segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Eleições e mídia, tudo a ver


BLOG DO U: Da Carta Capital 03/09/2009

Luiz Gonzaga Belluzzo, uso as palavras deste colunista para mostrar ao leitores deste blog o que a mídia pensa e como age, boa leitura.


Eu estava na ante-sala de uma médica, em Salvador. Sábado, dia 29 de agosto. E apenas por essa contingência, dei-me de cara com uma chamada de primeira página - uma manchetinha - da revista Época, já antiga, de março deste ano de 2009: A moda de pegar rico - as prisões da dona da Daslu e dos diretores da Camargo Corrêa.


Alguém já imaginou uma manchete diferente, e verdadeira como por exemplo, A moda de prender pobres? Ou A moda de prender negros? Não, mas aí não. A revolta é porque se prende rico. Rico, mesmo que cometendo crimes, não deveria ser preso.


Lembro isso apenas para acentuar aquilo que poderíamos denominar de espírito de classe da maioria da imprensa brasileira. Ela não se acomoda - isso é preciso registrar. Não se acomoda na sua militância a favor de privilégios para os mais ricos. E não cansa de defender o seu projeto de Brasil sempre a favor dos privilegiados e a favor da volta das políticas neoliberais. Tenho dito com certa insistência que a imprensa brasileira tem partido, tem lado, tem programa para o País.


E, como todos sabem, não é o partido do povo brasileiro. Ela não toma partido a favor de quaisquer projetos que beneficiem as maiorias, as multidões. Seus olhos estão permanentemente voltados para os privilegiados. Não trai o seu espírito de classe.


Isso vem a propósito do esforço sobre-humano que a parcela dominante de nossa mídia vem fazendo recentemente para criar escândalos políticos. E essa pretensão, esse esforço não vem ao acaso. Não decorre de fatos jornalísticos que o justifiquem.


Descobriram Sarney agora. Deu trabalho, uma trabalheira danada. A mídia brasileira não o conhecia após umas cinco décadas de presença dele na vida política do país. Só passou a conhecê-lo quando se fazia necessário conturbar a vida do presidente da República. O ódio da parcela dominante de nossa mídia por Lula é impressionante. Já que não era possível atacá-lo de frente, já que a popularidade e credibilidade dele são uma couraça, faça-se uma manobra de flanco de modo a atingi-lo. Assim, quem sabe, terminemos com a aliança do PMDB com o PT.


Não, não se queira inocência na mídia brasileira. Ninguém pode aceitar que a mídia brasileira descobriu Sarney agora. Já o conhecia de sobra, de cor e salteado. Não houve furo jornalístico, grandes descobertas, nada disso. Tratava-se de cumprir uma tarefa política. Não se diga, porque impossível de provar, ter havido alguma articulação entre a oposição e parte da mídia para essa empreitada. Talvez a mídia tenha simplesmente cumprido o seu tradicional papel golpista.


Houvesse a pretensão de melhorar o Senado, de coibir a confusão entre o público e o privado que ali ocorre, então as coisas não deviam se dirigir apenas ao político maranhense, mas à maior parte da instituição. Só de raspão chegou-se a outros senadores. Nisso, e me limito a apenas isso, o senador Sarney tem razão: foi atacado agora porque é aliado de Lula. Com isso, não se apagam os eventuais erros ou problemas de Sarney. Explica-se, no entanto, a natureza da empreitada da mídia.


A mídia podia se debruçar com mais cuidado sobre a biografia dos acusadores. Se fizesse isso, se houvesse interesse nisso, seguramente encontraria coisas do arco da velha. Mas, nada disso. Não há fatos para a mídia. Há escolhas, há propósitos claros, tomadas de posição. Que ninguém se iluda quanto a isso.


Do Sarney a Lina Vieira. Impressionante como a mídia não se respeita. E como pretende pautar uma oposição sem rumo. É inacreditável que possamos nós estarmos envolvidos num autêntico disse-me-disse quase novelesco, o país voltado para saber se houve ou não houve uma ida ao Palácio do Planalto. Não estamos diante de qualquer escândalo. Afinal, até a senhora Lina Vieira disse que, no seu hipotético encontro com Dilma, não houve qualquer pressão para arquivar qualquer processo da família Sarney - e esta seria a manchete correta do dia seguinte à ida dela ao Senado. Mas não foi, naturalmente.


Querem, e apenas isso, tachar a ministra Dilma de mentirosa. Este é objetivo. Sabem que não a pegam em qualquer deslize. Sabem da integridade da ministra. É preciso colocar algum defeito nela. Não importa que tenham falsificado currículos policiais dela, vergonhosamente. Tudo isso é aceitável pela mídia. Os fins, para ela, justificam os meios.


Será que a mídia vai atrás da notícia de que Alexandre Firmino de Melo Filho é marido de Lina? Será? Eu nem acredito. E será, ainda, que ele foi mesmo ministro interino de Integração Nacional de Fernando Henrique Cardoso, entre agosto de 1999 e julho de 2000? Era ele que cochichava aos ouvidos dela quando do depoimento no Senado? Se tudo isso for verdade, não fica tudo muito claro sobre o porquê de toda a movimentação política de dona Lina? Sei não, debaixo desse angu tem carne…


Mas, há, ainda, a CPI da Petrobras que, como se imaginava, está quase morrendo de inanição. Os tucanos não se conformam, E nem a mídia. Como é que a empresa tornou-se uma das gigantes do petróleo no mundo, especialmente agora sob o governo Lula e sob a direção de um baiano, o economista José Sérgio Gabrielli de Azevedo? Nós, os tucanos, pensam eles, fizemos das tripas coração para privatizá-la e torná-la mais eficiente, e os petistas mostram eficiência e ainda por cima descobrem o pré-sal. É demais para os tucanos e para a mídia, que contracenou alegremente com a farra das privatizações do tucanato.


Acompanho o ditado popular “jabuti não sobe em árvore”. A CPI da Petrobras não surge apenas como elemento voltado para conturbar o processo das eleições. Inegavelmente isso conta. Mas o principal são os interesses profundos em torno do pré-sal. Foi isso ser anunciado com mais clareza e especialmente anunciada a pretensão do governo de construir um novo marco regulatório para gerir essa gigantesca reserva de petróleo, e veio então a idéia da CPI, entusiasticamente abraçada pela nossa mídia. Não importa que não houvesse qualquer fato determinado. Importava era colocá-la em marcha.


Curioso observar que a crise gestada pela mídia com a tríade Sarney-Lina-Petrobras, surge precisamente no mesmo período daquela que explodiu em 2005. Eleições e mídia, tudo a ver. Por tudo isso é que digo que a mídia constitui-se num partido. Nos últimos anos, ela tem se comportado como a pauteira da oposição, que decididamente anda perdida. A mídia sempre alerta a oposição, dá palavras-de-ordem, tenta corrigir rumos.


De raspão, passo por Marina Silva. Ela sempre foi duramente atacada pela mídia enquanto estava no governo Lula. Sempre considerada um entrave ao desenvolvimento, ao progresso quando defendia e conseguia levar adiante suas políticas de desenvolvimento sustentável. De repente, os colunistas mais conservadores, as revistas mais reacionárias, passam a endeusá-la pelo simples fato de que ela saiu do PT. É a mídia e sua intervenção política. Marina, no entanto, para deixar claro, não tem nada com isso. Creio em suas intenções de intervenção política séria, fora do PT. Neste, teve uma excelente escola, que ela não nega.


Por tudo isso, considero essencial a realização da I Conferência Nacional de Comunicação. Por tudo isso, tenho defendido com insistência a necessidade de uma nova Lei de Imprensa. Por tudo isso, em defesa da sociedade, tenho defendido que volte a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Por tudo isso, tenho dito que a democratização profunda da sociedade brasileira depende da democratização da mídia, de sua regulamentação, de seu controle social. Ela não pode continuar como um cavalo desembestado, sem qualquer compromisso com os fatos, sem qualquer compromisso com os interesses das maiorias no Brasil.

Como enfrentar o PIG(*)

BLOG DO U: Paulo Henrique nos ajuda nessa discussão nos brindando com dois vídeos o qual eu coloco o link aqui

sábado, 5 de setembro de 2009

PSDB em guerra interna com o DEM.


BLOG DO U: Silvia Amorim - O Estado SP



A demissão do secretário de Coordenação das Subprefeituras Andrea Matarazzo no início desta semana abriu no PSDB paulistano um foco de desconfiança em relação ao aliado e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Parte do tucanato acusa Kassab de tentar viabilizar um projeto de ampliação de poder do DEM no Estado para as próximas eleições à custa de um enfraquecimento do PSDB.
Eles apontam uma substituição aos poucos de quadros do PSDB em várias áreas do governo municipal. A saída de Matarazzo, homem forte da prefeitura na gestão José Serra, na quarta-feira passada foi a gota d’água para o início dos discursos contra Kassab. Além da perda de espaço na máquina administrativa, há queixas de cooptação de filiados pelo DEM. Dois subprefeitos tucanos - Laert Teixeira (Itaquera) e Beto Mendes (M?Boi Mirim) - já manifestaram que vão disputar uma cadeira de deputado estadual em 2010 pelo partido do prefeito.
Matarazzo foi demitido por Kassab, diferentemente do que informou em nota a prefeitura. Numa reunião anteontem com subprefeitos, Kassab apontou razões pessoais e eleitorais para a saída. Na disputa eleitoral em 2008, Matarazzo não apoiou a reeleição de Kassab, mas o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin.
Kassab é hoje a principal liderança do DEM no Estado. Isso, aliado ao alto índice de aprovação de sua gestão, põe o prefeito como alternativa ao governo paulista em 2010. Na pior das hipóteses, uma maior força do DEM no Estado aumentaria o capital político da legenda numa negociação com o PSDB.

Marina é candita mesmo?


BLOG DO U: Esse post abaixo é de Josias jornalista da folha de São Paulo, ele escreveu em seu blog no portal uol.
Coloca ex ministra do meio ambiente de Lula em uma sai ajusta, pois ser candidata requer muita abilidade e expor o quem de bom ou de ruim do canditad@, resta a nós esperar.
Veja os post mais abaixo ainda.


Na noite da próxima quinta-feira (10), vai ao ar, em cadeia de rádio e TV, a propaganda partidária do PV. Coisa de dez minutos.

A estrela da peça será a senadora Marina Silva (AC), que trocou três décadas de PT e a virtual reeleição ao Senado pela utopia presidencial.

A exposição eletrônica de Marina visa apressar o amadurecimento de uma candidatura que, por verde, reclama superexposição.

A senadora vai à TV nas pegadas de Ciro Gomes, exibido pelo PSB, na última quinta (3), também com cara de candidato ao Planalto.

Marina e Ciro conspurcam a estratégia de Lula, que idealizara uma disputa de round único entre a candidata oficial, Dilma Rousseff, e o rival tucano, José Serra.

Com quatro candidatos no páreo, o nome do sucessor –ou sucessora— de Lula só será conhecido no segundo turno.


BLOG DO U: ou será que Marina ao atropelara o Serra ela aí seria vitima da ira dele, vocês se lembram como ele fez com a filha de José Sarney nas eleições de 2002? Veja o post do Jornailista e professor de história Guilherme Azzolin da revista Caros Amigo e tirem suas conclusões


Jamais discutirei a biografia, o caráter ou as intenções da ex-ministra, que nada têm a ver com pretensões eleitorais. Sua candidatura não tem chance real de sucesso por inúmeros motivos.
Faltam-lhe uma aliança partidária abrangente, tempos de rádio e TV, investimentos, palanques regionais, militância numerosa e qualificada.
A experiência e o perfil de Heloísa Helena a sufocam ou, na melhor das hipóteses, anulam suas especificidades. E, convenhamos, atrair Gilberto Gil, Protógenes Queiroz ou Nelson Mandela não trará enormes benefícios junto a eleitorado majoritariamente conservador e preconceituoso.
Um projeto monotemático (seja ambiental ou qualquer outro) é insuficiente para empreitada desse porte. O pretenso diferencial da “honestidade” e do apelo moral pode ser encontrado em todo e qualquer discurso de campanha. E bastará revelar as ligações de Marina com a igreja evangélica e outros misticismos ultraconservadores para que ela perca o deslumbramento do eleitor progressista.
Quem ignora essas dificuldades insanáveis está ludibriando o distinto público.Ademais, há sim o fator político. Sua militância reagirá bem quando ela sair na foto abraçada com Zequinha Sarney?
Marina subirá no palanque fluminense do neotucano Fernando Gabeira, junto a lideranças do DEM (PFL) e do PSDB local? Como se portará em São Paulo, onde o PV apóia José Serra e Gilberto Kassab?
Será omissa no segundo turno, prejudicando seu antigo partido e favorecendo o retorno da “direita liberal” que tanto combateu?Até as pranchetas do Datafolha sabem que a disputa presidencial será plebiscitária e polarizada; feliz ou infelizmente, Marina permanecerá apartada desse embate.
A imprensa serrista comemora sua pré-candidatura porque ainda parece conveniente para dividir os votos de Dilma Rousseff. É só Marina começar a enfraquecer José Serra que o bondoso governador tratora tudo e acaba com essa brincadeira sem graça.

BLOG DO U: Para começar este sábado uma poesia feita em 2002 de minha autoria, para retratar as lutas do povo excluído do sistema.
Luta pela Terra.

Terra do povo, terra de novo.
Terra do velho, terra da criança.
Terra abençoada, terra amaldiçoada.
Onde morre e mata por causa da terra amada.

Mas da terra tira o alimento.
Que é para o povo ter seu sustento.
Sustento do suor do trabalho do homem.
Homem que lida na terra e quer dela apenas quer sua energia para sustentar sua família.


Mas como tudo tem mais de um lado.
É o lado contrario que prevalece.
Tem briga tem luta, mas o pior é quem luta para manter seu latifúndio intocado.
Pois, a terra é um bem de todos e ninguém tem o direito sobre ela, ela é um bem social.


Ela é universal, mas o homem parece irracional só quer pensar no seu capital, até que se torna vitima do social, e depois toma atitude brutal, atirando em seu irmão como animal.



Urias de Oliveira
17/07/2002

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A emenda Artur Virgílio.


BLOG DO U: olha que escreve José Dirceu em seu blog sobre a emenda do Senador Artur Virgilho do PSDB.


Pode ser votado hoje no plenário do Senado, a emenda Artur Virgílio (PSDB-AM), aquela que proibirá a criação ou ampliação de programas socias em ano eleitoral. O objetivo do tucanato agora é impedir que o governo invista em programas sociais, que para eles é medida eleitoreira. Afinal, não fazem esse tipo de investimento em seus governos.
E nós que estávamos ansiosos, esperando que Artur Virgílio fosse propor a proibição não dos programas sociais, mas dos senadores contratarem professores de jiu-jitsu ou de manterem funcionários estudando na Europa enquanto recebem dinheiro do Senado!Muitos até sonharam que Artur Virgilio proporia a proibição de os senadores tomarem empréstimos ao Senado, não declarados e sem origem, para pagar despesas de cartão internacional em Paris. Ou proibindo o pagamento com dinheiro público de tratamento médico de familiares.

Quem tem medo do pré-sal?


BLOG DO U: Faço, minhas as palavras do bom jornailsta de Carta Capital Leandro Fortes;
"O pré-sal trouxe um problema extra de longo prazo à oposição, sobretudo para os tucanos, cuja sobrevivência política está cada vez mais ameaçada pela falta absoluta de um discurso capaz de se contrapor ao Palácio do Planalto. Até a descoberta das reservas de petróleo do pré-sal, ainda era possível ao PSDB e a dois de seus mais importantes satélites, DEM e PPS, enveredarem-se no varejo das guerrilhas midiáticas montadas sobre dossiês e grampos fajutos. Havia sempre a chance de desconstruir as políticas sociais do governo Lula a partir da crítica fácil (e facilmente disseminada por jornalistas amigos) ao Bolsa-Família, descrito, aqui e ali, como uma fábrica de vagabundos, de jecas tatus preguiçosos e indolentes, sem falar no estímulo à ingratidão de domésticas mais interessadas – vejam vocês! – em criar os filhos do que esquentar o corpo no fogão a troco de um salário mínimo. Agora, o espaço para esse tipo de manobra tornou-se diminuto, para não dizer irreal".
"Manter o pré-sal sob responsabilidade exclusiva da Petrobrás, como quer o governo, confere à opção uma cor, digamos, chavista, no melhor sentido da expressão, por deixar ao arbítrio do administrador da riqueza mineral em questão o poder de utilizá-la em programas voltados para o bem estar social, principalmente, nos setores de educação e saúde. Esse poder, que na verdade é do Estado, carrega consigo um óbvio e incalculável potencial eleitoral do qual Lula, que nunca foi bobo, não irá abrir mão. Não por outra razão, ao discursar sobre o tema, em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente deu uma cacetada nos tucanos ao lembrar ao distinto público da sanha do PSDB, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, em privatizar a Petrobras (chamada pelos tucanos de “último dinossauro” estatal) e rebatizá-la de Petrobrax – uma designação tida como “mais internacional” por mentes notadamente sub-colonizadas".
"A perspectiva de utilização de recursos petrolíferos em programas sociais, calcada no modelo adotado por Hugo Chávez, na Venezuela, é a fonte permanente de todo o terror da direita sulamericana, inclusive a brasileira, menos pelo fator ideológico embutido na discussão, mais pelo pavor de deixar nas mãos de um adversário tal instrumento poderoso de financiamento de novas e ainda mais ousadas políticas de distribuição de renda e assistência social. O interessante é que, se tudo der certo, o auge da exploração do pré-sal se dará em 2015, um ano depois, portanto, do mandato do sucessor de Lula".
Ou seja, o desespero da oposição está projetado para uma possível reeleição da ministra Dilma Rousseff, que sequer se sabe se será eleita.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FHC privatizou o telefone em “regime de urgência” para dar ao brilhante Daniel


BLOG DO U: Chamo a atenção para o post de Conversa Afiada sobre o pré-sal.
Máximo de opinião que o governador e primeiro postulante ao cargo de presidente (que ele acredita lhe pertencer por direito), José Serra , depois de 14 meses em que o assunto pré-sal está na rua, conseguiu manifestar: “Acho que 90 dias é pouco tempo para discussão no Congresso”. O Jornal Nacional e todo o PIG destacaram essa grande conclusão. A ironia é que quando FHC resolveu privatizar a Telebrás e propôs o modelo ao Congresso, em 1997, no projeto da Lei Geral de Telecomunicações, também optou pelo regime de urgência, com os mesmos 90 dias e também não deu a menor bola para a choradeira da oposição. A diferença é que a Telebrás foi parar nas mãos do brilhante Daniel Dantas.

Mandato Popular, Seminário com Deputado Hailton Pereira - PT e convidados.



BLOG DO U: Com o objetivo de reorganizar o Conselho do mandato e contribuir para a formação política dos parceiros, o Deputado Hamilton Pereira esta organizando o Seminário do Mandato. O evento, que acontecerá no Centro Arquidiocesano, em Sorocaba, será aberto às 9h, com análise de conjuntura feita por lideranças nacionais do PT.



Os deputados Federal Jão Paulo Cunha, Arlindo Chinaglia e José Genuino já confirmaram presença e também a representante do MEC em São Paulo Iara Bernardi
O evento também contará com oficinas temáticas para formação política. Essa será uma excelente oportunidade para o deputado apresentar a atuação do mandato nas mais diferentes áreas, discutir novas propostas de atuação, assim como propiciar a importante troca de experiências entre os atores políticos de uma grande região, que ultrapassa os limites da região administrativa de Sorocaba.

E nesse seminário você é peça fundamental para a construção de um mandato participativo e popular! Faça valer sua voz! participe!
O Seminário do Mandato acontecerá no Centro Arquidiocesano de Sorocaba, à avenida Eugênio Salerno, № 60, ao lado da Uniso - Campus Seminário.


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Seminário do mandato Hamilton Pereira‏ - PT






BLOG DO U: O mandato do Hamilton Pereira está convidando todos os seguidores deste humilde blog para participar, olhem a data e o tema logo abaixo e faça sua inscrição.

No próximo dia 13/9 acontece, em Sorocaba, um grande Seminário do mandato do deputado estadual Hamilton Pereira (PT). O evento servirá para reconstituir o Conselho do Mandato, debater temas importantes que estarão na pauta nos próximos meses e disponibilizar formação política para os participantes através de oficinas temáticas no período da tarde.

A participação de todos é fundamental, já que se trata de uma excelente oportunidade para que a sociedade avalie o trabalho feito até agora e debata as ações futuras do mandato, que tem se empenhado em representar, no Legislativo Paulista, as necessidade de toda a população.
Clique aqui para saber um pouco mais sobre o conteúdo e os propósitos do Seminário.
Faça sua inscrição e ajude-nos a divulgar o evento.

Já estão confirmadas as presenças de José Genoino, Arlindo Chinaglia, João Paulo Cunha, Iara Bernardi e Emídio de Souza, além de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, presidentes de partidos e entidades representantes da sociedade civil organizada.

Não fique de fora dessa!

domingo, 30 de agosto de 2009

O Domingo.


BLOG DO U: Estava lendo a história do caseiro e Paloci na revista Piauí, bela entrevista e que esclarece mais um factoide da imprensa golpista.

Para o dia acabar bem que tal um poesia Não, hoje não saio… de Maria Teresa M. Carrilho

"Não, hoje não saio
eu quero ficarno espaço
dum cantinho
que é só meu
Não, hoje não falo
eu quero escutaras palavras floridas
dum canto
que me entonteceu
Não, hoje não vou respirar
eu quero confundir
a minha vertigem
com a tua vertigem
e ser só um todo
ou um nada
num mundo que emudeceu"…

O Esplendor das Madrugadas, 1998 - Lisboa, Portugal

Sem palavras 2






Para especialistas, avanço do País e de outros emergentes é uma das características do mundo pós-crise.


Veja o que diz o Estadão.




Brasil saiu da turbulência global maior do que entrou. Às vésperas do mês em que se completa um ano da crise iniciada com a concordata do Lehman Brothers, em 15 de setembro, o otimismo com o País tornou-se consensual. “O fato de que o Brasil passou tão bem pela crise tinha mesmo de instilar confiança”, diz Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para Jim O’Neill, do Goldman Sachs, e criador da expressão Bric (o grupo de grandes países emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China), “o Brasil passou por essa crise extremamente bem, e pode crescer a um ritmo de 5% nos próximos anos”.




O crescimento de importância do Brasil e de outras economias emergentes é uma das características do novo mundo surgido com a crise econômica. Para comentar essa e várias outras mudanças, o Estado ouviu oito grandes economistas estrangeiros e brasileiros: Rogoff; O’Neill; Barry Einchengreen, da Universidade de Berkeley; José Alexandre Scheinkman, de Princeton; Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central (BC) e sócio gestor do Gávea Investimentos; Edmar Bacha, consultor sênior do Itaú BBA e codiretor do Instituto de Estudo de Políticas Econômicas - Casa das Garças (Iepe/CdG); Affonso Celso Pastore, consultor e ex-presidente do BC; e Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.




Pastore observa que a recessão no Brasil foi curta, de apenas dois trimestres, comparada a quatro em países como Estados Unidos, Alemanha e França. Goldfajn nota que há os países que estão saindo da recessão no segundo trimestre e os que estão saindo no terceiro - o Brasil está entre os primeiros, com várias nações asiáticas. “Mesmo no primeiro trimestre, se olhar mês contra mês, há números fortes de crescimento no Brasil”, acrescenta.




Para Goldfajn, a crise foi um teste de estresse para diversos países, no qual alguns passaram, outros não, alguns tiveram nota boa e outros nota ruim. “Acho que o Brasil tirou nota boa, e agora está todo mundo olhando e dizendo ‘esse cara é bom’”, diz Goldfajn.




Uma das principais razões para o sucesso do Brasil em enfrentar a crise, segundo Pastore, é que ela pegou o País com o regime macroeconômico adequado - câmbio flutuante, bom nível de reservas, inflação controlada, superávit primário, dívida pública desdolarizada e caindo em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB). Essa solidez combinou-se com o sistema financeiro capitalizado, pouco alavancado, que estava proibido pela regulação de operar com os ativos perigosos, como os títulos estruturados no mercado americano de hipotecas subprime. “Uma das lições da crise é que países que tinham uma abordagem equilibrada da regulação do mercado financeiro, como Brasil, Austrália, Canadá , não tiveram crise bancária”, diz O’Neill.




A política anticíclica, baseada em corte de impostos e ampliação de gastos públicos, também ajudou, embora esta segunda parte seja criticada pelos efeitos de médio prazo. Para Pastore, os aumentos do funcionalismo e do Bolsa-Família tiveram efeitos contracíclicos, mas “por coincidência”, já que foram decididos antes da crise. “O defeito é que, se fosse política contracíclica mesmo, teria de expandir gastos transitórios, e não permanentes.”




Para a maioria dos economistas, o aumento dos gastos públicos correntes reduz o espaço do investimento, e impede que o Brasil cresça a um ritmo ainda mais forte do que os 4% a 5% que estão sendo previstos. “Não é nem preciso dizer que há um monte de coisas que o Brasil poderia fazer para crescer mais rápido”, comenta Rogoff.




De qualquer forma, o sucesso diante da crise jogou o Brasil no radar dos investidores. “À medida que continuarmos a crescer mais que o mundo, é natural que o País receba um aporte muito grande de investimentos estrangeiros diretos”, diz Pastore, acrescentando que eles aumentaram, mesmo com recessão e queda de lucros nos países que sediam as empresas que investem no Brasil.




contrapartida dos fluxos de capital é o câmbio valorizado e o déficit em conta corrente, o que significa que o mundo está financiando o Brasil para consumir muito (o que implica poupar pouco) e investir ao mesmo tempo. Segundo Goldfajn, os brasileiros serão um dos povos convocados, junto com os asiáticos, a preencher o espaço deixado pelo fim da exuberância do consumidor americano, atolado em dívidas e necessitado de reconstruir seu patrimônio.




Sem palavras 1




BLOG DO U: As pagínas do jornais falam por si própria.

Sem palavras


BLOG DO U: Lula faz o PIG se render a sua tese de marolinha, pois a maior crise que o mundo já passou pós 1929 a grande depressão.
Olha que dizia os jornalões da mídia nativa e suas afiliadas pelo interior deste país.
O quixotesco presidente Lula é outro que prefere indicar o caminho de um otimismo imaginário e enganador a aceitar a realidade. Diante da intensidade da crise nos últimos 30 dias, a tentativa de reduzi-la ao tamanho de uma marolinha mostrou-se ridícula. Lula até descreve direitinho a cadeia de acontecimentos: se o cidadão não compra, as vendas caem, as empresas reduzem a produção e o trabalhador perde o emprego. Afinal, é isso que ensinam manuais de economia e é o que está acontecendo. Só que Lula ignora um detalhe poderoso: quem desencadeia a perda de vendas, da produção e do emprego não é o cidadão, mas a pior crise econômica global dos últimos 70 anos. Não serão seus extravagantes conselhos de consumo que irão derrotá-la.” ( O Estado SP - O real e o imaginário na crise 11/01/2009)
*Suely Caldas, jornalista, é professora de Comunicação da PUC-Rio (sucaldas@terra.com.br)
*****
“A percepção popular é a de que a população está sendo lograda. A história da marolinha pegou e as pessoas estão vendo que o Lula as estava ludibriando”, afirmou Agripino Maia DEM.
“Há uma realidade que o governo não foi capaz de enfrentar, de encarar de frente o risco de uma crise interna e externa. A opinião pública está sentido que, na prática, a crise não está sendo verdadeiramente enfrentada”, disse Sérgio Guerra PSDB. (O Estado SP - Para oposição, crise derrubou aprovação ao governo Lula 30/03/2009)

***
“Os brasileiros, portanto, ainda acreditam em Papai Noel e que a crise é só uma marolinha, enquanto o tsunami devora 1,2 milhão de vagas em três meses e 533 mil num único mês nos EUA. E está vindo.Isso demonstra má informação e confiança quase mística em Lula.”ELIANE CANTANHÊDE (Folha Sp - Bota tsunami nisso! 7/12/2008)

***
O governo perdeu a chance de preparar o Brasil para a crise. Num aspecto, estamos piores do que a própria Argentina, que não tem déficit na conta corrente do balanço de pagamentos nem déficit fiscal.“A crise é do Bush, não é minha”.“Aqui, se a crise chegar, vai ser uma marolinha”. O talento do presidente Lula para se esquivar de responsabilidades é conhecido. Mas o país depende agora de duas habilidades que seu governo ainda não mostrou: firmeza e competência para tomar decisões difíceis e capacidade de negociação transparente e baseada no interesse nacional.SÉRGIO GUERRA , economista, é senador da República pelo PSDB-PE e presidente nacional do PSDB. (Folha SP - Uma crise (inter) nacional 14/10/2008)
POR ISSO ESTOU SEM PALAVRAS, DESMONTADO MAIS UM FACTÓIDE DO PIG* IGUAL A DA LINA.
(*Segundo Paulo Henrique Amorim "Partido da Imprensa Golpista")

Aparelhamento tucano.



BLOG DO U: Celso Lafer, Horacio Lafer Piva e Yoshiaki Nakano foram reconduzido para um mandadato de mais 6 anos no Conselho Superior da Fundação Amparo à pesquisa do Estado de São Paulo.

Um flagante aparelhamento?

Não. São homens de confiança pessoal e política do governador José Serra, que os nomeou.
Aparelhamento só ocorre quando a indicação é feita pelo Presidente Lula.

Para a direita, essa é uma praga que só ataca administrações progressista e de esquerda.

sábado, 29 de agosto de 2009

PSDB agora vai defender o ´bolsa-esmola´ será?


BLOG DO U: Hoje, acordei tarde para o café. Sobre a mesa, além de umas bolachas salgada, havia o café e a mantega "Estadão" e "O Globo". Desde que decidi cancelar a assinatura da "Folha", após o episódio do "mensalão" que nunca foi provado, minha mulher vez por outra me mostra a reportagem na internet.


Acho que é uma campanha subliminar para que eu assine algum deles.


Hoje, tentei ler os dois. Mas são insuportáveis. Dedicam-se neste sábado a duas tarefas: defender Uribe dos "ataques" de Chavez, o que para eles é ligitmo, mas quando Chaves quer aí é ilegal e prorrogar o julgamento de Palocci no STF. Que eu saiba, o STF é a suprema corte. Decidiu, está decidido. Mas se a decisão contraria os interesses dos jornais, aí não vale.


É a chamda demcracia unilateral, ou como diz o senador Renam "minoria com complexo de maioria" só vale quando é para eles (direita) quando é para o geverno ai é desmoralização do judiciario, comiçaõ de etca, etc...

As bolachas de sal, essas eu agradeço. Com café preto bem forte, fazem minha manhã mais agradável. Mas "Estadão" e "O Globo" ninguém merece. São patéticos.

Mais patética foi a notícia que eu encontrei no "Estadão": "PSDB quer abandonar crítica a projetos de Lula".

O jornal "informa" que os tucanos estão orientando as bases do partido a dar "visão positiva" dos programas sociais de Lula. O comando do PSDB não quer passar a "impressão" (impressão?) de que é contra Bolsa-Família, por exemplo.

Tarefa difícil. A base social dos tucanos na classe média de São Paulo (mas também em BH, Rio, Porto Alegre, Curitiba) propaga pelas ruas e pela internet o discurso de que Lula - o "apedeuta" - só se reelegeu porque dá "esmola para os pobres".

Haaaa! com certeza a mídia vai tentar de tudo para salvar os tucanos da derrotas históricas que lhes aguardam, mas dai tentar mudar o discurso será uma comédia trágica é claro.

Vocês se lembram do Alkmim no segundo turno da eleições em que perdeu para o Lula vengonhosamente no segundo turno.
Tentando passar a ideia que ia defender as empresa estatais do país depois que os comerciais do programa do PT o colocou a pecha que o PSDB é um privatizador do poder público. (ver post abaixo)

Em relação ao "Bolsa-Família", a esquizofrenia será a mesma.

Os tucanos estão desesperados. Acionaram os jornais para campanha contra Dilma. Acionaram a Globo contra Lula. Acionaram o Montenegro (do IBOPE) para previsões esdrúxulas dando conta da vitória inexorável de Serra.

Só esqueceram de um detalhe: como acionar os eleitores? e frear os blogs independente da rede mundial de computadores.
A grande pergunta que fica é que programa os tucanos têm a oferecer? Vão manter os programas de Lula? Então pra que votar na oposição?

Vox Populi mostra Dilma a frente em alguns Estados




BLOG DO U: O jornal "O Globo" apresentou a informação que o governador Aécio Neves (MG) está fazendo circular entre os dirigentes do PSDB pesquisa do instituto Vox Populi com números que podem ser considerados ruins para a candidatura tucana.




Em um primeiro cenário o governador José Serra (SP) lidera a disputa, mas já está atrás da ministra Dilma Rousseff na Bahia (32% x 22%) e em Pernambuco (32% x 24%). Também está atrás do Ciro Gomes (PSB-CE) no Rio de Janeiro (19% x 16%). O governador tucano vence Dilma em Minas Gerais (33% x 18%) e em São Paulo (40% x 17%).




Em um outro cenário Aécio lidera em Minas contra Dilma (68% x 10%) e tem leve desvantagem em São Paulo (18% x 14%). Duas mil pessoas foram ouvidas entre 31 de julho e 4 de agosto.



A mídia nativa nada de tocar no assunto.
Até quando sera que eles vão segurar suas redações na colera?


Post e informações de O Globo e Blog do Noblat


Os Tucanos e os Demos querem privatizar o Pré-Sal e a Petrobras



BLOG DO U: Início este post com um trecho do Hino Nacional Brasileiro

"BRASIL, DE AMOR ETERNO SEJA SÍMBOLO

O LÁBARO QUE OSTENTAS ESTRELADO,
E DIGA O VERDE-LOURO DESSA FLÂMULA
-PAZ NO FUTURO E GLÓRIA NO PASSADO.
MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE."

TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL,
ÉS TU, BRASIL,
Ó PÁTRIA AMADA!
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
PÁTRIA AMADA,
BRASIL!

Para mostrar que tem pessoas que só pensam no país para tirar proveito próprio olha o que publica no seu blog o jornalista Paulo Henrique Amorim.



“O Senador Alvaro Dias declarou que o partido está em negociação com uma empresa de Houston, nos Estados Unidos, para auxiliar seu trabalho na CPI da Petrobras. E diz mais “Foi a única empresa até agora que topou nos ajudar porque não é daqui e deve trabalhar para as concorrentes da Petrobrás. Na próxima semana devemos ter muito mais munição”.As motivações do PSDB aos poucos vão ficando claras. Para atacar um patrimônio nacional busca apoio em uma concorrente nos Estados Unidos, país que tem enorme interesse no enfraquecimento da Petrobras, já que pretende que suas empresas de petróleo ganhem importante fatia do pré-sal. Para isso contam com um senador tucano, que se dispõe a fazer o jogo do capital internacional contra a empresa brasileira.
Depois de tentar mudar o nome da empresa para PETROBRAX, agora os tucanos se dispõem a prestar relevantes serviços aos concorrentes de nossa maior empresa. Mas, sobre isso, a imprensa não fala uma linha.
Álvaro Dias deverá se encontrar com representantes de uma empresa de Houston na próxima semana para fechar contrato de investigação sobre a Petrobras. Dias deixou subentendido que a investigação que ficará a cargo da tal empresa pode ultrapassar a análise dos documentos enviados à CPI. O senador falou sobre essa questão com jornalistas do Globo, Estadão e Folha. Mas não deu detalhes.
Outro senador que estaria envolvido nos contatos com a empresa é Sérgio Guerra, mas ele se nega a falar sobre o assunto.”

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Internet pela rede elétrica é o fim da mídia nativa


BLOG DO U: A mídia que se cuide a internet pode chegar pela rede elétrica, junto com a luz para todos programa do Governo Federal.


Por Clovis Campos
Aneel aprova internet e TV por assinatura pela rede elétrica
A universalização dos acessos à internet está prestes a se tornar realidade. Dependerá do interesse e rapidez das distribuidoras na criação de subsidiárias, de vez que seus contratos só prevem a distribuição de energia elétrica.
O sistema permitirá, tanto o acesso à internet, ou à TV por assinatura, via rede elétrica - já presente na maior parte das residências do Brasil. “Assim, um ponto de energia pode ser uma tomada para ligar o eletrodoméstico e, simultaneamente, um ponto de rede de dados para a provedora de internet ou TV por assinatura”, Aneel.
Cada dia que passa, uma nova estocada no “quarto poder”: a decisão, que já tardava, deverá acelerar a democratização do conhecimento e complicar as coisas, mais ainda, para as mídias. A universalização do acesso torna cada vez menor o poder de formar, sem contraponto, a “opinião publica”, restando em seu lugar cada vez mais a “opinião publicada”.

No Vermelho: Globo perde audiência e poder político


BLOG DO U: Estudo da briga entre Record e Globo, quem ganha é você.

Veja no blog do escrivinhador um post sobre esse assunto.


Comentava agora há pouco, com uma colega aqui na redação: definitivamente, a grande mídia perdeu força. Da próxima vez, o Mercadante deveria se manter mais calminho antes de renunciar...
Vejam: há duas semanas, a "Globo" bateu 3 ou 4 dias na "Record". Com apoio da "Folha", "Estadão" e outros... A Record respondeu, e a questão ganhou a internet. O Portal Terra fez uma enquete perguntando "qual das emissoras tem razão?". A Record ganhou, disparado.


Agora, de novo. Duas semanas (pra não dizer 7 anos) de pancada no PT. A mídia serrista anuncia que o partido vai acabar. Aí o UOL faz uma enquete , perguntando "qual é o partido mais sério do país". Vejam o resultado das 21h41 de segunda-feira (24 de agosto):
1) PT - 42,40%;
2) PSDB - 19,83%;
3) PMDB - 10,94%
(seguem os demais)
O público do UOL é petista? O PT lançou uma campanha para que os filiados votassem na enquete? Entrei no site do PT e não achei nada.
O canhão da grande mídia é que vai perdendo força.


Que o povo ganha com a briga dos Marinho com Macedo? Ou o que programas de entretenimento como reality show, Gugu, Faustão afeta a política nacional?
A Globo perde poder econômico, político, e capacidade de manipular eleições.
Ao dividir a audiência, dividirá também as verbas do mercado publicitário (tanto público como privado), e perderá poder econômico.
Ao ter telejornais competindo de igual para igual, perde o monopólio da "formação da opinião pública", e a capacidade de exercer lobby e manipulação política.
Fica mais complicado esconder notícias, que o concorrente levará ao ar, pois acabará perdendo mais audiência do que perdeu, quando o telespectador se dá conta que está sendo mal informado. Fica mais complicado não dar direito de resposta, pois a resposta será conseguida no concorrente.
A Globo sempre atuou em simbiose com o poder. Trocava apoio político na linha editorial por acesso privilegiado aos cofres públicos. A Globo sempre ajudou a eleger "amigos" e depois recebia seu quinhão em troca do apoio ao governo, seja através de anúncios superdimensionados (como a propaganda da SABESP em rede nacional), seja através de empréstimos generosos, concessões indevidas, facilidades nos ministérios para si, e imposição de dificuldades para a concorrência.
O esquema da Globo de simbiose com o poder federal desandou com a eleição de Lula. Ela tenta recuperar com a eleição de Serra.
Com menos audiência, e com a Record nos calcanhares, a Globo vai continuar manipulando até 2010 para tentar eleger Serra, mas terá mais dificuldade em convencer, terá que ser mais sutil, uma vez que haverá um noticiário de contraponto, com audiência de peso.
Por outro lado, por mais que a Record cresça, nunca conseguirá ter o poder que teve a Globo no passado, e por isso não corremos o risco de trocar um monopólio privado por outro.
Hoje existe a internet como fonte de informação, e a cada mes mais brasileiros ingressam na rede, e a usam com fonte de informação, reduzindo a influência da TV. A TV digital, também criará, a médio prazo, um ambiente de diversidade de canais gratuítos semelhante às TV's por assinatura, incluindo os canais públicos e comunitários. Os movimentos socais pela democratização dos meios de comunicação, também se mobilizam e conquistam apoios oficiais no governo federal. É certo que haverá conquistas, em maior ou menor escala, dependendo da pressão popular.


Em tempo: ATENÇÃO, ATUALIZAÇÃO DO ESCREVINHADOR, ÀS 19H50
Leitores haviam alertado para o fato de o UOL ter tirado do ar a primeira enquete, em que o PT aparecia como "partido mais serio do país" (votação dos leitores).
O UOL, como expliquei na área de "comentários" a esse texto, botou outra enquete no ar nesta terça-feira, perguntando: "qual o partido menos sério do país?".
O editor-chefe Serra deve ter reclamado da primeira, aí armaram a segunda enquete. O PT disparou na frente como "partido menos sério". Mas foi só no começo. A segunda enquete tambem começa a fazer água. Agora, 19h50 de terça-feira, o PSDB já aparecia como campeão - "partido menos sério do pais" -
http://noticias.uol.com.br/enquetes/enquete.jhtm?id=7043#r

Na verdade, tudo isso é bobagem. Mas mostra como esse povo tá deseseperado na imprensa serrista.