. [1]
Talvez o mais grotesco tenham sido os emails e “vídeos” afirmando que votar em Dilma e no PT seria o mesmo que apoiar uma conspiração que mataria Dilma (por meios sobrenaturais) assim que fosse eleita e logo a seguir implantaria no Brasil uma ditadura comunista-luciferiana pelas mãos do filho de Michel Temer. Em outras o próprio Temer seria o satanista mor. Confesso que não respondi publicamente esse tipo de mensagem por acreditar que tamanha absurdo seria rejeitada pelo bom senso de meus irmãos evangélicos. Para além da “viagem” do conteúdo a absoluta falta de fontes e provas para estas “notícias” deveria ter levado (acreditei) as pessoas de boa fé a pelo menos desconfiar destas graves acusações infundadas. [2]
A candidata Marina Silva, uma evangélica da Assembléia de Deus, até onde se sabe sem qualquer mancha em sua biografia, também não saiu ilesa. Várias denominações evangélicas antes fervorosas defensoras de um “candidato evangélico” a presidência da república simplesmente ignoraram esta assembleiana de longa data.
Como se não bastasse, Marina foi também acusada pelo pastor Silas Malafaia de ser “dissimulada”, “pior do que o ímpio” e defender, (segundo ele), um plebiscito sobre o aborto. Surpreende como um líder da inteligência de Malafaia declare seu apoio a Marina em um dia, mude de voto três dias depois e à apenas 6 dias das eleições desconheça as proposições de sua irmã na fé.
De fato Marina Silva afirmou (desde cedo na campanha, diga-se de passagem) que “casos de alta complexidade cultural, moral, social e espiritual como esses, (aborto e maconha) deveriam ser debatidos pela sociedade na forma de plebiscito” [3], mas de fato não disse que uma vez eleita ela convocaria esse plebiscito. O mais surpreendentemente, porém foi o absoluto silêncio quanto ao candidato José Serra. O candidato tucano foi curiosamente poupado. Somente a campanha adversária lembrou que foi ele, Serra a trazer o aborto para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) [4]. Enquanto ministro da saúde o candidato do PSDB assinou em 1998 a norma técnica do SUS ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez [5]. Fiquei intrigado que nenhum colega pastor absolutamente contra o aborto tenha se dignado a me avisar desta “barbaridade”.
Também foi de estranhar que nenhum pastor preocupado com a legalização das drogas tenha disparado uma enxurrada de-mails alertando os evangélicos de que o presidente de honra do PSDB, e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defenda a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal [6].
Por fim nem Malafaia, nem os boateiros de plantão tiveram interesse em dar visibilidade a noticia veiculada pelo jornal a Folha de São Paulo (Edição eletrônica de 21/06/10) nos alertando para o fato de que “O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.” [7]
Depois de tudo isso é razoável desconfiar que o problema não esteja realmente na posição que os candidatos tenham sobre o aborto, união civil e adoção de crianças por homossexuais ou ainda a descriminalização da maconha. Se o problema fosse realmente o comprometimento dos candidatos e seus partidos com as questões acima os líderes evangélicos que abominam estas propostas não teriam alternativa.
A única postura coerente seria então pregar o voto nulo, branco ou ainda a ausência justificada. Se tivessem realmente a coragem que aparentam em suas bravatas televisivas deveriam convocar um boicote às eleições. Um gigantesco protesto a-partidário denunciando o fato de que nenhum dos candidatos com chances de ser eleitos tenha realmente se comprometido de forma clara e inequívoca com os valores evangélicos. Fazer uma denuncia seletiva de quem esta comprometido com a “iniqüidade” é, no mínimo, desonesto.
Falar mal de candidato A e beneficiar B por tabela (sendo que B está igualmente comprometido com os mesmo “problemas”) é muito fácil. Difícil é se arriscar num ato conseqüente de desobediência civil como fez Luther King quando entendeu que as leis de seu país eram iníquas.
Termino dizendo que não deixarei de votar nestas eleições.
Não o farei por ter alguma esperança de que o Estado brasileiro transforme nossos costumes e percepções morais em lei criminalizando o que consideramos pecado. Aliás tenho verdadeiro pavor de abrir esse precedente.
Não o farei porque acredite que a pessoa em quem votarei seja católica, cristã ou evangélica e isso vá “abençoar” o Brasil. Sei, como lembrou o apóstolo Paulo, que se agisse assim teria de sair do mundo.
Votarei consciente de que os temas aqui mencionados (união civil de pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, descriminalização de algumas drogas entre outras polêmicas) não serão resolvidos pelo presidente ou presidenta da república. Como qualquer pessoa informada sobre o tema, sei que assuntos assim devem ser discutidos pela sociedade civil, pelo legislativo e eventualmente pelo judiciário (como foi o caso da lei de biossegurança) [8] com serenidade e racionalidade.
Votarei na pessoa que acredito representa o melhor projeto político para o Brasil levando em conta outras questões (aparentemente esquecidas pelos lideres evangélicos presentes na mídia) tais como distribuição de renda, justiça social, direitos humanos, tratamento digno para os profissionais da educação, entre outros temas. (Ver Mateus 25: 31-46) Estas questões até podem não interessar aos líderes evangélicos e cristãos em geral que já ascenderam à classe média alta, mas certamente tem toda a relevância para nossos irmãos mais pobres.
______________________
NOTAS
[1] As afirmações que faço ao longo deste texto estão baseadas em informações públicas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação. Apresento os links dos jornais e documentos utilizados para verificação.
[2]
http://www.hospitaldalma.com/2010/07/o-cristao-verdadeiro-nao-deve-votar-na.html
[3]http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/marina+rebate+declaracoes+de+pastor+evangelico+silas+malafaia/n1237789584105.html Ver também http://www1.folha.uol.com.br/poder/805644-lider-evangelico-ataca-marina-e-anuncia-apoio-a-serra.shtml
[4]http://blogdadilma.blog.br/2010/09/serra-e-o-unico-candidato-que-ja-assinou-ordens-para-fazer-abortos-quando-ministro-da-saude-2.html
[5] http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf
[6] http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=856843&tit=FHC-e-intelectuais-pedem-legalizacao-da-maconha
[7] http://www1.folha.uol.com.br/poder/754484-serra-se-diz-a-favor-da-uniao-civil-e-da-adocao-de-criancas-por-gays.shtml
[8] http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=206


Fonte: Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte (www.segundaigreja.org.br
)

MINTIRA FAZ O NARIZ CRESCER?


BLOG O MURAL: Mentira faz o nariz crescer mesmo como dizia meu pai, por isso que tucano tem bico maior que ouvidos, olha só que eu encontrei na Internet, a lei que cria a tal descriminalização do aborto e sabe de quem é as digitais da famigerada lei, vejam só que coincidência do Serra de uma olhada é clicar na imagem para aumentar





CONTINUO COM DILMA E CONTRA AS MINTIRAS E BOATOS


BLOG O MURAL: O VALOR ECONOMICO PUBLICOU UM TEXTO INTEREÇANTE PARA ANALIZAR QUEM TEM RAZÃO NA DISCUÇÃO SE A CNBB ENTROU OU NÃO NA CAMPANHA A FAVOR DE UM CANDIDATO, E PARA OS EVANGÉLICOS SERVE TAMBÉM, AFINAL NENHUMA RELIGIÃO PREGA A MINTIRA OU DISSIMINAÇÃO DE BOATOS.



Regional Sul 1 da CNBB trabalhou contra voto ao PT Valor Online



Regional Sul 1 da CNBB trabalhou contra voto ao PT
Maria Inês Nassif De São Paulo


Incrustado na Zona Sudeste da cidade de São Paulo, o Parque São Lucas esconde a única igreja do Brasil da Congregação do Oratório São Filipe Neri. Fundada pelo padre Aldo Giuseppe Maschi em meados do século passado, a igreja até hoje realiza missas em latim, abolidas mundialmente pelo Concílio Vaticano II, em 1963. Na sexta-feira, o jovem padre Paulo Sampaio Sandes rezou a missa da tarde, de costas para os fieis, com a concessão ao português de três Aves Marias e uma Salve Rainha. O coro, de cinco beatas, também preferiu o latim.

O padre Paulo faz parte de uma congregação tradicional, é contra o aborto, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais de homossexuais. Entendeu a recomendação da Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como uma ordem: expor, na homilia, no dia da eleição, o suposto veto da Igreja Católica à candidata Dilma Rousseff (PT), estendido a todos os candidatos do Partido dos Trabalhadores, e distribuir, na saída da missa, a carta onde explicitamente a regional descarta o voto católico nos candidatos que defendem o aborto, em especial, e nomeadamente, nos petistas. "No dia das eleições eu vou distribuir a carta lá fora, mas a carta é muito explícita em relação aos candidatos, não vou falar o nome deles na homilia", disse o padre, depois da missa, confessando constrangimento com a determinação da Regional. "O próprio Dom Odilo Scherer diz que não devemos falar de nomes de candidatos".

A recomendação da Regional Sul 1, que abrange as dioceses do Estado de São Paulo, foi uma "trama", segundo o bispo de Jales, Demétrio Valentini, da Regional Sul I da CNBB, urdida de forma a induzir os fiéis paulistas a acreditarem que a CNBB nacional impôs um veto aos candidatos do PT nessas eleições. "Estamos constrangidos, pois a nossa instituição [a Igreja] foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos".


A regional, que abrange as dioceses do Estado de São Paulo, recomendou às paróquias que distribuíssem o "Apelo aos Brasileiros", uma longa carta em que acusa o PT de, mancomunado com o "imperialismo demográfico" representado por fundações norte-americanas que financiam programas de controle familiar, apoiar o aborto, e pediu aos padres que "alertassem" os fiéis para não votarem na candidata a presidente Dilma Rousseff, nem em qualquer outro petista. "A Presidência e a Comissão Representativa dos bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua reunião ordinária, acolhem e recomendam a ampla difusão do apelo a todos os brasileiros e brasileiras elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1", dizem o site da regional e o site da diocese de Guarulhos.



O presidente da Sul 1 da CNBB, Dom Nelson Westrupp, não respondeu a questões que foram enviadas pelo Valor por e-mail por orientação da sua assistente, Irmã Maurinea. O bispo de Guarulhos, Dom Luis Gonzaga, um dos articuladores do movimento antipetista na Igreja, em julho, no artigo "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", recomendou "aos verdadeiros cristãos católicos" não votarem em candidatos que apoiam o aborto e, em especial, recusarem o apoio a Dilma e ao PT.

Do ponto de vista da hierarquia católica, a recomendação e o documento dos dirigentes da Regional Sul da CNBB não têm validade. No dia 16, a Conferência deixou claro isso, numa nota oficial: "Falam em nome da CNBB somente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência. O único pronunciamento oficial da CNBB sobre as eleições/2010 é a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada pela 48ª Assembleia Geral da CNBB, deste ano, cujo conteúdo permanece como orientação neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País", diz. O cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, em 20 de agosto, enviou um comunicado a todos os padres de dioceses esclarecendo que os representantes da Igreja não devem se envolver publicamente na campanha partidária, nem "fazer uso instrumental da celebração litúrgica para expressão de convicções político-partidárias". Sugere que orientem os fiéis a votarem em candidatos afinados com os princípios cristãos, "sobretudo no que diz respeito à dignidade da pessoa e da vida, desde a sua concepção até à sua morte natural", mas alerta para que não indiquem nomes.





Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales, foi o bispo que reagiu de forma mais direta e clara ao que chama de "trama" da Regional Sul 1 da CNBB. À sua diocese, tem encaminhado sucessivos artigos contra o documento da regional. "Não é bom para a democracia que alguns decidam pelos outros (...) Mas é pior ainda para a religião, seja qual for, pressionar os seus adeptos para que votem em determinados candidatos, ou proibir que votem em determinados outros em nome de convicções religiosas (...) Portanto, seja quem for, bispo, padre, pastor, ninguém se arrogue o direito de decidir pela consciência do outro, intrometendo-se onde não lhe cabe estar", no artigo "Pela liberdade de consciência", divulgado no dia 19.

A CNBB nacional acabou encerrando sua participação no episódio com a nota em que desautoriza qualquer decisão contrária à da Assembleia Geral, que não vetou candidatos ou partidos. A direção da Conferência está em Roma. Em São Paulo, remanescentes da Igreja progressista estão pasmos. "Nunca houve uma campanha eleitoral com tanta manipulação da religião", lamenta um deles, lembrando que isso aconteceu também, e fortemente, com a Igreja Evangélica.



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tucano censura a quarta pesquisa no Paraná


BLOG O MURAL: Atenção, Folha, Veja, Globo e Estadão! Atenção, Instituto Milleniun! Atenção, juristas do manifesto neoudenista!


Preparem seus editoriais e manifestos contra a censura. O candidato tucano ao governo do Paraná, Beto Richa, conseguiu impugnar hoje a quarta, vejam bem, a quarta, pesquisa de intenção de votos no Estado.


Já é a segunda pesquisa Datafolha impugnada, mas o jornal paulista não está nem aí. Desde que a vantagem sobre Osmar Dias, do PDT, começou a cair vertiginosamente, o tucano parananense já conseguiu suspender duas pesquisas do Datafolha, uma do Ibope e uma do Vox Populi.


A última Datafolha, impugnada hoje através de liminar no TRE, ainda estava em andamento, mas Beto Richa não leu e não gostou. Aliás, esta pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela RPC, repetidora da TV Globo no Paraná. Será que amanhã teremos editoriais indignados na Folha e no Jornal Nacional?


O candidato tucano tenta esconder de todo jeito que já foi ultrapassado por Osmar Dias e o recurso que tem encontrado é questionar juridicamente a metodologia da pesquisa. Imaginem se um candidato da base de apoio do governo Lula ou a campanha de Dilma conseguem impugnar uma pesquisa do Datafolha, por exemplo? O mundo viria abaixo.


Mas como se trata de um candidato do PSDB, nada acontece. E olha que já é a QUARTA impugnação. Depois gastam papel para dizer que são imparciais.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Vox rebate Datafolha. Dilma tem 14% a mais nos válidos


BLOG O MURAL: Nada como uma pesquisa do Vox Populi para contradizer as tendências apontadas pelo Datafolha. No mesmo dia em que o instituto da Folha dá uma redução da vantagem de Dilma sobre os demais candidatos para apenas dois pontos nos votos válidos, o tracking Vox/Band/IG mostra que essa vantagem é de 12 pontos e, se considerados os votos válidos como fez o Datafolha, chega a 14 pontos.


Por mais que o rastreamento difira de uma pesquisa mais ampla por ir renovando um quarto de sua amostra de 2.000 pessoas a cada dia, ele aponta as tendências do eleitorado, e não há nenhuma queda abrupta de Dilma e nem uma subida acentuada de Marina, como tenta fazer crer o Datafolha, que realizou sua pesquisa em um único dia, ouvindo 3.180 eleitores.


No tracking, Dilma se manteve pelo terceiro dia consecutivo com 49% das intenções de voto, o que revela uma certa estabilidade. Serra passou de 24% para 25%, e Marina, que vinha crescendo há três dias, foi de 13% para 12%. As variações se deram dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.


Brancos e nulos são 4% e os indecisos somam 8%. Considerando apenas os votos válidos, Dilma tem 56,97% da preferência, Serra tem 29,06% e Marina tem 13,95%. Fazendo os arredondamentos, Dilma tem 57%; Serra, 29%, e Marina, 14%. A diferença de Dilma para os dois é de 14 pontos, o que lhe garante com folga a vitória em primeiro turno.


Na pesquisa espontânea, Dilma passou para 43%, um a mais do que ontem; Serra também oscilou um ponto para cima, de 21% para 22%, e Marina variou um ponto para baixo, de 10% para 9%.


Dilma continua liderando em todas as regiões do país. No Nordeste, tem 65% das intenções de voto (um a menos do que ontem), contra 15% de Serra (dois a menos que ontem) e 7% de Marina. No Sudeste, Dilma mantém 42% das preferências, Serra tem 27% e Marina, 16% (ontem tinha 17%). A menor vantagem de Dilma é no Sul, onde tem 45% contra 34% de Serra, que ontem tinha 30%.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

No Ibope, Dilma tem 55% dos votos válidos; Vox aponta possível segundo turno em SP


BLOG O MURAL: O Jornal Nacional anunciou que a diferença entre Dilma Rousseff e os demais candidatos caiu de 14 para 9 pontos.
Pelos números do Ibope, Dilma tem 50%, José Serra tem 28%, Marina Silva tem 12% e os outros candidatos, somados, tem 1%.

Assim sendo, Dilma tem 55% dos votos válidos e venceria no primeiro turno.
Pelo tracking do Vox Populi, no entanto, Dilma tem 50%, Serra 24% e Marina 10%.
Ou seja, nesse caso a petista tem quase 60% dos votos válidos.
O Vox Populi tem se mostrado o instituto mais confiável desta temporada eleitoral, antecipando sempre as tendencias.

A diferença entre os números do Ibope e do Vox são pequenas.
Considerando que em geral os indecisos acabam se decidindo majoritariamente pelo candidato que lidera, podemos esperar por novos ataques a Dilma Rousseff na reta final, terceirizados pela campanha à mídia.

Hoje o JN “afundou” a Petrobras em sua cobertura e, na abertura, pintou o estado de São Paulo como o paraíso na terra (não acharam defeitos em Lençois Paulista, por exemplo).
A decisão do PT de pedir ao STF que libere o voto com apenas um documento, além de demonstrar inépcia — o PT poderia ter barrado a mudança na lei durante a minirreforma eleitoral –, é indício de que o partido acredita que a vitória em primeiro turno, se houver, será por pouco.

A novidade da campanha, mesmo, é a pesquisa Vox em São Paulo que aponta para um possível segundo turno. Geraldo Alckmin tem 40%, o mesmo que a soma dos adversários, segundo o IG.
Outro indício de que o PT tem esperança nisso é o fato de que o partido marcou dois grandes comícios finais de campanha no estado.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mercadante a 7 pontos do segundo turno.


BLOG O MURAL: Análise dos números da pesquisa Ipespe/DIÁRIO indica que a eleição para governador pode caminhar para não ser resolvida em 3 de outubro
A 13 dias da eleição, os números das pesquisas eleitorais apontam que, neste momento, um segundo turno é muito provável no Estado. Isso está indicado solidamente pela pequena diferença entre o total da intenção de voto no candidato Geraldo Alckmin e a soma de todos os outros.


As equipes de campanha dos dois lados discutem a possibilidade, do lado petista, para animar a turma; do lado tucano, para não deixar que uma boa votação no primeiro turno vire frustração por não resultar em vitória imediata.


Segundo a pesquisa Ipespe/DIÁRIO, a intenção de voto em Alckmin é sete pontos percentuais maior do que a soma de seus adversários. Considerando a margem de erro de 3,2% para cima ou para baixo, Alckmin pode ter 42,8% ou 49,2%; os adversários somados podem ter 35,8% a 42,2% dos votos.


No pior cenário para o candidato do PSDB, a diferença poderia ser de menos de um ponto percentual; no melhor cenário, ele estaria eleito no primeiro turno com uma diferença de 13,4%.
Para uma eleição ser vencida em primeiro turno, é necessário que os votos em um candidato superem todos os votos efetivamente dados para os adversários. Votos brancos e nulos são desconsiderados da conta de “votos válidos”.


A diferença de 7 pontos é bem mais insegura para o candidato tucano do que poderia parecer: ela é muito próxima de um contingente de votos que analistas acham que quase certamente Mercadante irá ganhar. A perspectiva histórica indica que o candidato do PT ainda deverá crescer até o nível das votações tradicionais de seu partido em São Paulo.


O PT tem tido sempre votações em torno de 30% dos votos no Estado. Oito anos atrás, José Genoíno teve 32%; quatro anos depois, Mercadante teve 31,7% quando vivia um inferno político ao ver seu principal assessor de campanha flagrado ao montar o escândalo dos aloprados. Não é improvável que ele repita aquela votação em um ano em que nem os adversários exploraram sua proximidade com o episódio.


Se Mercadante superar 32%, considerando as condições atuais, a eleição provavelmente terá o tal segundo turno.Diario de São Paulo

Dra. Cureau, nem todos se amedrontam


BLOG O MURAL: Reproduzo, com enorme orgulho as palavras do Mino e de Brisola Neto, por estar ajudando a defender a liberdade de imprensa, o ofício que Mino Carta, diretor de Carta Capital, enviou à vice-procuradora da República, Dra. Sandra Cureau.


E ajudando a defender a legalidade, cujo valor não se promove das sombras, às escondidas, porque o anonimato e a penumbra só servem aos propósitos baixos e inconfessáveis, enquanto aos bravos a palavra é luminosa, direta e desassombrada.


Com mais orgulho ainda, se me permitirem tanto, o faço porque vejo um homem a quem a idade não tirou a dignidade, por-se de pé, com o cavalheirismo que o caracteriza, diante de uma ignominiosa tentativa de humilhação.


Quem me acompanha sabe que é raríssimo que eu invoque, ao praticar qualquer gesto, a contrariar a nossa justiça, faço porque sou testemunha do respeito que todos os jornailista que leio e releio e pela história de Mino Carta, embora muitas vezes em posições diferentes da min has, mas com muita prpriedade e fundamentos.


Faço isso, porém, porque estamos diante de um dos altos momentos da imprensa brasileira, que tem uma tradição muito diversa do papel golpista e baixo que seus controladores fazem hoje desempenhar, haja vista o discurso de Lula em Campinas (é só reler post anterior), para perceber que a mídia nitiva esta a moreder o proprio cotovelo de inveja.


Leiam o texto de Mino, ao qual, com o perdão pela ousadia, faço questão de grifar passagens Grifo de Brisola Neto.



São Paulo, 20 de setembro de 2010.
Excelentíssima Senhora Vice-Procuradora Geral Eleitoral
Acuso o recebimento do ofício de número 335/10-SC, expedido nos autos do procedimento PA/PGR 1.00.000.010796/2010-33 e, tempestiva e respeitosamente, passo a expor o que se segue.


Para melhor atender ao ofício requisitório de relação nominal de contratos de publicidade celebrados entre o Governo Federal e a Editora Confiança Ltda. – revista CartaCapital –, tomamos a iniciativa e a cautela de consultar, por meio de repórter da nossa sucursal de Brasília, os autos do procedimento geradores da determinação de Vossa Excelência. Verificamos tratar-se de denúncia anônima, baseada em meras e afrontosas ilações, ou seja, conjecturas sem apoio em elementos a conferir lastro de suficiência.


Permito-me observar que a transparência é princípio insubstituível a nortear esta publicação, iniciada em 1994 e sob minha responsabilidade. Nunca nos recusamos, portanto, dentro da legalidade, a apresentar nossos contratos e aceitar auditorias e perícias voltadas a revelar a ética que nos orienta. Não podemos, no entanto, aceitar uma denúncia anônima, que, como já decidiu o Supremo Tribunal Federal ao interpretar o artigo 5º, inciso IV, da Constituição da República (“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”), afronta o Estado democrático de Direito e por esta razão é indigna de acolhimento ou defesa e desprovida da qualidade jurídica documental.


A propósito do tema, ao apreciar o inquérito número 1.957-PR em sessão plenária realizada em 11 de maio de 2005, o STF decidiu, sobre o valor jurídico da denúncia anônima, só caber apurar a acusação dotada de um mínimo de idoneidade e amparada em outros elementos que permitam “apurar a sua verossimilhança, ou a sua veracidade ”.


Se esse órgão ministerial, apesar do exposto acima, delibera apresentar a requisição referida nesta missiva, seria antes de tudo necessário, nos termos do art. 2º da Lei nº 9.784/1999, esclarecer e indicar os motivos da mesma, justificação esta que se encontra, me apresso a sublinhar, ausente da aludida requisição.


Cabe ainda ressaltar que todos os contratos firmados pela Administração Pública federal com a Editora Confiança, em atenção ao art. 37 da Constituição Federal, foram devidamente publicados em Diário Oficial da União e nas informações disponibilizadas na internet e, portanto, estão disponíveis à V. Excia.


Por último, esclarecemos que o levantamento de dados referido na requisição desse órgão implicará em uma auditoria nos arquivos dessa editora quanto aos exercícios de 2009 e 2010. Evidentemente, essas providências não cabem em um exíguo prazo de 5 dias, mas demandam meses de trabalho. Desse modo, se justificada adequadamente a realização de um tal esforço, indagamos ainda sobre a responsabilidade pelos custos correspondentes.


Ausente os pressupostos que justifiquem a instauração da investigação, requeremos o seu arquivamento. E mais ainda, identificado o autor da denúncia ainda mantido sob anonimato, ou no caso desta Procuradoria entender pela existência de indícios a dar suporte à odiosa voz que nos carimba de “imprensa chapa-branca”, nos colocamos à disposição para prestar as informações e abrir nossos arquivos e sigilos bancários e fiscais, observados, sempre e invariavelmente, os preceitos legais aplicáveis.


Atenciosamente,
MINO CARTA

Diretor de redação e sócio majoritárioEditora Confiança Ltda

domingo, 19 de setembro de 2010

Onde Serra ganha? No bolso, ora…


BLOG O MURAL: O colunista José Roberto de Toledo, com a colabaração do jornalista Daniel Bramatti, publicou há pouco esta interessante decupagem da pesquisa Ibope, da qual fiquei sabendo graças ao aviso do Urias Macedo, pelo Orkut.O instituto divide o Brasil em 255 áreas para fazer suas pesquisas. No inteirior, agrega municípios próximos. Nas metrópoles faz o contrário separando-as em regiões homogêneas em caracterpisticas sócio-econômicas.Das 255, Dilma tem mais de cinco pontos de vantagem em 220 delas. ou 86,3%. Em outras quinze, registra-se “empate técnico”. E em vinte, vitória de Serra.
Onde? Cinco delas, no Acre, lá onde a “onda verde” da Marina tem peso. O resto, em regiões ricas da capital paulista, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Mesmo assim, um nada.
E isso é por enquanto.
Logo Serra ficará restrito a vencer nos Jardins.Se é que vai vencer lá.

Tracking: Dilma vai a 53%. Serra fica em 24%


BLOG O MURAL: Dilma subiu dois pontos de ontem para hoje no tracking Vox Populi/Band/IG, o que pode sinalizar um repúdio do eleitorado à onda acusatória da grande imprensa, que há três semanas se dedica a levantar fatos que possam prejudicar a candidatura do campo popular. Dilma passou de 51% para 53%, enquanto Serra se manteve em 24%. Marina também oscilou um ponto para cima, de 8% para 9%.


Brancos e nulos variaram de 5% para 4% e os indecisos cairam de 11% para 9%. Todas as mudanças registradas de ontem para hoje estão dentro da margem de erro do rastreamento, que é de 2,2 pontos percentuais. Dilma continua vencendo as eleições no primeiro turno com 60,91% dos votos válidos, contra 27,58% de Serra, e 10,34% de Marina.


Na pesquisa espontânea, Dilma passou de 43% para 44%; Serra foi de 19% para 20%, e Marina continuou com 7%. O IG não comentou hoje sobre as situações em cada região, mas Dilma permanece liderando em todas, já que não houve alteração significativa de cenário.


A cada dia, o Instituto Vox Populi realiza 500 novas entrevistas presenciais em todas as regiões do País, numa amostra consolidada com 2000 pessoas.

Alô pessoal do Millenium, cadê a fita?


BLOG O MURAL: Já faz dias que aconteceu o chilique de José Serra com a apresentadora Márcia Peltier, no programa “Jogo do Poder”, da CNT. Ninguém pode assistir, apenas ler a transcrição – o áudio é bem ruim – da competente repórter Patricia Tieppo, do Terra, que o gracvou, enquanto acompanhava a gravação de fora do estúdio.


A campanha de Serra exigiu a gravação original – para “transcrevê-la”, oficialmente - e levou embora.


Assistimos no ar uma versão pasteurizada. Mas tudo foi gravado, até, pelo menos, a hora em que Peltier, atendendo o pedido de Serra disse “apaga aí” para as câmaras. Só o que é público, do vídeo, até agora, é uma versão cortada e editada.


Será que não deu tempo ainda de transcrever e devolver?


Imaginaram se fosse com Dilma? Censura, confisco das fitas, truculência… Com Serra, sequestrar as fitas, pode. O pessoal do tal Instituto Millenium estaria promovendo uma campanha internacional pela liberação das fitas.


Ou estamos ainda na “Lei do Ricúpero”, onde o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde. Onde um receptador de carga e carro roubado pode dizer o que quiser no Jornal Nacional e o desequilíbrio de outro candidato é censurado aos olhos da população?


A mídia é o único lugar onde, sem sombra de dúvidas, Serra pode mais. Pode tudo.

Relendo o discurso de Lula em Campinas


BLOG O MURAL: A atuação da mídia é desonesta e golpista. Como foi em 54, como foi em 64, como foi em 89 e como vem sendo a cada eleição desde que a esquerda se viabilizou eleitoralmente. Sua falsa postura democrática vai por água abaixo quando vê seus interesses de classe ameaçados. A imprensa brasileira não faz jornalismo político. Ele atende aos interesses de seus donos. Lula disse isso ontem em Campinas, se dirigindo diretamente aos jornalistas. Que não se iludam de estarem fazendo jornalismo, porque o que fazem é contribuir com os interesses dos donos dos jornais e revistas para os quais trabalham.

Como disse Lula, a imprensa brasileira dá vergonha. Num país que vive um momento de euforia, com o crescimento do PIB se anunciando magnífico, com as políticas de distribuição de renda trazendo resultados, e com a possibilidade de nos tornarmos econômica e socialmente desenvolvidos, o jornalismo praticado é ultrapassado, retrógrado e ofensivo à inteligência.

É óbvio que o presidente da República, político que é nesta questão mata três coelhos de uma vez: polariza a eleição (para reduzir a abstenção), blinda sua candidata de acusações da mídia (mesmo as que porventura forem procedentes e não partirem do maníaco do parque) e radicaliza o tucanato midiático (quanto mais falarem mal de um presidente com quase 80% de popularidade, mais votos ele conquista para Dilma).

Para entender melhor o discurso de Lula voltamos um pouco na história, pois dentro de poucos dias realizaremos, mais uma vez, eleições em todo o país. Elas alias coincidirão com o 22º aniversário da promulgação da atual Constituição. Quer isto dizer que já vivemos em plena democracia?


Não. Se o regime democrático implica necessariamente a atribuição de poder soberano ao povo, é forçoso reconhecer que este continua, como sempre esteve, em estado de menoridade absoluta.


Iniciamos, portanto, nossa vida política de modo original: tivemos Estado, antes de ter povo. Quando este enfim principiou a existir, verificou-se desde logo que havia nascido privado de palavra.


Ao atacar ontem o PIG Lula fez o que deveríamos ter feito no nascedouro da nossa democracia criar regras claras para nossa mídia, mas como essa própria democracia nasceu como o descobrimento do Brasil. Vejamos que quando Tomé de Sousa desembarcou na Bahia, em 1549, munido do seu famoso Regimento do Governo, e flanqueado de um ouvidor-mor, um provedor-mor, clero e soldados, a organização político-administrativa do Brasil, como país unitário, começou a existir.


Tudo fora minuciosamente preparado e assentado, em oposição ao descentralismo feudal das capitanias hereditárias. Notava-se apenas uma lacuna: não havia povo. A população indígena, estimada na época em um milhão e meio de almas, não constituía, obviamente, o povo, tampouco o formavam os 1.200 funcionários civis, religiosos e militares que acompanharam o Governador Geral.


Enfim, o discurso de Lula traz para São Paulo o olhar do publico desconexo da eleição, e tenta levar a campanha de Mercadante para uma disputa de segundo turno com Alkimim, já o núcleo duro da campanha de Alkimin atento a esta manobra do Lula e do PT tratou muito antes do fato acontecer, aplicar vacinas (frase pronta para neutralizar os ataques da oposição) com isso tenta se desesperadamente interromper a queda dele nas pesquisas.

Não é à-toa que todos os analistas de eleições da grande mídia está se esforçando para parabenisar a campanha de Alkimin pela defesa de José Serra, mas que todos os tucanos do mundo mineral sabem que um não suporta o outro, mas em questão de estratégia o núcleo duro do Alkimin está corretíssima é preciso defender o Serra para não perder a eleição em São Paulo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A ética do PIG (Partido da Imprensa Golpista).


BLOG O MURAL: Assim como aconteceu com a denúncia da Veja sobre existência de lobby na Casa Civil, a matéria da Folha de S.Paulo, na mesma linha, já começou a ser derrubada. O BNDES, envolvido na misteriosa trama, emitiu um comunicado oficial, no qual revela que o projeto apresentado pela EDRB era uma piada. O valor solicitado era menos do que um terço do divulgado pela Folha e mesmo assim foi rejeitado por razões muito simples: o montante era incompatível com o porte da empresa, não foram oferecidas garantias e não havia sequer local para a instalação do empreendimento, um parque de energia solar.


Comunicado do BNDES

Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.


Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.


Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.


PS: Isso mostra que a ética do PIG foi para a lata de lixo, pois um criminoso tem mais credito que o BNDS, é o nosso PIG tentando a qualquer custa dar o Golpe como deram em 2006 com o caso dos "aloprados" que até hoje não tem nada provado e nem condenado, serviu só para esconder a máfia da ambulância que corria a solta no governo FHC sob a batuta do ministro José Serra.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

“O povo? Ora, o povo…”


BLOG DO U: “O povo? Ora, o povo… Se não tem pão, que coma brioches”

Atribui-se a frase em epígrafe a Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine, arquiduquesa da Áustria e rainha consorte de França de 1774 até a Revolução Francesa, em 1789. Essa frase entrou para os anais da história como suprema demonstração de desprezo das elites pelas camadas majoritárias e empobrecidas das nações.

Nesta parte do mundo, o conceito fundamental da democracia, o império da vontade majoritária dos povos, sempre foi relativizado. Os estratos superiores da pirâmide social sempre acharam que o povo não sabe o que é melhor para si e sempre se dispuseram a tutelá-lo.

A crença aristocrática na ignorância intrínseca das camadas populares e a conseqüente relativização da vontade de maiorias que jamais se formam sem tais camadas fundamentou por aqui aberrações como uma ditadura militar que estuprou a vontade das urnas e destituiu, sem qualquer processo legal, um governo legitimamente eleito.

Há pouco, em um pequeno país centro-americano a violação da vontade da maioria se deu por meio de um golpe de Estado desfechado na calada da noite, no qual o presidente da República, detentor de inquestionável mandato popular delegado pela maioria dos cidadãos, foi colocado de pijamas em um avião e deportado sumariamente. Por aqui, a direita midiática apoiou o golpe e desandou a verter teorias segundo as quais a vontade da maioria não bastaria para garantir ao eleito o mandato que recebeu.

O discurso da direita midiática tupiniquim, portanto, tal como há mais de cinqüenta anos continua sendo o de relativizar o direito democrático das maiorias de fazer julgamentos políticos e, assim, eleger ou não os que governarão, sempre usando como desculpa supostos pecados das massas que as inabilitariam para tomar tais decisões.

Editorial do jornal O Estado de São Paulo de hoje trata dessa maneira o povo brasileiro. O povo? Ora, o povo se vende por “badulaques” propiciados pela bonança econômica, diz, em outras palavras, texto que representa a versão contemporânea da frase histórica de Maria Antonieta.
São “badulaques” como o de jovens negros e pobres se converterem nos primeiros universitários de famílias que, antes deste governo, jamais haviam sonhado com tanto. Miçangas para brucutus como 14 milhões de brasileiros entrarem para um mercado formal de trabalho que o governo anterior dizia que só seria ampliado com supressão de direitos trabalhistas.

O último parágrafo do editorial do centenário jornal paulista dispensa o leitor da pena da leitura de toda aquela peça de cinismo, de arrogância e de uma certa alienação quanto ao que é o Brasil contemporâneo. Sobre a tendência esmagadora que as pesquisas revelam de que Dilma Rousseff seja eleita presidente em três semanas, diz o texto:

“Está errado o povo? A resposta a essa pergunta será dada em algum momento, no futuro. De pronto, a explicação que ocorre é a de que, talvez, o povo de Lula seja constituído de consumidores, não de cidadãos”.

O “povo de Lula”… Não é a maioria massacrante do povo BRASILEIRO que as pesquisas mostram que elegerá Dilma Rousseff a despeito de todo o bombardeio acusatório – considerado sem provas pela Justiça – que os aliados de José Serra na mídia e o próprio candidato usam sem parar para tentar modelar a vontade da população. É o “povo de Lula”.

Se encontrasse hoje a “Lâmpada de Aladim”, pediria ao gênio que me facultasse ocupar rede nacional de rádio e TV para ler a acusação do jornal paulista ao povo brasileiro. Em seguida, poderia partir em paz desta vida, ciente de que finalmente conseguira revelar ao meu povo quem são esses maníacos que há gerações tentam impor seus delírios a toda uma nação.
Por Eduardo Guimaraes, blog cidadania.com

Resgate da embarcação



BLOG O MURAL: O resgate foi feito com muito cuidado, porque o barco tem as características de um batelão utilizado pelos bandeirantes, durante o período das monções. Com 8,40 metros e pesando 2 toneladas, a embarcação foi feita com o tronco de um tipo de árvore que nem existiria mais na região.
A possibilidade de que seja uma embarcação usada pelos bandeirantes é muito grande, porque era de Porto Feliz que os bandeirantes partiam em direção a Cuiabá, Mato Grosso, em busca de ouro.

O historiador Jonas Soares de Souza, de Itu, foi chamado para fazer uma primeira avaliação. A embarcação foi encaminhada para a Secretaria de Obras de Porto Feliz, onde está sendo limpa. A Prefeitura da Porto Feliz estuda a possiblidade de colocar a peça em exposição no museu das Monçoes, locaizado na cidade.

Resgate da embarcação com mais de 200 anos.

BLOG DO MURAL: Essas fotos são do resgate, foi um achado histórico para nós da cidade, pois marca de fato Porto Feliz como cidade dos Bandeirantes e Monçõeiros, pois daqui partiam todas as embarcações que iam povoar e desbravar nosso interior, principalmente em busca do ouro.

estou apurando os fatos e trago mais novidade em breve, mas a REDE RECORD e o SBT já gravaram matéria sobre o assunto.